Prosimetron

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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

David Fray

Schubert intepretado pelo jovem francês David Fray, que esta noite irá certamente deslumbrar na Gulbenkian.

Rir é o melhor remédio - 2


( "Caçado" no Corta-fitas )

Violetas: alimento de amores impossíveis


Correggio (Antonio Allegri) (c. 1489-1534)
Júpiter/Zeus e Io
Wien: Kunsthistorisches Museum
Por vezes os amores têm de ser ocultados... mesmo entre os deuses. Zeus/Júpiter (todos são um só) teve de ocultar na terra o seu amor - Io - transformando-a numa vitela/bezerro que se alimentava exclusivamente de violetas (Ion, em grego clássico) .
Post inspirado por o enigma do ramo de violetas!

Curiosidades com história




[....]
Vai cego Portugal ! - o pobresinho
Por ter fitado o raio... Sem refolhos,
Turbada a vista, segue em descaminho! -

... Ninguém o ajudará entre os abrolhos?
- «Príncipe! Sede o moço do ceguinho,
Guiando-o com a luz dos Vossos olhos!»
Maga

Quem será a Maga (poetisa, feiticeira...) que fez este poema? ... e que faz a rima de refolhos, com abrolhos!

Bilhete Postal, anos trinta do séc. XX.

Post dedicado a João Mattos e Silva

É hoje que se vai saber o futuro da Sá da Costa?


Il. de Maria Keil.
2.ª ed. Lisboa: Sá da Costa, 1981

«É o tempo
das folhas das árvores caírem nas ruas
e nos parques
e nas matas
fazendo tapetes fofos
que apetece pisar.»

Maria Isabel César Anjo

Mas cuidado para não cair.

Ciclo dedicado a Eugene O’Neill



O TMA acaba o ano concluindo o ciclo de teatro dedicado a Eugene O’Neill – um dos autores mais importantes da dramaturgia mundial.

Na Sala Principal, a partir de 1 de Dezembro, Rogério de Carvalho dirige O luto vai bem com Electra, com um elenco que inclui, entre outros, as actrizes Teresa Gafeira e São José Correia.
1-19 Dez.
4.ª a sábado, 21h00
Domingo, 16h00
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Na Sala Experimental, a partir de 25 de Novembro, Joaquim Benite encena o primeiro e o último monólogos escritos por O’Neill: Antes do pequeno-almoço, com a actriz Anabela Teixeira, e Hughie, protagonizado por Paulo Matos.
25 Nov. - 19 Dez.
4.ª a sábado, 21h30
Domingo, 16h00


Companhia de Teatro de Almada
Av. Prof. Egas Moniz
Almada
www.ctalmada.pt

«O enigma do ramo de violetas»


Manet - Retrato de Berthe Morisot, 1872
Paris, Musée d'Orsay

«C'est une femme en noir: le chapeau, dont les rubans, s'enroulent autour de son long col de cygne, et la robe à peine échancrée sur sa peau mate ont l'éclat lustré des ailes du corbeau. Le noir a coloré ses yeaux, sans pour autant effacer leur reflet d'or: le regard qu'ils portent sur la vie est mordoré et chaud, étranger à tout cet attirail funèbre que la femme arbore avec élégance et désinvolture. Un linge blanc transparaît sous le corsage, laissant un triangle de peaun nue. Tandis que les cheveux châtains, en désordre, pleins de mèches rebelles, s'échappent du chapeau, la bouche aux lèvres chernues ébauche une petite moue, mi-câline, mi-boudouse. [...]
«Il y a de la fierté dans ce visage de femme qui ne sourit pas, dans ce port de tête altier, dans ce regard calme et sûr. Une fierté que le bouquet de violettes pourrait démentir, mais il sied à son air à la fois sincère et farouche. Sans panache ni arrogance, sans pose ni mièvrerie, cette femme a une manière particulière d'être soi, en toute simplicité. Comme la violette en somme, sans faste mais sans chichis. [...] Et, dans tout ce noir si noir, un rayonnement. Une lumière.
«Le regard surtout fascine, à la fois doux et sévère. On n'en finirait pas de tenter d'analyser les nuances qu'il exprime. [...] Il y a du feu dans ces pupilles, mais un feu maîtrisé, un feu qui brûle en dedans et communique au-dehors, maldré une grande réserve, beaucoup d'ardeur, beaucoup d'intensité.
«Ce tableau d'Édouard Manet - Berthe Morisot au bouquet de violettes - est un mystère. Mystère d'une femme. Mystère d'une vie. Mystère d'une histoire secrète entre un homme et une femme, sur la nature de laquelle on s'interroge toujours.


Manet - O ramo de violetas, 1872
Col. particular

«Le peintre l'a completé d'un autre, plus petit, qui set son prolongement, sinon sa fin, et le parachève, formant avec lui un indissociable tout: Le Bouquet de violettes. Il représente, en gros plan, ce minuscule bouquet dont Berthe Morisot a orné son corsage, sur son portrait en deuil. [...] Accompagne le bouquet une lettre manuscrite, qui contient la dédicasse de l'oeuvre et la personalise: "A Mlle Berthe Morisot, Édouard Manet", a écrit le peintre, sans autre commentaire, comme sur une carte de visite. Le bouquet de violettes s'adresse à une personne unique: c'est le cadeau du peintre, et son galant hommage.» (Dominique Bona - Berthe Morisot: Le secret de la femme en noir. Paris: Grasset, 2010, p. 9-10. Le Livre de poche; 15347)

Manet pintou catorze retratos de Berthe Morisot. Havemos de voltar a eles.

Ambientes Femininos

Apesar de ainda não ser Inverno as noites já ficam frias. Gostei da beleza serena desta tela e do ambiente composto somente pela presença feminina. Para além da luz que virá de uma lareira, houve um outro elemento que me prendeu o olhar: a harpa junto à parede que sugere uma família de músicos.
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Frederick Cayley Robinson (1862-1927), A Winter Evening, 1889


Frederick Cayley Robinson é um pintor, ilustrador e decorador inglês do século XIX.

Josh Layne performs Grandjany's cadenza-Handel Harp Concerto

domingo, 7 de novembro de 2010

Aquisições recentes - 17

Fazendo mais um atropelo à cronologia, aqui fica uma recentíssima aquisição- foi na sexta-feira- que aparece aqui hoje na sequência do post sobre as horas de Margarida de Cléves e respectivos comentários.
Se ainda vou resistindo à compra de livros, por razões de espaço, orçamentais e de culpa (pelas dezenas que tenho para ler ), resisto menos à compra de livros sobre livros. Foi o que aconteceu com este maravilhoso volume de Jacques Bonnet, editor, tradutor e bibliófilo, que recomendo vivamente. É uma edição da Quetzal, com competente tradução do José Mário Silva.

Da contra-capa:

Um livro para quem gosta de livros. Para bibliotecários. Para livreiros. Leitores fanáticos que perseguem livros quando são perseguidos pela fome de ler. Para devoradores de livros que nunca desistem. Para todos os que acham que os fantasmas se escondem nas bibliotecas.

No interior, além de histórias magníficas sobre bibliofilia, livros e bibliotecas, cada capítulo conta com uma epígrafe-citação que irei postar nos próximos dias.

Novidades - 156


Indispensável para percebermos a génese da crise financeira iniciada em 2007 e cujas repercussões continuam a afectar-nos. E sem fim à vista...

Galuppi

Descobri Baldassare Galuppi (1706-1785 ) graças a uma kindness of strangers há uns anos em Taormina. Arrumando mais uma caixa de papelada solta, descobri esta manhã o cartão onde esses gentis milaneses que estavam a ouvir Galuppi me escreveram o que devia procurar dele. Também nesse cartão estava o nome de Paisiello, que fica para mais tarde.

Humor e Filosofia


Há neste livro dos mesmos autores de Platão e um ornitorrinco entram num bar várias divertidas reflexões sobre o amor, a morte e a velhice. Esta é uma das que acho mais engraçadas:
Encontra o velho Malcolm uma rã falante que lhe pede um beijo. Como Malcolm não acede ao seu pedido, que a transformaria na sua dedicada e ardente amante, a rã insiste julgando Malcolm surdo.
"Eu ouvi-te bem-replicou Malcolm-, mas na minha idade prefiro ter uma rã que fala. "

Auto-retrato(s) - 67

Sarah Miriam Peale (1800-1885), Auto-retrato, 1818, óleo sobre tela, 61,2x48,3cm, National Portrait Gallery, Smithsonian Institution, Washington, DC, EUA.

Um auto-retrato da autoria daquela que foi a maior retratista norte-americana do séc.XIX, que pintou todos os grandes do seu tempo (políticos, banqueiros e heróis como Lafayette- tendo retratado este por 4 vezes ) e pertencia a uma verdadeira dinastia de pintores: filha de James Peale, o grande pintor de naturezas-mortas, irmã de Anna C.Peale, talentosa miniaturista, tendo sido aluna do seu primo Rembrandt Peale.
Farta de retratos, dedicou-se nas últimas décadas da sua vida às naturezas-mortas tendo pintado belas composições com frutas ( uma dica para a nossa M.R. ...) em arranjos menos formais do que era a prática corrente.

Em português - 51

Luiz Gabriel Lopes, de Belo Horizonte para o mundo.

O rapaz das cerejas


Manet - L'enfant aux cerises, 1859
Lisboa, Museu Gulbenkian

«De son tout premier atelier, rue Lavoisier, qu'il [Manet] partageait avec Albert de Balleroy, peintre de tableaux de chasse, il garde le plus mauvais souvenir. Un jeune garçon, d'une famille très pauvre, qu'il employait pour laver les brosses et racler les palettes, et qui a servi de modèle pour L'Enfant aux cerises [...] - c'est enfant blond avec un sourire coquin, gourmand, de petits doigts courts et potelés, qui porte une blouse grise de travail et une toque rouge, un vrai gamin, un enfant de la rue, s'est pendu à une poutre du local. Manet l'avait réprimandé la veille pour une histoire stupide de palette mal nettoyée et menacé de le renvoyer chez ses parents. Le garçon s'appelait Alexandre; il avait quinze ans. Édouard Manet fuira vite cette atmosphère lourde où le suicide d'Alexandre et les trophées de chasse de Balleroy lui semblent être de trop mauvais augures.» (Dominique Bona - Berthe Morisot: Le secret de la femme en noir. Paris: Grasset, 2010, p. 16. Le Livre de poche; 15347)

As horas de Margarida de Clèves

Tinha tentado comprar este livro, mas o preço por que o encontrava na net levou a que não tivesse concretizado esse meu desejo... exemplo de preço, mais caro e mais barato que encontrei! Ainda bem que não o comprei... hoje um exemplar entrou para a minha colecção, pelo preço de um almoço... barato.

Verão de S. Martinho


O verão de S. Martinho tem iluminado e aquecido estes dias de Novembro.

Aqui fica recordado com este maravilhoso quadro de El Greco, que se encontra em Washington (D.C.), na National Gallery of Art.

Post dedicado "A Casa Improvável" .

El Greco

Madrid: Museu do Prado

Nunca reparei neste quadro nas diferentes vezes que passei pelo Museu do Prado. Mas foi ele que me despertou a atenção num livro que hoje me ofereceram sobre um dos artistas do século XVI que gosto: Δομήνικος Θεοτοκόπουλος [Doménikos Theotokópoulos] (1541-1614).

Que representará?

Muitos querem que a figura central seja uma rapariga e que o quadro ilustraria o ditado «o homem é fogo, a mulher estopa, vem o diabo e sopra». E o diabo seria o pobre do macaco...
Olhando, com mais atenção, para o quadro consegue-se ver a orelha da figura central. Não tem, portanto a cabeça coberta como poderia parecer num primeiro olhar. Poderá ser assim um jovem o que estaria de acordo com o inventário do século XVII, do bispo Juan de Ribera, onde aparece a referência a este (?), ou a uma variante deste, quadro descrito como representando "dois homens e um macaco que estão a acender, ou a soprar, uma áscua".
Realmente a figura central sopra o pedaço de carvão provocando a chama que lhe permite acender a pequena vela que tem na mão. E é a chama que resulta do sopro na áscua que dá a luz que ilumina o quadro...
Parece que um outro grego, pintor famoso, Antífilo de Alexandria (século II), terá igualmente pintado uma rapaz soprando um tição. Plínio, o velho, na sua História Natural, fala-nos desse quadro e da luz que o sopro arranca que se reflecte no rosto e no aposento. Terá El Greco querido recordar o seu natural?
Em Madrid o quadro tem por nome Fábula (tirado de um inventário de 1621), mas no século XIX era referenciado com o nome de "provérbio espanhol".
Mas o que mais me agradou no quadro foi o macaco, imitando a figura central, soprando, para manter viva a chama...

Outros quadros de El Greco sobre o mesmo tema:
Museo Nacional de Capodimonte, Nápoles


Colecção particular

Este post é dedicado a quem me ofereceu o livro de José Luis Morales y Marín, El Greco, Editorial Estampa, 2000.

Os meus franceses - 110


Tocam no CCB, dia 7 Dez., 21h00
Boa noite!

sábado, 6 de novembro de 2010

Sempre a aprender - 12


Fiquei hoje a saber que é a cidade europeia onde se regista o maior número de casamentos entre primos direitos. Infelizmente, só tomei conhecimento do facto sem perceber se há razões para este insólito recorde. Se ainda fosse uma cidade na Lapónia ou na ilha de Chipre...

Da vida dos padres...


Se ainda não foi desta que a SÁBADO se conseguiu aproximar do volume de vendas da rival VISÃO, sugiro que na próxima semana se dedique à "vida sexual dos políticos"- acho que ainda venderá mais.
Das histórias relatadas, fixei-me mais na do pároco de 31 anos, ligado à Opus Dei (!), que fugiu com a chefe das catequistas. Não há nada de novo debaixo do Sol... ou no melhor pano cai a nódoa...

Alla Osipenko

Muitas vezes o meu dia começa com o Mezzo, e hoje começou sob o signo da dança clássica. No meio de um documentário sobre o grande bailarino Farukh, hoje já professor na Rússia, há uma senhora de idade que diz umas palavras. E uma bailarina da geração seguinte, também já não no activo, diz dela: " É a Alla Osipenko, uma das maiores de sempre."
Alla Osipenko foi realmente uma das maiores bailarinas de sempre, com uma carreira interrompida bruscamente quando foi proibida de dançar por razões políticas depois da fuga de Nureiev, tendo com este feito inesquecíveis duetos. Actualmente, continua a ensinar e toda ela é dignidade e graciosidade. Aqui a vemos, no filme Bolschoi 67, dançando a Morte do Cisne coreografada por Fokine:

75 Anos


Faz hoje 75 anos este jogo que tem divertido várias gerações. Com ele passei várias horas das minhas infância, juventude e até idade adulta, ensinando-o agora a outra geração. Uma excelente criação dos Irmãos Parker que foi também uma "iniciação ao capitalismo" para muita gente...

Em S.Roque


Começa hoje ( e prolonga-se até dia 27 ) mais uma edição do Música em S.Roque, com o primeiro concerto logo à noite, pelas 21h30, na própria Igreja de S.Roque e a cargo da Orquestra Sinfónica Juvenil e do Coro do Instituto Gregoriano de Lisboa.

Cantata da Paz


No seguimento do post da Ana, Francisco Fanhais canta Sophia de Mello Breyner Andresen. Uma canção com cerca de 40 anos.

ONDE ME APETECIA ESTAR - 44 : Vaux-le-Vicomte


- Vaux-le-Vicomte, fachada sul com vista de uma parte dos jardins desenhados por Le Nôtre.

Uma das minhas lacunas na cadeira dos castelos franceses é Vaux-le-Vicomte, a sumptuosa residência de Nicolas Fouquet que provocou a inveja de Luís XIV e levou este a construir Versalhes para não mais ser ofuscado por um seu súbdito. A meros 55km de Paris, Vaux continua passados os séculos em mãos privadas e a ser a maior propriedade privada de França, mas felizmente visitável e várias vezes usada como cenário de filmes.
E se apetece sempre ir visitar este belo castelo e parque, hoje ( e amanhã ) há um motivo mais: é lá que se realiza a 3ª edição do Salon du Chocolat, onde se pode "déguster des merveilles signées de grands chocolatiers dans un décor de rêve".

Em português - 50

Para esta quinquagésima escolha em português não foi preciso pensar muito: tinha de ser a maior voz portuguesa do século passado, que foi também o mais internacional artista português de todos os tempos.
Ela, que cantou os nossos maiores poetas, o fado (tradicional e não só), os songbooks e tantas outras coisas, também cantou o cancioneiro popular. Esta Valentim é uma de que ela própria gostava bastante e que ficou para sempre associada ao seu nome após a primeira gravação que fez dela. E este vídeo do YouTube reporta-se a um concerto na Roménia em 1976:

In Memoriam - Sophia de Mello Breyner Andresen

A 6 de Novembro de 1919 nascia no Porto a promissora escritora Sophia de Mello Breyner Andresen.
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Fotograma do documentário Sophia de Mello Breyner Andresen, de João César Monteiro (1969)


«A coisa mais antiga de que me lembro é dum quarto em frente do mar dentro do qual estava, poisada em cima duma mesa, uma maçã enorme e vermelha. Do brilho do mar e do vermelho da maçã erguia-se uma felicidade irrecusável, nua e inteira. Não era nada de fantástico, não era nada de imaginário: era a própria presença do real que eu descobria. »

Sophia de Mello Breyner Andresen na Entrega do Grande Prémio de Poesia a Livro Sexto ,1964


As Rosas

Quando à noite desfolho e trinco as rosas
É como se prendesse entre os meus dentes
Todo o luar das noites transparentes,
Todo o fulgor das tarde luminosas,
O vento bailador das Primaveras,
A doçura amarga dos poentes,
E a exaltação de todas as esperas
.

Sophia de Mello Breyner Andresen, Dia do Mar, Lisboa: EdiçõesÁtica, 3ªed. 1974

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Os meus franceses - 109


Esta é a primeira canção do último álbum de Françoise Hardy, que finalmente me chegou às mãos. Muito bom! - para quem gosta desta cantora, claro.
Boa noite!

Fado

Trovas que passam, Saudades Loucas (RTP1) terminou hoje com internacionalização da Amália e com as mais novas vozes do Fado.
O guião dos seis programas foi elaborado por Rui Vieira Nery e foi apresentado por Carlos do Carmo.
Escolhi Paulo Bragança, uma das vozes que hoje passou no programa.
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Paulo Bragança, A Cappella, em Toronto, Canadá, 1993

Wim Mertens

É já amanhá, no CCB, que acontece o concerto do Wim Mertens. Aqui fica uma das minhas preferidas dele: Struggle For Pleasure, que faz parte de um filme ( The Belly of An Architect ) de um dos meus realizadores de culto, Peter Greenaway. Se nunca viram, procurem ver: é um belo filme sobre Roma, a meia-idade e a arquitectura. E a banda-sonora é fantástica.

Calendário da APCC



Sai, amanhã, 5 de Novembro, com os jornais Diário de Notícias e Jornal de Notícias.
Este ano, o calendário da APCC contém ilustrações de Teresa Lima, a qual já recebeu, por duas vezes, o Prémio Nacional de Ilustração (1999 e 2000).

Happy birthday, Tilda


O reconhecimento do desempenho artístico de Tilda Swinton é, por vezes, acompanhado de observações menos agradáveis quanto ao aspecto físico: atributos como gélida ou extra-terrestre abafam o talento verdadeiro de Tilda que se compara a si própria a um David Bowie sem máscara. A escocesa celebra hoje o seu 50º aniversário.

Um quadro por dia - 108

Pierre Paul Prud'hon (1758-1823 ), Il Re di Roma, 1811, óleo sobre tela, 60x47,5cm, Museo Napoleonico di Roma.

E esta escolha é completamente subjectiva: serve para agradecer uns simpáticos presentes recebidos no passado domingo. Obrigado!
Relembro aos mais esquecidos que este Rei de Roma é o filho de Napoleão e Maria Luísa de Habsburgo, também conhecido como Aiglon, Napoleão II ou ainda Duque de Reichstadt, sendo este o título que lhe foi concedido pelo avô paterno, o imperador Francisco II.

Quotidianos - 38


Irmãos Le Nain - Fumadores num interior
Óleo sobre tela, 1643
Paris, Museu do Louvre
Le Nain - nome de três irmãos franceses, nascidos em Laon: Louis (ca 1593-1648), Antoine (1588-1648) e Mathieu (ca 1607-1677).
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Este quadro - colocado no seguimento de outro dos Irmãos Le Nain, que o Luís postou ontem - lembrou-me outro. Qual? Um dos meus preferidos.
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[...]
Fumo? E ocorre-me à lembrança
Todo esse tempo que lá vai,
Quando fumava, ainda criança,
Às escondidas do meu Pai.
[...]
António Nobre - «O meu cachimbo»

PENSAMENTO(S) - 144

O solteiro vive como um rei e morre como um cão. O casado vive como um cão e morre como um rei.

- Jean Anouilh (1910-1987)

Haverá gradações naturalmente, mas...

( E tenho que dizer que esta citação foi surripiada no Facebook do meu amigo João Paiva ).

Coisas do Inferno... - 14

Para reactivar esta série, aqui ficam os La Chanson Noire, com O Bordel de Lucifer.

Citações - 133

(...) Portugal não pode ter êxito sem uma estratégia clara e muito bem explicada aos portugueses, com verdade e sem esconder nada. Para que a percebam e colaborem. Sem isso, a situação só tende a agravar-se com o aparecimento de conflitos sociais de uma gravidade imprevisível. Os cálculos eleitoralistas aqui não servirão para nada.
O taticismo político é importante e, por vezes, necessário e útil. Mas sem se apoiar numa estratégia clara e bem explicada, tornar-se-á puro oportunismo...

- Final da crónica de Mário Soares, Ainda o Orçamento, na Visão.

Em português - 49

Ouvi hoje, muito inesperadamente, este tango que nos remete para outros tempos e que logo pensei em postá-lo aqui. É o Tango dos Pequeno-Burgueses do José Jorge Letria, que entretanto com o passar das décadas também se foi aburguesando :)