Prosimetron

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quinta-feira, 18 de julho de 2013

Pico della Mirandola

Florença, Uffizi

No âmbito das comemorações dos 550 anos do nascimento de Giovanni Pico della Mirandola, o Museu de Artes Decorativas Portuguesas Fundação Ricardo Espírito Santo e Silva apresenta uma exposição de tesouros bibliográficos deste humanista europeu, bem como de obras de autores do Renascimento por ele influenciados, a partir da coleção de José V. de Pina Martins, propriedade do BES. 
A exposição pode ser vista a partir de hoje e até 22 de setembro no Largo Portas do Sol, em Lisboa.

A nossa vinheta - Festival das Artes

O 5º Festival das Artes - Natureza,
na Quinta das Lágrimas, Coimbra


O Festival contempla a música, o teatro, as artes plásticas, o bailado, o cinema e a gastronomia. Há espetáculos espalhados pela cidade mas os de maior destaque ocorrem na Quinta das Lágrimas, no Anfiteatro Colina de Camões. 

Para hoje destaco:
Às  18h30 — Anfiteatro da Colina de Camões: 
“Os Sinos da Macieira”, Orquestra Clássica do Centro.
Ópera em estreia para orquestra, soprano, meio-soprano, tenor, barítono e coro. 
MARINA PIKOUL música
NATALIA PIKOUL libreto
Ana Barros, soprano; Margarida Reis, meio-soprano; Mário João Alves, tenor; Pedro Telles, barítono; Coro de Câmara de São João da Madeira; Orquestra Clássica do Centro. 
David Wyn Lloyd, maestro

Às 21h30 — Anfiteatro da Colina de Camões
 “Sermão de Santo António aos Peixes” de Padre António Vieira
Que se Há-de Fazer a Esta Terra…
João Reis, leitura encenada. Marcelo Félix, vídeo.
Programa

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Os meus franceses - 280

Por ocasião da exposição sobre Jacques Demy de que falei hoje, foi publicada uma caixa com onze discos com a música de Michel Legrand para os filmes do realizador francês. e ainda um cd, mais modesto, com  apenas 24 musicas dessa colaboração.

Le Monde enchanté de Jacques Demy

Adorava ver esta exposição que está na Cinemateca Francesa até 4 de agosto.


O catálogo
Paris: Flammarion, 2013
€45,00

«Pourquoi je filme ? / Parce que j'aime ça / Parce que ça bouge / Parce que ça vit / Parce que ça pleure / Parce que ça rit [...].» 
Jacques Demy

Humor pela manhã


Pelos vistos, o estilo de manchetes do Correio da Manhã começa a fazer escola...

Bom dia !



Uma das histórias de Lisboa do Luiz Caracol.

Impressões

MR já fez uma excelente reportagem sobre a exposição de Joana Vasconcelos no Palácio da Ajuda. Deixo as minhas impressões.
Provocadora, sim. Arte, será?
Na sala havia quem dissesse que era arte da mentira. Parei... Reflecti. Realmente as peças estão vestidas, ou embrulhadas, quem as criou foi Rafael Bordalo Pinheiro.
Escolhi duas peças que foram as que gostei.

Sala D. João VI com relevo para o Atlas 



Contrastes Chegada de D. João VI e o coração do povo português


A Noiva (?). Sala D. João IV

Na livraria da Universidade Católica encontrei o livro de Tolstói: O que é a Arte?
Terá sido o acaso? Ou coincidência? A verdade é que o livro apareceu num dia em que esta pergunta estava no meu pensamento. Gostei de passear no Palácio; gostei de encontrar o Príncipe-Menino D. Carlos no quarto de brinquedos na companhia do gato Casanova.

De Tolstói porque em parte se ajusta:
Realmente seria bom se os artistas fizessem eles próprios todo o seu trabalho, mas todos eles precisam da ajuda de trabalhadores ...

Leão Tolstói, O Que É A Arte? Lisboa: Gradiva, 2013, p. 39. ((Tradução do Russo Ekaterina Kucheruk, revisão científica e introdução, Aires Almeida).

Tive prazer em me sentar e ouvir este fado. Liga bem com o coração.

terça-feira, 16 de julho de 2013

Boa noite!

Humor pela tarde...

 
A edição da Bloomberg Businessweek desta semana...


Em tempo de praia

Era assim a Paria das Maçãs em 1918
José Malhoa, Museu do Chiado


Pensamento ( s )


Dans l' extrême jeunesse, ont est capable de tout dévorer, même et surtout ce qu'on ne comprend pas. Dans l' extrême vieillesse, quelques aphorismes suffisent.

- Roland Jaccard ( 1941- )



Poemas - 82


Nas docas

Estacionámos o carro junto às docas
e percorremos a pé os poucos metros
que nos separavam do conjunto de mesas
e guarda-sóis dos cafés.

Era a terceira vez que ali estávamos os dois.

Por acaso, foi a última.
O nosso caso acabou meses depois.
O mistério desaparecera, porque tudo
o que é rotineiro tem a particularidade da evidência.
« Agora vais dizer isto; depois, certamente dirás aquilo ».

Rotina por rotina, cada um prefere a sua.


- Maria Carlos Loureiro, in Acasos e Mistérios, Quetzal Editores, Lisboa, 1998, p.35.

Lá fora - 165 : Pubmania


 - Porta-chaves dos anos 60.
 - Leques publicitários dos anos 20.
- Leque publicitário de 1933.


O fabuloso Musée des Arts Décoratifs de Paris recebeu um legado de 1000 leques publicitários, e essa colecção foi o motivo próximo desta exposição Pubmania, ils collectionnent la publicité, patente até dia 6 de Outubro e que apresenta toda uma panóplia de objectos publicitários do século passado : porta-chaves, cinzeiros, leques, cartazes, canecas etc.

Um quadro por dia


La mer clapotante, 1902-1905, óleo sobre tela, 60x81cm, col.particular. Uma tela do neo-impressionista francês Henri Edmond Cross ( 1856-1910 ), grande amigo de Matisse.

Gabinete Fernando Pessoa: uma exposição insólita

Em setembro de 1932, Pessoa candidatou-se ao lugar de bibliotecário-conservador do Museu Condes Castro Guimarães. Não foi escolhido. Agora, o Museu imagina o que poderia ter sido o gabinete do bibliotecário-conservador Fernando Pessoa, caso ele o tivesse desempenhado. 
Até 31 de dezembro
Museu-Biblioteca Condes de Castro Guimarães 
Cascais

Cinenovidades



Há livros de ficção científica que quando os lemos pensamos que dariam filmes fantásticos. A tecnologia actual já quase permite adaptá-los todos. Até o Ender's Game do Orson Scott Card, que tem quase 30 anos.
O filme estreia em Novembro, com Harrison Ford, Ben Kingsley e muitas crianças claro.

Mais elegâncias


Mais elegâncias de outras eras, no caso as Sete Irmãs Sutherland e os seus fantásticos cabelos longos. Vá lá que a barba do irmão era mais contida :)

Quem tem ido ao Largo?


Na Pinacoteca de Paris


Humor pela manhã


A omnipresença dos telemóveis, sejam iphones ou não. Já tenho visto até estarem numa pista de dança e continuarem a marcar as teclas.

Bom dia !



Num registo mais suave, Capicua, a primeira estrela feminina do rap português.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Parabéns, Palavras Daqui e Dali!

Parece-me que ultimamente ando sempre atrasada a dar os parabéns. Vi há pouco que o blogue Palavras Daqui e Dali fez ontem dois anos. 
Parabéns ao blogue e à Isabel que o faz!

Os meus franceses - 279

Quotidianos - 109


Há uns anos bebi um limoncello feito por uma amiga italiana. Estava tão bom que lhe pedi a  receita. Este ano - finalmente! - resolvi fazê-lo. Comecei-o hoje. Dentro de 40 dias terminá-lo-ei. E 40 dias depois poderá ser engarrafado e consumido. Fiz uma pequena quantidade para ver como fica. Se sair bem, para o ano repetirei e poderão então experimentar.

Para a sobremesa


Uma novidade do chef José Avillez : Cheesecake com coulis de cerejas do Fundão. Bolacha crocante, espuma de natas, queijo-creme e iogurte, e, no topo, coulis de cereja do Fundão e folha de mangericão. Uma generosa porção que dá para duas pessoas, se não forem muito gulosas :)

Onde me apetecia estar






Na ilha de Naoshima, Japão, para visitar o fantástico Chichu Museum of Art, um museu desenhado por Tadao Ando e parcialmente subterrâneo. Parcialmente subterrâneo, mas ainda assim tão genialmente concebido que é a luz natural que ilumina a colecção de obras de Monet, bem como as instalações permanentes de Walter De Maria ou James Turell. O jardim replica muitas espécies presentes nas telas do pintor francês.

Um quadro por dia


John Collier ( 1850-1934 ), A Glass of Wine with Caesar Borgia, 1893, óleo sobre tela, Ipswich Museum and Art Gallery.

Depois do post da Ana sobre Lucrécia, apesar de tudo a mais inofensiva do clã :)

Bom dia !



A fantástica sátira desta equipa da Comercial às trocas e baldrocas de Paulo Portas.

Le ballet de l’Opéra de Paris

Uma exposição sobre o ballet da Ópera de Paris, organizada pela BnF, pode ser vista até 1 de setembro, na Ópera Garnier.
Tendo visto (eu e outros prosimetronistas) outras exposições, neste espaço, imagino que esta deve ser fantástica. 

Rembrandt van Rijn - Em sua memória

Rembrandt van Rijn, O Moinho, 1645-48, National Gallery of Art, Washington

File:The Mill-1645 1648-Rembrandt van Rijn.jpg

Choose only one master - Nature. 
Rembrandt link

Música para a madrugada


A canção do guitarrista dos Queen,  Brian May, Who wants to live forever para a banda sonora do filme Highlander, interpretada por esse fabuloso grupo musical e magistralmente pelo violinista alemão David Garrett.






domingo, 14 de julho de 2013

Boa noite!



Para acompanhar o café...

... umas bolachas de manteiga Gregório.

Um café?


Esta serigrafia (n.º 70/350) encontra-se para venda hoje.
O seu autor é Itzchak Tarkay e tem como título "café".

Quotidianos - 108

Ilustração de Norman Rockwell,  13 jul. 1946

Era assim há 60 anos. :)

Para Miss Tolstoi, com algum atraso

Com um dia de atraso, aqui ficam os votos para um ano feliz. Como me fui esquecer?!  (Soube quando abri o Arpose, há pouco.)
Espero que goste do Bana.

Café em Aix-en-Provence

Fotografia de Walter Bibikow

Como diria o Luís, eu não me importava de estar a tomar um café em Aix-en-Provence. :)

Provérbios, Desastres da Guerra e Caprichos



A Fundação D. Luís I apresenta, no Centro Cultural de Cascais, três importantes séries (Provérbios, Desastres de la Guerra e Caprichos) num total de 178 de gravuras, de Goya, «suficientes para testemunhar a genialidade com que o Mestre espanhol da passagem de Setecentos para Oitocentos tratou todos os seus temas, incluindo os mais realistas, como é o caso de Desastres de Guerra, espécie de reportagem da Guerra de Independência contra os ocupantes napoleónicos: a dimensão trágica destas obras é insuperável e continua a exercer um poderoso efeito sobre o observador.» 
http://www.fundacaodomluis.com/index.php?option=com_content&view=article&id=399&catid=72
Até 8 de setembro.

Luis, como vê, há muitas e boas exposições para irmos até Cascais.

Um bom almoço


Natureza morta
Autor desconhecido, coleção particular
 
Este quadro pode ser uma inspiração para o meu almoço de Domingo.

Histórias do quotidiano

Comprei hoje um livro que desconhecia: Louças da China ao gosto ocidental : Algumas notas, escrito por José Bouza Serrano. É uma edição de 2000, de mil exemplares. Julgo que é edição de autor (pelo menos não indica editor, apenas que teve o patrocínio da Eurocabos).
 
O livro é composto por duas partes. Uma história, bem construída, do fabrico das peças que são o tema do livro, contada e ilustrada com as peças maravilhosas (grande maioria da sua coleção). E nos comentários e descrição das peças existe, quase sempre, uma pequena história que torna tudo mais fascinante.
Um pequeno exemplo do que acabo de dizer é a história que envolve a «Tigela para pingos em "grisaille" com vermelho de ferro e dourado». Trata-se de uma pequena peça (12 cm de diâmetro, por 6 de altura) datada de circa 1775 (dinastia Quing: 1644-1912), com uma pintura que se pode observar:
 
Transcrevemos, da p. 116, o comentário:
"Zéfiro oferece uma flôr [sic] em botão a Flora, que segura uma grinalda. Filho de Aurora e Astreo, era irmão dos restantes três ventos Euro, Noto e Borea.
Zéfiro era muito amigo de Hiacinto, um efebo espartano de beleza admirável, que conquistara a amizade de Apolo, com quem jogava ao lançamento do disco na margem dum rio.
Zéfiro tinha ciúmes do amor de Apolo e um dia em que ambos jogavam ao seu jogo predilecto, Zéfiro fez desviar com um sopro o disco atirado por Apolo, de modo que este foi bater na cabeça de Hiacinto, matando-o. O desespero e a mágoa de Apolo foram imensas e, para atenuar a sua dôr [sic], tornou Hiacinto imortal, transformando o seu sangue na flôr do mesmo nome, de cheiro intenso, que renasce cada Primavera.
Flora era uma antiga divindade itálica, deusa da vegetação e da agricultura. Flora tinha em Roma, como sacerdote, um dos flamínios menores (in flamen floralis) e celebravam-se festas em sua honra, de 28 de Abril a 1 de Maio - as Floralia.
(Nota: Ayers atribui a cena aos amores de Vénus e Cupido, com base numa peça de Meissen do British Museum que reproduz uma cena inspirada na mesma gravura (J. C. Philips, China Trade Porcelain, p. 47). No entanto, as asas fazem ver que se trata realmente da representação de Zéfiro)".
 Sinceramente não consigo ver a história na representação. Vejo mais a história de Cupido e Psiquê (e lembre-se que Cupido também tem asas... mas isso já são outras histórias).
Voltemos ao livro Louças da China ao gosto ocidental : Algumas notas. A segunda parte são «notas pessoais» que se leem com maior curiosidade. A n.º 13 (p. 207-208), tem como título «porcelana e etiqueta». Nela conta alguns dos bastidores que antecederam o "casamento do senhor Dom Duarte", acrescentando «esta questão está hoje perfeita e felizmente resolvida". E apresenta o menu de um jantar em casa de Duarte Pinto Coelho (1923- ), em Madrid, onde o mesmo assunto fora debatido. E a história era só para contar que, nesse jantar, a Princesa Yolanda de Cröy lhe tinha explicado que a razão de determinado pires, de uma chávena de chá, ser tão grande residia no facto de ter sido moda em muitos salões, nos séculos XVIII e XIX, "sorverem o chá directamente do pires, pelo que tinha idêntica capacidade à da chávena". E porque é que apresenta o menu do jantar? Por uma curiosidade: ser escrito, á mão, em papel timbrado com as Armas de Malawi (de que Duarte era Cônsul honorário)... Mas o mais interessante vêm a seguir: «o papel de carta ("muito chique, tenho resmas", Duarte dixit) ainda o usa às vezes, com os amigos, acrescentando à mão "Ex.-" antes de Cônsul do Malawi».