A revista, fundada por Pierre Nora há 40 anos, acaba de publicar o seu último número. No editorial, o fundador explica as razões:
«La décision collective d’arrêter une aventure à laquelle est profondément attachée la petite équipe qui y participe depuis le début peut surprendre. Elle est le fruit d’une réflexion qui a longuement mûri et les raisons qui nous y poussent ne datent pas d’hier. Elles se sont renforcées d’année en année. Le milieu culturel dans lequel s’est développée la revue n’a jamais été très porteur, et les éditoriaux qui ont ponctué chaque décennie sont là pour en établir le constat. Un quarantième anniversaire qui marque un tournant nous a paru le moment désigné pour en tirer les conséquences.»
Já não é a primeira vez que as tramezzini (pequenas sandes triangulares) aparecem aqui no blogue, pela mão de Donna Leon. Só que estas, de atum com ovo, que Guido Brunetti comeu no bar da esquina, não estavam particularmente boas: tinham «demasiada maionese». Acompanhou-as com dois copos de Pinot Grigio, não sei se propriamente este:
Este repasto teve lugar tem lugar em Quem sofre são as crianças, um esquema que envolve bebés, médicos e farmácias. Estou quase no final do livro, mas as receitas de Paola vão aqui aparecer um dia destes.
Até 27 de Setembro, no Grand Palais, Paris. Como não será muito provável visitas prosimetrónicas a esta, aqui fica um vídeo bem maior do que o habitual : 26 minutos, muito detalhado.
Nos 40 anos da 1.ª edição da Crónica dos bons malandros, de Mário Zambujal - um bom escritor e um ótimo jornalista e comunicador. Trouxe muitos novos leitores à literatura.
Alguns parecem iguais, mas têm mas pequenas variantes.
Um romance autobiográfico que está a a ser uma bomba , já que o autor não poupa ninguém, ou quase ninguém como se verá.
Não poupa a mãe jornalista e o padrasto que lhe batem na infância e adolescência, mesmo no grande apartamento onde vivem todos no Quartier Latin e sendo o padrasto um reputado pedopsiquiatra ... ; não poupa o pai , o filósofo Jean-Paul Enthoven, e a madrasta, nem o melhor amigo do pai e depois mentor do autor, Bernard-Henry Lévy.
O mesmo BHL que foi depois sogro do autor, já que a primeira mulher de RE foi a escritora Justine Lévy - a única das suas 5 mulheres com que quem não teve um filho - e isto é um dos capítulos mais duros deste livro, tal como foi já num romance autobiográfico dela ...Aliás, as lutas para poder estar com os seus 4 filhos rapazes são outra parte suculenta do livro, já que sabemos que muitas vezes é a vingança possível e eficaz de quem foi deixado.
Quem escapa ? A sua segunda mulher, Carla Bruni, mãe do seu primeiro filho, e o actual marido desta, Nicolas Sarkozy, com quem é mantida actualmente uma relação de amizade .
Acho que vai ser a minha primeira compra de Setembro :)
Algo que provoca reacções muito diferentes nos homens e nas mulheres. Um fato igual , uma gravata igual, normalmente não dão grande "faísca " , já um vestido igual ...
Uma amiga postou esta mesma foto numa rede social, as dezenas de comentários sobre situações vividas foram do melhor ...
Vejam bem esta beleza que me ofereceram: uma embalagem com doze mini-livros. Destes livros li, noutras edições (claro), as Confissões de Santo Agostinho (no meu primeiro ano da faculdade) e o Livro da vida de Santa Teresa de Ávila (talvez há uns dez anos).
Maravilhosos selos brasileiros com borboletas. Este envelope não saiu da minha caixa do correio. É raro as séries de selos com animais e flores não serem atrativas.
No dia em que me preparava para encomendar a edição francesa, vi que o livro está traduzido.
«Em Este vírus que nos enlouquece, Bernard-Henri Lévy contesta os que querem aproveitar o coronavírus para arrasar o que a civilização ocidental tem de melhor. Contra os que pretendem ver no vírus uma mensagem, contra o alarmismo do apocalipse, contra os obcecados pelo decrescimento e contra outros defensores da penitência, Lévy contesta a ideia de que no recomeço, após a pandemia, “nada deve ser como antes”. Pelo contrário, contra um mundo refém do medo, temos de voltar à confiança do aperto de mão, dos abraços e das viagens.
«Neste livro, o filósofo denuncia a tentativa visível de utilização da pandemia pelos usurários da morte e pelos tiranos da obediência, cujo objetivo é estrangularem a liberdade dos cidadãos a coberto da urgência sanitária e do delírio higienista. Estamos perante o que chama "O primeiro medo mundial" e um vento de loucura assola o planeta: este livro recorre ao pensamento, à história e à filosofia para nos ajudar a encarar com racionalidade uma pandemia que não é a primeira, nem foi a mais mortífera que a humanidade até hoje conheceu.
«Um livro em defesa da vida em toda a sua plenitude, convivial, amorosa, política. Um livro em defesa das portas da liberdade que são aeroportos, viagens, cosmopolitismo e comércio.» (Da sinopse.)
Gostei bastante deste livrinho, embora nalguns casos me pareça que há da parte do autor um excessivo otimismo. Mas realmente se compararmos com outras pandemias mais recentes como a gripe de Hong Kong (1968) que matou um milhão de pessoas...
Olhando para a política mundial e para alguns dirigentes de países que estão a aproveitar esta crise para endurecer as políticas, tornando-os em regimes autoritários, com as democracias à deriva, acho que o autor tem toda a razão. Putin, Xi Jinping, Erdogan, Orban, etc. - e para já não falar em Trump e Bolsonaro - aproveitam a pandemia para aprovar leis contra os direitos humanos e democráticos enquanto o mundo ocidental se preocupa com as máscaras, as vacinas, etc. Também temos de nos preocupar com isto, mas não só. Senão amanhã em que mundo vamos viver?
Um postal que me foi enviado por uns amigos que foram passar uns dias a Raron (Suíça).
Rainer Maria Rilke gostava de Raron e quis ser enterrado na rocha da vila, junto à igreja, que é hoje um local de peregrinação de 'devotos' do escritor.
«Alegra muito comprovar que há pessoas e sítios que estão iguais, mesmo que permaneçam longe ou pareçam perdidos. Certamente só se perde realmente o que é esquecido ou rejeitado, o que preferimos apagar e já não queremos levar connosco, o que não fica incorporado na vida que contamos a nós próprios.»
Javier Marías - Veneza, um interior. Lisboa: Relógio d'Água, 2016, p. 57
Esta exposição, que está no Musée de la Libération de Paris até 13 de dezembro, traça a fuga de oito milhões de pessoas para escapar ao avanço do exército alemão. Há 80 anos, três quartos dos parisienses lançaram-se à estrada num caos inimaginável.
Quem as tinha, recebidas de um avô, pensava que eram posters, e não 2 pinturas sobre seda sobre cartão, datadas de 1948 . Foram pintadas pelo vietnamita Vu Cao Dam ( 1908-2000 ) em 1948, e adquiridas uns anos depois por um homem de negócios francês, o tal avô de quem as levou agora a leilão.
Avaliadas entre 50 000 e 80 000 euros, acabaram arrematadas por 331 250 euros, compradas por um coleccionador asiático . Ricos posters ... 😉
Para assinalar a Revolução de 1820, que ocorreu há 200 anos no Porto. A gravura representa a revolução numa Lisboa um pouco imaginada. Reconhecem o Rossio nesta gravura?