Prosimetron

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quarta-feira, 10 de junho de 2009

Suzanne Valadon, modelo

Suzanne Valadon, nascida Marie-Clémentine Valadon, antes de se tornar pintora, foi modelo de Puvis de Chavannes, Renoir, Steinlein, Henner, Zandomeneghi, Anais, Toulouse-Lautrec, etc.
Escolhi três quadros em que ela é retratada:

 
Pierre-Auguste Renoir – Dance à Bougival [Suzanne Valadon e Paul Lhote] Óleo sobre tela, 1883. Boston, Museum of Fine Arts

  
Pierre-Auguste Renoir – La Natte Óleo sobre tela, 1887 Baden, Museum Langmatt http://www.langmatt.ch/

 
Toulouse-Lautrec – A Ressaca Desenho, ca 1888

Suzanne Valadon, pintora

Está uma exposição de Suzanne Valadon e de seu filho, Maurice Utrillo, na Pinacothèque de Paris.


Les deux chats
Óleo sobre tela, 1918
Paris, col. Raymond Subes



La chambre bleue
Óleo sobre tela, 1923
Paris, Centre Pompidou


La femme aux bas blancs
Óleo sobre tela, 1924
Nancy, Musée des Beaux-Arts

Soneto de Luís de Camões, escolhido por Eugénio de Andrade!

Oh, como se me alonga, de ano em ano,
A peregrinação cansada minha!
Como se encurta, e como ao fim caminha
Este meu breve e vão discurso humano!
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Vai-se gastando a idade e cresce o dano;
Perde-se-me um remédio, que inda tinha;
Se por experiência se adivinha,
Qualquer grande esperança é grande engano.
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Corro após este bem que não se alcança;
No meio do caminho me falece,
Mil vezes caio, e perco a confiança.
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Quando ele foge, eu tardo; e, na tardança,
Se os olhos ergo a ver se inda parece,
Da vista se me perde e da esperança.
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Sonetos de Luís de Camões (1524?-1580)
(escolhidos por Eugénio de Andrade)

Canto Quarto: Luís Vaz de Camões!

Julgo que neste dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas não pode haver melhor homenagem que esta que Camões nos legou:
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x xCAMOES, Luís de, 1524?-1580Os Lusiadas / de Luys de Camões. - Em Lisboa : por Pedro Crasbeeck impressor delRey, 1631. - [4], 140 f. ; 24º (9 cm). - Dedicatória: "Ao Senhor Dom Duarte filho II do Senhor Dom Theodosio Duque de Bargança II. deste nome", por Paulo Craesbeeck.
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Na BND podemos encontrar os Lusíadas. Escolhi uma imagem do canto IV, fl.48v, por focar Dom Nuno Alvares Pereira porque este ano também é o ano dele.
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terça-feira, 9 de junho de 2009

Paris: Eglise Saint-Germain-des-Prés

Paris: Eglise Saint-Germain-des-Prés
Rossini: Petite Messe solennelle
Maestro: Patrice Sauquet
Coros Vicent d'Indy
Piano: Eriko Ishikawa
Orgão: Jorris Sauquet
Soprano: Catherine Manandaza
Contralto: Anna Daniela Sestito
Tenor: Pierre Vaello
Baixo: Bertrand Grünenwald

Valeu a pena!

Esplanadas de Lisboa - 2


Na Lisboa antiga
Terraço (Cç. Marquês de Tancos, Mercado Chão do Loureiro)
"(...) sentado num sofá ou estendido numa espreguiçadeira não se olha para o relógio no Terraço. O ambiente é multicultural e só fecha quando S. Pedro quer. Em breve juntam-se à festa pequenos-almoços e música ao vivo..."
Rossio (Lg. Duque do Cadaval, Estação do Rossio)
"(...) o largo ao lado da estação do Rossio reabriu com uma mão cheia de esplanadas. Atire-se a um bife na República da Cerveja ou dê cabo da dieta com um gelado da Finzi Contini..."
Junto ao rio
Meninos do Rio (R. Cintura do Porto de Lisboa, Amz. 255)
"(...) Os Meninos do Rio estão sempre à pinha - famílias em almoços arrastados, casais enamorados, amigos em bando - por isso convém chegar cedinho, sobretudo em dias de sol..."
Mensagem (Altis Belém Hotel & Spa, Doca do Bom Sucesso)
"É uma das esplanadas mais recentes da cidade e a prova de que ainda há muito Tejo para aproveitar... Ao domingo, entre as 11h30 e as 16h00 há brunch com tudo aquilo a que tem direito. Segundo o chef, não tem sido um sucesso, tem sido uma invasão"
Zona nobre
Regency do Chiado (R. Nova do Almada, 114)
"(...) vê-se o rio, vê-se o castelo, vê-se o casario, o elevador de Santa Justa. As águas furtadas, as roupas estendidas, os cacilheiros no Tejo. Quase dá vontade de cantar um fado. Mas se calhar é melhor não. Peça antes um vinho e fique a desfrutar da beleza alfacinha..."
Bairro Alto Hotel (Pç. Luís de Camões)
"(...) arranjar uma mesinha que seja é uma aventura, ir sem marcação é altamente arriscado, mas mesmo que não consiga lugar num dos confortáveis sofás com almofadas, a viagem não se dá por perdida..."

BnF : Bibliothèque nationale de France

Hoje estou no meu mundo...
de manhã:

© aviewoncities
© 1998-2009 Xavier Lacot


© blog.bnf.fr
de tarde:

© savoirs.essonne.fr

60 anos de uma nação: 1970

A crónica deste ano é dedicada a um único acontecimento em homenagem a Willy Brandt.
O chanceler visita a Polónia em Dezembro de 1970 por ocasião da assinatura do Tratado de Varsóvia. O documento determina a inviolabilidade da linha geográfica dos rios Oder e Neisse como “fronteira ocidental da República Popular da Polónia”. A Alemanha Ocidental e a Polónia renunciam a exigências territoriais antigas – um passo decisivo na normalização de um relacionamento entre ambos os estados, marcado pela agressão alemã durante a Segunda Guerra Mundial em território polaco.

Todavia, este acordo, já em si de importância histórica, viria a tornar-se emblemático por um acontecimento inesperado: diante do monumento em honra às vítimas do Ghetto de Varsóvia, Willy Brandt ajoelha-se espontaneamente durante alguns segundos. A atitude comovente é captada numa imagem que entra na História.
Brandt declara ao semanário Der Spiegel: “Em nome do nosso povo, quis expiar um crime que atingiu milhões, cometido em nome alemão que, por sua vez, foi abusivamente utilizado para este fim. Há que actuar assim, se quisermos começar de novo e excluir uma repetição dos horrores do passado.”

Nem todos os alemães estão de acordo: 48 % dos alemães, inquiridos numa sondagem, consideram este gesto exagerado.
A comunidade internacional viria a reconhecer a atitude de Willy Brandt um ano mais tarde.

Place du Tertre


Federico Zandomeneghi – Place du Tertre
Óleo sobre tela
Milão, col. particular



Maurice Utrillo - Place du Tertre, restaurant de la Mère Catherine
Óleo sobre tela, 1912
Suíça, col. particular



Maurice Utrillo - Place du Tertre
Óleo sobre tela, 1911-1912
Londres, Tate Gallery

Retrato com flores: Anthony Van Dyck !

Na onda do Flower Power:
Auto-retrato com Girassol, revelando o colar de ouro com medalha de Carlos I (oferta do rei em 1633)

Óleo sobre tela, 58.4 x 73 cm, 1633, Colecção do Duque de Westminster
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Nesta composição é impressionante a luz que emana do girassol. Van Dyck joga de uma forma notável a luz e a sombra que se visualiza no traje e no céu com nuvens.

Ian McEwan, um libreto para ópera!

Conhecem esta ópera:"POR TI" de Michael Berkeley e Ian McEwan?

Michael Berkeley é um compositor britânico que fez parte do coro da catedral de Westminster.
Ian McEwan é um escritor britânico. Passou parte da sua infância no Extremo Oriente, na Alemanha e no Norte de África porque o pai era um oficial do Exército Britânico.

A primeira das suas obras publicadas foi a colecção de relatos Primeiro amor, últimos ritos (1975). Em 1998, e causando grande controvérsia, recebeu o Prémio Man Booker pela novela Amesterdão. Gostei deste livro. Só hoje conheci este libreto quando me veio parar às mãos.
Então, decidi procurar no youtube e aqui estão os autores a falar da sua obra.

Por Ti, (libreto para ópera de Michael Berkeley)

II Acto
Canção

Na fronteira entre a memória e o sonho
vi um casal numa ponte de Londres.
Havia uma tempestade de neve e era o início da tarde.
De mãos dadas, loucamente apaixonados,
com planos e gritos de alegria
passaram para outro lado.
(…)


segunda-feira, 8 de junho de 2009

Paris: La Sainte Chapelle

Paris: La Sainte Chapelle; hoje um bom concerto de Musica Barroca; Baroque Ensemble tocou e cantou: Schütz, Couperin, Telemann, Bach, Purcell, Vivaldi, Haendel.

Sob o olhar da lente




Esplanadas de Lisboa

Em qualquer ponto da cidade há uma (boa) esplanada que espera por nós. A prová-lo está um extenso trabalho publicado na edição de Junho da Time Out, que divulga as 50 melhores esplanadas da capital e não só. Da Lisboa antiga à zona ribeirinha são muitas e variadas as propostas para um café, almoçar ao fim-de-semana ou estar com os amigos. Nos próximos dias trarei aqui cada um desses fantásticos recantos...
No centro histórico:
Pão de Canela (Pr. das Flores)
"(...) tem qualuer coisa que não se explica, que faz com que ali se juntem as pessoas mais diversas, num ecletismo que é raro..."
Travessa (Tv. do Convento das Bernardas, 12)
"(...) faz mais sentido ir se for para ficar cá fora, numa noite de calor, a degustar pratos de excelência, com vista para a roupa estendida das janelas em frente. Mais lisboeta é difícil..."
Junto ao rio:
Piazza di Mare (Av. Brasília. Pavilhão Poente, 21)
"(...) pode ficar toda a tarde a contar barquinhos e a sentir-se feliz. Se tiver crianças, pode deixá-las à solta na relva ali ao lado, enquanto lê o jornal e descansa os ouvidos dos seus gritos encantadores..."
Delilux (Santa Apolónia, Cais da Pedra)
"(...) tem vista e uma excelente oferta gastronómica para acompanhar. É que os produtos que são servidos nas mesas são os mesmos que estão à venda nas prateleiras gourmet..."
Na zona nobre
Cinemateca (R. Barata Salgueiro, 39)
"(...) fica no terraço do chamado Museu do Cinema e chama-se 39 Degraus por causa da quantidade de degraus que é preciso subir para lá chegar, o número da porta e o filme de Hitchcock..."
Sky Bar (Tivoli Lisboa, Av. da Liberdade, 185)
"(...) tem uma vista soberba de Lisboa e música de vários estilos. Sempre a partir das 19 horas para se poder beber o primeiro copo da noite".

Au Quartier Latin


Lá fora - 31 : Da vida romântica



Não pude visitar este museu de Paris, aquando da minha última visita à Cidade-Luz, pois que o tempo era escasso, mas ficou "agendado". Além das colecções, são organizadas exposições-estando agora patente esta sobre o "diálogo de ateliers" entre Picasso e Crommelynk, bem como leituras, concertos no Verão e uma bela casa de chá, tudo enquadrado na atmosfera romântica que domina este palacete que foi a casa do artista Scheffer.
Musée de La Vie Romantique, 19 , rue Chaptal , IX Arrondissement.

60 anos de uma nação: 1969

Um ano após o primeiro transplante de um coração pelo sul-africano Christiaan Barnard, é feita a primeira cirurgia da especialidade num hospital alemão: Rudolf Zenker, Director da Clínica Universitária Cirúrgica de Munique, dirige uma equipa durante oito horas. No entanto, o paciente sobrevive apenas poucas horas. O coração da doadora que falecera num acidente de viação poucos dias antes, comportava danos, resultantes desse acidente. O primeiro transplante de coração bem sucedido viria a registar-se em 1981. Na RDA, tal vitória viria a ser alcançada em 1986.

O partido democrático cristão sob a direcção do chanceler Kiesinger vence as eleições legislativas de 28 de Setembro. No entanto, o adversário social-democrata Willy Brandt inicia, para surpresa de todos os quadrantes políticos, negociações com o líder do partido neo-liberal, Walter Scheel. Conceitos comuns no que respeita à política externa, em particular ao relacionamento com a RDA e a União Soviética, são os alicerces para uma coligação entre estes dois partidos. O primeiro desafio à "sobrevivência" da coligação dá-se a 21 de Outubro: com apenas dois votos de maioria, Brandt é eleito o primeiro chanceler social-democrata, pondo termo a vinte anos de governação do partido conservador. Na sua primeira declaração diante do Bundestag, Brandt profere a célebre fórmula Mehr Demokratie wagen (trad. ousar mais democracia). A nova constelação política reflecte o processo de profundas mudanças em que a sociedade alemã ocidental se encontra. Inicia-se uma nova era de renovação política e social.


Em Novembro de 1969, termina o projecto revolucionário “Kommune 1”. Dois anos antes, 9 homens e 9 mulheres, acompanhados de uma criança, formaram uma comunidade num apartamento de Berlim de cariz muito especial: definem-se como modelo oposto à família tradicional que, no entender da Kommune 1, alimenta a ascensão de tendências fascistas. Em protesto a estes conceitos considerados conservadores e burgueses, praticam uma liberdade de relacionamento total e incondicional, defendem a igualdade de direitos para homem e mulher e organizam atentados “pacíficos”, ao atirar alimentos contra altas visitas estrangeiras. Saturação e problemas de toxicodependência, entre outros motivos, originam o fim desta experiência inédita dois anos depois. A Kommune 1 viria a ser exemplo para muitas comunidades que se constituíram ao longo dos anos 70.
Imagens: Christiaan Barnard; Willy Brandt; Kommune 1

Matisse no Museu Thyssen-Bornemisza!

Museu Thyssen-Bornemisza
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Inaugura uma exposição dedicada a Matisse que vai desde dia 9 de Junho a 20 de Setembro de 2009
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H. Matisse, "Odalisque", 1927-1928, Museé d'Art Moderne de la Ville de Paris
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O Museu Thyssen-Bornemisza forma, juntamente com o Museu do Prado e o Centro de Arte Reina Sofia, o chamado “Passeio da Arte madrileno”.

Retrato com flores: John Singleton Copley!

Rebecca Boylston, 1767
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Oil on canvas, 127.95 x 102.23 cm, Museum of Fine Arts, Boston
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John Singleton Copley foi um pintor americano que se notabilizou através dos seus retratos. O estilo deste pintor representa o rococó, movimento iniciado em França, a partir de 1715 e conotado com a filosofia das Luzes.

Podia ser uma festa dos dias de hoje!

Cartoon publicado n' O Século Cómico integrado na Ilustração Portugueza, a 8 de Julho de 1918.


Este cartoon parece-me bastante actual: cravos que simbolizam a carestia de vida; os impostos; as contribuições; as greves e a falta de géneros (para alguns).
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Revista Visão História, nº 4, "I Guerra Mundial, Portugal nas Trincheiras", Fevereiro de 2009.

domingo, 7 de junho de 2009

Séneca : Errare humanum est...

Errare humanum est... Será? Até Deus errou ao fazer-me um ser imperfeito!

Errare humanum est, sed perseverare diabolicum
Séneca, o jovem

Cavalo de Tróia num bar da ilha de Patmos, Grécia.

Para agradecer a Jad que me informou de um erro no post que coloquei sobre Santo António que levianamente li e tirei falsas conclusões. "Errare humanum est".
O importante é retratarmo-nos depois do erro.
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Obrigada Jad, envio-lhe este Cavalo de Tróia encontrado num bar, em Skala, na ilha de Patmos (55 km da costa SO da Turquia, no mar Egeu), 2008.



Patmos, conhecida por ser a ilha para onde o apóstolo João foi exilado — conforme consta na introdução do Apocalipse .
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Pormenor da escultura ligado à lenda do Cavalo (construído em madeira) que transportou os soldados gregos para vencer a guerra de Tróia.

Carminho

Aqui fica a Carminho Rebelo de Andrade, grande revelação do fado, cujo primeiro disco foi lançado há dias. Este clip, como os outros, foi realizado por João Botelho.

Flower Power

A magnífica Villa Giulia nas margens do belíssimo Lago Maggiore abriu no passado dia 24 de Maio as portas ao público ao fim de seis meses de restauro intenso. Situado numa das mais requintadas regiões da Europa, este espaço do século XIX não poderia ter uma exposição re-inaugural mais apropriada: “Flower Power” , uma homenagem a um dos temas mais representados nos diversos géneros artísticos ao longo dos séculos: a flor.

180 obras testemunham a multiplicidade e riqueza com que a flor é representada desde o século XV: de naturezas mortas de pintores flamengos a esculturas, fotografias e vestidos de inspiração floral, criados no final do século passado. A flor confronta-se com diversos estilos de diferentes escolas de várias épocas e atribui um significado a cada obra exposta: uma das mais emblemáticas fotografias deste amostra é a célebre Flower Power de Bernie Boston (1967) em que a flor simboliza a paz e a transformação social, conforme se verifica na segunda imagem. Amor, paixão, vida e morte são outras das categorias a que as obras se submetem.
O elenco de artistas é notável, incluindo, entre outros nomes, Abraham Brueghel, Henri Matisse, Paul Klee, Joseph Beuys, Andy Warhol e Yves Saint-Laurent.

Flower Power, Villa Giulia (Verbania, Lago Maggiore, Itália), até 11 de Outubro de 2009.

Imagens: Natureza morta de Abraham Brueghel (1631 - 97); Flower Power de Bernie Boston (1967)

ONDE ME APETECIA ESTAR - 18 : Giverny












É em Giverny que está sediada a Fondation Claude Monet, na bela propriedade onde viveu o grande mestre impressionista. Além da casa de Monet, onde estão expostas as estampas japonesas que este coleccionou, é de visitar o Museu dos Impressionistas, também sito na propriedade. Mas irresístiveis, e foram eles que me chamaram a atenção, são os jardins de Monet. Um deslumbramento, a que as fotografias supra não chegam a fazer justiça. São hectares de esplendorosos jardins- vale a pena procurar mais fotos na net.
A Primavera é naturalmente a melhor época para os visitar, embora existam espécies com outros calendários de floração. E Giverny não fica longe de Paris ...
Fondation Claude Monet, Giverny ( Departamento do Eure ) .



Bruxelas BD - 2




Pensamento de Paul Valéry!

Citação do pensamento de Paul Valéry no livro do Culto do Chá
" Elegância é a arte de não se fazer notar,
aliada ao cuidado subtil de se deixar distinguir."

Wenceslau de Moraes, O Culto do Chá, Lisboa: Padrões Culturais Editora, 2007 (1ª edição), p. 72.

Culto do Chá 2, Wenceslau de Moraes!

Ontem ofereceram-me o Culto do Chá de Wenceslau de Moraes (adopto o nome como vem transcrito). Wenceslau viveu em Macau entre 1891 e 1898, e no Japão em 1913, até à data da sua morte.
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“Eu bem pressinto que nada disto é para mim e que apenas se me concebe o direito de sorver-lhe a sedução num só relance de olhos, que pesa sobre a minha individualidade de forasteiro, em que apesar do quimono que visto, não me naturaliza e apenas me apresenta em tristes ares de mascarado”.

“O Japão é a terra das camélias: camélia japónica, lá diz o latinório dos botânicos. Quando nos fins de Novembro, começam os frios e as geadas e pouco tarda que as neves alvejem nos dorsos das montanhas, quando cessam as últimas florescências dos jardins, é então que começam ostentando-se as belas flores desta esplêndida família das camélias. (...) vêm as flores cuidadas, de luxo, variando em inúmeras formas, variando em inúmeros tons, desde o branco de leite até ao róseo quase negro. Então igualmente desabrocha a pequenina flor do chá, que também é uma camélia... ”

pág. 28 da obra citada.

"No Japão, toda a gente toma chá - ricos e pobres, nobres e plebeus - : bebe-se na ocasião das refeições e a toda a hora, a pequeninos goles. No lar, quando entra o visitante, oferece-se-lhe, após as reverências, uma almofada de regalo e uma chávena de chá."

Wenceslau de Moraes, O Culto do Chá, Lisboa: Padrões Culturais Editora, 2007 (1ª edição), p. 7 e 19, 32-33.