Uma memória sugerida pelo blogue A Luz do Som.
Prosimetron
sábado, 15 de setembro de 2018
Marcadores de livros - 1157
A escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie faz hoje 41 anos. Nunca li nada dela.
«Cometo constantemente o erro de pensar que algo óbvio para mim é óbvio para toda a gente». Todos cometemos este erro.
Obrigada, Justa!
sexta-feira, 14 de setembro de 2018
Biografias e afins
O novo álbum da colecção Explora, dedicada aos grandes viajantes , da editora Glénat, versa sobre Alberto I do Mónaco, pioneiro da oceanografia, que no seu navio , o Princesa Alice, equipado do mais moderno equipamento laboratorial percorreu os mares de vários continentes .
O volume conta ainda com um dossiê explicativo de 10 páginas, da autoria da historiadora Jacqueline Carpine-Lancre .
Albert I de Monaco, le prince explorateur, Christian Clot, Philippe Thirault, Sandro, Glénat, 64p, €14
Lá fora - 343
A justa redescoberta de Gaspar de Crayer, na primeira exposição monográfica que lhe é dedicada, e que conta com meia centena de obras, provenientes de museus europeus e norte-americanos.
Até 4 de Novembro, Musée de Flandre, Cassel . museedeflandres.fr
Um quadro por dia - 430
Foi dispersa há dois dias, na Sotheby's de Paris, a colecção de Jimmy e Isabel , condes de Viel Castel, coleccionadores ecléticos. Uma das telas vendidas foi este Déjeuner maigre, óleo sobre tela, 1739, 74x92cm, em que se nota a influência dos mestres holandeses em Alexandre-François Desportes ( 1663-1743 )
Marcadores de livros - 1156
Verso e reverso de um marcador de um sapateiro que tem lojas em Paris e Bordéus. E pelo que diz o marcador, o homem que calçar uns sapatos destes vai «Marcher dans la vie comme dans ses rêves». Concordo absolutamente: os pés têm de estar confortáveis - não sentir os pés...
A loja de Paris fica na place Dauphine, uma praça encantadora.
quinta-feira, 13 de setembro de 2018
Boa noite!
Uma pérola. O pai de Mozart dizia ser o mais encantador teatro que conheceu.
Vai um Negroni?
Um cocktail criado no defunto Café Giacosa de Florença. O conde Camillo Negroni pediu ao barman Fosco Scarselli para lhe tornar o seu cocktail preferido - o Americano - mais forte, substituindo a soda por gin. O Americano é composto de Campari e vermute com soda, bastante gelo, e uma rodela de limão. O barman resolveu também substituir a rodela de limão por uma rodela de laranja,
Dizem que a bebida foi 'inventada' em 1919, mas o conde Negroni morreu em 1913... Só se fez este pedido do outro mundo.
Cuidado com as misturas!
Leituras no metro - 993
A história de Bizâncio, o Império Romano do Oriente, desde a fundação de Constantinopla em 8 de novembro de 324 até à conquista da cidade pelos turcos em 19 de maio de 1453. Mil anos de guerras, invasões, crises políticas e esplendor artístico de um reino contra inimigos vários.
Não sei se saiu edição portuguesa desta revista. A capa que aqui apresento é da edição espanhola (publicada em fevereiro) e a que li foi a edição italiana. Recomendo a quem gostar do tema.
quarta-feira, 12 de setembro de 2018
terça-feira, 11 de setembro de 2018
Lembrando um Amigo - "Noivado"
segunda-feira, 10 de setembro de 2018
O caminho
- Maison de Pierre Loti
- Fort Cigogne, nas ilhas Glénan, Finisterra
- Palacete Polignac, no Gers.
Já à venda as " raspadinhas do Património ", há também o " totoloto do Património " com primeiro sorteio a 14 de Setembro e jackpot de 13 milhões de euros, numa colaboração entre La Française des Jeux, a Santa Casa francesa digamos assim, e a Mission Patrimoine.
O Estado não consegue recuperar directamente centenas de monumentos que são seus, os particulares também não, pelo que o caminho escolhido em França passa pela utilização das receitas do jogo.
Um bom exemplo a seguir ...
Biografias e afins
Marie Laurencin, pintora reconhecida, amante de Apollinaire, e Nicole Groult, casada com André Groult, grande decorador, costureira talentosa e irmã do grande Paul Poiret.
Apesar dos casamentos, dos filhos, das carreiras, foi longa e intensa a história de amor que uniu estas mulheres.
J' ai un tel désir, Françoise Cloarec, Stock, 324p, € 20.
Um quadro por dia - 429
É de Karl Reille ( 1886-1975 ) este Le Bat-L' Eau, óleo sobre tela, 38x46cm, imortalizando o momento da caça aos cervos em que os cães conseguiram levar o animal até à água, ficando encurralado.
Vendido no passado Sábado, mesmo que cada vez haja menos caça e caçadores a procura destas telas não desapareceu.
A arte do retrato - 244
Um rettato de Dorothea Erxleben ( 1715-1762 ),Universidade de Halle, a primeira médica alemã, filha e irmã de médicos e admitida aos estudos médicos por especial licença real. Uma excepção, que só 150 anos depois teve continuação ...
Em memória da Dra.Rita, Delegada de Saúde em Lisboa, minha vizinha do lado durante 18 anos, cuja morte súbita e fulminante uma destas manhãs foi um tremendo choque para a família e todos nós.
" Para o ano, meto os papéis " . dizia-me ela numa das últimas conversas, querendo estar mais tempo com filhos e netos.
Faz-nos falta a sua boa disposição., o seu bom senso, a sua disponibilidade. R.I.P.
Onde me apetecia estar - 164
Em Biarritz, para mais uma edição de um dos últimos festivais de Verão consagrados exclusivamente à dança. Companhias e bailarinos do mundo inteiro, documentários e até uma festa na praia.
Le temps d'aimer la danse, de 7 a 16 de Setembro letempsdaimer.com
Boa noite!
Lembrando João Mattos e Silva que gostava muito de Purcell e suspeito que de Shakespeare.
domingo, 9 de setembro de 2018
sábado, 8 de setembro de 2018
Três lugares a não perder, segundo Thomas Cook
Segundo Thomas Cook, existem três lugares no mundo que todo
o viajante tem de ver: a cidadela de Tombuctu (Mali), a cidade antiga de
Samarcanda (Uzbequistão) e Haparanda (Suécia).
Haparanda parece uma sítio bastante desinteressante. Foi aqui que Lenine tomou o comboio que o levou para Petrogrado, em 1917.
sexta-feira, 7 de setembro de 2018
Marcadores de livros - 1152
Todos brasileiros, no Dia da Independência do Brasil:
O marcador da Martins Fontes é frente e reverso.
Três marcadores frente e reverso.
A nossa vinheta
quinta-feira, 6 de setembro de 2018
Leituras no Metro - 992
Lisboa: Temas e Debates: Círculo de Leitores, 2017
Foi o primeiro livro de Catherine Merridale que li, que escolheu para epígrafe desta obra uma citação de N. K. Krupskaia, mulher de
Lenine: «Deve contar-se toda a verdade, a verdade nua e crua, às massas, sem
medo de que a verdade as assuste e afaste.»
Gostei, parece-me uma historiadora imparcial, tanto quanto se pode ser
em relação a um personagem como Lenine.
Merridale fez esta viagem cem anos
depois, quando certas linhas de comboio desapareceram ou foram alteradas.
Em abril de 1917, Lenine saiu de Zurique a 9 de abril, atravessou a
Alemanha em guerra (com a ajuda das autoridades deste país) e chegou a
Haparanda onde foi metido num comboio selado, tendo chegado à estação Finlândia
em Petrogrado a 16 de abril. Churchill, anos mais tarde, escreveu a este
respeito o seguinte: «Temos de tomar plenamente em consideração as apostas
desesperadas em que os líderes de guerra alemães já estavam empenhados. Todavia,
foi com um sentimento de pavor que viraram contra a Rússia a mais sinistra de
todas as armas. Transportam Lenine num vagão selado, como um bacilo da peste,
da Suíça para a Rússia.» (cit. p. 18).
«Neste momento, há quase
tanta instabilidade no Planeta como existiu no tempo de Lenine e um conjunto
ligeiramente diferente de grandes potências continua a trabalhar arduamente
para garantir a sua supremacia no topo. Uma técnica que utilizam nos conflitos
regionais, uma vez que o envolvimento militar direto tem tendência para custar
demasiado, é ajudar e financiar rebeldes locais, sendo que alguns estão no
terreno, mas outros têm de ser colocados lá precisamente como aconteceu com
Lenine. […] A história do comboio de Lenine não é propriamente exclusiva dos
soviéticos. Em parte, é uma parábola sobre a intriga das grandes potências e
uma das regras, aí, é que as grandes potências quase sempre interpretam mal as
coisas.» (p. 19)
quarta-feira, 5 de setembro de 2018
Um quadro por dia - 428
Uma das últimas telas de Konstantin Korovin ( 1861-1939 ) , esta La Véranda, de 1922, que esteve desde 1925 em mãos francesas até passar para mãos russas num leilão de Julho.
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