Prosimetron
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Giulietta Simionato
A poucos dias de celebrar o seu centário faleceu, em Roma, a mezzo-soprano Giulietta Simionato (Maio, 12, 1910 – Maio, 5, 2010). Julgo que nunca a escutei ao vivo. A última vez que a sua voz passeou, ao vivo, por S. Carlos foi em Março de 1957, quando neste teatro se apresentou "A Italiana em Argel" dirigida por Franco Ghione.
Manon Lescaut - Puccini!
IV acto, dueto entre Manon: Renata Scotto (soprano) e Des Grieux: Placido Domingo(tenor).
Ópera apresentada no Metropolitan Opera em 1980.
Metro : "Horóscopo da Gaita"
imagem roubada na Net. Amor: Tendência para se apaixonar à primeira vista. Entregue-se ao amor, sem receios.Saúde: Tendência para ataques de coração.
Dinheiro: Tendência para o gastar em frivolidades.
Trabalho: Tendência para não fazer nenhum.
O meu diz "Possibilidade de conhecer de perto o chão da calçada"... e já por três vezes, hoje, esteve perto...
SØREN AABYE KIERKEGAARD
Nasceu há quase um século em Copenhaga, em 5 de Maio de 1813. Filósofo, é considerado o pai do existencialismo, em particular do existencialismo cristão. Mas também foi poeta. Aqui fica um poema que merece reflexão nestes tempos que correm.Pensamentos...
Almada Negreiros, in "Ensaios"
Consultório de moda ...
Também é o país que temos, na mesma manhã do Fernando Pinto do Amaral.
Citações - 85 : Todos ao Parque!

Fernando Pinto do Amaral, actual Comissário do Plano Nacional de Leitura, em entrevista recente ( não me perguntem onde, pois esqueci-me de o escrever no recorte ).
Os novos falidos
(...) Como a declaração de IRS era boa, o banco dava-nos cartões com plafonds que iam até aos 20 mil euros, depois oferecia crédito para um carro. Estavam sempre a oferecer coisas. Os empréstimos foram-se acumulando numa «bola de neve» e a conta foi somando até chegar aos 500 mil euros.Este é o caso de Francisco e Helena, um casal de médicos de 45 anos com dois filhos pequenos que se declarou insolvente recentemente. Vem no jornal Sol da semana passada. Percebo quem se vê insolvente por ficar desempregado ou em razão de outro motivo alheio à sua vontade, mas confesso que sinto alguma dificuldade em ter empatia com este casal de médicos. A verdade é que correm termos nos nossos tribunais quase um milhar de processos de insolvência de pessoas singulares e a tendência será ver o número aumentar...
Robert Desnos: L'homme qui portait en lui tous les rêves du monde
Lisboa : mercado do Peixe em 1906
terça-feira, 4 de maio de 2010
Manon - Jules Massenet!
Ópera apresentada no Gran Teatre del Liceu, em Barcelona em 2007.
Um baile imperdível
Em português - 4
Quase na hora dele ... - 2
Biografias, autobiografias e afins - 71

O olhar do pintor sob a República Portuguesa
Eduardo Portugal, Av.Almirante Reis junto ao cruzamento com a Rua dos Anjos vendo-se o antigo Cinema Lys, Lisboa, 1938.Ponho-me a olhar a Avenida cá de cima, da minha água-furtada e meu refúgio, e digo-lhe, seu Apolinário: tudo isto levou uma grande volta.
( José Rodrigues Miguéis, Saudades para a Dona Genciana, Lisboa, Iniciativas Culturais, 1956. )
Para a M.R., que tem sido a nossa Marina T. Dias.
4 de Maio de 1970
Bom dia!

Não sei como se chamam. Havia imensas na estrada do Guincho e eu não lhes achava gracinha nenhuma...
Nally - 1
Hoje coloco dois anúncios da pasta de dentes Benamor:



Ainda podemos ver na Rua Augusta, n.º 200, a Perfumaria Benamor,
que não sei se ainda pertence à Nally.
[Segundo um comentário, parece nunca ter pertencido à Nally. É só uma coincidência de nome.]
Be Like a Flower...

"Be like a flower and turn your face to the sun."
Edwin Hawkins Singers - Oh Happy Day 1969
segunda-feira, 3 de maio de 2010
3 de Maio: dois acontecimentos

Jan Matejko - A Constituição polaca de 3 de Maio de 1791
Pintura, 1891

Goya - O fusilamento de 3 de Maio de 1808
Óleo sobre tela, 1814
Madrid, Museu do Prado
Tudo em 6 minutos
Quase na hora dele ...
Há santos e santos...

De Camille
Livros de cozinha - 27
O Dom das Lágrimas - Crónicas de João Bénard da Costa

"O livrinho que, agora, Manuel Rosa me pôs nas mãos e que daqui tanto lhe agradeço - é uma antologia de orações da antiga liturgia cristã, escolhidas e traduzidas por José Tolentino Mendonça e Joaquim Félix de Carvalho. Tem na capa (cabeça, busto e braço ) da Madalena de Artemisia Gentileschi que está no Pitti (o que eu gosto desse quadro!) e chama-se O Dom das Lágrimas*. (...)
José Tolentino evoca sobretudo a espiritualidade dos Padres do Deserto e dos místicos. Evagro, o Pôntico, que explicou a acédia como a dureza das almas que resistem às lágrimas. São Gregório de Nazianza, São Gregório de Nissa, o Diácono Efrém. Fala de Orígenes e da«tristeza segundo Deus», «sede da alma», «húmido silêncio espiritual». «As lágrimas são uma fala estimada», «uma chuva de ouro», «um alagado lençol de piedade sobre o mundo». E recito ainda outra citação do Poeta, esta de Cioran:« As lágrimas são aquilo que permite a alguém ser santo, depois de ter sido homem».
Por isso, a partir do século VIII e IX, através das chamadas Missas de Alcuíno, como aprendi com a erudita introdução de Joaquim Félix de Carvalho, surgiram nos códices medievais, formulários de missas « pro petitione lacrimarum». Essas missas rezaram-se até ao Vaticano II, que acabou com elas, na reforma litúrgica que acabou com tantas outras coisas que nunca deviam ter acabado.
São belíssimas as orações da antologia, publicadas em latim e na tradução portuguesa.
Transcrevo estas duas, que no livro levam os números XII e VII:
Deus omnipotente
considera favorável estas orações
e alaga nossos olhos com rios de lágrimas
que apaguem as flamas dos incêndios merecidos
[...]
digna-te dar abundância
luz da inteligência verdadeira a estes submissos sevos
lágrimas aos olhos
contrição no coração
até que purificados do actual luto e da tristeza espiritual
da morte eterna nos afastemos como de uma ruína"
*Colecção Gato Maltês, edição Assírio & Alvim, 2002
João Bénard da Costa, Crónicas: Imagens Proféticas e outras, 1º Volume, Lisboa: Assírio & Alvim, 2010, p.71-74.
Prelúdio e Fuga nº 1, BWV 846, de "O cravo bem temperado" de Joahnn Sebastian Bach Cravista-Helmut Walcha
domingo, 2 de maio de 2010
«Do retrós e do retro»

Rua da Conceição, antiga Rua dos Retroseiros
Foto Armando Serôdio, 1963
Arq. Fot. CML, PT/AMLSB/AF/SER/S01852
«Quando se fala da animação da Baixa de Lisboa, da necessidade de música e de lojas, restaurantes e hotéis de charme, espanto-me sempre - sim, ainda - por nunca se falar do carácter nostálgico, encantatório e museológico das gerações de ademanes, penduricalhos e apêndices que se exibem e comercializam nos retroseiros. Espanto-me por não surgir, entre os que se anunciam arquitectos de intervenções savíficas, a ideia de criar uma espécie de oficina de intervenções artesanais naquela rua, um sítio onde se possa mandar coser botões, fechos, tricotar cachecóis, subir bainhas, apertar saias, aplicar cotoveleiras. Um lugar onde, mesmo que a maioria dos clientes já não saiba o que é um retrós (descodificado no dicionário como "fio de seda torcido geralmente usado na costura"), se possa celebrar e viabilizar a existência de retrosarias. E fazer mais infinito, torcer e retorcer o prazer que elas são.»
Final da crónica de Fernanda Câncio «Do retrós e do retro» (In: Notícias Magazine, 2 Maio 2010)
Acho que uma das funções das câmaras municipais deveria ser preservar algumas das suas lojas, como edifícios e espaços de interesse municipal.
Palácio de Queluz: Sala do Toucador
Às nossas mães
Ás MR e Ana e às mães dos nossos companheiros de blogue e dos nossos leitores, que não morrem nunca, um "bouquet de Liz" e um poema
















