Prosimetron

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segunda-feira, 21 de julho de 2014

Painéis de S. Vicente de Fora

Vi a curta-metragem de Manoel de Oliveira sobre os Painéis de S. Vicente de Fora no ciclo de cinema do Festival das Artes de Coimbra sobre o tema: Património. Agradou-me a visão apresentada. Não pude deixar de me lembrar do Moinho e a Cruz de Lech Majewski sobre Pieter Brughel, ou o filme de Peter Greenaway Ronda da noite sobre Rembrandt. Claro de uma forma mais sucinta pois a curta-metragem dura 16 minutos. Vale a pena ver.

Painéis de S. Vicente de Fora atribuído a Nuno Gonçalves (1470-80)


Painéis de S. Vicente de Fora, uma visão poética. Daqui




Onde me apetecia estar



Mais um festival musical de Verão em terras francesas, um dos muitos. E são também muitos os eventos, cerca de 180 : uma homenagem à Grande Guerra em torno de Maurice Ravel, um ciclo dedicado ao Mediterrâneo, e récitas de ópera destinadas a fazer conhecer obras menos representadas ( Os Ciganos, de Leoncavallo,  Caterina Cornaro de Donizetti ou Castor et Pollux de Rameau ). E 90% dos concertos têm entrada livre, pelo que uma semana no Languedoc ainda se torna mais apetecível :)

De 13 a 26 de Julho, mais info : www.festival-radiofrancemontpellier.com

Um quadro por dia



Tempo livre no Orfanato de Amsterdam, uma tela de 1876 de Max Liebermann ( 1847-1935 ). Uma escolha inspirada por umas postagens de ontem.

Números



1000 = 2500 000 000 ( x 2 )

La richesse cumulée des 1000 personnes les plus riches de la planéte représente près du double de celle des 2,5 milliards de personnes les plus pauvres .

in  Zygmunt Bauman, Les riches font-ils le bonheur de tous ?, Armand Colin, 2014.

O desengano absoluto das crenças de que a tecnologia ou o desenvolvimento do chamado " terceiro mundo " iriam conduzir a um igualitarismo crescente .

Leituras no Metro - 167

Há uns dias comprei este livro de Manuel António Pina, ilustrado por Joana Quental, numa daquelas vendas de livros no Metro. Li-o em duas viagens e já mudou de mãos.
Vila Nova de Famalicão: Quasi, 2005
 

Basta imaginar

Basta imaginar
um pássaro para o aprisionar,
e depois imaginar o ar para o libertar
e imaginar asas para ele voar
e imaginar uma canção para ele cantar.

Ouvindo o mar...

Il. de John Falter,  21 jul. 1956

Bom dia !





A beleza imortal da música de Alexander Borodin.

domingo, 20 de julho de 2014

Boa noite!

Kim Carnes faz hoje 69 anos. Parabéns!

Assim a modos que em geminação com o Arpose que colocou Betty Davis'Eyes há dias.

Variações

Raul Nery e Joaquim do Vale com este arranjo inesquecível para um serão de Verão...


O saco do lanche


 
Frente e verso do saco de lanche que fiz na primária e de que falei num comentário no Arpose. No tempo em que eu era chamada: Fräulein R...!!! Desse tempo, tenho boas recordações das aulas de trabalhos manuais, dos passeios e de algumas amigas (uma, principalmente) que têm permanecido pela vida fora.
Tenho de confessar que, nesta obra de arte, só fiz o ponto cruz; os acabamentos (forro, coser à máquina e fita) foram trabalho da minha mãe. 

Tenho alguém na família que quer ser...


Pacotes de açúcar - 81

E não é que hoje vai estar?

Auto-retrato(s) - 202

Max Liebermann, que conheci pelo Arpose, nasceu em Berlim a 20 de julho de 1847. Retratou-se inúmeras vezes.

Autorretrato com cigarro, 1902-1903
Autorretrato, 1910
Hamburgo, Hamburger Kunsthalle
Autorretrato com pincel, 1913
Autorretrato, 1913
Autorretrato com paleta e pincel, 1913
Autorretrato, 1916
Autorretrato, s.d.
Autorretrato, 1925
Autorretrato, 1927
Autorretrato, 1934
Autorretrato, 1934?

Curtas-metragens - Património

Festival da Artes - Ciclo do Cinema no Mosteiro de Santa Clara-a-Velha.

Películas: Centro Histórico, realização Pedro Costa Victor Erice, 
Aki Kaurismäki e Manoel de Oliveira.

Curta metragem - Painéis de S. Vicente de Fora, Visão Poética, Manoel de Oliveira


Saliento Vidros Partidos, histórias de gente e da Fábrica de Vizela. 


O Conquistador conquistado, verdadeiramente irónico.
Tenho pena de não conseguir encontrar o vídeo da curta-metragem
 sobre os Painéis de S. Vicente

sábado, 19 de julho de 2014

Boa noite!

A última noitada de conversa

O último programa de José Fialho Gouveia, Bairro Alto, foi para o ar no dia 14 de julho, na RTP2. A conversa foi com Miguel Gonçalves Mendes, autor dos documentários Autografia, sobre Mário Cesariny, e José e Pilar. Vi o programa, mas não percebi que era o último. Espero que regresse em breve.
E quem não viu, pode fazê-lo na RTP2, dia 21 às 3h15. :-)
Siaba mais em: http://www.rtp.pt/extra/index.php?article=478&visual=4

Números



670

O número de  " vistos dourados " concedidos em Portugal a cidadãos estrangeiros de Janeiro a Junho deste ano. Correspondem estas autorizações de residência a um investimento de 417 milhões de euros.
Um excelente negócio para advogados, imobiliárias, e para o Estado claro. E ainda há o retorno indirecto : na restauração, no comércio de luxo, no ensino privado para os filhos etc.
Um dos melhores negócios dos últimos anos ...

Citações



(...) nenhum português no seu juízo contava de facto com a contribuição do Bloco para resolver a crise. Francisco Louçã compreendeu o beco sem saída em que se metera e subiu rapidamente a Prof.Louçã, uma espécie de " guru " de uma espécie já rara de " radicalismo" . O resto do bando, dividido entre o refúgio do PS e a persistência na solidão e na virtude, acabou por se fazer em pedaços : uns querem salvar a face e valorizar o seu regresso a casa, ou seja, ao Rato ; outros continuam a sonhar uma ressurreição, que o país manifestamente impede. A aventura chegou ao fim e o fim é, como de costume, indigno.

- Vasco Pulido Valente, no PÚBLICO de ontem .

Humor pela manhã



A versão chinesa :)

João Ubaldo Ribeiro (1941-2014)

João Ubaldo Ribeiro, jornalista e escritor, faleceu ontem no Rio de Janeiro. É autor de um dos melhores livros de literatura brasileira qe li: Viva o povo brasileiro (1984), que abre com a seguinte frase:  «O segredo da Verdade é o seguinte: não existem fatos, só existem histórias.»
O primeiro livro que li de J.U.R. foi O sorriso do lagarto (1989) e o último A casa dos budas ditosos (1999). A comicidade é uma das características da obra deste autor e ela está bem patente nesta última obra que referi.
Também crónicas dele em O Jornal, onde colaborou.
Foi Prémio Camões em 2008.

Lsboa: Dom Quixote, 2000
Lisboa: Caminho, 1992
Lisboa: Dom Quixote, 1999

«Não se lê porque não se gosta de ler, porque dá trabalho. Ler é chato porque a pessoa não aprendeu a ler. Ela aprendeu a ficar na frente da TV onde tudo é fornecido.»

Bom dia !

Grande Guerra - 4

 
Começaram às 9h00, em Lisboa e no Porto, dois passeios, promovidos pelo Centro Nacional de Cultura, evocativos dos lugares de memória da participação portuguesa nas fileiras da Grande Guerra. 
Espero que o CNC promova novamente pelo menos o passeio de Lisboa, porque eu gostava muito de o fazer e só soube ontem à noite,
Ver mais em: http://www.cnc.pt/artigo/3245

Por São Vicente...

São Vicente de Paulo, as Irmãs da Caridade e as crianças

«Por São Vicente, toda a água é quente.»

Não sabia que São Vicente é que se comemora hoje. Fui ver e é São Vicente de Paulo. :(

Com um agradecimento a APS que colocou este provérbio num comentário. :)

Vamos à pesca!

Il. de Norman Rockwell.

É preciso muita paciência!

dois meses de vida ...

Por motivos que não esperava (e que também não vou contar) passei dois meses sem "criar". Fui lendo, lendo, lendo...
 
 

Sê paciente; espera que a palavra amadureça e se desprenda como um fruto ao passar o vento que a mereça.   
(Eugénio de Andrade) 

Festival das Artes (6ª edição)

A 6ª edição do Festival das Artes 18 a 29 de Julho de 2014, sob o tema “Património da Humanidade”.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Boa noite!

Estou a ficar velho...

Quando se olha para uma imagem do passado e se sente saudades, será sinal de se estar a ficar velho?


E realmente senti saudades do tempo em que se deixava Lisboa, por três meses, e se mudava de casa: para ir de férias. Era por esta data, pouco mais ou menos.
A mala das "pedras" (pedras eram os livros, porque as malas pesavam chumbo)...
Havia um ritual. A casa continua lá, fechada, sem ninguém. A paisagem está diferente... falta, no horizonte ao lado, o "meu" Estoril-Sol (hotel de sonho de uma infância). Mas o mar continua azul! Tive saudades, confesso... estou a ficar velho!

LES BALLETS SUÉDOIS 1920-1925: Uma companhia de vanguarda


«Les Ballets Suédois saltaram a pés juntos por cima dos lugares comuns da coreografia. Aguentaram-se muito bem. Eles querem algo de novo. O bailado moderno é tanto a Poesia, a Pintura, a Música como a Dança.» (Programme des Ballets Suédois, Théâtre des Champs-Elysées, nov-déc. 1924)
Foi assim que a companhia dos Ballets Suédois, fundada em 1920, em Paris por Rolf de Maré, se apresentou ao público: na vanguarda não apenas coreográfica mas também artística. «Os maiores poetas, os pintores mais modernos, os músicos mais ousados» foram solicitados: Cocteau, Claudel, Pirandello, Cendrars escreveram libretos postos em música por Ravel, Honegger, Milhaud, Satie, Auric ou Cole Porter, enquanto que Fernand Léger, Picabia, De Chirico, Bonnard, Steinlen desenharam os cenários e os trajos. Uma lista à qual é ainda necessário acrescentar, entre outros, o nome de René Clair, autor de um filme projetado durante o bailado instantanéiste Relâche, em 1924.
De 1920 a 1925, Les Ballets Suédois terão rivalizado com os célebres Bailados Russos de Diaghilev, na procura da modernidade artística, prefigurando o happening e a performance.
Não conheço esta companhia dos Bailados Suecos a que a Ópera de Paris, no Palais Garnier, dedica uma exposição até 28 de setembro.
Saiba mais em: http://visitepalaisgarnier.fr/les-ballets-suedois-1920-1925




Capa do catálogo.

Carta de amor

Il. de J. Knowles Hare

Marcadores de livros - 167


Tenho estado a arrumar os marcadores. :)

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Exposição, portugueses, outros olhares

A exposição Mostra de Portugal e a Grande Guerra foi uma das exposições que visitei 
na Biblioteca Nacional de Portugal. 

Um livro que me despertou a curiosidade, e que vi num expositor, foca as madrinhas de guerra e a correspondência trocada [Madrinhas de Guerra], deve ser interessante. Julgo que ainda não está
on-line para consulta.

Se visitarmos o
site da BNP pode ver-se algumas fotos.

"A caminho das trincheiras", Corpo expedicionario português, 1917, Col. Arnaldo Garcez. 
© Arquivo Histórico Militar. Foto exposta.


Boa noite!

Janelas engalanadas III

Para terminar o périplo sobre as janelas engalanadas em honra da Rainha Santa Isabel aqui estão as últimas e como não podia deixar de ser as rosas são o símbolo por excelência.



As Rosas de Santa Isabel

Onde ides, correndo asinha, 
Onde ides, bela Rainha, 
Onde ides, correndo assim? 
Porque andais fora dos Paços? 
Que peso levais nos braços? 
Oh! Dizei-mo agora a mim?... 

A Santa, regalos novos, 
Frutas, pão, e carne, e ovos, 
No regaço e braços seus, 
Sem cuidar ser surpreendida, 
Ia levar farta vida 
Aos pobrezinhos de Deus. 

Coram-lhe as faces formosas, 
E responde:- "Levo rosas..." 
Dom Dinis deitou-lhe a mão, 
Ao regaço, de repente; 
Mas de rubra cor vivente 
Só rosas lá viu então!... 

Como o tempo era passado, 
Nos jardins, no monte e prado, 
De rosas e toda a flor, 
El-rei, cheio de piedade, 
Nas rosas da caridade 
Viu a bênção do Senhor! 

E daquele rosal dela 
Tirando uma rosa bela, 
Que guardou no peito seu, 
Disse-lhe:- "Em paz ide agora, 
Que eu me encomendo, Senhora, 
À Santa, ao Anjo do Céu." 

João de Lemos, in Antologia Poética

Leituras no Metro - 166

Lisboa: Bertrand, 2013

Este é o segundo romance do norte-americano Daniel Silva e o primeiro que leio dele. 
O agente da CIA Michael Osbourne vai na pista de quem terá mandado abater um avião comercial que descolou do aeroporto Kennedy em direção a Londres. Quem o abate, com um Stinger (o que aprendemos...), é Hassan Mahmoud, um dissidente do Hamas, que é encontrado morto com três tiros na cara num barco ao largo de Long Island.
Estou a gostar.

Shakespeare em exposição

 
Por ocasião dos 450 anos sobre o nascimento de Shakespeare, inaugurou, há três dias, no Centre national du costume de scène, em Moulins, uma exposição que evoca as diferentes facetas do teatro daquele autor inglês, desde um teatro isabelino até aos mais belos trajos de Hamlet.  
A exposição pode ser vista até 5 jan. 2015.
Capa do catálogo.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Boa noite!

O contrabaixista Charlie Haden faleceu no passado dia 11 de julho.
Nos anos 70 fundou a Liberation Music Orchestra, que associava o free jazz à música de intervenção.
Em 1971 tocou no Festival de Jazz de Cascais a sua «Song for Che», dedicando-a aos que combatiam o colonialismo. No dia seguinte, foi preso e interrogado pela PIDE. 
Em 1990 gravou com Carlos Paredes o álbum Dialogues.