O Solar do Bacalhau é um restaurante com um ambiente agradável. Não tem um ambiente exclusivo mas é muito acolhedor e a ementa é excelente. Como o nome indica os seus pratos fortes são o bacalhau.
O jantar foi bacalhau no forno com alheira, uma das receitas que ainda não tinha experimentado. Quando era petiz o meu prato favorito era bife com batatas fritas e ovo estrelado, mas com o tempo aprendi a conhecer e a eleger outras ementas. Assim, agora o meu prato por excelência é bacalhau assado com batatas a murro ou qualquer iguaria de bacalhau no forno.
A montra do restaurante elege o seu mentor - o bacalhau
Bacalhau com alheira, batatas a murro e courgette
O vinho que acompanhou a refeição foi Quinta do Cabriz 2013 (Dão).
A sobremesa foi quente e frio mas este com a novidade da bolacha a acompanhar. Não consegui terminá-lo (e felizmente tinha perdido uns quilitos).
Um dia destes coloco um prato de bacalhau que se faz na minha família e que eu nunca fiz por ser moroso. Confesso que prefiro que cozinhem para mim do que cozinhar.
O serviço do restaurante é do grupo Ema-VA. Os talheres penso que da cutipol. Os copos são bonitos mas não são de cristal.
Têm uma garrafa exclusiva de água que custa, caso queiram levar para casa, 20 euros.
Enric González foi correspondente de El Pais, em Londres. Da sua vida nessa cidade escreveu Histórias de Londres.
«Numa das primeiras noites, ao voltar a casa, ouvi uma criança a chorar. Chovia, tudo estava escuro e não se avistava vivalma nos mews. Guiado pelo choro, consegui dar com um carrinho e, no seu interior, com uma criatura de meses que gritava de forma alarmante. Apalpei o cobertor: estava seco. Olhei em volta e comprovei o óbvio: a pocos metros da minha porta, junto à fachada da casa em frente, havia um bebé abandonado à chuva. Não me atrevi a tocar-lhe. Corri para casa e expliquei a situação a Lola. Voltámos ao sítio onde estava o bebé, demos umas voltas pelas imediações e optáms por tocar à porta mais próxima. Abriu-a uma mulher de meia-idade.
- Good evening, ma'm. Acabámos de encontrar um bebé na rua e perguntamo-nos se...
- Que se passa com o menino? [...] O menino é meu. Chorar ao ar livre faz bem.» (p. 28)
«Os anos de Victoria e Albert foram os mais gloriosos de Londres, que nunca viveu nada comparável à Exposição Universal de 1851. A tecnologia mais avançada e os melhores artigos da indústria britânica conviviam, no portentoso Palácio de Cristal, em Hyde Park, com o mais exótico do império (um trono inteiramente talhado em marfim ou o enorme diamante Koh-i-Noor, encerrado numa jaula como um pássaro de luz), as invenções mais peregrina (uma cama que acordava o seu ocupante catapultando-o para uma banheira de água fria) e luxos pouco comuns num recinto público, como uma fonte de onde jorrava água-de-colónia.» (p. 37)
O bar frequentado por Enric González ao sábado para ler o jornal e beber uma ale.
Dois agentes da Guardia Civil espanhola resgataram um bebé (com c. de 15 dias) que tinha sido abandonado num contentor de lixo subterrâneo, nos arredores de Madrid.
Comecei o 1.º vol., de 8, da edição desta obra, distribuída pelo Expresso. Gosto bastante da escrita de Martin Gilbert, que faleceu no passado dia 3 de fevereiro.
O livro inicia-se com a invasão da Polónia pela Alemanha, em setembro de 1939. O objetivo de Hitler, para além de recuperar os territórios perdidos em 1918, era subjugar o povo polaco. Aldeias inteiras foram incendiadas e pessoas mortas com uma crueldade impensável.
A avaliar pela narração, não vai ser um livro para levar até ao fim de enfiada. Dá volta ao estômago.
Uma guerra na qual morreram 46 milhões de pessoas, civis e militares.
Esta edição, com seis ilustrações de Marie Laurencin, teve diferentes tiragens: uma de um único exemplar, com os originais, foi vendida então por 16000 FF e 20 exemplares com litografias, a 1000 FF, mais duas, cujo preço, inicialmente, foi estabelecido em 300 FF e 500 FF, passaram rapidamente a ser vendidas pelo editor a 500 FF e 700 FF.
O exemplar n.º 64 de uma edição de 370 para colecionadores europeus está à venda por $1900,00. A outra a que me referi acima era de 420 e destinava-se ao mercado americano.