Prosimetron
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Cinenovidades - 169 : O Conspirador
O mais recente filme de Robert Redford segue os acontecimentos posteriores ao assassinato do Presidente Abraham Lincoln, designadamente o polémico julgamento da dona da pensão onde os conspiradores se encontravam.
Zomer/Caccini
A soprano holandesa Johannette Zomer intepreta o madrigal Amor, io parto de Giulio Caccini.
Para amanhã
Vénus desarma Marte
A última obra de Jacques-Louis David (que morreu, exilado ou auto-exilado, em Bruxelas, sendo o seu corpo impedido de voltar à pátria, pelas suas atitudes revolucionárias). Só, mais tarde, o seu coração repousará no cemitério Père Lachaise, em Paris.
Quotidianos - 57

Thomas Waterman Wood (1823-1903) - Nem um ovo!

Paris: Couvent des Cordeliers


O Convento em 1793
http://fr.wikipedia.org/wiki/Couvent_des_Cordeliers_de_Paris
Conheciam?

Cartaz de Charles Gesmar (18---1928)
E o que está hoje no mesmo local?

http://nz.loccitane.com/boutique-locator,26,1,1835,42943.htm?country=France&city=Paris
Acústica - Melancolismos
Museo Nazionale del Palazzo di Venezia, RomeACÚSTICA
gosto desta chuva. esta precisamente e não outra.
a que anuncia o ciclo dos pequenos nevoeiros,
perturbando a matinal intimidade da sua música solar,
a que seconfunde com leite ao mínimo contacto
de um pássaro.
a que regressa ao corpo, para pôr em sombra.
mas é para os olhos dentro que ela fala.
José Oliveira, Melancolismos, Edições Inapa, 1989, p. 144
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Margarita Xirgu

Umas bocas-de-lobo para Margarida Xirgu.
Mérida, 21 Jan. 2011.

Eduardo Acero - Estátua de Margarita Xirgu (1888-1969)
Mérida. Teatro Romano
Foto, 21 Jan. 2011.

Margarita Xirgu no Teatro Romano de Mérida, representando Medeia.

O público assistindo à representação.
http://margaritaxirgu.es/castellano/vivencia/2medea/medea.htm
http://margaritaxirgu.es/castellano/material/dedicat/dediccas.htm
[UM RAMO DE ROSAS]
Margarita cada rosa
tiene un rumorcillo de agua,
y un dolor de estrella viva
bajo sus hojas heladas.
Llegan como niñas chicas
a tu mano delicada
bajo el ardiente jardín
moreno de tus pestañas.
Quisiera haberlas cogido
en un jardín de Granada
y haberme herido los dedos
con espinas de sus ramas.
!Ojalá que pronto puedas
correr por altas montañas
libre de tu camerino
como una corza en llamas!
Federico García Lorca
Cinenovidades - 168 : Les Petits Mouchoirs
Um grupo de amigos decide passar em conjunto as férias de Verão, com algumas revelações inesperadas- é este o fio condutor de Les Petits Mouchoirs, um filme francês que estreou no final de Outubro e que merecia divulgação e exibição.
Em português - 76
Passar de vez em quando pela RTP Memória dá isto... :)
Números - 42
Frutos


Colecção do artistaPêssegos, pêras, laranjas,
morangos, cerejas, figos,
maçãs, melão, melancia,
ó música de meus sentidos,
pura delícia da língua;
deixai-me agora falar
do fruto que me fascina,
pelo sabor, pela cor,
pelo aroma das sílabas:
tangerina, tangerina.
Eugénio de Andrade (daqui)
Novidades - 170 : Roteiro fabuloso
É o terceiro volume que Renaud Camus dedica a França nesta sua epopeia das casas do espírito, versando este sobre o Nord-Est, o que significa um roteiro erudito por Pas de Calais, a Picardia, a Champagne, a Lorena, a Alsácia, o Franco-Condado e a Borgonha. Não só as casas dos escritores e artistas ( Proust, Lamartine ou Jules Roy, entre outros ), mas também as dos santos, dos militares famosos, médicos e inventores. Da casa onde nasceu Pasteur ao castelo de Santa Joana de Chantal, do apartamento de Niépce ao retiro de De Gaulle em Colombey-les-Deux-Églises.Demeures de l' esprit. France III Nord-Est, Renaud Camus, ed.Fayard, 536p., €30.
Este não conhecia...

Paris: Flammarion, 2009
«Un superbe album qui mêle histoire de l'art, sensualité et féminisme.» (L'Hebdo: sélection Libraire Payot, déc. 2009)
«Femmes séductrices, émancipées, victimes, fatales, les voilà sublimées dans un hommage en textes et en tableaux.» (L'amour des livres, déc. 2009)
«De Vénus à Frida Kahlo, le voyage est plus qu'ensorcelant, il est désirable.» (Télérama, 2 déc. 2009)
«Une somptueuse traversée de l'art... Muses, victimes, femmes fatales s'offrent à notre regard, reflets d'un éternel féminin multiple. Une jouissance de l'esprit et des sens.» (Marie-Claire, déc. 2009)
Leituras no Metro - 40

Agora, comecei por Françoise Giroud vous presente le tout Paris (Paris: Gallimard, 1952), uma série de retratos que ela traça de alguns parisienses ilustres, alguns dos quais não nos dizem nada hoje, a nós portugueses. E se calhar a alguns franceses. Quem sabe quem foi Simone Berriau? Edwige Feuillère, René Floriot, Pierre Fresnay, Galtier-Boissière, Maurice Graçon, Pierre Gaxote, etc? Mas também há os que conhecemos: Jean Anouilh, Collette, Christian Dior, François Mitterrand, e outros.
O primeiro dos retratados é o actor Marcel Achard (1899-1974) que, por sua vez, traça o perfil de Françoise Giroud, numa espécie de prefácio: «quando on la regarde, qu’est-ce qui frappe tout d’abord? Ses yeux.
«Elle est très jolie. Elle est même belle. Elle est élégante. On s’en aperçoit tout de suite. Mais on l’oublie dès qu’on a regardé ses yeux. Des yeux qui sont en même temps – et c’est difficile! – profonds et perçants. Pleins de curiosité et de mystère. Des yeux d’almée qui enregistrent chaque détail avec l’impacable précision d’une caméra. […]
«Ne dites pas: “Oh! ce type-là ne m’intéresse pas.” Vous n’en savez rien encore. Attendez de l’avoir vu avec les yeux de Françoise Giroud.» (p. 7-8)
Nascida em Lausanne, filha de dois otomanos, Françoise Giroud é pseudónimo de Lea France Gourdji.
Jornalista, esteve na fundação da revista Elle, criou em 1953, com Jean-Jacques Servan-Schreiber L’Express. Em 1983, Jean Daniel convidou-a para escrever no Nouvel Observateur, o que ela fará até à morte.
Quando fez 80 anos, exclamou: «Como é que isto me foi acontecer?!» Ter 80 anos, sentir-se e estar jovem.
Pégaso

Odilon Redon (1840-1916) - Musa em cima do Pégaso, 1900

Odilon Redon (1840-1916) - Pégaso negro, 1909
Col. particular
Cuando iba yo a montar ese caballo rudo
y tembloroso, dije: «La vida es pura y bella.»
Entre sus cejas vivas vi brillar una estrella.
El cielo estaba azul, y yo estaba desnudo.
Sobre mi frente Apolo hizo brillar su escudo
y de Belerofonte logré seguir la huella.
Toda cima es ilustre si Pegas o la sella,
y yo, fuerte, he subido donde Pegaso pudo.
Yo soy el caballero de la humana energía,
yo soy el que presenta su cabeza triunfante
coronada con el laurel del Rey del día;
domador del corcel de cascos de diamante,
voy en un gran volar, con la aurora por guía,
adelante en el vasto azur, ¡siempre adelante!
Rubén Darío (1867-1916)
O azeite na cosmética

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
L'amour

O Nouvel Observateur e o CNRS estão a editar, desde Outubro passado, L'Anthologie du Savoir, dirigida por Jean Daniel, fundador daquela revista.
€9,90 cada volume.
Citações - 150

- Pedro Norton, Bacalhau e democracia, na Visão.
Poemas - 28
Quand je me sens prêt à mourirchaque matin et chaque soir
j' entends soudain la mer venir
et s' emparer des mes peaux mortes
Alors je remets à demain
les derniers codicilles noirs
d' un testament indéchiffrable
et je renonce à la lumière
Pour en sauver le souvenir
- Jean-Claude Pirotte, in Autres séjours, 2010.
Dia Mundial do Doente
Neste Dia Mundial do Doente, um quadro ( A criança doente, de Edvard Munch, 1907, óleo sobre tela, sendo que esta tela da Tate Gallery de Londres é a quarta variação sobre o mesmo tema. A inspiração foi a irmã mais velha e preferida de Munch, Sophie, que faleceu aos 15 anos vítima de tuberculose. ) e um texto:(...) O que aprende o doente com a dor, com o medo? A grande dificuldade para aquele que está doente e que sofre, é não estar autorizado a ser ferido por si próprio- e só esta afecção o poderá aliviar-, i.e., a sonhar, a ter visões, a evadir-se: os tratamentos quase sempre não o permitem. Na verdade, a cura só pode vir do som da voz e não do sentido da voz. Essa voz terá de saber, e fazer ressoar em si, que estar doente é uma das iniciações mais decisivas e terríveis à nossa vida, conhecer o que é perder o seu sangue, sem conhecer a causa, não no sentido da etiologia mas do estandarte que está em jogo, sacrifício que põe à prova e prova que qualquer um só se pertence a si próprio, que o homem por essência pertence-se.
Rainer Maria Rilke pede-nos que aceitemos que a dor é o nosso fundo, a nossa paisagem. Quando se sente o fundo que é a dor, diz ele, então os homens sentam-se diante dela, ela que está atrás deles, as estrelas caem e demoram-se no silêncio. A dor, o fundo que é a dor, murmura, rumoreja por cima deles como uma floresta. E eles estão perto uns dos outros como nunca estiveram. A dor é nosso fundo, é ela que nos obriga a procurar auxílio, a caminhar ao lado de alguém (...)
- Maria Filomena Molder, Princípios de Método. 4, in A Imperfeição da Filosofia, Relógio D'Água, 2003.
PENSAMENTO(S) - 156
Um quadro por dia - 131
Harry Martinson

Foto de Harald Borgström
A ALMA DE VAN GOGH
Prende os caules curvados para o sol
em flamejante laranja-escarlate.
Introduz furtivamente o pincel no arvoredo
e fixa aí em azul
o olhar penetrante da tua inabalável fé.
Corre das espirais verdes da sebe
para suster os montões de erva de amarelo laranja
antes que rasteje a cor para dentro dos bosques e em cogumelos se transforme.
Tens que trazer todos os animais indomados das cores:
catatuas, lobos, leões, cordeiros e moscardos, para o redil da tela...
Desce o crepúsculo sem estrelas, negro, com cataratas.
Vai quedar-se a noite diante das janelas do espírito.
E ne nhum fogo para desenhar a sua angústia na névoa!
Mira de través o gélido clarão por dentro.
Respira, boca de homem! Respira até abrires-te!
Abre!
Abre, oh! Deus!
(De Natur, 1934)
Harry Martinson (1904-1978)
In: Comboio camuflado / trad. do sueco por Silva Duarte. Lisboa: Dom Quixote, 1974, p. 55, 57
O sueco Harry Martinson recebeu o Prémio Nobel da Literatura em 1974. Faleceu, quatro anos depois, a 11 de Fevereiro.
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Em pequeno quem não sonhou em viver numa casa na árvore?
Acrylics on Hardboard, 9 7/16 x 8 3/8 in. Private Collection: Wilmette, Illinois“If you have men who will exclude any of God’s creatures from the shelter of compassion and pity, you will have men who will deal likewise with their fellow men.”
St. Francis of Assisi
Na Casa da Achada
Vão ser mais uns dias preenchidos de actividades na Casa da Achada - Centro Mário Dionísio.
No sábado às 16h, na 6ª sessão de Itinerários recebemos Rui Canário para uma conversa sobre o seu percurso de vida pouco vulgar. Como se pode chegar à Faculdade de Letras para estudar História. Como se luta contra a ditadura fora dos grandes partidos. O que foi o serviço militar. O que foi ser professor do ensino preparatório e sindicalista depois do 25 de Abril. Das organizações ao trabalho «solto». Como se descobrem as «ciências da educação» e o que se pode fazer delas. Como se chega à pintura. Haverá também uma pequena exposição de pinturas de Rui Canário.
No dia seguinte à tarde, domingo 13 de Fevereiro, das 15h30 às 17h30, Manuel Videira continua a Oficina Música com História(s). Depois de se ter passado por José Afonso, por Charlie Haden, pelo canto gregoriano, por canções de escravos hebreus e pelos Deolinda, vamos ver o que Manuel Videira nos traz para esta sessão.
Na segunda-feira, 14 de Fevereiro, às 18h30 continua a leitura, com projecção de imagens, de A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio. Estamos já na 5ª parte da obra, no capítulo «A paz a preto e branco», lido por Cláudia Oliveira e Levina Valentim. À noite, pelas 21h30, projectamos o filme Goya em Bordéus de Carlos Saura (1999, 107 min.), inserido no Ciclo Cinema e Cultura. Quem apresenta é Eugénio Castro Caldas.
Há ainda uma sessão no sábado à noite, a partir das 21h30, «O caso Battisti é o caso de todos nós» organizado pelo Grupo de Intervenção nas Prisões. Participam João Bernardo que falará do caso de Cesare Battisti, Rui Mendes que recordará o caso de Mumia Abu-Jamal e António Pedro Dores que falará sobre a situação das prisões portuguesas. Seguir-se-á um debate. Antes e depois das intervenções haverá um concerto com Amélia Muge, José Mário Branco, Pedro & Diana e Coro da Achada.
O Museu do Cairo

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg-fTrmNT60MByh3Stsgv5Z7sBb8eYG5R3YQvUYuCsVh2G3ZKHSLE0XwvF5iu51u6OfQ5bA5hvKhn84EHIjTudD4Te5smHrV7UaJteQzUUOrYz-0eV8mSzYTWPvgP4xh4fLFXjudebA3kk/s1600/cairo_museum.jpg
«Em seguida, assalta-nos o passado, envolve-nos o misterioso encanto deste país que resistiu a deixar-se conhecer no decurso de dois mil anos, e agora, repentinamente, em menos dum século, patenteia, com prontidão que pode chamar-se violenta, todos os segredos do seu passado. […]
«É neste museu que pode conhecer-se directamente a arte policroma dos egípcios. Junto do Nilo, nas ruínas de templos e pirâmides, perdura o esqueleto da sua civilização; aqui, debaixo do tecto, guardam-se-lhe os músculos, a carne, sobretudo a maravilhosa epiderme.
«Por toda a parte vemos ouro e cores. Até as estátuas de madeira ou de alabastro estão pintadas, com tão maravilhosa frescura de tintas que chega a fazer duvidar da sua remota origem. Quase todas as cabeças têm olhos de vidro, com uma rodela de ébano e metal imitando a pupila, dando-lhe fixidez enigmática e inquietadora. Parece que essas figuras com sessenta ou setenta séculos conservam ainda fragmentos que pode a maior parte da história humana presenciar.»
Vicente Blasco Ibáñez
Casa-Museu Blasco-Ibáñez
O escritor nasceu nesta cidade em 29 Jan. 1869. Uma placa assinala o acontecimento no edifício que substituiu a sua casa natal, na actual Av. Vicente Blasco Ibáñez.
Republicano, esteve exilado, tendo falecido em Menton (França), em 1928.
A sua villa na Praia da Malvarrosa (Valência) alberga actualmente a Casa-Museu Blasco Ibáñez.
Mais franceses : Peppermoon
Tosse? - 1
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Bia & Fred nas pirâmides do Egipto













