Prosimetron

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quarta-feira, 17 de março de 2010

Maria Viana n' "As Vozes do Jazz" na Rádio Europa Lisboa

Jazza-me muito

EMISSÃO ESPECIAL

SÁBADO, 20 de MARÇO, das 20H00 às 24H00

Da energia pura até à sedução do romantismo, as Grandes Canções do Jazz desfilam semanalmente na Europa Lisboa, em quatro horas de música para sublinhar o prazer dos serões de Sábado. Sempre em viagem, dos grandes clássicos às versões, entre as vozes lendárias, os consagrados e as grandes descobertas, passando pelas estreias e os exclusivos.

EMISSÃO ESPECIAL – HOMENAGEM A MARIA VIANA

Arriscamos dizer que no próximo dia 20 de Março, das 20h00 às 24h00, teremos uma noite única e irrepetível, no panorama do jazz nacional e na história da rádio portuguesa.

O programa "As Vozes do Jazz", emitido aos Sábados na Rádio Europa Lisboa, transfigura-se por uma noite, para o formato de EMISSÃO ESPECIAL, dedicada a homenagear a voz e os 30 anos de carreira da cantora MARIA VIANA.

Ao longo de quatro horas, teremos os testemunhos dos amigos, das vozes do jazz portuguesas, as canções de uma vida, temas inéditos da cantora, três décadas de estórias, várias surpresas, a ante-estreia do audiolivro "30 Anos de Jazz", as muitas novidades que MARIA VIANA nos reserva para este 2010 e - como não podia deixar de ser - a sua presença, EM DIRECTO, nos nossos estúdios.

Os ouvintes poderão enviar as suas perguntas à cantora (através do email asvozesdojazz@netcabo.pt), sendo estas colocadas durante a emissão.

Marquem na agenda e preparem as sintonias: 90.4fm na área da Grande Lisboa e em toda a parte onde houver Internet, via streaming, clicando em "Ouvir emissão em directo", no site http://www.radioeuropa.fm/.

Venham homenagear MARIA VIANA connosco!

Edição de Ricardo Belo de Morais

http://www.facebook.com/pages/As-Vozes-do-Jazz/282066833368?ref=ts

Emissão disponível online em http://www.radioeuropa.fm/ ou através das boxes ZON


«Da Verdadeira Esperança»



Inventor de casas de estradas inventor de rios
o teu braço alcança o cimo da muralha
a viagem que esperas começa a trazer navios.

José Carlos González
(final de «Da Verdadeira Esperança»)

Porque ontem me lembrei de JCG. Com saudade.

Quotidianos - 30


Henri Rousseau - Les joueurs de football, 1908
Óleo sobre tela
Nova Iorque, Museu Guggenheim

AS PAIXÕES DA ALMA


DIAS DA MÚSICA EM BELÉM
23-25 Abril 2010
http://www.ccb.pt/sites/ccb/pt-PT/Programacao/DIASDAMUSICA2010/Pages/informa%C3%A7oesgerais.aspx

«Os homens que se emocionam com as paixões são capazes de ter mais doçura na vida».
Descartes (As paixões da alma)

A Última Valsa de Chopin...

Eugène Delacroix, Chopin, 1838

Óleo sobre tela, 46 x 38 cm, Museu do Louvre, Paris

Dentro do espírito das comemorações de Chopin decidi comprar, o livro de José Jorge Letria: A última Valsa de Chopin, a vida, o amor, a música, com prefácio do maestro António Vitorino D’ Almeida.
No início estranha-se a narrativa mas, a pouco e pouco aderimos ao estilo de Letria e à atmosfera por ele criada. A única crítica que faço é que os trechos do compositor não estão remetidos para a respectiva bibliografia apresentada.

O maestro Vitorino D’ Almeida escreveu:
“Trata-se de uma biografia original e a vários títulos notável, um diálogo íntimo entre o biógrafo e o biografado, e essas páginas revelam-se necessárias ou mesmo indispensáveis – o que é tanto mais de assinalar quanto também se torna imperioso confessar que a sua leitura se inicia condicionada pela ideia de que já se teria dito e escrito tudo, ou quase tudo, sobre Chopin”

“No fundo, sempre foste capaz de descobrir música em tudo o que existe fora do estrito território da música, até no rumor do vento e na cadência rimada de um poema de amor. Por isso as tuas peças são tantas vezes líricas, cantantes e doces, e outras vezes tempestuosas, arrebatadas, brutais. É assim a lava desse vulcão que te percorre por dentro e te deixa no rosto esse ar sofrido, mal dormido, desassossegado, de verdadeiro herói romântico”.

José Jorge Letria, A última valsa de Chopin, a vida, o amor, a música, Lisboa. Oficina do Livro, Fevereiro de 2010, p.50

Não sei se esta foi a última valsa mas gosto desta interpretação:

Arthur Rubinstein - Frederic Chopin: Waltz No.2 in A Minor


terça-feira, 16 de março de 2010

Li e gostei

http://www.bibchato.fr/opacwebaloes/Images/Paragraphes/RENE%20GUY%20CADOU.jpg Retrato de René Guy Cadou, por Robert Morel, ca 1948 Mais je marche et je sais que tes mains me répondent René Guy Cadou (1920-1951)

Cinenovidades - 115 : S.José é português!

Devem começar ainda este mês as filmagens de Mary, Mother of Christ, uma grande produção
norte-americana com Peter O' Toole, Al Pacino, Jessica Lange e o nosso Diogo Morgado como S.José.

Amanhã na Gulbenkian

O Ano Internacional da Astronomia-2009 é amanhã oficialmente encerrado na Fundação Gulbenkian com uma conferência de Orfeu Bertolami, astrónomo do Instituto Superior Técnico, e com o lançamento da primeira tradução integral para português da primeira obra de Galileu, o Sidereus Nuncius ( O Mensageiro das Estrelas ), 400 anos depois da publicação.

PENSAMENTO(S) - 105

- Edvard Munch, Friedrich Nietzsche, 1906, óleo sobre tela.

alle Lust will Ewigkeit (Todo o desejo busca a eternidade)
É dum poema do grande Friedrich.

Bom dia!

Esta Here Lies Love faz parte do recente álbum conceptual com o mesmo título composto por David Byrne e Fatboy Slim inspirado na vida de Imelda Marcos, a Borboleta de Ferro... A voz é de Florence Welch.

Águas de Março

Parece que o Sol vai, de novo, dar lugar à chuva. Nada mais adequado do que Elis Regina e Tom Jobim para nos falar destas águas de Março que não fecham o Verão, antes o abrem, muito tempo antes, neste hemisfério.


Auto-retrato(s) - 46


Louis Janmot (1814-1892) - Auto-retrato, 1832

Dentro de dias, colocarei mais um quadro deste pintor. Até lá!...

As Aventuras de Alice...

no País das Maravilhas
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detalhe da ilustração de Diogo Muñoz retirado do capítulo 2 "O Lago de Lágrimas"
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" Vou tentar ver se sei todas as coisas que dantes sabia. Deixa-me cá a ver: quatrovezes cinco são doze, e quatro vezes seis são treze, e quatro vezes sete são... Oh, meu Deus! Por este andar nunca mais chego aos vinte! Seja como for, a tabuada não conta. Vamos tentar a Geografia. Londres é a capital de Paris, e Parisé a capital de Roma, e Roma... não, tenho a certeza que isto está tudo errado! Fevo estar trocada com a Mabel! Vou tentar dizer « Olha o lindo...» - e cruzou as mãos no regaço, como se recitasse lições, e pôs-se a declamar, mas a sua voz rouca e estranha, e as palavras não lhe vinham à memória como dantes:

-« Olha o lindo crocodilo
Com a sua lustrosa cauda,
Que despeja as águas do Nilo
Em cada escama dourada!

Como parece rir de mansinho,
Que bem estende as suas garras,
A receber os peixinhos
Na sua risonha bocarra»"

Lewis Carroll, As Aventuras de Alice no País das Maravilhas, Lisboa: Edição Expresso, 2010, p. 30

Nota - A rima é uma paródia às duas primeiras estrofes do poema Against Idleness and Mischief" (Contra a Preguiça e a Maldade) do Ministro da Igreja Sir Isaac Watts


"Aventuras de Alice no País das Maravilhas” é o tema da exposição da autoria de Diogo Muñoz que pode ser visitada até ao dia 4 de Abril no Centro Cultural de Cascais. A exposição é composta por 24 telas com as aventuras de Alice. Para saber mais clique aqui

segunda-feira, 15 de março de 2010

À vossa!

Agradecendo as simpáticas mensagens nestes Idos de Março.

Boa noite!


Mais uma canção de 1970.

XL


Já mais para a tardinha, mas ainda a tempo de aqui registar um grande abraço pelas duas vintenas de anos!

E pelo menos outras tantas, com muita dança e muito Versailles!

15 de Março de 1830


Duque de Palmela, litografia de R. J. Lane, ca 1850?

É proclamada a Regência Liberal, na Ilha Terceira, presidida pelo Duque (então Marquês) de Palmela.


Postal século XX.
Angra foi instituída capital do Reino de Portugal.

Mais esta surpresa!

Soube que faz colecção de cartas de jogar. Envio estes naipes para que o dia continue a ser repleto de luz e feliz.

Muito agradecida por tudo!

Parabéns, Luís Barata!

Claude Monet - Jardim em Giverny, 1900

Jardim da sua casa, que Monet pintou em várias telas. Escolhi esta para lhe alegrar o dia.
Felicidades!
Miss Tolstoi

C.P.:
Caro Jad,Importar-se-ia de me colocar um post de parabéns ao Luís Barata? Vi há pouco que ele faz anos. Na semana passada esqueci-me de o fazer à MR. Bem me podia ter avisado.Obrigada,Miss Tolstoi

Parabéns, Luis!

Luís, o campo de girassóis já está feito. Só falta tratares da casa! Este é o meu presente. Espero que gostes.
Grande abraço.

Parabéns Luís

Diz a experiência: todas as idades são bonitas quando se sabe viver. Muitos e bons anos de vida. E muitos e muitos anos depois deste dia olhar para trás e pensar que valeu a pena. Um muito amigo abraço

Girassóis para LB

PIER LUIGI CASTELFRANCHI
"Girassóis"
Acrílico s/ tela, 40 x 50 cm

Parabéns, Luís

Um grande abraço, com votos de um excelente dia e de um fantástico ano.
E que esta "ballade des gens heureux" se aplique a muitos (todos) momentos da tua vida.
Filipe


Bom dia!


Uma canção de 1970.

Peixes - 4


Marc Chagall - La tribu de Zabulon
Maqueta para o vitral da Sinagoga de Hadassa.
Col. particular

Centenário da República: Edições - 3


Para o Luís, um principezinho, Parabéns e um dia feliz!

Sei que esta data é muito especial daí escolher esta imagem para o felicitar. Hoje é um principezinho. :)


Imagem retirada da net.

Prince & Roses - Archetypes, filme de Stanley Donen, de 1974.

Do elenco faziam parte: Richard Kiley, Steven Warner, Bob Fosse, Gene Wilder, Donna McKechnie, Joss Ackland e Victor Spinetti.

retirado daqui

Parabéns, Luís!


http://www.flores.pt/images/1_product_g_1532.jpg
Um dia feliz!

Coisas do céu... 20.

Gosto muito da pintura de Georgia O'Keeffe e desconhecia esta tela até a ter visto em
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Georgia O'Keeffe, Escada para a Lua, 1958
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« I found I could say things with color and shapes that I couldn't say any other way - things I had no words for». Georgia O'Keeffe

Porque é que esta pintura me encanta?

Porque a escada a subir para o céu faz-me lembrar o Principezinho de Saint Exupéry, representa a subida da montanha, a procura da sabedoria... só é pena não ter sete degraus! Gosto das cores utilizadas e do minimalismo do quadro. Parece um cenário onde a escada é a personagem principal, o elo de ligação entre o terreno e o divino. Será a escada do sonho de Jacob em Bethel? Enfim, para mim é belo e isso basta-me!

domingo, 14 de março de 2010

The Game...Invictus

Fui ver Invictus e confesso que fiquei fascinada com o filme. O jogo que dizem ser de cavalheiros, mas que acho brutal, fez-me roer as unhas para que os verdes e ouro vencessem... o jogo para lá do jogo ... Devo dizer que as cores do uniforme são para mim especiais, não fosse eu do Sporting.
Invictus, o poema, o jogo, a política, um Senhor: Morgan Freeman tudo num crescendo de bom gosto e equilíbrio. Clint Eastwood, de quem sou fã por variadíssimas razões, mostrou mais uma vez que é um grande cineasta.
As cenas finais são emocionantes: a massa colectiva num grito vitorioso, a selecção neozelandesa e o grito de guerra, duas culturas em confronto onde a cor marca presença!
As cenas emblemáticas para mim, e foi difícil de escolher, foram estas:


Invictus, poem - William Ernest Henley , by Alan Bates





INVICTUS
Out of the night that covers me,
Black as the Pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.

In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.

Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds, and shall find, me unafraid.

It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll.
I am the master of my fate:
I am the captain of my soul.

William Ernest Henley



"I am the captain of my soul".

14 Março de 1319

Fecho de abóbada no convento de Cristo, em Tomar.

Nesta data foi assinada, em Avignon, pelo papa João XXII, a Bula que instituiu a Ordem de Cristo.

Colecção Quer saber?...




Lembrei-me de colocar umas capas de livros da colecção Quer saber?..., editada pela Livraria Civilização (Porto), depois de ela ter sido falada a propósito das biografias de Louisa May Alcott e de Lincoln. Para além de biografias (de músicos, de cientistas, de escritores e de políticos), editou também estudos sobre civilizações antigas (Assírios, Babilónios, Maias, Vikings, etc.), ou acontecimentos históricos, como a chegada ao Pólo Norte. Fui uma grande leitora desta colecção, aliás como da colecção Pioneiros Americanos.

Bom dia!

Sub Rosa

O dia começou para mim sob o signo da Rosa de York, a rosa vencedora. Uma pessoalíssima associação de ideias. Os acasos da vida.

1958 : Perry Como

Esta Catch a falling star foi Disco de Ouro a 14 de Março de 1958. E merecido ouro.

Miss Prússia 2010: Luise e Napoleão

O confronto entre tropas francesas e o exército russo-prussiano durante a batalha de Eylau em Fevereiro de 1807 termina sem um vencedor claro. Napoleão tenta mover Frederico Guilherme a acordar um cessar-fogo. O soberano prussiano recusa no entanto, vendo-se confirmado na sua decisão com a visita que o Czar Alexandre I realiza em Memel, território prussiano. Mas a derrota russa face à França em Friedland em Junho desse ano sublinha a superioridade francesa, e o Czar, forçado a quebrar a aliança com a Prússia, propõe tréguas a Napoleão. O célebre Tratado de Tilsit em a 25 de Junho de 1807 reúne Napoleão frente a Alexandre I e o casal real prussiano: as condições impostas pela França, entre elas, perdas enormes de territórios, a redução da força de exército e a ocupação por tropas francesas, significam o fim da Prússia como potência europeia.


Nesta situação complexa, surge a intenção de recorrer ao “charme” de Luise com vista a atenuar as exigências do adversário: o encontro com Napoleão poucos dias depois, a 6 de Julho, representa o acontecimento mais importante da “carreira” política da rainha da Prússia, contribuindo para a aura em seu torno que ainda hoje subsiste: a jovem soberana, casada com um monarca fragilizado e pouco determinado, enfrenta com coragem e patriotismo o inimigo e humilha-se ao pedir alguma condescendência e “misericórdia” a Napoleão, sempre a bem do seu país. O resultado prático desta negociação entre a bela alemã e o “monstro” francês é nulo, Napoleão mantém-se intransigente.

A família real da Prússia continua, por isso, exilada em Memel. Os dias vivem-se entre resignação e depressão que culminam em total desespero quando Napoleão determina a pesadíssima quantia de 154 milhões de francos como dívida de guerra. Ao corte salarial na função pública e no exército prussiano, sucede a venda das jóias reais que Luise efectua a fim de poder contrair algum dinheiro para tal dívida horrenda, enquanto Frederico Guilherme encara a possibilidade de abdicar do trono. Napoleão proíbe o regresso a Berlim, permitindo apenas que Luise e Frederico se instalem novamente em Königsberg.

A convite de Alexandre I, segue-se uma visita do casal real a São Petersburgo. Frederico acredita numa aliança estratégica renovada com a Rússia, Luise, porém, desiludida com a atitude precedente do Czar, acompanha com desconfiança a aproximação entre o seu marido e Alexandre I. E de facto, a estada na corte russa não comporta resultados concretos a favor da Prússia.
Luise e Frederico regressam a Königsberg, onde nasce o último filho, Albrecht, a 4 de Outubro de 1809. Ainda em Dezembro desse ano, é-lhes autorizada a partida para Berlim que acolhe os reis com júbilo e entusiasmo. Luise retoma uma actividade política notável e inicia, entre várias reformas, uma reorganização do sistema escolar com a ajuda de Johann Wilhem Süvern e Wilhelm von Humboldt.

Luise, rainha da Prússia, morre a 19 de Julho de 1810, vítima de uma pneumonia. É sepultada num mausoléu nos jardins do palácio de Charlottenburg em Berlim.
Seu falecimento precoce aos 34 anos, sua beleza e popularidade junto dos prussianos que a veneravam como soberana patriótica e corajosa, alicerçaram o culto em torno de Luise (Luisenkult) que ainda hoje, passados 200 anos do seu desaparecimento, não deixa de fascinar.

- FIM -

Imagens: Luise e o príncipe Guilherme (futuro Imperador Guilherme I); o encontro de Tilsit; Luise e Napoleão; Charlottenburg

A dança do amor!

Arpad Szenes, desconheço o título então, chamei-lhe a dança do amor.
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Esta tela é de 1966 não conheço mais detalhes sobre ela.
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Sabem as suas histórias? Agradeço a quem me elucidar

Pioneiros americanos


Buffalo Bill (il. de Nicholas Eggenhofer, 1.ª ed. port. 1958), Davy Crockett (il. de Charles B. Falls, 1.ª ed. port. 1958), Daniel Boone (il. de Warren Baumgartner, 1.ª ed. port. 1959) e Kit Carson (trad. de Maria Isabel Morna Braga e Mário Braga, il. de Nicholas Eggenhofer, 1.ª ed. port. 1959) são quatro volumes da colecção Pioneiros Americanos, editada pela Livraria Civilização do Porto. E aqui ficam, depois de terem sido referidos nuns comentários, há dias.

À procura de Alberto de Lacerda...

As leituras reflectem a nossa procura, por vezes, ao acaso, outras direccionada pela nossa vontada e outras, enfim, pela mão de outra pessoa. Conheço mal este poeta, resolvi conhecer melhor e apanhei a mão que me deram. :)
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Arpad Szenes, Alberto Lacerda, 1971


"Quero que as pátrias todas vão passear / Até ao Jardim Decente / E voltem depois não como pátrias / Mas como gente."

Retirei daqui

talvez não amanheça


soneto destruído

talvez logo na berma de uma estrada
um par se beije transtornadamente
e o destino os separe de repente
entre as duas e as três da madrugada

talvez a lua fria os desinvente
e só lhes traga sombras e mais nada
e por saída só lhes dê a entrada
para o túnel da noite à sua frente

talvez então as faces se desolem
talvez depois em cinza solidão
a aurora ponha luto, talvez colem
as nuvens o seu dorso rente ao chão

talvez por não ousar ninguém mereça
o que viveu. talvez não amanheça.

Vasco Graça Moura
(Sombras com Aquiles e Pentesileia, Lisboa, Quetzal, 1999, p. 35-36)