Prosimetron
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
«Il était une feuille»...
Il était une feuille avec ses lignes.
Ligne de vie
Ligne de chance
Ligne de cœur.
Il était une branche au bout de la feuille.
Ligne fourchue, signe de vie
Signe de chance
Signe de cœur.
Il était un arbre au bout de la branche.
Un arbre digne de vie
Digne de chance
Digne de cœur.
Cœur gravé, percé, transpercé
Un arbre que nul jamais ne vit.
Il était des racines au bout de l'arbre.
Racine, signe de vie
Vignes de chance
Vigne de cœur.
Au bout de ces racines, il était la Terre.
La Terre tout court.
La Terre toute ronde.
La Terre toute seule au travers du ciel.
La Terre.
Robert Desnos
Na despedida
A lucidez é um bem raro. Uma vénia (ainda) a sua Santidade o Papa Bento XVI.
Basílica de São Pedro, Vaticano, Roma
«O Papa usou o seu último discurso para agradecer “sobretudo a Deus” e aos presentes: “Estou realmente comovido”. Agradeceu a todos os que o acompanharam ao longo dos últimos oito anos e quis pedir-lhes que rezem com ele pela Igreja. Agradeceu ainda “aos cardeais”: “A vossa sabedoria, os vossos conselhos, a vossa amizade”. E ao corpo diplomático, “que permite a existência da grande família das nações junto da Santa Sé”.»
“Continuarei a dedicar-me à Igreja.”
Bento XVI, 27 Fevereiro, 2013, Público on-line.
Pensamento ( s )
Senhor, abençoa nossa semana, porque cada dia temos um pé no conto de fadas e o outro no abismo.
- Paulo Coelho, no Twitter.
Acho que é a primeira vez na minha vida que cito este este escritor brasileiro, mas há sempre uma primeira vez para tudo. Ou quase tudo.
Um quadro por dia
O célebre, e censurado, Pepino do mar, do mestre japonês Hokusai. Uma tela de 1810, muito demonstrativa da pintura altamente erótica de Katsushita Hokusai.
Alma

Não sou, por princípio, amante das adaptações de obras clássicas e, em teatro, de enecenações que pretendem- raramente o conseguindo - transpor para os nossos tempos o que foi escrito para outros e que ficam, geralmente, desenquadros de valores, falas, roupas da época.Há, como em tudo, excepções.
É o caso de Alma, a partir do Auto da Alma de Gil Vicente, em cena no Teatro Naciona D. Maria II até 3 de Março. Nuno Carinhas, director artístico do Teatro Nacional de S. João, fez, com Pedro Sobrado, a adaptação dramatúrgica, encenou e fez os figurinos.E o resultado é excelente, com a introdução, no auto vicentino, de poetas recentes:Teixeira de Pascoais, Vitorino Nemésio e Guerra Junqueiro.
O elenco é constituído por actores de grupos do norte de Portugal e do Sul, com uma boa participação.A cenografia, nua, de Pedro Tudela.
De referir que o Programa distribuído tem textos excelentes, de D. Manuel Clemente, Bispo do Porto, João Veloso, Anne Marie Quint, professora emérita da Université Sorbonne Nouvelle, José Augusto Cardoso Bernardes, professor da Universidade de Coimbra, de Alberto Pimenta, poeta e ensaísta, de Clara Pinto Correia, bióloga e escritora, de Clara Saasrsfield Cabral, psicanalista, de Fei Bento Domingues, O.P e de Nuno Carinhas e Pedro Sobrado.
Em tempos quaresmais, para crentes e não crentes, vale a pena assistir a esta "Alma"
Pézinho chinês, sapato português
Nos meses de Abril e Julho, a industria portuguesa de calçado vai promover a maior ofensiva de sempre na China em duas importantes feiras de moda. Isto num país em que actualmente 5% da população tem um poder de compra elevado, o que, na prática, significa 65 milhões de potenciais consumidores de produtos de gama superior ou de luxo. Caso para dizer que serão muitas as elegâncias que vão calçar os pézinhos, no país do arroz xau xau.
Lisboa, uma das mais belas
Depois de Veneza, Paris e Praga, Lisboa foi eleita uma das cidades mais belas do mundo. Esta classificação feita pelo site de viagens Urban City Guides, deve-se ao aspecto cénico da capital portuguesa, com os seus miradouros, colinas e ruas pitorescas.
E o top ten das preferências fica completo com o Rio de
Janeiro a ocupar o 5º lugar, seguido de Amesterdão, Florença, Roma, Budapeste e
Bruges.
No mesmo site, Portugal surge ainda entre os dez países mais bonitos, conquistando o 6º lugar, atrás de Itália, que lidera a lista, de Espanha, Áustria e Grécia. EUA, Brasil, África do Sul e Alemanha completam os restantantes cinco lugares do top.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
Um retrato
George Grosz (1893–1959) Retrato do Dr. Felix J. Weil, 1926
George Grosz nasceu em Berlim, em 1893. Foi um dos primeiros membros do grupo expressionista ligado à Nova Objectividade juntamente com Otto Dix.
A expressão, a posição e a distribuição cenográfica do retratado torna esta pintura peculiar.
Pintores e pinturas - 7
Emília Mattos (Emília Adelaide Rodrigues de Oliveira de Mattos e Silva), nasceu em Lisboa em 17 de Abril de 1842. Filha única do segundo casamento de seus pais, foi educada primorosamente. Com grande sensibilidade para as artes, frequentou o Conservatório Nacional, onde completou com louvor o Curso Superior de Piano. Estudou simultaneamente pintura com Luciano Freire, pintor e professor na Escola de Belas - Artes de Lisboa. Participou na Exposição Industrial de Lisboa, em 1888.

Casou com João da Cruz David e Silva, de quem teve quatro filhos. Morreu em Lisboa, na Quinta do Alperce, actualmente Alameda Dom Afonso Henriques, em 3 de Março de 1935.
Paris: Pont Neuf
Renoir - Pont Neuf, 1872
Pissarro - Vista do Sena, 1901
Pissarro - Pont Neuf
A Pont Neuf é a mais antiga ponte que atravessa o Sena, em Paris. Ficou conhecida por este nome que a distinguia das pontes medievais. Foi inaugurada em 1607.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
Os meus franceses - 257
Paris: Orizons, 2012
€19,00
Este livro aborda as letras das canções de Françoise Hardy, que refletem sobre a tenção existente no mundo atual e a sua influência no sentimento amoroso.
Livros de cozinha - 68
Mais dois livros de cozinha francesa: Cozinha francesa, do gastrónomo Fulano de Tal (pseudónimo não identificado), tendo como depositária, em Lisboa, a Livraria Clássica Ed. Tem uma epígrafe de Anatole France na página de rosto: «A cozinha francesa é a primeira do mundo. Esta glória resplandecerá acima de todas as outras quando a humanidade, havendo adquirido mais siso, colocar o espeto em mais alto lugar que a espada.»
Este livro apresenta seis receitas com mexilhões, de que escolhi a mais conhecida:
Mexilhões à marinheira
O melhor modo de preparar mexilhões é o seguinte, na opinião de Paul Brouillard:
Limpar cuidadosamente dois kg de mexilhões, um por um, deitando fora os que já estiverem abertos. Picar muito fino o valor de uma colher de sopa de cada um dos seguintes ingredientes: cebolas, chalotas, salsa e a parte branca de alguns aipos. Deitar tudo numa caçarola alta com 1/2 l de vinho branco, o valor dum ovo de manteiga e pimenta em pó. Nada de sal. Levar a lume bem vivo, cobrir e deixar cozer durante cinco minutos, fazendo saltar os mexilhões de vez em quando.
Amalgamar uma colher de sopa de farinha com igual quantidade de manteiga e deitar numa tigela o sumo de um limão, alguns dados de manteiga e duas gemas de ovos. Estando cozidos os mexilhões, tirá-los da caçarola com uma escumadeira, e colocá-los, com as suas duas valvas numa terrina. Deitar na água, que deixaram a manteiga e a farinha amalgamadas e agitar fortemente com o batedor de arame. À primeira fervura, acrescentar o conteúdo da tigela, sem parar o movimento do abtedor de arame e derramar imediatamente o molho sobre os mexilhões dispostos na terrina. Servir sem demora em pratos covos bem aquecidos. (p. 315)
Do livro de Marina Nobre Júlio, Cozinha tradicional francesa (Mem Martins: Europa-América, 1994),escolheria um queijo Boursin com pimenta e um champanhe, embora os mexilhões fossem bem com uma cidra dos trapistas.
E será que estamos nos trapistas a comer uns mexilhões?
Lá fora : Das Janelas
Antoine Duclaux, La Reine Hortense à Aix-les-Bains, 1813, óleo sobre tela, 33,5x25,2cm, Musée Napoléon, Arenenberg, Suiça.
Cinco séculos de pintura através de 150 telas em que as janelas foram as inspirações dos pintores. Dos renascentistas italianos a Matisse ou Magritte.
Fenêtres, de la Renaissance à nos jours, até 20 de Maio, no Musée Fondation de l'Hermitage, Lausanne, Suiça.
A pensar nos dias de sol e mar
O Inverno está a chegar ao fim. Por isso, sonhamos com dias
de sol e mar. E nem de propósito, pois o TripAdvisor já elegeu para 2013 as
melhores praias do mundo.
Spiaggia dei Conigli (praia dos coelhos) é a que ocupa o
primeiro lugar no top. Fica na pequena ilha de Lampedusa (Sicília), integrada
numa reserva natural, a que apenas se chega de barco, e é um dos poucos locais
do Mediterrâneo em que as tartarugas-comuns fazem a sua desova.
Seguem-se Grace Grace Bay,
Providenciales (Turcos e Caicos), Whitehaven Beach, Queensland (Austrália), Baía
do Sancho, Fernando de Noronha (Brasil), Flamenco, Culebra (Puerto Rico), Praia
das Catedrais, Ribadeo, Galiza (Espanha), Lopes Mendes, Ilha Grande (Brasil), Horseshoe
Bay Beach, Southampton (Bermudas), Eagle Beach (Aruba), Rhossili Bay, Rhossili,
Swansea, Gales (Reino Unido), Playa Paraiso, Cayo Largo (Cuba) e Playa de ses
Illetes, Formentera (Espanha).
Em Portugal, os viajantes daquele mega
portal, escolheram a praia da Falésia, em Albufeira, as praias de Cascais e a
praia da Ponta da Piedade, em Lagos, com as suas águas cristalinas e rochas de
formações bizarras.
Novidades
O mais recente volume de um dos mais interessantes ensaístas literários franceses. O que é uma obra-prima? Como se define? Como resistem ao tempo?
Arte sem fronteiras
O desenho do pintor moçambicano
Roberto Chichorro, que há 15 anos ilustrou o livro de Mia Couto "Mar Me
Quer", foi agora recuperado para a produção de uma jarra da portuguesa
Vista Alegre, apresentada recentemente em Maputo. Trata-se de uma interessante união de universos artísticos distintos.
Bartolomeu Cid dos Santos
Revisitar a gravura de Bartolomeu Cid dos Santos
na Galera 111 Porto.
Inauguração 2 de Março de 2013
domingo, 24 de fevereiro de 2013
Livros de cozinha - 67
Lisboa: Abril/Controljornal, 1997
Esta coleção de livros foi distribuída com a revista Activa. E é do volume dedicado a França que escolhi a «Empada à camponesa com molho de pepino».
Silke Koch - Cozinha francesa. Lisboa: Presença, 1995
Deste livro escolhi ragoût de borrego. Há muita gente que não gosta de borrego. Eu gosto. Tem é de ser bem arranjado e comido quentinho.
Paris: Café Guerbois
Edouart Manet - Café Guerbois, 1869
Era no Café Guerbois, na Av. de Clichy, que se encontravam alguns pintores, escritores e boémios, em meados de 1860.
O grupo que se reunia à volta de Manet - Zola, Frédéric Bazille, Louis Edmond Duranty, Fantin-Latour, Degas, Monet, Renoir, Sisley, Zacharie Astruc, Bracquemond e Nadar, por vezes acrescido de Cézanne e Pissarro - encontrava-se normalmente às quintas e aos domingos.
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