Prosimetron

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terça-feira, 4 de maio de 2010

Manon - Jules Massenet!

Manon [Lescaut] do compositor Jules Massenet, II Acto, dueto entre Manon: Natalie Dessay (soprano) e Des Griex: Rolando Villazón (tenor).
Ópera apresentada no Gran Teatre del Liceu, em Barcelona em 2007.

Um baile imperdível

Hubert de Givenchy, estrela intemporal da alta costura parisiense, continua em plena actividade: aos 83 anos, organizou uma exposição, intitulada Cristobál Balenciaga, Venet, Givenchy au Château de Haroué que se inicia esta sexta-feira, 7 de Maio. O magnífico castelo de Haroué, situado próximo de Nancy na Lorena francesa, acolherá, até 17 de Agosto, 40 vestidos “Haute Couture”, criados por estes três estilistas. Entre as belas peças expostas, encontram-se o vestido de casamento da Rainha Fabíola da Bélgica de 1960, da autoria de Balenciaga, bem como o lendário vestido preto de Givenchy que Audrey Hepburn (que hoje faria 81 anos) usou em Breakfast at Tiffany’s em 1961.

Este espólio, já em si digno de elevadíssimo respeito, é enriquecido pela grandiosidade do local do acontecimento: Château Haroué, construído em 1720, foi concebido com o intuito de reproduzir as divisões do calendário: 365 janelas, 52 chaminés, 12 torres e quatro pontes completam este extraordinário imóvel, pertença da família Beauvau-Craon hoje em dia. Os salões do primeiro piso que albergam a exposição, deslumbram pela qualidade do mobiliário real, considerado um dos mais bem preservados em toda a França.

Quer a anfitriã, a Princesa Minnie de Beauvau-Craon, quer Hubert de Givenchy, mostram-se com grande entusiasmo: segundo Givenchy, a exposição equivalerá a “um baile numa casa particular”. Haverá dúvidas?
Imagens: Rainha Fabíola, foto Life Magazine; Audrey Hepburn; Hubert de Givenchy

Em português - 4

Os Deolinda, um dos grupos mais interessantes surgidos nos últimos anos. Tradição e Modernidade em equilíbrio bem sucedido.

Quase na hora dele ... - 2

Robert Emil Stübner ( 1874-1931 ), A Hora do Chá , óleo sobre tela , 1910, col.particular.


Hoje o chá é-nos servido por um alemão, numa tela pintada há precisamente 1oo anos. Outros tempos, outros vagares...

Biografias, autobiografias e afins - 71


É mais uma biografia de Goebbels, o sinistro mas muito eficaz Ministro da Propaganda do III Reich, mas tem coisas novas, designadamente o recurso aos diários do biografado de 1923 a 1945, descobertos recentemente nos arquivos do KGB. Um retrato completo, especialmente dos anos que precederam a tomada do poder pelos Nacional-Socialistas, que revela um dos maiores segredos deste fiel servidor de Hitler: a sua relação com a judia Else Janke, que se prolongou muito para além de 1933...
A não perder para os "indefectíveis" da História do III Reich.
Joseph Goebbels: Life and Death, Toby Thacker, Palgrave Macmillan, 407p, 2010.

O olhar do pintor sob a República Portuguesa


Inaugura 5 Maio, 18h30

Galeria Paula Cabral
Rua da Escola Politécnica, 21-23
Lisboa

Horário: terça a sábado, 13h30-19h30
Eduardo Portugal, Av.Almirante Reis junto ao cruzamento com a Rua dos Anjos vendo-se o antigo Cinema Lys, Lisboa, 1938.

Ponho-me a olhar a Avenida cá de cima, da minha água-furtada e meu refúgio, e digo-lhe, seu Apolinário: tudo isto levou uma grande volta.

( José Rodrigues Miguéis, Saudades para a Dona Genciana, Lisboa, Iniciativas Culturais, 1956. )

Para a M.R., que tem sido a nossa Marina T. Dias.

Feira do Livro

4 de Maio de 1970

Um dia negro na História dos Estados Unidos. Durante uma manifestação contra a Guerra do Vietname na Kent State University no Ohio, a Guarda Nacional abre fogo contra os estudantes desarmados, matando 4 e ferindo 9. Violência policial que gerou uma onda de choque e de protesto que levou a ainda maior oposição à guerra em curso no Sudeste Asiático.

Bom dia!


Não sei como se chamam. Havia imensas na estrada do Guincho e eu não lhes achava gracinha nenhuma...

Nally - 1

A Sociedade de Perfumaria Nally abriu, no final dos anos 20 do século passado, uma fábrica no Campo Grande, n.º 189, onde ainda se encontra. Produziu várias marcas, ao logo dos anos: Marquita, Gavotte, Nally e Benamor.
Hoje coloco dois anúncios da pasta de dentes Benamor:




Ainda podemos ver na Rua Augusta, n.º 200, a Perfumaria Benamor,
que não sei se ainda pertence à Nally.

[Segundo um comentário, parece nunca ter pertencido à Nally. É só uma coincidência de nome.]

Be Like a Flower...

Kahlil Gibran foi um escritor de origem libanesa que emigrou em criança para os Estados Unidos da América. Gostei da citação por ser simples e bonita!
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Kahlil Gibran(1883-1931), fotografia tirada por Fred Holland Day em 1898.


"Be like a flower and turn your face to the sun."
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- Happy day -


Edwin Hawkins Singers - Oh Happy Day 1969

segunda-feira, 3 de maio de 2010

3 de Maio: dois acontecimentos


Jan Matejko - A Constituição polaca de 3 de Maio de 1791
Pintura, 1891
O rei Estanislau Augusto (à esquerda com o manto real vermelho), entra na Catedral de São João, onde os deputados da Sejm jurarão defender a nova Constituição; ao fundo, o Castelo Real de Varsóvia, onde a Constituição foi aprovada.


Goya - O fusilamento de 3 de Maio de 1808
Óleo sobre tela, 1814
Madrid, Museu do Prado

Tudo em 6 minutos

Dos Himalaias aos confins do Universo. Um vídeo do American Natural History Museum, disponível no imprescindível YouTube, que é um deslumbramento.

Está a inaugurar...


Quase na hora dele ...

Georges Crogaert ( 1848-1923 ) , A Hora do Chá, óleo sobre tela.

Este belga de Antuérpia é um dos expoentes da chamada Arte Anti-Clerical, com ataques mais ou menos subtis ao clero católico. Esta tela até é das mais inocentes...

Há santos e santos...


Geralmente, pelo menos para mim, os comunicados da CMVM, instituição que regula o nosso mercado bolsista, são pouco interessantes. Mas houve um recente que me chamou a atenção:
A CMVM informa que a Fundação Portuguesa de Santo António e Todos os Santos e o seu presidente, António Lourenço Tavares, não estão autorizados a desenvolverem qualquer actividade de intermediação financeira em instrumentos financeiros em Portugal.
E a entidade reguladora especificava seguidamente quais os produtos financeiros "proibidos" com nomes tão pomposos como suspeitos...
Quem quiser espreitar a Fundação em causa veja aqui: http://www.fundacaoportuguesa.org/

De Camille

Camille Claudel, La Petite Châtelaine, mármore, 1897, Museu Rodin.


Porque ontem li um artigo sobre esta enorme escultora, lamentando o autor a quantidade de peças que ela destruiu.

Louis-Michel van Loo - Retrato de Diderot, 1767

«[...] il n' y a qu'un devoir, c'est d'être heureux [...].»
Diderot - Essai sur la vie de Sénèque le philosophe [...], 1778

Ao APS
.

Livros de cozinha - 27

Vou escolher uns folhetos com receitas, normalmente oferecidos por marcas, para colocar nesta secção. Como estamos na Primavera, começo com este da Margarina Chefe.
Mas, se fizerem o bolo, substituam a margarina por outra gordura mais saudável.



Lisboa: Fábrica Nacional de Margarinas, 1959

O Dom das Lágrimas - Crónicas de João Bénard da Costa

Esta crónica de João Bénard da Costa foi escrita no início do Outono. Transcrevi-a agora por causa da proximidade da visita do Papa Bento XVI, pois ela remete-nos para uma reflexão sobre as mudanças operadas na Igreja. Para não ser maçadora escolhi os excertos mais significativos. Achei especial graça porque ainda ouvi a missa em latim apesar de ter feito a catequese após o Vaticano II.
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Artemisia Gentileschi, Maria Maddalena, circa 1616. Galleria Palatina, Firenze.

"O livrinho que, agora, Manuel Rosa me pôs nas mãos e que daqui tanto lhe agradeço - é uma antologia de orações da antiga liturgia cristã, escolhidas e traduzidas por José Tolentino Mendonça e Joaquim Félix de Carvalho. Tem na capa (cabeça, busto e braço ) da Madalena de Artemisia Gentileschi que está no Pitti (o que eu gosto desse quadro!) e chama-se O Dom das Lágrimas*. (...)

José Tolentino evoca sobretudo a espiritualidade dos Padres do Deserto e dos místicos. Evagro, o Pôntico, que explicou a acédia como a dureza das almas que resistem às lágrimas. São Gregório de Nazianza, São Gregório de Nissa, o Diácono Efrém. Fala de Orígenes e da«tristeza segundo Deus», «sede da alma», «húmido silêncio espiritual». «As lágrimas são uma fala estimada», «uma chuva de ouro», «um alagado lençol de piedade sobre o mundo». E recito ainda outra citação do Poeta, esta de Cioran:« As lágrimas são aquilo que permite a alguém ser santo, depois de ter sido homem».
Por isso, a partir do século VIII e IX, através das chamadas Missas de Alcuíno, como aprendi com a erudita introdução de Joaquim Félix de Carvalho, surgiram nos códices medievais, formulários de missas « pro petitione lacrimarum». Essas missas rezaram-se até ao Vaticano II, que acabou com elas, na reforma litúrgica que acabou com tantas outras coisas que nunca deviam ter acabado.
São belíssimas as orações da antologia, publicadas em latim e na tradução portuguesa.

Transcrevo estas duas, que no livro levam os números XII e VII:

Deus omnipotente
considera favorável estas orações
e alaga nossos olhos com rios de lágrimas
que apaguem as flamas dos incêndios merecidos

[...]

digna-te dar abundância
luz da inteligência verdadeira a estes submissos sevos
lágrimas aos olhos
contrição no coração
até que purificados do actual luto e da tristeza espiritual
da morte eterna nos afastemos como de uma ruína"

*Colecção Gato Maltês, edição Assírio & Alvim, 2002

João Bénard da Costa, Crónicas: Imagens Proféticas e outras, 1º Volume, Lisboa: Assírio & Alvim, 2010, p.71-74.

Prelúdio e Fuga nº 1, BWV 846, de "O cravo bem temperado" de Joahnn Sebastian Bach Cravista-Helmut Walcha


domingo, 2 de maio de 2010

«Do retrós e do retro»


Rua da Conceição, antiga Rua dos Retroseiros
Foto Armando Serôdio, 1963
Arq. Fot. CML, PT/AMLSB/AF/SER/S01852

«Quando se fala da animação da Baixa de Lisboa, da necessidade de música e de lojas, restaurantes e hotéis de charme, espanto-me sempre - sim, ainda - por nunca se falar do carácter nostálgico, encantatório e museológico das gerações de ademanes, penduricalhos e apêndices que se exibem e comercializam nos retroseiros. Espanto-me por não surgir, entre os que se anunciam arquitectos de intervenções savíficas, a ideia de criar uma espécie de oficina de intervenções artesanais naquela rua, um sítio onde se possa mandar coser botões, fechos, tricotar cachecóis, subir bainhas, apertar saias, aplicar cotoveleiras. Um lugar onde, mesmo que a maioria dos clientes já não saiba o que é um retrós (descodificado no dicionário como "fio de seda torcido geralmente usado na costura"), se possa celebrar e viabilizar a existência de retrosarias. E fazer mais infinito, torcer e retorcer o prazer que elas são.»
Final da crónica de Fernanda Câncio «Do retrós e do retro» (In: Notícias Magazine, 2 Maio 2010)

Acho que uma das funções das câmaras municipais deveria ser preservar algumas das suas lojas, como edifícios e espaços de interesse municipal.

Palácio de Queluz: Sala do Toucador



Fotos de Flávio Lopes e Francese Monfort
In: Maravilhas de Portugal. Rio de Janeiro: Salvat, 1989


Para a Ana, retribuindo as suas violetas e porque gosta de espelhos.

Às nossas mães

Ás MR e Ana e às mães dos nossos companheiros de blogue e dos nossos leitores, que não morrem nunca, um "bouquet de Liz" e um poema
Para Sempre

Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
— mistério profundo —
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.
Carlos Drummond de Andrade
in 'Lição de Coisas'

Para MR!

Obrigada MR e bom dia da Mãe.


«O menino de sua mãe»


Pintura lacada vietnamita.
Fonte: Ebay

Raspanete em directo...

Este momento de televisão já tem uns anitos (2003), mas é delicioso e um excelente exemplo dos perigos de entrevistar a própria mãe... Ele é Anderson Cooper, grande jornalista, uma das estrelas da CNN, que é filho de um ícone norte-americano- Gloria Vanderbilt- e pergunta a esta sobre presentes adequados para o Dia da Mãe, mas ele não estaria à espera certamente de tantos reparos ( visitas-me pouco, o cartão que me mandaste não foi escrito à mão etc )...

Um quadro por dia - 57

Frederick, Lord Leighton of Stretton(1830-1896), Mother and Child (Cherries), 1865 , óleo sobre tela.
Lord Leighton, como é conhecido, que foi aliás o primeiro pintor britânico a receber um título ( Barão Leighton de Stretton ) é um dos mais apreciados pintores vitorianos. Há-de voltar a estas páginas, provavelmente pelos auto-retratos.

Para a minha

Hoje como ontem, o teu é o maior e o melhor amparo. O amor maternal é realmente o arquétipo do amor incondicional e quem dele beneficia ou beneficiou sabe do que falo.


Flores - Diego de Rivera 2

Diego María de la Concepción Juan Nepomuceno Estanislao de la Rivera y Barrientos Acosta y Rodríguez nasceu em Guanajuato, no México foi um comunista activo. Os seus trabalhos reflectem a influência da pintura russa ligada ao neo-realismo. Foi casado com Frida Khalo também pintora e já aqui colocada.
Diego Rivera tem numerosas pinturas que retratam as vendedoras e os carregadores de flores. Esta segunda escolha recai outra vez sobre os jarros. O link indica donde foi retirada a imagem. Encontrei poucos dados sobre as telas e na Webmuseum of Rivera não encontrei nada.
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Diego Rivera, A vendedora de jarros


Canção


Tinha um cravo no meu balcão;
xxxxxveio um rapaz e pediu-mo:
xxxxx- mãe, dou-lho ou não?

Sentada, bordava um lenço de mão;
xxxxxveio um rapaz e pediu-mo:
xxxxx- mãe, dou-lho ou não?

Dei um cravo e dei um lenço,
xxxxxsó não dei o coração;
xxxxxmas se o rapaz mo pedir:
xxxxx- mãe, dou-lho ou não?

Eugénio de Andrade

Luís Miguel Cintra no D. Maria II


Congresso Os médicos e a República

Sociedade de Geografia de Lisboa / Secção de História da Medicina
Entrada livre

20 Maio, 5.ª feira
Abertura
09H30 – Entrega de documentação
10H00-10H30 – Mesa de abertura
I Painel (Moderador Almirante Luíz Gonzaga Ribeiro)
10H30-10H50 – Miguel Bombarda: morte na Revolução
Dr. Vítor Freire, HMB
10H50-11H10 – Luíz Cebola: a República e o Estado Novo
Doutor Aires Gameiro, OHSJD, SHM-SGL
11H10-11H30 – Reynaldo dos Santos: o Homem e o Médico
Coronel Médico Carlos Vieira Reis, SHM-SGL
11H30-12H00 – Debate
12H00-14H00 – Almoço livre

II Painel (Moderador Dr. João Pedro Xavier de Brito)
14H00-14H20 – O Dr. Anastácio Gonçalves e o coleccionismo em Portugal
Dr. José Alberto Ribeiro, CMAG
14H20-14H40 – Prof. Reynaldo dos Santos e a Casa das Memórias:
A memória de um Médico humanista
Dr.ª Assunção Júdice, CMC
14H40-15H00 – Jaime Cortesão Médico
Almirante Luíz Gonzaga Ribeiro, SHM-SGL
15H00-15H30 – Debate
15H30-15H50 – Intervalo

III Painel (Moderador Dr. António Meyrelles do Souto)
15H50-16H10 – Carolina: por entre os itinerários da Memória e da Ciência
Doutora Isabel Lousada, CESNOVA
16H10-16H30 – Adelaide Cabete: uma alma notável da I República
Dr. João-Maria Nabais, SHM-SGL
16H30-17H00 – Debate


21 Maio, 6.ª feira
IV Painel (Coronel Médico Carlos Vieira Reis)
10H30-10H50 – Dr. António Mendes Lages: ciência e devoção
na República
Doutor Augusto Moutinho Borges, MSJD, CEIS20-UC, SHM-SGL
10H50-11H10 – Fernando Matos Chaves: o percurso de um médico
Prof. Doutora Madalena Esperança Pina, FCM-UNL, CEHFCI, SHMSGL
11H10-11H30 – D. Tomaz de Mello Breyner: entre a Monarquia
e a República
Dr. António Meyrelles do Souto, SHM-SGL
11H30-12H00 – Debate
12H00-14H30 – Almoço livre
V Painel (Moderadora Prof.ª Doutora Madalena Esperança Pina)
14H30-14H50 – Ricardo Jorge e a Saúde Pública em Portugal
na 1.ª República
Doutora Rita Garnel, CESNOVA
14H50-15H10 – Doutor José Alberto Faria: Director-Geral da Saúde
Prof. Doutor Pereira Miguel, INSDRJ, SHM-SGL
15H10-15H30 – Debate
15H30-15H50 – Intervalo

VI Painel (Moderador Doutor Augusto Moutinho Borges)
15H50-16H10 – Egas Moniz: o político na sombra do cientista
Mestre Manuel Correia, CEIS20-UC
16H10-16H30 – Médicos Sócios da Sociedade de Geografia de Lisboa,
na 1.ª República (1910-1926)
Maria Luísa Villarinho Pereira, SHM-SGL
16H30-17H00 – Debate
17H00 – Encerramento

Poema à Mãe - Eugénio de Andrade

Adoro este poema e julgo que já o coloquei em tempos. Agora deixo a declamação embora, não saiba quem é o autor. Havia uma declamação fantástica de Nuno Miguel Henriques mas não se deixava copiar.

1910 - 16



Aurélio Buarque de Hollanda Ferreira nasceu há 100 anos em Alogoas (Brasil). Foi um dos maiores filólogos de língua portuguesa, autor do Novo dicionário de língua portuguesa, conhecido como Dicionário Aurélio.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Aur%C3%A9lio_Buarque_de_Hollanda_Ferreira
ver mais:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Dicion%C3%A1rio_Aur%C3%A9lio

No Quartel do Carmo








Exposição sobre a GNR: pequena, mas engraçada.
Até dia 4 de Maio.

A todas as mães!

Uma viagem pelas memórias...
"Bethânia, Caetano e Dona Canô cantam Oração da Mãe Menininha"

A Terra das Ameixas Verdes - Herta Müller

Herta Müller nasceu, em 1953, na aldeia de Nitzkydorf, na Roménia. Viveu 5 anos num campo de trabalho na actual Ucrânia. Estudou literatura alemã e romena na Universidade de Timisoara. Depois de tirar o curso trabalhou como tradutora numa fábrica de Timisoara. Foi demitida (1979) por não colaborar com a polícia política de Nicolae Ceaucescu e em 1987 abandonou o país e foi para a Alemanha.

Herta Müller foi laureada com o Prémio Nobel da Literatura em 2009. A Terra das Ameixas Verdes é o título que ando ler com muito agrado. O livro narra as memórias do silêncio e do medo impostos pela ditadura de Ceausescu. Escolhi este trecho para ilustrar o que a personagem idealiza para lá das muralhas do silêncio. É um livro sobre a resistência e a impotência face a um regime aniquilador, asfixiante e desumano.
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"Os livros da casa de campo tinham sido contrabandeados para dentro do país. Estavam escritos na língua materna em que o vento se deitava. E não na língua estatal, como aqui no país. Mas também não era a língua do o-ó infantil das aldeias. Nos livros havia a língua materna, mas o silêncio de aldeia que proibe o pensar, esse não constava nos livros. Lá de onde os livros vinham, todos pensam, pensávamos nós. Cheirávamos as folhas e dávamos connosco a ganhar o hábito de cheirar as nossas mãos. Pasmávamos, as mãos não ficavam negras ao lermos como do negro da impressão de jornais e livros do país.
Todos os que percorriam a cidade com a terra às costas cheiravam as mãos. Não era que conhecessem os livros da casa de campo. Mas queriam ir para lá. Lá de onde estes livros vinham, havia calças de ganga e laranjas, brinquedos fofos para crianças e televisões portáteis para os pais e meias de vidro finíssimas e rimmel a sério para as mães".
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Herta Müller, A Terra das Ameixas Verdes, Lisboa: Difel, 2009, p.46

Parque Eduardo VII, Lisboa


Nunca vi esta estátua. Alguém a viu? Onde está ou onde esteve? Ou foi a baixo quando tiraram o grande lago?
Ou está na zona das esplanadas?
E quem é o seu autor?