Na Castellana.
Prosimetron
quinta-feira, 28 de maio de 2015
quarta-feira, 27 de maio de 2015
Um beijo (meramente técnico...)
Um dos pontos altos da temporada de Verão 2015 do Royal Opera House de Covent Garden estreia hoje: a primeira de dez récitas da ópera La Bohème de Giacomo Puccini sobe ao palco às 19.30h. São dois os elencos alternativos que interpretarão uma das obras mais populares do compositor italiano: a equipa mais “chamativa” é constituída por Anna Netrebko e Jospeh Calleja nos papéis de Mimi e Rodolfo, respetivamente. O segundo elenco integra o tenor polaco Piotr Beczala (Rodolfo) e Plácido Domingo que não cantará, mas sim conduzirá a orquestra do ROH. Talvez haja prosimetronistas que se desloquem à capital britânica muito em breve…
A nova vinheta mostra-nos assim Netrebko e Calleja num beijo "técnico" (e por
isso provavelmente não muito sincero….)
La nature morte française au XVIIe siècle
Dijon: Faton, 2015
€110,00
Saiu em janeiro este livro de Eric Coatalem e Florence Thiéblot, que espero poder espreitar em junho. 500 páginas por €110,00. :)
terça-feira, 26 de maio de 2015
Citações
(...) Já vi passageiros da Portela serem despejados na Gago Coutinho por um táxi que começou a insultá-los . Sei de quem apanha o táxi para casa na Av.João XXI nas Partidas porque sabe que nas Chegadas fazem a vida negra . Já apanhei com motoristas que põem o rádio no máximo com o relato de futebol apesar de lhes pedir que baixem o som, apenas porque aquele é o táxi deles e o futebol é bom e o problema é meu . Já agora, odeio futebol . Já apanhei com os fados da Rádio Renascença. Já agora, gosto pouco de muitos fados . Já apanhei com os comentários sobre a situação política e " estes ladrões ". Já apanhei com os salazaristas e os revanchistas e os ultramarinos e os anarquistas, já apanhei com os deprimidos (...)
Também apanhei taxistas cordiais, corteses, educados, sofisticados, mas foram largamente a exceção (...)
- Clara Ferreira Alves , no Expresso do passado Sábado.
Vale a pena ler todo, e foi motivado por esta proposta abstrusa de uma tarifa fixa de € 20 a partir do aeroporto para quem chega, mesmo que more em Alvalade ou na Baixa ...
Onde me apetecia estar
Começa hoje a 33 ª edição do Festival de l' Epau , onde vão participar o King's Consort dirigido por Robert King , a Kremerata Baltica de Gidon Kremer com Didier Lockwood, e Jean-Bernard Pommier interpretando as sonatas de Beethoven . A somar aos concertos há cine-concerto, masterclasses e ensaios abertos .
Mais info : epau.sarthe.com/festival_epau
Pensamento ( s )
O mal existe . Não tenho qualquer dúvida . O mal não é apenas a ausência de bem, é uma entidade própria .
O mal existe potencialmente dentro de cada um de nós . Somos capazes de fazer as coisas dentro da ética, mas somos também capazes de esmagar o outro se isso for ao encontro do nosso ego narcísico e omnipotente, caso ele não esteja devidamente controlado . (...)
- Mário Cordeiro, no i de hoje .
A arte do retrato
Este retrato do poeta Heinrich Heine, pintado em 1842 por Amalia Keller, aparece aqui com uma dedicatória para APS, a quem desejo um feliz aniversário !
Mini-livros - 33
Fac-similado do Libro de Horas de los Medicis, cujo original (ca 1518) se conserva na Casa-Museu Lázaro Galdiano, em Madrid. O livro tem 53 mm de alt.
Não o tenho, mais quaisquer €1014,00 compram-no. :)
Parabéns Alberto!
Emile Bernard (1868 - 1941)
E aqui fica um poema, muito pouco conhecido de Ary (manuscrito na capa de um livro)
Um riso alvar
Um franzir de sobrancelhas
um boné a desabar
que cai sobre as orelhas
olhos no dono postos
ou no chão para ver os pés
Homem triste e sem gostos
e sem o vigor do português
Palhaço fardado d’almirante
marinheiro que nunca andou no mar
Sabujo, lacaio que é capaz
de se curvar e envilecer perante
o seu dono – Salazar
Um só existe: – o Tomaz.
Parabéns, APS!
Madrid: Alianza Editorial, 2013
Um poema de Gamoneda e três peónias de Ando Hiroshige.
Ando Hiroshige - Three stems of peonies on a blue background, 1857
Um dia feliz!
Mar
2ª feira de madrugada, junto ao mar.
O calor, quanto a mim, é uma dádiva.
Sophia de Mello Breyner Andresen
segunda-feira, 25 de maio de 2015
Novidades
Um escritor e jornalista francês que conhece o terreno, tem estado no Curdistão e conhece estas terras há 15 anos, descreve o genocídio silencioso dos cristãos do Próximo Oriente enquanto o Ocidente assobia para o lado .
En Occident, nous péchons par culpabilité et ignorance . Il y a encore des gens qui pensent que les chrétiens d' Orient ont été convertis par les croisades, alors qu' il s' agit du berceau de la chrétienté, bien antérieur à l' apparition même de l' islam, au VIIe siècle .
domingo, 24 de maio de 2015
Frankie Hot Dogs
Gosto muito de cachorros, de modo que resolvi ir há dias ao Frankie Hor Dogs que abriu na Rua Dr .João Soares, ao pé do Campo Grande, em Lisboa. No local onde esteve longos anos (encerrado também há anos) um café com bilhar, conhecido como o Dias. E que tinha uns belos pastéis de massa tenra.
Os cachorros que experimentámos estavam muito bons. O de cima é o Tuga com um ovo estrelado: tem de se comer com faca e garfo; o de baixo pertence ao menu criança. Ainda vieram outros para a mesa, mas esqueci-me de os fotografar.
A limonada também é boa.
Já não havia sobremesas. fazem duas diferentes todos os dias e quando acabam... acabam!
Hei de repetir.
sábado, 23 de maio de 2015
As primeiras cerejas
As primeiras cerejas e são deliciosas.
Bom fim-de-semana!
Joseph Plepp, Cerejas com queijo, Hermitage
Bom fim-de-semana!
Joseph Plepp, Cerejas com queijo, Hermitage
sexta-feira, 22 de maio de 2015
Boa noite!
Joan Manuel Serrat vem a Lisboa no próximo dia 4 de junho apresentar o espetáculo de 50 anos de carreira. Aqui o deixo como aperitivo.
Especialmente para APS.
Museu Nacional dos Coches
Faz sempre pena abrir os espaços sem a obra concluída.
«Abre amanhã ao público o novo Museu Nacional dos Coches. Abre com os coches (em maior número) a ocupar o espaço que lhes foi destinado mas sem a museografia estar completa, o que só deverá acontecer até ao final do ano; sem a prevista passagem pedonal e ciclável sobre a linha do comboio e a Avenida da Índia (que só deverá estar concluída em meados de 2016); sem a cafetaria e o restaurante a funcionar (estarão, diz-se, no último trimestre de 2015); e com a sala de exposições temporárias à espera que algo a ocupe, sem se saber quando. Ou seja, está praticamente como estava em 2012. E, no entanto, é inaugurado hoje em cerimónia oficial e abre amanhã aos visitantes. Será, portanto, incompleta e empobrecida a visão que portugueses e estrangeiros terão deste novo Museu. A que se deveu a pressa de inaugurar agora? Há uma hipótese, negada pelo Governo, mas plausível: depois de Setembro, a inauguração podia caber a outro. Para quê esperar?»
Público
Fotografias daqui: http://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/o-museu-dos-coches-esteve-mais-de-dois-anos-a-espera-deste-dia-1696448
Boa tarde!
Boa tarde!
As ruínas de Palmira
Nova ed. Lisboa: Livr. Renascença, ca 1960
Tenho-me lembrado, por razões óbvias (e não as melhores), deste livro do Conde de Volney, que li há muitos anos e que tem como subtítulo: Meditação acerca da destruição dos impérios.
Volney (contração de Voltaire e Ferney), pseudónimo de Constantin-François Chassebœuf de La Giraudais, estudou Direito e Medicina. Viajou pelo Líbano, Egito e Síria, tendo deixado um relato dessa sua viagem em Voyage en Syrie et en Égypte, pendant les années 1783, 84 et 85 (1788). Representou o Terceiro Estado, em 1789, e foi secretário da Assembleia Nacional Constituinte em 1790.
O seu livro mais conhecido é este, As ruínas de Palmira, editado em França em 1791 e cuja 1.ª ed. portuguesa é de 1822 (Lisboa: Tip. Dizidério Marques Leão). Já o li há muito anos e sei que, na época, gostei.
Começa assim:
«Ruínas solitárias, sacrossantos sepulcros, muros silenciosos: Salvé!
«Dirijo-vos a minha invocação e a minha suprema súplica. Enquanto o vulgo foge aterrorizado perante o vosso sombrio aspeto, o meu coração, pelo contrário, sente-se atraído, enlevado no encanto de pensamentos profundos e elevadas ideias.
«Quantas lições úteis, quantas reflexões veementes ou patéticas não suscitais no espírito que sabe consultar-vos!
«Quando o mundo inteiro escravizado emudecia perante os tiranos, já vós proclamáveis as grandes verdades que eles abominavam e perseguiam!
«Confundindo os despojos dos reis com os do mísero escravo, atestastes por modo eloquente e sublime, o dogma sacrossanto da Igualdade!
«Foi dentro do vosso recinto que eu, solitário amante da Liberdade, vi surgir, de entre os túmulos, a sua imagem, não como a imagina o vulgo insensato, empunhando archotes e punhais, mas com o espeto augusto da Justiça, com as balanças sagradas onde, no limiar da eternidade, se pesam as ações dos mortais.»
Começa assim:
«Ruínas solitárias, sacrossantos sepulcros, muros silenciosos: Salvé!
«Dirijo-vos a minha invocação e a minha suprema súplica. Enquanto o vulgo foge aterrorizado perante o vosso sombrio aspeto, o meu coração, pelo contrário, sente-se atraído, enlevado no encanto de pensamentos profundos e elevadas ideias.
«Quantas lições úteis, quantas reflexões veementes ou patéticas não suscitais no espírito que sabe consultar-vos!
«Quando o mundo inteiro escravizado emudecia perante os tiranos, já vós proclamáveis as grandes verdades que eles abominavam e perseguiam!
«Confundindo os despojos dos reis com os do mísero escravo, atestastes por modo eloquente e sublime, o dogma sacrossanto da Igualdade!
«Foi dentro do vosso recinto que eu, solitário amante da Liberdade, vi surgir, de entre os túmulos, a sua imagem, não como a imagina o vulgo insensato, empunhando archotes e punhais, mas com o espeto augusto da Justiça, com as balanças sagradas onde, no limiar da eternidade, se pesam as ações dos mortais.»
http://es.wikipedia.org/wiki/Palmira
http://es.wikipedia.org/wiki/Teatro_romano_de_Palmira
Desde essa época que fiquei com vontade de ir a Palmira, mas na época parecia um local inacessível... Há uns anos (não muitos) estive para ir à Síria,mas adiei a viagem, já não me lembro porquê. Será que estes novos bárbaros vão destruir esta maravilha?
Maillol / Patou
Jean Patou ( 1887-1936 ), mais conhecido como costureiro e perfumista, foi também bibliófilo e coleccionador de arte . Uma das esculturas da sua casa particular era este bronze de Aristide Maillol ( 1861-1944 ) , Nu debout se coiffant , de 1898, que é hoje vendido por Pierre Bergé em Paris, com uma avaliação entre 250 000 e 350 000 euros .
Só um !
De cada vez :) . A acompanhar o café, por exemplo . Uma beleza a embalagem , concebida pela Maison Kitsuné, e os chocolates são dos melhores de Paris, da casa Marcolini .
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