Prosimetron

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segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Cromos - 18


Obrigada, Jad!

Um quadro por dia


Vidreiros da Marinha Grande, 1952, trabalho com que Tereza Arriaga ( 1915-2013 ), falecida há precisamente uma semana, terminou o Curso Superior de Pintura em Lisboa. Tinha 98 anos, e além da carreira artística uma curiosa particularidade biográfica : penso que terá sido a única portuguesa nascida no Palácio de Belém após 1910.

Bom dia !



A voz de Lykke Li no novo álbum, The Big Dream, de David Lynch.

domingo, 18 de agosto de 2013

Só por razões históricas

Só por razões históricas (para evitar amanhã de estar a citar, pensando que era verdade) gostaria imenso de saber quem são os personagens desta história narrada por Alberto Gonçalves, no Diário de Notícias, de 18 de Agosto de 2013, p. 55.

A propósito de uma figura cimeira, da nossa pátria, ter mandado tirar da Wikipédia a "referência à profissão do pai (alfaiate)" conta o nosso Sociólogo que... e cito:


"Recentemente, um jornalista indígena alinhavou um longo obituário de uma famíliar, que segundo o texto o iniciara nos rudimentos do Antigo Egipto e na história das religiões. Na verdade, a senhora era vendedora de peixe e, ao que sei, praticamente analfabeta."  Acontece, ou pode acontecer... mas é digno de registo.

Aprendendo todos os dias...


Aqui está um impressor de Lisboa de quem nunca tinha ouvido falar: Sancio Beltrando! Oficialmente publicou uma outra obra, do mesmo autor e no mesmo ano.   
Talvez nunca tenha existido... talvez esconda uma personagem de quem eu gosto!
Para MR, pelas mesmas razões de 1996.

Os meus franceses - 286

Suze limão

Acho que nunca bebi Suze (http://fr.wikipedia.org/wiki/Suze)
Aliás, não sou dada a licores. E continuaria sem conhecer esta bebida, não fosse encontrar-lhe uma referência num Maigret:
«- [...] Em dois desses, pelo menos cafés [...] o nosso homem pediu um Suze-citron, como se estivesse habituado a tomá-los.
«-Conhecemos portanto os gostos que ele tinha em matéria de aperitivos!
«- Já bebeu alguma vez um Suze. sr. juiz?É uma bebida amarga, bastante pouco carregada de álcool.»
Simenon - Maigret e o «seu morto» / trad. Lima de Freitas. Lisboa: Livros do Brasil, 1952, p. 50

Um Suze limão faz-se juntando um pouco de limão ácido, um pouco de xarope de limão, Suze e água Castelo.

Bom aperitivo!


São servidos?

Design de Kate Ward Thacker.

Um título

O livro de Patrícia Melo, A Morte Lenta da Sociedade, é bastante sugestivo. Não o li mas vi o título no Jornal de Negócios donde retirei o seguinte trecho:

«As sociedades urbanas vão-se envenenando devagar. Sentem as dores de cabeça, as náuseas, as dores em forma de caos urbano, rapidez sem sentido, insegurança, desemprego, desespero. (...)»

Que futuro estamos a criar? Como é que as crianças o viverão? Que mentalidade surgirá?

Marlene Dumas, Estudantes Turcas em Amesterdão, Stedelijk Museum

Turkish Schoolgirls, 1987, oil on canvas, 160 x 200 cm

Em memória de João Domingos Bontempo

Faleceu em 18 de Agosto de 1842 um dos maiores músicos portugueses.




Sanctus do Requiem em memória de Luís de Camões

Pequeño vals vienés / Take this waltz


En Viena hay diez muchachas,
un hombro donde solloza la muerte
y un bosque de palomas disecadas.
Hay un fragmento de la mañana
en el museo de la escarcha.
Hay un salón con mil ventanas.

¡Ay, ay, ay, ay!
Toma este vals con la boca cerrada.

Este vals, este vals, este vals, este vals,
de sí, de muerte y de coñac
que moja su cola en el mar.

Te quiero, te quiero, te quiero,
con la butaca y el libro muerto,
por el melancólico pasillo,
en el oscuro desván del lirio,
en nuestra cama de la luna
y en la danza que sueña la tortuga.

¡Ay, ay, ay, ay!
Toma este vals de quebrada cintura.

En Viena hay cuatro espejos
donde juegan tu boca y los ecos.
Hay una muerte para piano
que pinta de azul a los muchachos.
Hay mendigos por los tejados,
hay frescas guirnaldas de llanto.

¡Ay, ay, ay, ay!
Toma este vals que se muere en mis brazos.

Porque te quiero, te quiero, amor mío,
en el desván donde juegan los niños,
soñando viejas luces de Hungría
por los rumores de la tarde tibia,
viendo ovejas y lirios de nieve
por el silencio oscuro de tu frente.

¡Ay, ay, ay, ay!
Toma este vals, este vals del "Te quiero siempre".

En Viena bailaré contigo
con un disfraz que tenga
cabeza de río.
¡Mira qué orillas tengo de jacintos!
Dejaré mi boca entre tus piernas,
mi alma en fotografías y azucenas,
y en las ondas oscuras de tu andar
quiero, amor mío, amor mío, dejar,
violín y sepulcro, las cintas del vals.

Federico García Lorca
Do livro Um poeta em Nova Iorque, que deu um disco em 1986, nos 50 anos da morte do poeta.

Como pouco coco...

Alfragide: Gailivro, 2011

Como pouco coco como, pouco coco compro.
Pouco coco compro porque pouco coco como.

sábado, 17 de agosto de 2013

Boa noite!

Bases de copos - 15


Há para (quase) todos os gostos...

Chocolate, baunilha, morango e até... banana split.
Para mim, vai ser limão.

Arrumando postais - 5

Este postal recortado veio de Israel em 1999.
Um falafel cai sempre bem.

Um escritor controverso

Nasceu em 17 de Agosto de 1907, em Castres, de uma família originária de Salsein, nos Pirenéus, parecendo ser aparentado com o escritor Alain Peyrefitte, cujos antepassados tinham origem também nessa aldeia ( Alain, nascido em 1925, chamava-se Roger Antoine mas mudou o nome devido à controvérsia que envolvia o seu homónimo).

 
Roger  Peyrefitte, homossexual assumido, começou por ser diplomata, que abandonou em 1940, mas com 33 anos publicou o seu talvez mais conhecido romance, Les amitiés particulières, que obteve o prémio Renaudot em 1945,  e originou o filme com o mesmo título em 1946, dando início a uma extensa obra literária. E ao escândalo, devido à temática homossexual que perpassa pelos seus livros. Mas também do ataque violento à Igreja e ao Papa, na altura Pio XII, apesar de ter estudado em colégios católicos. Curiosa e paradoxalmente morreu com 93, em 2000, anos não sem ter recebido antes os Últimos Sacramentos. Igualmente foi motivo de escândalo a revelação de práticas e segredos da vida diplomática nos seus livros Les Ambassades de 1951 e La fin des Ambassades, de 1953.
Muito conhecido é também o romance  L' exilé de Capri, sobre o exílio do Barão Jacques d´'Adelswärd- Fersen (também escritor e poeta que teve de fugir ao escândalo da sua homossexualidade e viveu com o companheiro 20 anos em Capri).
 






É menos conhecida e citada a sua trilogia sobre Alexandre o Grande -La Jeunesse d'Alexandre, 1977, Les Conquêtes d'Alexandre, 1979 e Alexandre le Grand, 1981 - que é, na minha opinião, uma extraordinária obra de ficção biográfica e que bastaria para o inscrever na história da literatura francesa do século XX.
Conhecido por defender, sobretudo na época em que escreveu, a  sua orientação sexual, é justo que se reconheça o excelente escritor que está muito para além dela.

Maria Keil: De Propósito

Autorretrato.
Família de José Gomes Ferreira.
Painel de azulejo.
Lisboa, Museu Nacional do Azulejo 
Sem título, anos 40
Col. Família Palma de Melo
(Lembra a lebre de Dürer) 
Estudos para pintura alusivas às comunicações para os CTT do Funchal, 1942
Col. particular 
Mobiliário desenhado por Maria Keil para as Pousadas de Portugal. 
Outro mobiliário desenhado por Maria Keil. 
Pescador da Barca Bela
Tapeçaria de Portalegre, 1949
Col. Richard Donald Lewis  
Cartões e uma tapeçaria. 
Autorretrato que se encontra no final da exposição.

Magnífica exposição sobre a obra de Maria Keil. Dado que já por diversas vezes coloquei ilustrações de MK e azulejos do Metro de Lisboa, neste blogue, escolhi outras áreas em que ela é menos conhecida.
O catálogo sairá em setembro.

Na Cidadela de Cascais até 27 out.

O prazer do chá no Jardim da Sereia

Parque de Santa Cruz, Jardim da Sereia




A Casa do Chá abriu há pouco tempo e tem durante os meses de Verão um programa de cinema ao ar livre.

Interior da Casa do Chá. Esta casa tem uma estante com livros para se poder ler durante o almoço ou quando se quiser ter prazer de ler no jardim acompanhados de um chá ou café. Os leitores podem levar os livros e tornar a trazê-los ou deixá-los e reler da próxima vez que visitar a Casa. Quem quiser pode dar livros para estes voarem até outro amante da leitura. Um conceito simpático.

Aqui iniciei a minha leitura de Lídia Jorge com gosto e prazer, um livro que trouxe da biblioteca Municipal, A Costa dos Murmúrios.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Boa noite!

Max Roach, este fantástico baterista, faleceu há seis anos.

Bases de copos - 14

Frentes e versos de duas.

Banana split

Amos Sewell - Banana split (16 aug. 1952)

Houve uma época em que este gelado esteve muito na moda. Nunca fui fã porque não aprecio esta fruta.

Praias e Lugares da minha infância - 8

Praia da Adraga ao entardecer (foto de  Rui Cabeço)

As idas à praia da Adraga não têm história nem histórias. Fomos talvez menos vezes, não recordo se em grupo ou só reduzidos ao núcleo familiar. Mas creio que com o grupo habitual dos meus amigos e mães.

            Praia da Adraga. areal e banhistas

       
O que recordo bem é a beleza dessa praia, perto de Colares e Almoçageme. As rochas, areia fina, o mar. Por acaso ou descaso nunca mais lá voltei. Mas hei -de voltar um dia. Prometo(me).

Trompe-l'oeil e a falta de civismo

O Parque de Santa Cruz, mais popularmente conhecido por Jardim da Sereia foi concebido por D. frei Gaspar de Encarnação, no reinado de D. João V, quando procedeu à reforma do Mosteiro de Santa Cruz. A entrada do jardim faz-se através do arco triunfal, que se vê nas imagens, coroado por três esculturas que representam a Fé a, Esperança e a Caridade e é ladeado por dois torreões barrocos.
O trompe-l'oeil utilizado na pintura é magnífico mas, infelizmente, a falta de civismo está patente no grafismo que surge barbaramente nos torreões e na parede que incorpora a entrada do jardim. O trompe-l'oeil é uma técnica de pintura que cria uma ilusão óptica. Atualmente há poucas pessoas que a sabem utilizar. 

Jardim da Sereia, Coimbra



A técnica do trompe-l'oeil foi usada profusamente pelo barroco, porém já era utilizada pelos gregos e romanos e foi recuperada no Renascimento. 
Coloco ainda uma tela que me encanta de um período posterior ao barroco executado pelo padre Borrel del Caso, Fugindo da Crítica, 1874. Coleção do Banco de Espanha, Madrid (fonte: wikipedia)

Frutas - 104

Maria Keil - Natureza morta, 1944
Lisboa, CAM

Pintura de José Viana

No Centro Cultural de Cascais está patente uma exposição de pintura de José Viana, que todos conhecemos melhor como ator. 
Vista da exposição 
José Viana - O Poeta [Eugénio de Andrade], 1972