Prosimetron

Prosimetron

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Hoje jantei aqui…




Há anos que não vinha aqui.
Partilhámos umas entradas e umas comidas alentejanas. Tudo óptimo, mas já não houve lugar para sobremesa.
As cadeiras (alentejanas) é que podiam ser mais confortáveis. Não podem!...
Espero não me esquecer e voltar em breve.
Um bom lugar para um encontro prosimetronista.

Zé Varunca
Rua de S. José, 54
Lisboa
www.zevarunca.com

Boa noite!


Samuel Barber (1910-1981) - Adagio for Strings
Marilyn Monroe em Niagara, de Henry Hathaway

Boa tarde!


Sam Barber - Hyannis Port Roses
Achei esta pintura engraçada, mas pensei que era de um impressionista no seu tempo. Afinal, Sam Barber é um pintor norte-americano, nascido na Europa, talvez nos anos 50 do século XX.
http://www.sambarber.com/

«A rosa tem linda cor,
Não há flor de cor tão linda»
João de Deus
In: «Duas rosas» - Campo de flores

Logo colocarei outro Samuel Barber - o compositor.

Livros de cozinha - 33


19.ª ed. Lisboa: Verbo, 2001. Com fotos de Augusto Cabrita e Homem Cardoso.

Uma aniversariante recebeu ou vai receber este livro. E tem muito por onde escolher para mostrar a sua arte. Talvez uma «Sopa de beldroegas com queijinhos e ovos», a tal experimentada por APS, há dias, e que o Jad nunca provou. Está na p. 227. Ou a «Sopa de cação ou cação limado» (que delicia!), na p. seguinte.
Parabéns!
x
Já agora acrescento (às 14h47) o que devia ter dito há pouco:
Este é o melhor livro de cozinha portuguesa, contemporâneo, depois da Cozinha do mundo português, de que falarei aqui em breve. Era uma obra de caridade que se reeditasse este último livro citado, há tanto tempo esgotado.

João Domingos Bontempo

Morreu neste dia em 1842.



Requiem em Memória de Luís de Camões, orquestra e coros da Fundação Gulbenkian, sob a direcção de Michel Coboz

Bom dia! / Happy Birthday Mika!

Foi a 18 de Agosto de 1983 que nasceu uma das estrelas pop da actualidade, Mika. E esta Grace Kelly, de 2007, foi um dos seus primeiros êxitos:

Mais um ciclista... e poeta


Pessoa antes de ser grande
Gravura de Bartolomeu Cid dos Santos


Nesta época do campeonato (perdão: da Volta), esta criança devia estar lá por Durban...

Entre Gárgulas e Arcobotantes o mundo é o das Catedrais

Entre gárgulas e arcobotantes o mundo é o das catedrais.
x
Duomo, em Milão foi construída por vontade do bispo Antonio de Saluzzo. A sua construção iniciou-se em 1386 e sofreu ao longo dos séculos vários acrescentos e novas simbologias. O seu estilo arquitectónico insere-se no gótico tardio.
x
"Nas estruturas da catedral gótica, o círculo tem menor lugar do que na igreja românica. Ali torna-se soberana a linha recta, vector da história, projecção rectilínea do raio luminoso que figura no acto criador e a graça divina, impulso da dinâmica racional da investigação escolástica e de todo o progresso desse tempo, que voam direito ao seu objectivo".*
x
Duomo, Milão, Itália, perspectiva dos arcobotantes.


Uma gárgula e um homem que a segura, quem seria? O que simboliza?

Outra gárgula e mais um habitante da catedral...

No telhado, o espectáculo***
"Como o universo das catedrais, o universo da cavalaria era o dos ritos e das liturgias. Os valores de pobreza, de liberalidade e de cortesia encarnavam-se em façanhas fabulosas, as do rei Artur, de Carlos Magno, de Godofredo de Bulhão. Estas personagens de virtudes exemplares não saíam do sonho. Tinham noutros tempos vivido entre os homens. No entanto, já não pertenciam à história, mas à lenda, e a memória das suas acções não se preocupava com a sua cronologia. Viviam fora do tempo".

Georges Duby, O Tempo das Catedrais, a arte e a sociedade 980-1420, Lisboa:Editorial Estampa, 1979, p. 303. * p. 296.


*** Aqui cantou Charles Aznavour na Duomo, 19 Julho de
2010

Cine-Teatro Garrett


Está a ser recuperado pela Câmara Municipal da Póvoa do Varzim.
Para APS recordar.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Boa noite!


Música de Fauré para o mesmo poema de Verlaine, anteontem aqui transcrito.

Boa Viagem Navio Escola Sagres

Navio Escola Sagres,
Fotografia da European Pressphoto Agency


Hoje, senti alguma tristeza quando li que o Navio Escola Sagres não podia atracar em Macau. A longa história que uniu China e Portugal e que remonta ao século XVI, acabou por não interessar nesta questão. A nossa língua e leis continuam lá mas não se abrem excepções: é um navio de guerra da Marinha Portuguesa logo não pode atracar. O navio Escola Sagres dirigiu-se para Xangai, resta desejar boa viagem!
Os nossos diplomatas são excelentes e o problema resolveu-se com a natural diplomacia portuguesa.

Números - 20


1 em 8
Em 2009, nos Estados Unidos, 1 em cada 8 casamentos derivaram de conhecimento feito na Internet. Como andarão as estatísticas lusas? Namoros sei que há muitos, mas quantos acabarão nos altares/conservatórias?

Em português - 20

A poesia de Cesariny e a música de Rodrigo Leão. E todo o disco é uma maravilha.

Proposta (decente) para a revisão constitucional


Porque se iniciou, ao que parece, a discussão da revisão constitucional e as propostas do PSD causaram alguma eripsela ao PS e comichões aos restantes partidos, acho que posso contribuir para esta magna e urgente questão política- mais a mais em ano de centenário da implantação da república caseira - com a proposta de que a eleição do Presidente da República se passe a fazer como na república veneziana, para o Doge. É um processo muito simples e muito democrático:


"O doge era eleito pelos seus pares do Grande Conselho (o Conselho da República da proposta laranja)... Primeiro, escolhia-se à sorte nove membros que escolheriam 40 eleitores, que tinham de ser aprovados por uma maioria de sete no mínimo. Depois, escolhia-se à sorte 12 desses 40 que escolheriam mais 25, também por maioria de sete. Nove dos 25 eram escolhidos à sorte para elegerem 45 por uma maioria de sete. Onze dos 45 eram escolhidos à sorte para elegerem mais 41; e estes 41 em quatro fases escolhidos com minúcia de entre toda a aristocracia veneziana(leia-se, barões dos partidos), tinham de eleger o doge por uma maioria de 25 no mínimo".




Fonte: "Veneza" de Jan Morris

Bruce Chatwin: O grande viajante


Na história do jornalismo há um despedimento que ficou famoso. Corria o ano de 1977 quando Bruce Chatwin decide abandonar a redacção do The Sunday Times Magazine, onde colaborava sobretudo com artigos de viagens para concretizar um sonho: viajar até ao fim do mundo. Para isso envia um telegrama para o jornal dizendo apenas: Fui para a Patagónia. Com um percurso académico e profissional algo instável, Chatwin abandona a escola aos 18 anos para começar a trabalhar na Sotheby's onde tem uma rápida ascensão graças ao seu talento para descobrir obras de arte falsificadas. Mais tarde e queixando-se de problemas de visão devido ao seu trabalho minucioso, abandona aquela leiloeira decidido a estudar Arqueologia, mas também desiste para se dedicar por inteiro à escrita e à investigação de uma temática que o fascinava: o nomadismo. Da sua estadia na Patagónia surge a obra "Na Patagónia" que lhe trouxe fama mundial como escritor e viajante, na medida em Chatwin recupera o conceito de livro de viagens voltando a dar corpo ao mito do viajante imparável e solitário, mas num misto de realidade e ficção. Isso conduziu-o a algum descrédito por parte de alguns visados nas suas obras que não se reconhecem naquilo que ele escreveu, muito menos consideram positivas as distorções que fez da realidade social e cultural dos lugares que visitou, nomeadamente na Austrália onde durante meses pesquisou sobre as canções dos aborígenes. Mas o mais interessante é que Chatwin fez o mesmo com a sua história pessoal, confundindo biógrafos com datas de nascimento erradas, criando diferentes passados familiares ou académicos. Consciente de que a sua ambiguidade sexual e a intriga de almofada alimentam o mito, deixou ordem expressa para que após a sua morte os seus cadernos de anotações só fossem abertos em 2010. Muito se especulou sobre o conteúdos desses cadernos, adivinhando-se revelãções explosivas, mas o que se encontrou foram apenas citações de outros escritores e apontamentos literários. Antes de morrer em 1989, aos 49 anos, afirmou que tinha contraído uma doença de ossos incurável durante uma viagem à China, um final trágico digno de um autêntico viajante que serviu para ocultar a origem da sua doença, o vírus HIV tinha-se debilitado o sistema imunitário. The Viceroy of Ouidah (1980), On The Black Hill (1982), The Songlines (1987), Utz (1988) e What I'm Doing Here? (1989) são os outros livros que fazem parte da sua obra.
Nota: Este post resultou de uma conversa tida há dias com o nosso LB, justamente sobre despedimentos, em que ele referiu este exemplo. Obviamente que quis conhecer o autor de tão original atitude. Aqui está.

A visita desta tarde



Enquanto estava a "bloogar" recebi esta visita... e como tinha o telemóvel por perto, aqui fica. Agora é que vou fazer a sesta...

As 50 famílias ou Um país de fidalgos

Este post nasce da confluência de coisas várias, de uma conversa com o JMS sobre o bon mot do Prof.Victor Vladimiro Ferreira de Portugal ser até ao 25 de Abril o país das 50 famílias, com uma forte consanguinidade das elites, comprovável especialmente nos sectores mais endogâmicos como o corpo diplomático, sendo certo que hoje talvez devamos falar de 500 famílias; passando pela verificação mais ou menos recente de certos parentescos mais ou menos surpreendentes. Passo a explicar. Querem um parentesco mais surpreendente do que a Dra.Teresa Caeiro, ex-governante e deputada do CDS, como sobrinha-neta de Mário Cesariny de Vasconcelos? Ou o ainda mais recentemente trazido à luz do dia de Inês Pedrosa ser sobrinha-bisneta e herdeira de Adelaide Feteira, mulher do Comendador Lúcio Tomé Feteira, o capitão de indústria de quem agora se voltou a falar?
Já para não falar dos cuidados que tenho de ter muitas vezes ao abordar certas figuras históricas, pois que tanto me dou com descendentes de ilustres vultos republicanos como dos respectivos contrapartes do estertor da monarquia portuguesa. Ainda me lembro do brilho nos olhos com que um amigo meu (o Eurico Lopes, não o actor mas um seu homónimo) me dizia ser descendente do José Júlio da Costa quando tomou conhecimento das minhas simpatias monárquicas...
Uma das razões para termos este país de fidalgos ( no sentido de filhos de algo ) será certamente a pequenez do mesmo, mas outra poderosa razão será o facto de a capilaridade social só se ter realmente começado a sentir nas décadas mais recentes...


Orpheu Caffé no Príncipe Real





Descobri-o há dias quando cruzava o Príncipe Real e hoje decidi tomar lá café depois do almoço. Refiro-me ao Orpheu Caffé, que abriu portas há um mês. Com uma decoração engraçada e atendimento simpático, este espaço tem pormenores que fazem recordar os antigos cafés de Lisboa, convidando a momentos tranquilos na companhia de amigos. Dispõe de serviço de refeições (peq.-almoço, almoço, jantar), esplanada para trás e aceita reservas. Gostei do ambiente, do café e da miniatura de canela que o acompanhava. Muito boa! O Orpheu Caffé funciona de 2ª a 5ª das 10 às 24 horas, 6ª das 10 às 2h, Sáb. das 9 às 2h e Dom. das 9 às 20h. Brevemente penso espreitar o cardápio e testar.
Com este novo espaço o jardim do Príncipe Real ficou mais completo. Fazia falta!
Orpheu Caffé, Praça do Príncipe Real, nº 5A, Lisboa

As melhores do ano ( até agora... )

Sardinha gorda e saborosa, acompanhada de pimentos assados. Um rico manjar. Não sei se consigo resistir ao ímpeto de fazer a sesta...

Depois do almoço...


https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjVmDDOH35P9slYL2peIFBvUQUo47OPbpoxkHnt6Um35Og1DDUt4WULj43Z9YiShKM-cnXgFGwtuavv55-MlhKSZ6H-bkZn3w5jqhDdEmYuvC92yLzjPRCYP4PvL2YqGT-1-troInqDZ4kT/s320/geladofragoletto2.gif

... um gelado de morango da Fragoleto, com votos de
Boa tarde!

Flores para alegrar uma tarde.


Recebi estas flores. A tarde ficou mais alegre. Obrigado!

Em Gaia, até 27 de Agosto

15 a 23 de Agosto: recordações.

Não morremos enquanto alguém se lembrar de nós. E o Fausto leva-me sempre até "casa" e à memória de uma juventude feliz.

Antigo Café Chinês

Evolução do Café Chinês, da Póvoa do Varzim. Ainda para APS. E também para Miss Tolstoi.


Exterior do café Chinês, em 1900.

Póvoa Cine, em 1960.

Centro comercial Super OK, hoje abandonado.
Fotos retiradas de: http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=552839&page=2, que por sua vez as retirou do CD-Rom Pedaços de um século poveiro.

O Leopardo de Locarno

Conheço-o ( o jovem moreno ) desde que acabou os estudos artísticos e passou a estar mais tempo em Portugal, e é um daqueles casos em que senti um grande futuro à espera dele e não digo isto por ser filho de um amigo. Falo obviamente de Gabriel Abrantes, 25 anos, artista plástico e cineasta, que juntamente com Daniel Schmidt ganhou no passado fim-de-semana o Leopardo de Ouro para as curtas-metragens do 63º Festival de Locarno.
Aqui fica uma entrevista, em inglês, sobre a feitura da curta em causa, A History Of Mutual Respect:

Lá fora - 83 : Fauvismo

É neste Fortin de Corbières, antigo edifício militar perto de Marselha, que está instalada desde Fevereiro a Fondation Monticelli, dedicada ao pintor homónimo que tanto inspirou Van Gogh. Para além da colecção permanente, é possível ver ( até 24 de Outubro ) uma exposição com obras dos maiores nomes do Fauvismo : Friesz, Camoin, Dufy, Chabaud, Seyssaud e Valtat.
Tudo isto possível graças a uma "raça" que falta por cá: verdadeiros mecenas. No caso, o coleccionador Marc Stammegna.
Aliás, já que há vários milionários portugueses que se consideram como coleccionadores e apreciadores de arte, não seria uma boa ideia que financiassem a vinda de uma daquelas exposições que dão a volta à Europa mas acabam em Madrid?

Um quadro por dia - 80

Este quadro foi notícia há uma semana, mas é na terça seguinte, hoje, que chega ao Prosimetron. Atraso devido a dificuldades logísticas que espero superar em breve.
Este Retrato de jovem casal do holandês Pieter de Grebber foi confiscado pelos nazis ao marchand Jakob Oppenheimer, passou a uma galeria privada e foi comprado em 1937 pelo Museu de Wiesbaden.
Foi devolvido há precisamente uma semana aos herdeiros de Jakob e Rosa Oppenheimer.

Michel na Legião

Michel Polnareff recebeu há dias, na sua casa de Los Angeles, a Legião de Honra pelas suas mélodies légendaires. Uma destas é sem dúvida Lettre à France.

Praias de Portugal - 4.a)

Hoje vamos até à Póvoa, e este post vai dedicado a APS.





«Como o número das pessoas do Minho predomina na concorrência a esta praia, a Póvoa mantém inalteravelmente a feição provinciana. Todos os banhistas jantam às três horas e fazem os seus passeios à tarde. Ao toque das Ave-Marias toda a gente que passeia na praia e no apredão, que é o ponto da reunião geral, rira os seus chapéus, pára, persigna-se e faz oração.
«A mais interessante e a mais importante curiosidade da Póvoa é o pescador poveiro.»

Largo de S. Roque e Rua da Junqueira.
Óleo de Orlando Barbosa.

«A Rua da Junqueira - principal artéria da povoação que liga a praça em que se acha a casa da Câmara, a administração e o mercado, com a praia - está desde pela manhã cedo até alta noite coalhada de moscas e de gente. [...]
«A Rua da Junqueira com a sua gente e as suas moscas apresenta o aspecto de um arruamento de feira.»

«Dois grandes e belos cafés, com óptimos bilhares, grandes espelhos, muita luz, abrem as suas portas sobre a Rua da Junqueira.»

Ramalho Ortigão
In: As praias de Portugal. Lisboa: Frenesi, 2001, p. 65-71

Saiu em 1945


Lisboa: Perspectivas & Realidades, 1976
Animal Farm foi publicado pela primeira vez em 17 de Agosto de 1945 e pertence a este livro a frase, muito verdadeira,
«Todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais que outros.»

Da saudade ou do ser português...

Do grande mar, o céu azul porque "os céus são o melhor de Portugal".
Vieira da Silva (Maria Helena), História Trágico-Marítima, 1944

Óleo sobre tela 81, 5 x 100 cm, Museu do Centro de Arte Moderna, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa

Mar, não, terra, não; os céus são o melhor de Portugal. As nuvens viajantes, a doçura como irreal // dos cúmulos no horizonte marinho, carícias a nós postos ali. Acariciam-nos desde ali. O mar, uma certa desolação Atlântica, a desolação que é o outro lado; o vazio da alma da América sopra dali.

José Ortega Y Gasset, Saudade, notas de trabalho, Lisboa: Setecaminhos, 2005, p.24 (trad. Maria J. Tavares)

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Boa noite!

CLAIR DE LUNE

La lune était sereine et jouait sur les flots.
La fenêtre enfin libre est ouverte à la brise,
La sultane regarde, et la mer qui se brise,
Là-bas, d'un flot d'argent brode les noirs îlots.

De ses doigts en vibrant s'échappe la guitare.
Elle écoute... Un bruit sourd frappe les sourds échos.
Est-ce un lourd vaisseau turc qui vient des eaux de Cos,
Battant l'archipel grec de sa rame tartare?

Sont-ce des cormorans qui plongent tour à tour,
Et coupent l'eau, qui roule en perles sur leur aile?
Est-ce un djinn qui là-haut siffle d'une voix grêle,
Et jette dans la mer les créneaux de la tour?

Qui trouble ainsi les flots près du sérail des femmes?
Ni le noir cormoran, sur la vague bercé,
Ni les pierres du mur, ni le bruit cadencé
Du lourd vaisseau, rampant sur l'onde avec des rames.

Ce sont des sacs pesants, d'où partent des sanglots.
On verrait, en sondant la mer qui les promène,
Se mouvoir dans leurs flancs comme une forme humaine...
La lune était sereine et jouait sur les flots.

Victor Hugo

Biscoitino com sementes de papoila


Pensei em ir ver o filme A Dança, mas acabei na Fragoleto, a comer um gelado de Biscoitino com sementes de papoila. Nunca tinha experimentado. Delicioso! Recomendo!
Rua da Prata, 74
Lisboa

Mértola, hoje




Mértola em 1902

Kees van Dongen: Retratos de mulheres - 1


Senhora com chapéu preto, 1908
S. Petersburgo, Hermitage (exposto no Hermitage de Amesterdão)


De vinger aan de wang, 1910
Roterdão,
Museum Boijmans Van Beuningen


The Corn Poppy
Óleo sobre tela, 1919

Houston Gallery of Fine Art



Brigitte Bardot, 1954
Kunsthal Rotterdam

O meu preferido é o terceiro: a senhora com o chapéu vermelho.

Praias de Portugal - 3.a)







«É talvez a menos frequentada pelos banhistas, o que não obsta a que seja uma das mais pitorescas e mais belas povoações marítimas de Portugal.»
Ramalho Ortigão
In: As praias de Portugal. Lisboa: Frenesi, 2001, p. 113
É uma bela vila (já deve ser cidade) - uma das minhas preferidas.