Prosimetron

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segunda-feira, 14 de junho de 2010

Boa noite!


Nino Rota compôs esta pequena peça musical aos 19 anos.

Para APS, que gosta deste compositor.

Cinenovidades - 127 : Jolie / Scarpetta


Vai ser Angelina Jolie a interpretar no cinema a popular criação de Patricia Cornwell, a Dra.Kay Scarpetta, médica-legista protagonista de dezena e meia de romances policiais.
Parece-me uma excelente escolha.

Voar baixinho...

Deve ser a sensação que se tem quando se atravessa o Viaduto de Millau, no sul de França, obra do arquitecto Norman Foster. A ponte de cerca de 2km foi construída em 2004 para ligar as auto-estradas entre Paris e Barcelona, e atravessa o rio Tarn a 337m de altura ( 18m acima da Torre Eiffel ). As protecções laterais que são visíveis na foto são de vidro e servem para impedir que os carros sejam atirados ao rio nos dias mais ventosos...

Em português - 6

Ela toca guitarra, piano e flauta, e também escreve o que canta. Chama-se Adriana (Duarte) e cresceu com a música, ou não fosse filha do José Duarte, um dos homens do Jazz em Portugal.

Parabéns à Casa Improvável!

Dado que hoje é o Dia das Musas e não sabendo qual assiste aos blogues, escolhi as da Música e da Poesia


Goya - Retrato da 10.ª Marquesa de Santa Cruz, como Musa Euterpe


Edward Burne-Jones - Erato, a musa da Poesia

«E os meses vão batendo à nossa porta
Sempre a fingir que são deuses diversos»
David Mourão-Ferreira (de «Os sinais»)

Com um abraço para c.a., no 1.º aniversário do seu blogue.

Greta Garbo em Florença


Greta Garbo: O Mistério do Estilo
Exposição no Museu Salvatore Ferragamo, que não vi porque não houve tempo.
Vi apenas uma faixa anunciando o evento na fachada do museu.
http://www.museoferragamo.it/en/mostre-incorso.php?id=24

Frutas - 9



Na montra de uma ourivesaria no centro de Roma.

Em Lisboa com Fernando Pessoa

"Lisboa: O que o turista quer ver" é um espectáculo de André Murraças construído a partir do texto homónimo de Fernando Pessoa, em que o poeta se transforma num cicerone que passeia o leitor, neste caso o espectador, por Lisboa - aquela Lisboa que o turista e todos nós devemos ver. Durante quatro dias, das 10 às 19 horas, existirão cinco pontos montados em diferentes locais da cidade: Chiado (Quiosque do Largo Camões), Rossio (Livraria do Teatro nacional D. Maria II - apenas das 14 às 19h), Av. da Liberdade (Cinema S. Jorge), Saldanha (Espaço Nimas), Jardim de São Pedro de Alcântara (Quiosque de S. pedro de Alcântara). Em cada posto haverá hospedeiros e actores que interagem com o público a partir de elementos do texto original, e também leitores de CD que serão disponibilizados com um excerto do texto de Pessoa referente àquele local e adaptado com textos originais de André Murraças, música, ambientes sonoros e convidados surpresa. O conceito, dramaturgia e concepção sonora são de André Murraças, as vozes de Pedro Ramos e de André Murraças e o elenco é composto por: Alexandra Sargento, André patrício, César Ribeiro, Dina Santos, Estevão Antunes, Hugo Amaro, Joana Barrios e Ricardo Neves-Neves. De 17 a 20 de Junho.

Num aeroporto perto de si...

E qual o vosso palpite? Ilusionismo ou equilíbrio acima da média?

Novidades - 132


A evolução das religiões e porque é que elas duram, mesmo contra as expectativas de alguns de que o crescente desenvolvimento científico e tecnólogico lhes pusesse fim. Defende o autor que o instinto religioso é coisa muito arreigada na natureza humana, estando ligado à própria evolução da espécie sapiens sapiens...

Um quadro por dia - 65


Luzia Simons ( 1953- ), Stockage 16, 2005.

As naturezas-mortas, género pictórico muito popular nestas páginas, da brasileira Luzia Simons têm uma particularidade que me fascinou: não se trata de pintura, nem de fotografia , mas sim de scannerizações. Estas flores foram reproduzidas com o uso de um scanner.
Ora aqui está uma experiência a fazer...

Bom dia!

Com os The Mamas&The Papas.

Novidades - 131

Um dicionário de personagens que é capaz de agradar a vários prosimetronistas e não só.
Uma edição da Seuil, dirigida por Stéfanie Delestré e Hagar Desanti.

Lá fora - 76 : Crime e castigo


Aqui está uma exposição do Museu d' Orsay que tenho pena de não ver: Crime et châtiment. O percurso da abolição da pena de morte em França, desde as primeiras tentativas de Saint-Fargeau em 1791 até 30 de Setembro de 1981, data da efectiva abolição.
São 457 quadros, desenhos, esculturas e objectos de artistas de variadas épocas: Goya, Géricault ( é dele, aliás, a tela supra que "dobra" como cartaz da expo ), Delacroix, Moreau, Munch, Dix, Picasso e Warhol.
E além das obras de arte estão também presentes alguns objectos do "ofício da morte", designamente a famosa invenção do Dr.Guillotin.
Crime et châtiment, até 27 de Junho, Museu d' Orsay. ( O catálogo parece valer bastante a pena. Dirigido por Jean Clair, conta com textos de Robert Badinter, Robert Kopp, Pontalis e Michel Serres ).

Justiça liberta a Inocência

Atelier de Jan Rost
Desenho e cartão de Agnolo Bronzino

Giustizia libera l' Innocenza, 1545-46
Tapeçaria de Porta
Florença, Soprintendenza Speciale

Infelizmente esta maravilhosa tapeçaria não está visitável aos simples mortais.

Pub Italia





Talvez este seja um dos cafés com esplanada de que David Mourão-Ferreira fala no seu texto «Mãe Roma». Fica na Via Nazionale, 17.

Mãe Roma


Via Babuino

«Há cidades que nos voltam as costas, sem chegarem sequer a olhar para nós. Há outras que nos sacodem a mão, cordialmente, num sóbrio shake-hand de boas-vindas, e que depois lá seguem para os seus afazeres, os seus divertimentos, os seus labirintos em que nunca haveremos de penetrar. Há também as que discutem connosco, logo desde o primeiro encontro, mas que por isso mesmo se nos tornam indispensáveis. E as que nos provocam; as que nos irritam; as que se divertem à nossa custa. Há ainda as que sabem de cor os mais secretos dialectos do desejo – para que nos deixarem enrodilhados, insatisfeitos e melancólicos, na madrugada de frios arrabaldes. Há todavia, pelo contrário, as que nos vestem de música e de luz; que nos fazem lembrar, a cada passo, as irmãs mais velhas que não tivemos; que nos escutam com atenção – quando ficamos em silêncio – nas esplanadas do crepúsculo. Mas há apenas uma, entre todas, longe ou perto, que maternalmente nos estende os braços.
«Compreendo hoje bastante bem o terror de Jung, que sempre temeu empreender uma viagem a Roma e que nunca chegou a realizá-la. "Não me sentia com envergadura", confessou ele, "para suportar a impressão que esta cidade exerceria sobre mim". Custava-lhe admitir, por outro lado, que as pessoas fossem a Roma, como vão a Paris ou a Londres, apenas em busca de um prazer estético. […]
«Mas como hei-de explicar, perante mim próprio, a inquietante fascinação que me produzem as formas elípticas de algumas destas praças, as cúpulas e as abóbadas da maior parte destes templos, os vermelhos vivos e os ocres quentes de que estão pintados tantos destes prédios? Sento-me na esplanada de um café na Via Nazionale, e basta-me contemplar o alto de um edifício, onde essas duas cores tão depressa se fundem uma na outra, para imediatamente experimentar uma estranha sensação de paz e de segurança, um halo de intimidade, uma espécie de abrigo contra o frenético movimento que vai na rua. Mais tarde, na Piazza Navona, surpreendo-me a girar como que dentro de um aquário, a sentir-me incapaz de me arredar dali… E já por mais de uma vez, chegando à Piazza del Popolo pela Via del Babuino ou pela Via del Corso, dei comigo hesitante, quase pusilânime, sem me decidir a transpor a Porta del Popolo – que foi em tempos (que é hoje ainda) uma das saídas de Roma –, como se transpô-la significasse um arremedo de nascimento e absurdamente eu me recusasse a nascer. Mas em San Pietro, primeiro no regaço formado pelas altas colunatas do Bernini e depois no dilatado interior do templo, é que melhor se sente ainda a vocação maternal da Cidade Eterna. […]»

David Mourão-Ferreira
In: Discurso directo: crónicas. Lisboa: Guimarães, 1969, p. 83-85

In Memoriam de Jorge Luís Borges - "Elegia".

Já faz 24 anos que morreu Jorge Luís Borges, poeta, ensaísta que admiro! Presto a minha homenagem com o poema Elegia, onde o poeta faz uma viagem partindo de Tróia até sua casa.

Elegia

Sem que nnguém saiba, nem o espelho,
ele chorou umas lágrimas humanas.
Não pode suspeitar que comemoram
todas as coisas que merecem lágrimas:
a beleza de Helena, que não viu,
o sempre irreparável rio dos anos,
a mão de jesus Cristo no madeiro
de Roma, as velhas cinzas de Cartago,
o rouxinol dos húngaros e persas,
a ansiedade que aguarda, a breve sorte,
de marfim e de música, Virgílio,
que cantou os trabalhos das espadas,
as configurações de tantas nuvens
de cada novo e singular ocaso
e a manhã que depois será tarde.
Do outro lado de uma porta um homem
feito de solidão, de amor, de tempo,
acaba de chorar em Buenos Aires
todas as coisas.


Jorge Luís Borge, Obras Completas 1975-1985 in "Cifra" (1981), Lisboa, 1998, p.323.

domingo, 13 de junho de 2010

Do sonho...

146

Alguns têm na vida um grande sonho e faltam a esse sonho.
Outros não têm na vida nenhum sonho, e faltam a esse também.

Bernardo Soares, Livro do Desassossego, Lisboa: Assírio & Alvim, p. 163

Boa noite!


La leggenda del pianista sull'oceano, de Ennio Morricone

Amin Maalouf recebe prémio Príncipe das Astúrias

A notícia é do dia 9 de Junho mas só hoje tive conhecimento. O escritor libanês Amin Maalouf, radicado em França desde 1975, foi galardoado com o prémio Príncipe das Astúrias das Letras.
Da sua vasta obra, centrada nas problemáticas do mundo árabe, lembro As cruzadas vistas pelos árabes ou Leão, o Africano como livros imperdíveis.

Mário Botas (1952-1983) - Retrato de Fernando Pessoa
Tinta da China sobre papel, 1982

«O meu amar-te é uma catedral de silêncios eleitos.»
Fernando Pessoa

Giuseppe da Roma

Para que não restem dúvidas o "trambolho do Giuseppe" que também veio arrastado de Roma, pesava "apenas" 2 kg.
É o catalogo de uma magnífica exposição realizada dentro do Quirinale aproveitando a oportunidade para mostrar as tapeçarias que decoram a Galleria di Alessandro VII, no Palazzo del Quirinale. As tapeçarias foram confeccionadas com cartões de Pontormo e de Bronzino e foram mandadas realizar por Cosmo I de Médicis, entre 1545 e 1553, para decorar a Sala dei Duecento no Palazzo Vecchio em Florença. Em torno às tapeçaria vieram quadros, livros e objectos que completaram a Exposição. Só faltou a banda desenhada, sobre o mesmo tema, do livro de Horas em Português, de 1501.

Itinerário dos Portugueses em Roma - I


Hoje, por ser dia de Santo António, vou começar uma pequena série sobre a presença dos portugueses em Roma. E tenho de começar pela Via dei Portoghesi e pela sua Igreja dedicada ao Santo Padroeiro.

Começou por ser uma pequena capela dedicada ao Santo António Abade (um santo menos conhecido dos portugueses de hoje e muitas vezes confundido, quer hoje quer no passado, com Santo António de Lisboa ou de Pádua; por esse motivo, em Portugal, é denominado de Santo Antão). E a mesma confusão devem ter tido os peregrinos que na Idade Média viajavam até Roma. Ao lado dessa ermida foram-se construindo ou adquirindo, por doações várias, propriedades que ainda hoje pertencem ao património administrado pelo Instituto Português de Santo António em Roma.

Durante uns dias...


Cartaz de Federico Seneca, ca 1927-1928
... vou descansar de massas. E eu adoro-as.

Eu vou em busca de um pão


Hoje, seguindo velhas tradições, várias lendas e milagres, existe a benção e a distribuição do Pão de Santo António. O mesmo vai acontecer esta tarde em Roma, na Igreja de Santo António, na via dei Portoghesi. Hoje não posso ir tão longe...

You were on my mind


Vi ontem no jornal que Crispian St. Peters morreu no dia 8 de Junho.
Aqui fica novamente esta canção que já tinha postado no dia 4 Set. 2009.

Frutas - 8

Desde o início destas minhas Frutas que pensei dedicar um post aos quadros de Caravaggio com frutos, mas só queria fazê-lo depois de visitar as exposições. Pois aqui ficam e cá volta novamente O tocador de alaúde.


Baco doente
Óleo sobre tela, ca 1593
Roma, Galleria Borghese



Baco
Óleo sobre tela, 1593-1594
Florença, Galleria degli Uffizi


Baco. Pormenor para chamar a atenção para as frutas apodrecidas.


Rapaz mordido por um lagarto
Óleo sobre tela, 1594-1595
Florença, Fondazione Roberto Longhi



O tocador de alaúde
Óleo sobre tela, 1595-1596
São Petersburgo, Hermitage



Cesto de frutas
Óleo sobre tela, 1596
Milão, Pinacoteca Ambrosiana

Este cesto de frutas, que nunca tinha visto ao vivo, é simplesmente maravilhoso. A parra da direita, pendurada, que parece desequilibrar o quadro, dá-lhe um toque.

Quem trouxe o sol?


Quem tem poderes para tal!

Citações - 92 : Preferências no Céu

(...) Será possível ter preferências no Céu? (...) S.Francisco é o meu preferido, admiro São Tomás e Santa Teresa d' Ávila, gosto de Santa Clara, o Lírio de S. Damião, mas, confesso, tenho um fraquinho pelo nosso Santo António, por este ser, simultaneamente, Doutor da Igreja em Roma e santinho dos bairros populares em Lisboa, e ainda por razões de família: pelo lado do pai, o José Fernando, meu primo direito, descende em linha recta dos Bulhões.

- Fernanda de Castro, Ao Fim da Memória, I vol. (1906-1939), Editorial Verbo, 2ªed, 1988, p.163.

Arrumando livros


Tentando dar ordem à desordem da desarrumação em que está o meu escritório, agarrei num dos últimos Craesbeck comprados e estive a namorá-lo. Confesso que não me recordo do lugar onde o comprei, nem do preço. Por esquecimento não o assinalei... e a minha memória está em farrapos (pode ser que ainda lá consiga chegar, uma vaga ideia aponta-me para um alfarrabista na Rua Laura Alves...).
Trata-se de um livrinho raro (que já o era em meados do século XIX, dado que Inocêncio escreveu, no tomo V, p. 302, do seu Diccionario Bibliographico [1860, p. 302]: «É opúsculo raro, do qual hei visto apenas dois ou três exemplares»). Eu apenas consegui localizar exemplares na Biblioteca da Universidade de Coimbra.
Trata-se do Discurso Politico e Militar Emblema , escrito pelo Mestre de Campo Luís Lourenço de Sampaio, impresso em Lisboa, por António Craesbeck de Melo, no ano de 1670. O seu formato é in 4.º de [16]+ 19 [1 br] ([= 36 p.]). A melhor beleza do livrinho - para além da filosofia e dos conselhos para a guerra que então se vivia com Espanha - encontra-se em duas gravuras, sem autoria indicada. Uma, na p [3], representando as Armas de D. António Luís de Meneses, Conde de Cantanhede e Marquês de Marialva; a outra, um humano vencendo um leão, na p 7, é acompanhada com a legenda "Facilius Leonem quam propositionem", seguida de um texto explicativo, com aplicações à filosofia defendida, que começa assim:
Isto suposto [a frase], seja o argumento deste nosso Emblema, o quanto é mais útil aos Estados (ainda que poderosos) para sua conservação, exércitos medianos bem disciplinados e regidos, que os copiosos mal dispensados: quero dizer, que nem o exército há-de ser de sorte, que dele se não confie algum bom sucesso, como nem tão demasiado, que ainda que consiga a vitória, fique vencido da necessidade.

1981 : Smokey Robinson

A 13 de Junho de 1981 era Smokey Robinson quem dominava as tabelas de vendas de singles com este seu primeiro e enorme êxito a solo: Being with you. Quem não se lembra...?

«Cada santo quer seu altar»


https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi_E00D8hxTgs_n6s9pENNMeSX6aZUzL8LzhxBrYSZLQ8Ew2ZwDxlokWpGkVv-L2JjSZBcxOczObti__IIFtpGG0MHwQ7c_LaLsQrEQYDKJgkB5hgjbQrrtyrWp_OGPW2BQRpMQmFy1ous/s320/categero.JPG
Ao procurar um altar de Santo António, encontrei este a Santo António de Categeró (?-1549), muito amado por brasileiros e por alguns dos que professam a religião muçulmana.

Um quadro por dia - 64


Francisco de Goya y Lucientes, O Milagre de S.António, fresco, 1798, San Antonio de la Florida, Madrid.


Neste dia de Santo António (1195-1231), que foi canonizado logo em 1232, um escasso ano após a sua morte tal era a fama e a devoção, e o primeiro franciscano a merecer o título de Doutor da Igreja ( 1946, Pio XII ) pelos seus méritos teológicos, a iconografia vem de Espanha, pela mão de Goya.
Este é um dos magníficos frescos antonianos que decoram a Real Ermida de San Antonio de la Florida em Madrid, igreja onde está inclusive sepultado o grande pintor. Muitos madrilenos celebram hoje também o santo de Lisboa e Pádua.

Lisboa: Museu Antoniano


O Museu Antoniano (Largo de Santo António à Sé, 2), instalado ao lado da igreja, onde teria sido a casa dos pais do santo, tem patente obras das mais variadas expressões artísticas utilizadas para exprimir a devoção a este célebre lisboeta – esculturas, gravuras, pinturas, objectos de cerâmica, alfaias litúrgicas e objectos religiosos, entre outros.

Horário:
Terça a Dom das 10:00 às 13:00 e das 14:00 às 18:00
Encerra 2ª feira e feriados (excepto a 13 de Junho)
Entrada gratuita: Domingos; 18 de Maio e 13 de Junho.

Manjerico de Santo António!

Todos os anos arranjo ou oferecem-me um manjerico. Este ano trazia a seguinte quadra:

Fotografia retirada da net

Se minha/eu quiseste ser
Nada te devo na vida:
- A fonte dá de beber
Sem pedir contrapartida!

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Agradeço a todas as fontes a água que me alimenta.

Una mattina...

Ontem vi este livro para crianças sobre uma bella canção popular italiana...

Ilustrações de Paolo Cardoni (Ed. Gallucci, 2004)

... que aqui fica na voz de Yves Montand...

... o qual nasceu em Itália, tendo emigrado com os pais para França, em 1923.

«Eu sou uma antologia»


Costa Pinheiro - Fernando Pessoa e os heterónimos, 1978

«Eu sou uma antologia.
'Screvo tão diversamente
Que, pouca ou muita a valia
Dos poemas, ninguém diria
Que o poeta é um somente.»

Fernando Pessoa

Porque gosto muito destes poetas e deste pintor.

Em torno de dois Fernandos!

Fernando Bulhões, Santo António, é hoje festejado em Lisboa. É em sua memória e homenagem que deixo um fragmento de um Sermão proferido na Igreja de Santo António dos Portugueses. Esta igreja é muito especial, pois, vivi junto dela, ouvi alguns concertos e passei alguns dos melhores silêncios de Roma.
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Santo António na Literatura e Artes Portuguesas
(Conferência proferida a 6 de Junho de 1935, por Júlio Eduardo dos Santos, Vogal da
Sub-Comissão da Exposição Antoniana,
ilustrada, com declamação de trechos alusivos, pelo Professor Artur Lobo de Campos)


As imagens foram retiradas de um documento em pdf, digitalizado da BNP
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Fernando Pessoa nasceu a 13 de Junho de 1888 em Lisboa. Também ele de nome Fernando tem, para mim, um lugar muito especial pois, é o meu poeta preferido. Hoje vesti-lhe a pele de Álvaro de Campos.
Não quis procurar um texto filosófico para não juntar o ensaio ao sermão dois discursos paralelos.

Tabacaria, declamação de João Villaret



Lisboa tem muito encanto


Lisboa tem muito encanto na hora da chegada!

Fado: Lisboa, Menina e Moça
Canta: Carlos do Carmo