Prosimetron
quinta-feira, 7 de março de 2013
Pintores e pinturas - 9
Domingos António de Sequeira, nasceu em Lisboa em 10 de Março de 1768, de origem muito modesta, sendo o pai barqueiro. Foi educado na Casa Pia de Lisboa e depois frequentou o curso de desenho e pintura na Aula Régia, trabalhando posteriormente como decorador. Com 20 anos partiu para Roma, com uma pensão concedida pela Rainha D. Maria I, para estudar na Academia Portuguesa da Cidade Eterna.
Retrato do Conde de Farrobo
A Morte de Cleópatra
Aparição dos Magos, 1828
Em 1826 voltou a Roma onde pintou essencialmente pintura religiosa e morreu em 7 de Março de 1837. Está sepultado na Igreja de Santo António dos Portugueses.
Parabéns MR!
Parabéns, um dia muito feliz!
Toulouse-Lautrec, Bailarina, o primeiro Tutu., 1890
“Minor things can become moments of great revelation
when encountered for the first time"
Margot Fonteyn
quarta-feira, 6 de março de 2013
Um agradecimento à Livraria Lumière
Hoje ao visitar o blogue da Livraria Lumière vi que ela nos atribuiu este prémio ex-aequo com outros quatro blogues, no passado dia 4. Agora, deveríamos escolher cinco blogues para passar o Liebster award. Acontece que, inicialmente, o nosso 'administrador-delegado', Luís Barata, decidiu que não aceitaríamos prémios, logo deixo-lhe a batata quente nas mãos. :)
Leituras no Metro - 123
Lisboa: Bertrand, 1967
Capa de José Cândido
Foi nesta coleção que eu li, pela primeira vez, os livros de Maigret. Há pouco tempo reli este Maigret e o inspector desajeitado (Maigret et l'inspecteur malgracieux) que agrupa três novelas protagonizadas pelo comissário, a última das quais se intitula «O cliente mais obstinado do mundo», cuja ação se desenrola, inicialmente, no boulevard Saint-Germain e no café des Ministères: «Pois o café dos Ministérios, à esquina do Boulevard Saint-Germain e da Rua dos Saint-Pères, é um dos raros cafés à moda antiga que subsistem em Paris. Não foi sacrificado à mania dos balcões onde vão encostar-se pessoas que apenas entram e saem.» (p. 92) isto foi escrito em 1946.
Na minha recente ida a Paris, fui procurar o café des Ministères. E...já não há café. Penso que o local seria este e está lá uma loja de roupa.
Citações
(...) Os alemães, simplesmente, não têm jeito para viver. A dolce vita dá cabo deles. Não troco a noite de Nápoles por um serão em Munique. Não troco um penne por um bratwurst. Nem os telhados de Siena pelo castelo de Wurzburg. Entra-se numa igreja alemã ( a Baviera é católica, terra do pobre Bento XVI, um alemão vencido pela decadência romana ), e percebe-se o sofrimento, a expiação, o sacrifício como templo da vida. Os apóstolos andam armados. Entra-se numa igreja italiana e vê-se o deboche como suprema representação da vida na arte. Os alemães pensam que a dolce vita é um nome de um cocktail esquisito. O pior é que temos de viver todos juntos na Europa. Ou a Alemanha se habitua ao sul onde tanto gosta de se banhar ou desiste. Nunca seremos alemães. Somos uns trapalhões. Uns palhaços ( pobres ). Uns ladrões. Scientifico, no?
- Clara Ferreira Alves, excerto de La Dolce Vita em Erlangen ( no Expresso do passado sábado).
Apesar de alguns exageros, concordo no essencial com a Clara Ferreira Alves. Há comparações que valem o que valem, até porque se gosto bastante de Siena a Residenz de Wurzburg também não é nada desprezível como se vê na foto supra.
A arte do retrato
Otto Dix, Retrato de Anita Berber,1923, óleo sobre tela.
Volta a estas páginas este pintor da Alemanha de Weimar, apreciado por vários prosimetronistas. Curiosamente, este retrato, um dos seus mais conhecidos, ainda não tinha aqui aparecido em todo o seu esplendor ( apenas na capa de um livro sobre Dix de que dei notícia quando apareceu ). Ninguém se lembraria hoje de Anita Berber ( 1899-1928 ), ou saberia quem foi se não fora este retrato da bailarina "exótica" na Berlim dos anos 20, também actriz de cinema porno ( mudo, pois claro ), viciada em bebida e cocaína, casada 3 vezes, e falecida precocemente o que não espantará ninguém...
terça-feira, 5 de março de 2013
Roma - Cidade Eterna
A única cidade no mundo conhecida por “Cidade Eterna” é
Roma. Esta honra poderá parecer exagerada, tomando em consideração que Roma
conta “apenas” três mil anos de vida. No entanto, nenhuma cidade que já existiu
ou ainda existe, exerceu um poder fora dos seus limites geográficos de forma
tão contínua como Roma, cujo significado cultural e histórico se manteve
praticamente ao longo destes três milénios (à excepção de alguns “intervalos de descanso”,
como o período que se seguiu ao fim do Império Romano). Assim, o atributo “Cidade Eterna” afigura-se
mais do que merecido. Os testemunhos de uma vivência tão prolongada
encontram-se não só nos museus, mas continuam presentes na arquitectura urbana
e marcam o quotidiano dos cidadãos desta cidade maravilhosa.
Durante este mês, as atenções centram-se, mais uma vez, na
capital italiana. O mundo católico aguarda um novo Sumo Pontífice. Por isso, impressões
de Roma constituirão a vinheta ao longo das próximas quatro semanas.
Para
iniciar, vemos uma imagem da bela Via Giulia, delineada no início do século XVI
por ordem do poderoso Papa Júlio II, e que guarda a nobreza de tempos idos nos
seus diversos palácios renascentistas e barrocos.
Números
100
milhões de euros terá custado até agora, com as sucessivas construções e reconstruções por força dos temporais, a tristemente famosa Marina do Lugar de Baixo, na ilha da Madeira. O pior de tudo é que embora tenha capacidade para quase 300 embarcações, está às moscas. Uma das obras mais megalómanas do Jardinismo.
segunda-feira, 4 de março de 2013
Quem quer lanchar?
Um caracol da Padaria Portuguesa. É delicioso, e eu até nem sou grande apreciadora deste bolo. E um café:
http://e-nada-o-vento-levou.blogspot.pt/2012/04/uma-chavena-de-cafe.html
Miriam Makeba
Hoje ao abrir o Google, vi que o logo é dedicado ao 81.º aniversário de Miriam Makeba, como se ela estivesse viva. E dirige-nos para um artigo de jornal no mesmo sentido. Acontece que Miriam Makeba morreu há cinco anos e penso que o facto até foi aqui mencionado.
Às 9h46 voltei ao Google e já tinha desaparecido a tal notícia de um jornal The Mail... Deve ter sido alertados para o erro.
Leituras no Metro - 122
Lisboa: Planeta, 2012
€18,00
Estou a ler este primeiro romance de Alice Brito e estou a gostar. Passa-se em Setúbal entre os anos 10 e 70 do século passado.
Apenas um reparo: 'não havia necessidade' de tanto palavrão, embora a autora, através de Laura, o refira também: ««Há demasiado fascismo e palavrões nesta tua prosa.» Fascismo não digo porque era a época, mas palavrões... E eu não sou nenhuma santa neste campo, mas não acho que eles ajudem à narrativa. Exemplos: «a fotografia [...] dos dois regimes, o Estado Novo e o franquismo [...] sempre na expectativa de se foderem um ao outro» (p. 14); «e o raio que os parta a todos, fascistas de merda» (p. 19); e «que se fodesse a República e a monarquia» (p. 23).
A revisão também não primou pelo rigor, deixando escapar uma vírgula ou um plural mal colocados.
Sabem o que eram (são?) «bifes de cafeteira»? Eu não. Aqui vai. «Continuavam os pobres, e eram muitos, a comer bifes de cafeteira, ou seja, fatias de pão barradas de banha e café a acompanhar café de mistura com cevada, às vezes como única refeição durante um dia inteirinho.» (p. 19)
Acho que este livro ainda voltará a esta secção.
Humor pela manhã
E cegueira política não tem faltado a este Governo. Não escrevo isto pelo milhão ( que não se sei se foram, mas admito que sim, vi que foram muitos ) de portugueses que se manifestaram há dois dias. Já nos vamos habituando a tais "eventos", mais ou menos apartidários mas em que destacados dirigentes/porta-vozes estão quase sempre ligados ao Bloco de Esquerda como fui averiguando com a ajuda da Internet. Mas mais que o milhão de manifestantes é muito mais preocupante o milhão de desempregados oficiais, e ainda vamos em Março...
domingo, 3 de março de 2013
"As Horas primordiais"
William-Adolphe Bouguerau, Flora e Zéfiro, 1875.
Museu de Belas Artes de Mulhouse, França.
XIII
Ao longe, vestidas de luz, passam as Horas primordiais. Passam as Ninfas e as Graças, bailando com Zéfiro.
Súbito, uma rajada negra as envolve... É um espectro de leão devorando flores, bramindo e fazendo tremer a terra, sob as patas sangrentas.
S. João vê o Monstro feroz na ilha deserta e ri - um riso todo em versículos tenebrosos, o riso do Apocalipse fundindo os templos e as estátuas, aquele riso que há-de abrasar o mundo e convertê-lo numa estrela!
Teixeira de Pascoaes, Obras Completas de Teixeira de Pascoaes, VIII volume, Prosa II. O Bailado, Lisboa Livraria Bertrand, 1973, pp. 170-171.
Nas montras de Paris - 3
Vi um anúncio a este creme para as mãos do Couvent des Minimes na montra de uma Marionnaud, mas em todas as lojas em que entrei estava esgotado. Queria ver se é tão bom como o inglês de baixo, da Crabtree & Evelyn.
Le Petit Zinc
Le Petit Zinc fica na rue Saint-Benoît, em Paris. Na mesma rua em que Marguerite Duras viveu. A escritora faleceu há 17 anos.
Umas ostras para o almoço?
http://www.petit-zinc.com/le-restaurant/
A dor
«É uma história verdadeira até mesmo nos pormenores. É inventada. É literatura.»
Marguerite Duras
Acho que já aqui disse que este é o único livro de Marguerite Duras de que verdadeiramente gosto. Brutal e pungente!
sábado, 2 de março de 2013
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