Prosimetron

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domingo, 20 de outubro de 2013

Livros de cozinha - 74

Barcarena: Marcador, 2013

O tempero da Morena, da autoria de Eunice Meneses e Sónia Trigueirão, dá-nos mais de 150 receitas tradicionais da gastronomia africana, acompanhadas de histórias e recordações - uma viagem através de memórias e paladares.

Ontem se tivesse encontrado uma galinha de cabidela teria marchado. Assim, vou fazê-la para a semana, seguindo esta receita.
Já tenho feito moamba, mas não por esta receita. Um dia experimentarei esta.

Pensamento ( s )


La tâche du commentaire ne peut jamais être achevée. Le commentaire fait naître, audessus du discours existant, un autre discours, plus fondamental. Mais chaque discours s'adresse à cette prime écriture dont il promet et décale en même temps le retour.

- Michel Foucault,  na obra supra.

Humor pela manhã



Continuam as cenas da luta de classe ...

Auto-retrato (s) - 189


Josef Sudek, Auto-retrato, 1960, fotografia preto e branco.

Um quadro por dia



Arkhip Kuinji, Depois da chuva, 1879, óleo sobre tela, Galeria Tretyakov, Moscovo.

O regresso de Sócrates



Pela primeira vez em muitos anos estou de acordo com José Sócrates. Também preferia ter uma " vida boa " em Paris. Quanto ao resto da entrevista ao Expresso, é tanta a adjectivação sobre terceiros, é tanto o ressentimento, tanto o passa-culpas, que fiquei francamente enjoado.

Bom dia !



O jovem que ganhou o nome artístico nas fanfarras de Nova Orleães, e depois tocou com Lenny Kravitz, B.B. King e mesmo Eric Clapton ou os U2, tem uma carreira a solo há uns anos.

O café está à espera

Anúncio, EUA, 1950

7.ª mostra de Filatelia e Coleccionismo (Almada - 19-27 de Outubro)


Talvez APS não saiba que tem (na margem esquerda do rio Tejo) uma exposição filatélica que abriu ontem e acaba no dia 27 de outubro de 2013. Não vi nenhuma peça excecional. Mas aqui fica a notícia.

Para APS. 

Igreja de Santa Maria de Belém

Quantas vezes já olhou para esta torre sineira (a maior das que aparecem na imagem) da Igreja e de Santa Maria de Belém.




Sabe de quando é? (o comentário de MR está certo; finais do séc. XIX, mas pode só ter sido acabada nos começos do século XX).
Antes era assim:


(impresso em 1840-1841)

Sim, esta gravura está certa. Repare que tudo o que hoje está construído para Leste, depois da torre sineira, é um programa do fim do século XIX. E mesmo essa construção mandada fazer por D. Fernando II caiu parcialmente (derrocada em alguns segmentos) e foi refeito com novas fantasias arquitetónicas (como por exemplo, a entrada principal do Museu Nacional de Arqueologia). Quase tudo quanto se observa hoje do chamado "mosteiro" dos Jerónimos de Belém é desenho e obra de cantaria da segunda metade do século XIX.

(Os acrescentos com outra cor, assim como a gravura de 1840, foram colocados nesta postagem a 20-10-2013, 09:38 h).


Finais do século XIX ou começos do XX
 
 Nestas duas imagens não existe a ligação coberta (junto da porta Leste da Igreja) entre a igreja, o claustro e o Museu.  

Foral de Almada 500 anos depois

 

Aqui ficam mais dois Bilhetes-postais-máximos (triplos) agora com a "portada" do foral, na versão que foi entregue ao Município em 1513.
 

Almada - 500 anos do Foral Manuelino


Não sei a data certa em que apareceu este selo evocativo dos 500 anos do foral dado a Almada, pelo rei D. Manuel I (julgo que foi a 7 de Junho de 2013). Ofereceram-me hoje um exemplar.
Estes selos de emissão paralela [às emissões comemorativas ditas oficiais] têm, filatelicamente falando, o mesmo valor dos selos que se vendem em todas (ou quase todas) as estações do correio. É um recibo criado para o pagamento de um serviço, pré-comprado: o transporte de uma carta.
Hoje parece-me ser difícil, para não dizer impossível, ter a coleção de selos de Portugal (isto é a coleção de todos os selos que podem fazer chegar ao destinatário, de uma forma sem ser necessário pagar mais nenhuma taxa ou imposto, um objeto) emitidos durante o ano. Qualquer pessoa, qual instituição, pode criar, oficialmente, o selo que desejar. Até pode fazer um selo com a própria mão ou o próprio pé!
E para grande espanto, não foi só o selo que os correio proporcionaram. Conheço já dois carimbos diferentes para carimbarem "oficialmente" as peças que forem enviadas da "Estação de Correios" que, provisoriamente, presta serviço em determinados lugares.  O primeiro, dos carimbos, diz "500 anos do foral manuelino" e tem como data 2013.06.07; o segundo, como data de 2013.10.19, para além de repetir a mesma inscrição diz ainda "A.R.P.C.A. - 7.ª Mostra de filatelia e colecionismo" e é ilustrado com um "boneco" inspirado no que pensaram ser o retrato de D. Manuel I (que também aparece no selo). Na verdade,  "o retrato" que ilustra o selo é um desenho feito no século XIX (para a I.ª série de Retratos e biographias das personagens illustres de Portugal, impressa em 1840-1841) a que foi dada uma coloração.
Felizes (convencidos que tinham uma representação "real"- isto é verdadeira - do Rei) fizeram um bilhete postal. Criaram um postal-máximo-triplo, em que o elemento figurativo do selo, do postal e do carimbo é igual. Mas nada disto é oficial (embora seja tudo oficioso). O selo é impresso por ordem dos Correios de Portugal (mas não aparece na listagem dos selos de Portugal), circula e paga "o frete" ou serviço de transporte da peça (mas não foi autorizado por portaria oficial, pelo Ministério correspondente), o carimbo cumpre a sua função, mas é tudo um serviço, "por favor".


Obrigado a quem me ofereceu esta peça, para a minha coleção.

sábado, 19 de outubro de 2013

Boa noite!


Nos 100 do nascimento de Vinicius, já aqui assinalado por JMS.

De repente, não mais que de repente...



Soneto de Separação

DE REPENTE do riso fêz-se o pranto
silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fêz-se espuma
E das mãos espalmadas fêz-se o espanto.

De repente da calma fêz-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fêz-se o pressentimento
E do momento imóvel fêz-se o drama.

De repente, não mais que de repente
Fêz-se de triste o que se fêz amante
E de sozinho o que se fêz contente.

Fêz-se do amigo próximo o distante
Fêz-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.

Vinicius de Moraes, in 'O Operário em Construção'
in Citador
Vinícius de Moraes nasceu em 19 de Outubro de 1913



 

Notas de Cozinha de Leonardo da Vinci

Em especial para MR.
Bom dia.
Ilustração do livro de cozinha de Bartolomeo Scapi, o livro de cozinha "secreto" do Papa Pio V (ver a nota da mesma)

SOPA DE UVAS

Cozer em conjunto tantos bagos de uva quantos se conseguir arranjar, e não é preciso acrescentar água, pois já contêm que baste. Passa-las depois pelo coador, acrescentar alguns ovos batidos e um pouco de mel e aí está a sopa de uvas. 
O meu amigo Gaudio Sporgere diz que este prato é um desperdício  e que não irá permitir a utilização das suas uvas para este fim.

Shelagh e Jonathan Routh, Notas de Cozinha de Leonardo da Vinci. Lisboa: althum.com, Setembro de 2013, p. 235-236




S... de dormir

 
Alfabeto de Francis Wainwright

e outros S


Theodor Seuss Geisel

Lá fora - 175 : Retratos do mundo



Gustavo Lacerda, Série Albinos :



Num dos mais recentes museus parisienses, o do Quai Branly, mas também nos seus jardins e em seis outros locais ( Fondation Cartier, Galerie Baudoin Lebon ), decorre a quarta edição do Photoquai. O tema deste ano é o retrato, com 400 fotos provenientes de 28 países.

Photoquai, até 17 de Novembro, Musée du Quai Branly. www.photoquai.fr

Auto-retrato (s) - 188


Um auto-retrato do norte-americano Chuck Close ( 1940- ), pintor e fotógrafo, um hiper-realismo mais complexo do que pode parecer à primeira vista se olharmos atentamente para a imagem. E um exemplo de persistência, pintando mesmo com um pincel na boca, depois de ter ficado confinado a uma cadeira de rodas e pouca mobilidade nos braços depois do coágulo na coluna vertebral ocorrido no final dos anos 80.

Humor pela manhã


E o pior é que as desculpas não serviram para nada, até porque muitas vezes quanto mais nos baixamos...

Bom dia !



Apeteceu-me começar o dia em francês, mas graças ao belo e rigoroso " inventário " de M.R. e a outras escolhas de outros prosimetronistas começa a ser difícil encontrar vozes francesas que ainda não tenham aparecido nestas páginas. Basta dizer que Chimène Badi foi a minha quarta opção, depois de verificar que a bretã Nolwenn Leroy, Laurent Voulzy e Alain Souchon já tinham sido aqui divulgados. Mas é uma voz que merece ser conhecida, primeira escolha ou não.

U... de chapéu de chuva

Edmund Evans
Theodor Seuss Geisel

Porque ontem precisámos dele. E hoje... veremos. :)

Para o Jad, que não gosta de chapéus de chuva, mas gosta destes alfabetos.

Chuva

David Oliveira, exposição Corpo Habitado na Galeria 111,  Campo Grande, Lisboa
CHUVA

As coisas vulgares que há na vida
Não deixam saudades
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir

Há gente que fica na história
da história da gente
e outras de quem nem o nome
lembramos ouvir

São emoções que dão vida
à saudade que trago
Aquelas que tive contigo
e acabei por perder

Há dias que marcam a alma
e a vida da gente
e aquele em que tu me deixaste
não posso esquecer

A chuva molhava-me o rosto
Gelado e cansado
As ruas que a cidade tinha
Já eu percorrera

Ai... meu choro de moça perdida
gritava à cidade
que o fogo do amor sob chuva
há instantes morrera

A chuva ouviu e calou
meu segredo à cidade
E eis que ela bate no vidro
Trazendo a saudade

(letra e música de Jorge Fernando)

Não sei se é uma reposição mas é um fado que não me canso de ouvir porque me maravilha. A Mariza tem para mim o encanto  de uma segunda diva portuguesa, claro após a Amália.
[A chuva caiu, por aqui, com muita intensidade].

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Boa noite!

Charles Gounod



Morreu em 18 de Outubro de 1893, há precisamente 120 anos

Boa tarde !



E bom fim de semana para todos, apesar da prometida chuva.

Thérèse Desqueyroux

Hoje à noite no São Jorge, em Lisboa, ante-estreia do filme de Claude Miller que adapta o romance de François Mauriac, com Audrey Tatou na protagonista.

Caixa do correio - 19


«La République doit se construire sans cesse car nous la concevons éternellement révolutionnaire, à l’encontre de l’inégalité, de l’oppression, de la misère, de la routine, des préjugés, éternellement inachevée tant qu’il reste des progrès à accomplir.» 
Pierre Mendès France

Há dias recebi uma carta que trazia este selo de Mendès France, e faz hoje 31 anos que este político francês (descendente de uma família judia portuguesa) morreu.


quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Os meus franceses - 301



Entre 1951 e 1974, funcionou neste local, no Quai des Grands-Augustins, o cabaré L'Écluse, no qual atuaram muitos cantores, mímicos, imitadores, alguns dos quais adquiriram depois notoriedade internacional, segundo se pode ler numa placa afixada no local.

Alguns dos artistas que atuaram no L'Écluse:




Marc Chevalier e André Schlesser

Marcadores de livros 118 - recordação de Florença (5)

E este será o modelo para o fato que vou mandar fazer, para um próximo Carnaval:

 

Desenrascanso... à mexicana!


Passos Coelho a discursar na visita ao México. Até aqui, tudo bem não fosse a presença da nossa "tosca bandeira" diferente da versão oficial. Caso para dizer que o desenrascanso não é apenas uma arte portuguesa...

Onde me apetecia estar








Deve ser difícil encontrar um castelo feio ou negligenciado no Loire, mas agradava-me particularmente conhecer Ussé, velho de séculos e história, e pelo jogo das heranças propriedade desde 1885 dos Duques de Blacas. Inspirou Charles Perrault ( e depois Walt Disney ... ), e nele viveu e escreveu Chateaubriand

D.Carlos na Ajuda


O Palácio Nacional da Ajuda não ficou indiferente, e fez bem, aos 150 anos passados sobre o nascimento do Rei D.Carlos I e organizou uma série de iniciativas que começam hoje.

Um quadro por dia


Wilfrid Gabriel de Glehn ( 1870-1951 ), Jane de Glehn in her garden at Stratford Tony, óleo sobre tela, 51x61cm.

Porque li recentemente sobre este que foi o maior dos impressionistas tardios britânicos.