Prosimetron
terça-feira, 4 de maio de 2010
Manon - Jules Massenet!
Ópera apresentada no Gran Teatre del Liceu, em Barcelona em 2007.
Um baile imperdível
Em português - 4
Quase na hora dele ... - 2
Biografias, autobiografias e afins - 71

O olhar do pintor sob a República Portuguesa
Eduardo Portugal, Av.Almirante Reis junto ao cruzamento com a Rua dos Anjos vendo-se o antigo Cinema Lys, Lisboa, 1938.Ponho-me a olhar a Avenida cá de cima, da minha água-furtada e meu refúgio, e digo-lhe, seu Apolinário: tudo isto levou uma grande volta.
( José Rodrigues Miguéis, Saudades para a Dona Genciana, Lisboa, Iniciativas Culturais, 1956. )
Para a M.R., que tem sido a nossa Marina T. Dias.
4 de Maio de 1970
Bom dia!

Não sei como se chamam. Havia imensas na estrada do Guincho e eu não lhes achava gracinha nenhuma...
Nally - 1
Hoje coloco dois anúncios da pasta de dentes Benamor:



Ainda podemos ver na Rua Augusta, n.º 200, a Perfumaria Benamor,
que não sei se ainda pertence à Nally.
[Segundo um comentário, parece nunca ter pertencido à Nally. É só uma coincidência de nome.]
Be Like a Flower...

"Be like a flower and turn your face to the sun."
Edwin Hawkins Singers - Oh Happy Day 1969
segunda-feira, 3 de maio de 2010
3 de Maio: dois acontecimentos

Jan Matejko - A Constituição polaca de 3 de Maio de 1791
Pintura, 1891

Goya - O fusilamento de 3 de Maio de 1808
Óleo sobre tela, 1814
Madrid, Museu do Prado
Tudo em 6 minutos
Quase na hora dele ...
Há santos e santos...

De Camille
Livros de cozinha - 27
O Dom das Lágrimas - Crónicas de João Bénard da Costa

"O livrinho que, agora, Manuel Rosa me pôs nas mãos e que daqui tanto lhe agradeço - é uma antologia de orações da antiga liturgia cristã, escolhidas e traduzidas por José Tolentino Mendonça e Joaquim Félix de Carvalho. Tem na capa (cabeça, busto e braço ) da Madalena de Artemisia Gentileschi que está no Pitti (o que eu gosto desse quadro!) e chama-se O Dom das Lágrimas*. (...)
José Tolentino evoca sobretudo a espiritualidade dos Padres do Deserto e dos místicos. Evagro, o Pôntico, que explicou a acédia como a dureza das almas que resistem às lágrimas. São Gregório de Nazianza, São Gregório de Nissa, o Diácono Efrém. Fala de Orígenes e da«tristeza segundo Deus», «sede da alma», «húmido silêncio espiritual». «As lágrimas são uma fala estimada», «uma chuva de ouro», «um alagado lençol de piedade sobre o mundo». E recito ainda outra citação do Poeta, esta de Cioran:« As lágrimas são aquilo que permite a alguém ser santo, depois de ter sido homem».
Por isso, a partir do século VIII e IX, através das chamadas Missas de Alcuíno, como aprendi com a erudita introdução de Joaquim Félix de Carvalho, surgiram nos códices medievais, formulários de missas « pro petitione lacrimarum». Essas missas rezaram-se até ao Vaticano II, que acabou com elas, na reforma litúrgica que acabou com tantas outras coisas que nunca deviam ter acabado.
São belíssimas as orações da antologia, publicadas em latim e na tradução portuguesa.
Transcrevo estas duas, que no livro levam os números XII e VII:
Deus omnipotente
considera favorável estas orações
e alaga nossos olhos com rios de lágrimas
que apaguem as flamas dos incêndios merecidos
[...]
digna-te dar abundância
luz da inteligência verdadeira a estes submissos sevos
lágrimas aos olhos
contrição no coração
até que purificados do actual luto e da tristeza espiritual
da morte eterna nos afastemos como de uma ruína"
*Colecção Gato Maltês, edição Assírio & Alvim, 2002
João Bénard da Costa, Crónicas: Imagens Proféticas e outras, 1º Volume, Lisboa: Assírio & Alvim, 2010, p.71-74.
Prelúdio e Fuga nº 1, BWV 846, de "O cravo bem temperado" de Joahnn Sebastian Bach Cravista-Helmut Walcha
domingo, 2 de maio de 2010
«Do retrós e do retro»

Rua da Conceição, antiga Rua dos Retroseiros
Foto Armando Serôdio, 1963
Arq. Fot. CML, PT/AMLSB/AF/SER/S01852
«Quando se fala da animação da Baixa de Lisboa, da necessidade de música e de lojas, restaurantes e hotéis de charme, espanto-me sempre - sim, ainda - por nunca se falar do carácter nostálgico, encantatório e museológico das gerações de ademanes, penduricalhos e apêndices que se exibem e comercializam nos retroseiros. Espanto-me por não surgir, entre os que se anunciam arquitectos de intervenções savíficas, a ideia de criar uma espécie de oficina de intervenções artesanais naquela rua, um sítio onde se possa mandar coser botões, fechos, tricotar cachecóis, subir bainhas, apertar saias, aplicar cotoveleiras. Um lugar onde, mesmo que a maioria dos clientes já não saiba o que é um retrós (descodificado no dicionário como "fio de seda torcido geralmente usado na costura"), se possa celebrar e viabilizar a existência de retrosarias. E fazer mais infinito, torcer e retorcer o prazer que elas são.»
Final da crónica de Fernanda Câncio «Do retrós e do retro» (In: Notícias Magazine, 2 Maio 2010)
Acho que uma das funções das câmaras municipais deveria ser preservar algumas das suas lojas, como edifícios e espaços de interesse municipal.
Palácio de Queluz: Sala do Toucador
Às nossas mães
Ás MR e Ana e às mães dos nossos companheiros de blogue e dos nossos leitores, que não morrem nunca, um "bouquet de Liz" e um poemaRaspanete em directo...
Um quadro por dia - 57
Frederick, Lord Leighton of Stretton(1830-1896), Mother and Child (Cherries), 1865 , óleo sobre tela.Para a minha
Flores - Diego de Rivera 2
Canção

Tinha um cravo no meu balcão;
xxxxxveio um rapaz e pediu-mo:
xxxxx- mãe, dou-lho ou não?
Sentada, bordava um lenço de mão;
xxxxxveio um rapaz e pediu-mo:
xxxxx- mãe, dou-lho ou não?
Dei um cravo e dei um lenço,
xxxxxsó não dei o coração;
xxxxxmas se o rapaz mo pedir:
xxxxx- mãe, dou-lho ou não?
Eugénio de Andrade
Congresso Os médicos e a República
Entrada livre
20 Maio, 5.ª feira
Abertura
09H30 – Entrega de documentação
10H00-10H30 – Mesa de abertura
I Painel (Moderador Almirante Luíz Gonzaga Ribeiro)
10H30-10H50 – Miguel Bombarda: morte na Revolução
Dr. Vítor Freire, HMB
10H50-11H10 – Luíz Cebola: a República e o Estado Novo
Doutor Aires Gameiro, OHSJD, SHM-SGL
11H10-11H30 – Reynaldo dos Santos: o Homem e o Médico
Coronel Médico Carlos Vieira Reis, SHM-SGL
11H30-12H00 – Debate
12H00-14H00 – Almoço livre
II Painel (Moderador Dr. João Pedro Xavier de Brito)
14H00-14H20 – O Dr. Anastácio Gonçalves e o coleccionismo em Portugal
Dr. José Alberto Ribeiro, CMAG
14H20-14H40 – Prof. Reynaldo dos Santos e a Casa das Memórias:
A memória de um Médico humanista
Dr.ª Assunção Júdice, CMC
14H40-15H00 – Jaime Cortesão Médico
Almirante Luíz Gonzaga Ribeiro, SHM-SGL
15H00-15H30 – Debate
15H30-15H50 – Intervalo
III Painel (Moderador Dr. António Meyrelles do Souto)
15H50-16H10 – Carolina: por entre os itinerários da Memória e da Ciência
Doutora Isabel Lousada, CESNOVA
16H10-16H30 – Adelaide Cabete: uma alma notável da I República
Dr. João-Maria Nabais, SHM-SGL
16H30-17H00 – Debate
21 Maio, 6.ª feira
IV Painel (Coronel Médico Carlos Vieira Reis)
10H30-10H50 – Dr. António Mendes Lages: ciência e devoção
na República
Doutor Augusto Moutinho Borges, MSJD, CEIS20-UC, SHM-SGL
10H50-11H10 – Fernando Matos Chaves: o percurso de um médico
Prof. Doutora Madalena Esperança Pina, FCM-UNL, CEHFCI, SHMSGL
11H10-11H30 – D. Tomaz de Mello Breyner: entre a Monarquia
e a República
Dr. António Meyrelles do Souto, SHM-SGL
11H30-12H00 – Debate
12H00-14H30 – Almoço livre
V Painel (Moderadora Prof.ª Doutora Madalena Esperança Pina)
14H30-14H50 – Ricardo Jorge e a Saúde Pública em Portugal
na 1.ª República
Doutora Rita Garnel, CESNOVA
14H50-15H10 – Doutor José Alberto Faria: Director-Geral da Saúde
Prof. Doutor Pereira Miguel, INSDRJ, SHM-SGL
15H10-15H30 – Debate
15H30-15H50 – Intervalo
VI Painel (Moderador Doutor Augusto Moutinho Borges)
15H50-16H10 – Egas Moniz: o político na sombra do cientista
Mestre Manuel Correia, CEIS20-UC
16H10-16H30 – Médicos Sócios da Sociedade de Geografia de Lisboa,
na 1.ª República (1910-1926)
Maria Luísa Villarinho Pereira, SHM-SGL
16H30-17H00 – Debate
17H00 – Encerramento
Poema à Mãe - Eugénio de Andrade
1910 - 16


ver mais:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Dicion%C3%A1rio_Aur%C3%A9lio
A todas as mães!
"Bethânia, Caetano e Dona Canô cantam Oração da Mãe Menininha"
A Terra das Ameixas Verdes - Herta Müller























