Prosimetron

Prosimetron

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Duas exposições sobre Cunhal



Camus visto por Mega Ferreira


Novidades


O antigo palácio real, agora museu mais visitado do mundo, é uma casa com vários mistérios e segredos. Do próprio nome ( Louvre ) a Belphégor, o fantasma do Louvre...

Les secrets du Louvre, Pascal Torres, Éditions La Librairie Vuibert, 285p, € 18.

Lá fora - 181 : Yousuf Karsh





60 retratos de igual número de ícones do século passado, por Yousuf Karsh, grande fotógrafo de famosos e de desconhecidos.

Yousuf Karsh. Icônes du XX siècle, até 26 de Janeiro de 2014, no Mona Bismarck American Center, Paris.

Um quadro por dia



Esta tela, Étretat, les falaises, pintada em 1870 por Gustave Courbet é uma das 18 provenientes da colecção impressionista do diplomata e homem de negócios Christian Otto Zieseniss ( 1865-1938 ) que serão hoje vendidas na Sotheby's de Nova Iorque.

Humor pela manhã




Malentendidos

Bom dia !


terça-feira, 5 de novembro de 2013

Afirmações...


Thomas Benjamin Kennington, The Pinch of Poverty", 1891



Afirmações que deviam ser interditas:


«O ministro da Educação defendeu esta segunda-feira em Ovar que, para ser dispensada mais austeridade no Orçamento do Estado para 2014 e ainda pagar a dívida total do Estado, todos os portugueses teriam que "trabalhar um ano sem comer".»

Jornal de Notícias, 5-11-2013

Uma boa noite com os "Serviços Secretos"

Muito se fala actualmente de serviços secretos. Há 33 anos, durante o Outono de 1980, outra espécie de "serviços secretos", bem mais pacíficos, invadiam os países europeus: a banda sueca "Secret Service" com "Ten o'clock postman" - um conjunto que registou alguns sucessos durante a década de 80. Um boa noite!
 

Novidades

Os " dispersos " de Agustina, textos vários de cinco décadas escolhidos e organizados pelo marido, Alberto Luís, e pela neta Lourença Baldaque. ( Guimarães, 2013, 104p, € 12,50 ).

Ainda não o tenho, mas prevejo que amanhã colmate essa omissão.

Citações



( ... ) Foi então que gizou um plano. Porque não ir até Paris, onde se matricularia num daqueles cursos, com nomes sonantes, que tinham dado fama à Faculdade de Sciences Po? Porque não passear-se, no Boulevard Saint-Michel, com um iPad debaixo do braço? Porque não comer croissants, ao lado de turistas americanos, na esplanada do Café de Flore? Até já tinha um título, " A Confiança no Mundo ", para a tese que tencionava escrever. Sim, porque ele era um optimista, não um covarde como Teixeira dos Santos, que se fora abaixo ao primeiro indício de não haver dinheiro nos cofres do Estado.
Havia contudo um óbice. Para se viver em Paris, era necessário cheta. O rendimento dos andares da mamã e um empréstimo da CGD resolveram o problema. Mesmo sem saber Latim, Grego, Francês ou Alemão, Sócrates tinha a certeza de que Kant o esperava à beira do Sena. Partiu com o espírito cheio de sonhos. Quanto mais se passeava pelos boulevards, mais desprezo sentia pelo país onde nascera. Nem a Presidência da República lhe parecia agora apetecível : " Não sinto nenhuma inclinação para voltar a depender do favor popular ". Em vez de se submeter a eleições, o que desejava era continuar a jantar na Brasserie Lipp ao lado de " intelectuais ". Antes, não sabia que existiam " vidas assim tão boas ". Agora, que o descobrira, hesitava em regressar ao ninho.

- Assim termina a deliciosa, e demolidora, crónica de Maria Filomena Mónica sobre o regresso de Sócrates à pátria. Foi no Expresso do passado sábado, e vale a pena ler na íntegra.

Ainda há dias em que penso naqueles meses surreais de 2011, em que estando o país à beira da insolvabilidade ainda havia quem falasse em novos aeroportos de Lisboa, TGV e mais não sei o quê.

A crise, a Troika e as alternativas urgentes


La Renaissance et le Rêve


Reunindo mais de 80 obras de artistas famosos da Renascença, como Bosch, Veronese, Dürer ou Correggio, a exposição apresenta a idade de ouro da representação do sonho. Entre histórias oníricas e visões de pesadelo, o percurso vai do adormecer ao acordar e convida todos a deixarem-se envolver pelas imagens perturbadoras do sonho.
Até 26 de janeiro de 2014.

Désirs & Volupté à l’époque victorienne

Wontner - La Joueuse de Saz

A exposição dá-lhe a conhecer alguns artistas famosos (alguns hoje quase desconhecidos) na Inglaterra vitoriana. Estão expostas cerca de 50 pinturas de artistas como Lawrence Alma-Tadema, Frederic Leighton, Edward Burne-Jones ou Albert Moore, as quais refletem o desejo comum dos artistas em homenagear o culto da beleza.
No Museu Jacquemart-André, em Paris, até 20 de janeiro de 2014.

Especialmente para a Ana

Abriu recentemente uma loja da Arcádia em Coimbra, na Av.Calouste Gulbenkian, 94, em Celas.

Ana : depois queremos uma " reportagem " , mas imagino que estes chocolates artesanais continuem com a mesma qualidade de sempre.

No Carmo


Está a decorrer, no Museu Arqueológico do Carmo, em Lisboa, a 3ª Feira do Livro Ilustrado até 7 de Janeiro. De segunda a sábado, das 10 às 18h.

Lá fora - 180 : O regresso do Rei Herodes





2000 anos depois, mais ano menos ano, Herodes o Grande ( para não confundir com os outros Herodes da dinastia ), volta a ser protagonista em Israel com uma exposição que está a ser um grande sucesso com um recorde de 330 000 visitantes, e que acaba de ser prolongada até Janeiro de 2014. O grande construtor, que durante o seu longo reinado de 33 anos trouxe paz e prosperidade aos territórios governados sob a égide de Roma, mas cuja paranóia ceifou a vida a muitos súbditos. A sua  morte, em 4 a.C., marca o início do declínio da sua dinastia que termina com Berenice e a anexação por Roma no ano 70 depois de Cristo.

Herodes o Grande : a última viagem, até 4 de Janeiro de 2014, no Museu de Israel em Jerusalém.

Bom dia !


Humor pela manhã



Cansada do mar, e farta de esperar pelo Príncipe Encantado...

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Boa noite!

Frase da semana ( passada )



Não faço ideia porque as pessoas se irritam comigo.

- José Sócrates, em mais uma entrevista televisiva, desta vez no programa Alta Definição da SIC.

Por este andar, ainda vai chegar a vez da Caras, da Lux, da Nova Gente etc

Um quadro por dia


Henri Fantin-Latour, Chrysantemum, óleo sobre tela, col.particular.

Nem sempre é fácil trazer aqui " um quadro por dia ", e este foi directamente inspirado pela vinheta escolhida pelo nosso MLV.

Novidades


Lisboa na colecção Bouquins, uma obra muito completa ( em 1174 páginas ) sobre a capital portuguesa, sob a forma de antologia organizada por Luísa Braz de Oliveira e com prefácio de Gonçalo M.Tavares.


Frutas - 106

Henri Matisse - Pink tablecloth
Henri Matisse - Still life with apples on a pink tablecloth, 1924


Próxima vinheta: uma flor de outono



A vinheta deste mês é uma flor típica do outono. De acordo com o taoismo, o crisântemo é um símbolo de simplicidade e perfeição, mas também significa tranquilidade e é visto como um mediador entre o céu e a terra, a vida e a morte.
Considerada também como uma planta medicinal, na China o crisântemo era usado como um remédio para a dor de cabeça. As pétalas também podem ser usadas em saladas e as folhas para fazer uma bebida. Uma lenda afirma que juntar pétalas de crisântemo numa taça de vinho aumenta a longevidade e vitalidade de uma pessoa.
Não encontrei a bebida que se pode fazer com as pétalas desta flor, mas descobri uma receita de geleia.

Ingredientes:
12 crisântemos grandes (que devem ter sido colhidos ainda com o orvalho da manhã, sem tratamento com pesticidas)
2 chávenas de chá de água; a mesma medida de açúcar refinado; sumo de 1 limão (médio).

Preparação:

Lavar bem as flores em água corrente e escorrer o excesso de água, num escorredor de massas. Numa panela juntar apenas as pétalas, as chávenas de água e sumo de limão. Deixar tudo amolecer uns 10 minutos, em lume brando. Acrescentar o açúcar e envolvê-lo bem no preparado, mexendo sem parar, em lume brando, durante 30 minutos, ou até começar a ver o fundo da panela. Retirar do lume e colocar imediatamente em frascos esterilizados.

Humor pela manhã


Bom dia !


Papoilas

Childe Hassam - Poppies on the Isles of Shoals, 1890
Nova Iorque, Brooklyn Museum

Música de Verdi para uma segunda-feira

Por muito estranho que pareça, "Les vêpres siciliennes" de Giuseppe Verdi nunca subiram ao palco do Royal Opera House de Londres. O novo director da prestigiada instituição, Kasper Holten, tomou a iniciativa de incluir esta ópera na programação de 2013/14. Estreada na versão francesa em Paris em 1855 com enorme sucesso e na versão italiana poucos meses depois em Milão, Les vêpres siciliennes raramente são interpretadas nas grandes casas hoje em dia. A intenção de Holten de homenagear o compositor italiano justifica evidentemente esta produção, ainda que a encenação e o elenco não se encontrem à altura de Verdi a meu ver (à excepção de Erwin Schrott que desempenhou um Procida notável).
Para começar uma nova semana, ouçamos então a célebre ária em forma de bolero "Merce, diletti amiche" na voz de Joan Sutherland num registo não identificado. A todos, uma boa semana!
 

Maçã


Paul Nash, Apple Pickers, 1914


















Paul Nash, Apanhadoras de maçãs, 1914, [Modern] Tate (cortesia do Google)



Maçã - disse a criança
E era apenas o sol
dependurado nos ramos.

Albano Martins, in "Com as flores do salgueiro (1995)", Assim são as Algas, Poesia 1950-2000. Porto: Campo das Letras, 2000, p. 259.

domingo, 3 de novembro de 2013

Boa noite!

Achado sensacional em Munique


A televisão estadual bávara e o semanário "Focus" noticiaram hoje um achado verdadeiramente impressionante: a polícia alfandegária bávara localizou há dois anos, num andar de um prédio no bairro Schwabing de Munique, cerca de 1.500 obras de pintores modernos, entre eles, Pablo Picasso, Henri Matisse, Marc Chagall, Emil Nolde, Franz Marc, Max Beckmann e Max Liebermann. Focus adianta tratar-se de um acervo cujo valor poderá ascender a 1 bilião de euros. Das obras já identificadas, sensivelmente 200 foram reclamadas por antigos proprietários ao longo das últimas décadas, cerca de 300 integraram o conjunto de peças artísticas, consideradas "degeneradas" e exibidas pela última vez ao público na mal-afortunada exposição nazi "Entartete Kunst" na capital da Baviera em 1937 (primeira imagem).
O andar, de acordo com informações da estação televisiva e do semanário, pertence a Cornelius Gurlitt, de oitenta anos, e filho do conhecido historiador de arte Hildebrand Gurlitt (segunda imagem). Hildebrand Gurlitt, o primeiro director do Museu de Zwickau, adquirira vários quadros nos anos 20. O seu empenho a favor da arte moderna e a sua ascendência não "integralmente ariana" custaram-lhe a posição de direcção. Mandatado pelo Ministério de Propaganda de Goebbels, vendeu peças de autores proibidos ao estrangeiro, encaixando divisas para o Reich. Gurlitt terá aproveitado esta oportunidade para guardar parte das telas confiscadas ou para alienar algumas a colecionadores alemães.
No período pós-guerra, Gurlitt justificava o desaparecimento deste tesouro com a destruição ocorrida durante bombardeamentos em Dresden. Mas tudo indica que seu filho escondeu esta maravilha durante mais de cinco décadas em Schwabing. Entretanto, Cornelius desfez-se de alguns quadros para seu sustento... 

Luzes da sabedoria

A avaliar pelas exposições que já vi no Institut du Monde Arabe, esta deve ser imperdível. Pena que...

Paul Klee na Tate Modern


Paul Klee (1879 - 1940) foi inquestionavelmente um dos mais importantes artistas do início do século XX. Sobretudo na década de 1920, consolidou a sua reputação a partir de um criatividade singular e complexa. Seu ensino e sua escrita sobre pintura influenciaram toda uma geração. A utilização de aguarela ou de outros meios frágeis numa abordagem muito pessoal de cores e linhas marcou o estilo de Klee que pode agora ser apreciado numa exposição temporária na Tate Modern de Londres até 9 de Março de 2014.
Intitulada The EY Exhibition - Paul Klee: Making Visible, proporciona um percurso cronológico: desde o início da carreira de Klee em Munique em 1912 e 1913, quando o pintor integrou o movimento vanguardista do Der Blaue Reiter fundado por Kandinsky, seguido do período em que o artista leccionou na Bauhaus em Weimar, até aos últimos anos de vida de Klee em Berna, onde faleceu prematuramente em 1940.
Klee adoptou um sistema de registar e catalogar as suas obras que hoje em dia muito facilita a organização de uma exposição tão abrangente como a da Tate Modern.  
 
 
Imagens: Paul Klee em 1939, fotografado por Walter Henggeler; Nova Harmonia de 1936

A arte do retrato


Carel Fabritius ( 1622-1654 ), Retrato de senhora sentada com lenço, óleo sobre tela, 1644, Art Gallery of Ontario, Canadá.

Se a pesquisa não falhou, é esta a primeira obra deste pintor holandês que aparece nestas páginas. Um pintor que tem lugar na história da pintura holandesa, mas também europeia, por ter sido o único discípulo de Rembrandt que desenvolveu um estilo próprio e por ter sido o mestre de Vermeer. Apesar destes feitos, morreu precocemente, uma das vítimas da explosão da fábrica de pólvora de Delft em Dezembro de 1654 que arrasou o quarteirão onde se situava o seu estúdio. Explosão esta que poupou ainda assim uma dúzia de telas.

Lá fora - 179 : A Índia em Bruxelas

 A Índia é o país convidado da bienal Europalia de 2013, e há duas exposições imperdíveis: Indomania, sobre o fascínio do Ocidente pelo subcontinente indiano, dos portugueses de Quinhentos aos Beatles; e Corps de l'Inde, uma colecção fabulosa de estátuas e miniaturas provenientes  de meia centena de museus indianos.



Até 26 de Janeiro de 2014 no Palais des Beaux-Arts de Bruxelleswww.europalia.eu

Auto-retrato(s) - 191



Erwin Blumenfeld ( 1897-1969 ), Auto-retrato como fotógrafo de domingo, 1928, Países Baixos, p/b.

Um dos mais importantes fotógrafos do séc.XX, embora mais conhecido pelo seu imenso trabalho comercial ( moda ) do que pela fotografia artística.

Bom dia !



Não há contratenor actualmente que não cumpra a moda do " disco do castrato ", e desta vez é Franco Fagioli que dedica o seu novo a Caffarelli, grande estrela napolitana do séc.XVIII.

A Botânica em livros na BNP


Les Sœurs de Napoléon : 3 Destins italiens

Françoirs Gérard - Caroline Murat 
René-Théodore Berthon - Pauline Bonaparte

Esta exposição é sobra as irmãs do imperador: Elisa (1777-1820), Pauline (1780-1825) e Caroline (1782-1839), que vieram a ser princesas e rainha de estados italianos. Esta mostra foi possível graças ao empréstimo de obras de grandes museus e coleções da Europa. 
No Marmottan Monet, em Paris, até 26 jan. 2014.