Prosimetron

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sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

Boa noite!


Mário Domingues

Bem merece ser recordado. Ou descoberto.

Li vários livros de Mário Domingues, muitas biografias e este, de que gostei muito:

Lisboa: Guimarães, 1930

«Era um boneco desarticulado que, movido por um maquinismo oculto, adquiria a flexibilidade de um farrapo abandonado ao vendaval impetuoso daquelas músicas de sertão africano, que floresceram por estranha afirmação de raça nessa Norte América intransigente e severa para com os seus negros.» (in O preto do Charleston)


Um livro a ler:
Lisboa: Tinta da China, 2022

Marcadores de livros - 2089

Muito giras estas imagens de um marcador (verso e reverso).

Obrigada, Luisa!

quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

Boa tarde!

Será de experimentar? Talvez com um mais maçã e de preferência reineta. 

Marcadores de livros - 2088

Verso e reverso de um marcador recortado: anúncio a um produto contra os piolhos. 

Marcel Proust, un roman parisien

Camille Pissarro - Avenue de l'Opéra, soleil, matinée d'hiver, 1898
Reims, Musée des Beaux-Arts

Soube através do Ponto Aqui! Ponto Acolá! desta exposição que está no Musée Carnavalet (Paris) que assinala os 150 anos do nascimento (e já agora também centenário da morte) de Proust. A exposição, que pode ser vista até 10 de abril, aborda o papel de Paris na obra do escritor.
Embora eu nunca tenha passado do primeiro volume de La recherche..., gostaria de ver esta exposição. 

Quarto de Marcel Proust. Foto Pierre Antoine.
(Parece-me diferente de quando o vi.)



Para o Luís. Pode ser que 'isto' melhore e consigamos ir vê-la...

quarta-feira, 12 de janeiro de 2022

Boa noite!


Bacio - 38


«Amigos são aqueles aos quais não temos medo de abrir o nosso coração.»
Elredo [ou Aelred ] de Rievaulx

(Primeiro baci do ano.)

Marcadores de livros - 2087

 

Marcador recortado. Verso e reverso iguais.

Versos e reversos de três marcadores recortados. A borboleta tem uma joaninha.

Obrigada, Goretti!

terça-feira, 11 de janeiro de 2022

Obrigada, David Sassoli!


Porcelanas reais no Palácio de Queluz

Tabuleiro de serviço de chocolate, Três Garças (Rubens), século XIX
Foto PSML

Soube ontem pelo Público desta exposição. 
«O Palácio Nacional de Queluz termina o ano com novidades. A Sala das Porcelanas foi reformulada e agora exibe essencialmente peças relacionadas com a mesa e as refeições, nomeadamente dos serviços de jantar, chá, café e chocolate. Com uma nova abordagem, a atual exposição integra cerca de 200 objetos num percurso-viagem às vivências da família real. Produzidas sobretudo entre a segunda metade do séc. XVIII e as primeiras décadas do século XIX, as porcelanas europeias e orientais refletem os gostos de diferentes monarcas e ilustram a introdução de novos hábitos alimentares na corte, como o consumo de café e de chocolate.» (Raquel Dias da Silva)
Tenho de ir ver. Gosto imenso de loiças, de qualquer espécie: cerâmica, faiança ou porcelana.

Marcadores de livros - 2086


Não encontrei nada no YouTube sobre o Planetário de Úbeda, de modo que vamos dar uma volta pela cidade:

Gracias, Pini!


segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

Boa noite!


Marcadores de livros - 2085

Lemos? Lemos!
E para quem gosta de ler um livro é mesmo um regalo, um grande prazer.

Obrigada, Justa!

Leituras no Metro - 1095


 «A cultura e o ato cultural representam uma escolha, uma escolha com sacrifício de uma data de outras coisas. Quando se escolhe ler cinco mil livros na vida, são milhares e milhares de horas que não estão ocupadas a ir a shopping center, à discoteca dançar todas as noites até ás quatro da manhã, por aí fora... Portanto essa opção existe, existirá sempre.» (António Mega Ferreira)

«Desde o Romantismo, sempre houve literatura de reflexão, abrindo novos horizontes ao pensamento, e literatura de distração, literatura de fruição sem outra ambição do que ocupar o tempo do leitor. No Romantismo, Mendes Leal era mais 'famoso' do que Alexandre Herculano e Almeida Garrett. No Realismo, Faustino da Fonseca e Pinheiro Chagas mais 'famosos' do que Eça de Queirós, cujos últimos anos de vida foram atormentados pelo 'fracasso' editorial d'Os Maias, que não atingiu a segunda edição. Porém, a História da Literatura (o Tempo), com os seus critérios de rigor, separou o trigo do joio. Assim, no futuro, o Tempo separará os escritores que abrem novos horizontes à Língua e à Literatura daqueles que são meros papagaios da mentalidade dominante.» (Miguel Real)

In Inês Fonseca Santos - Vale a pena?: Conversas com escritores. Lisboa: Fundação Francisco Manuel dos Santos, 2017, p. 25


domingo, 9 de janeiro de 2022

Boa noite!

O filme em Portugal intitula-se Romance em Nova Iorque.

Mini-livros - 54

Lisboa: Estampa, D.L. 2010

«Nada vale mais do que o dia de hoje.»
Goethe

Obrigada, Isabel! 

Marcadores de livros - 2084

Stephen Hawking foi um grande divulgador da Ciência para os miúdos, em colaboração com a mulher Lucy.  E também para os adultos.



Os meus netos gostaram destes George.



sábado, 8 de janeiro de 2022

Boa noite!


Que saudades deste programa de Ana Sousa Dias.

Lourdes Castro (1930-2022)

O que eu gosto da obra de Lourdes Castro!... 

Chamo-me Stephen Hawking...


Homenagem do Google, no dia em que Stephen Hawking teria feito 80 anos. Se encontrar os marcadores que tenho de Stephen Hawking, colocá-los-ei hoje ou amanhã.

To Sir, with Love


Para Luisa. 

O assunto interessa?

Alfred James Munnings - Does the Subject Matter? 
Dedham, Colchester (Reino Unido), The Munnings Art Museum

Para a Margarida.

Marcadores de livros - 2083

Verso e reverso.

Obrigada, Pini.


Barcarena: Presença, 2013

Em dezembro li este policial de Robert Galbraith, pseud. de J. K. Rowling. Gostei e em breve lerei nova aventura do detetive particular Cormoran Strike.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

Recordando Peter Bogdanovich


A Sétima Arte ficou ontem mais pobre com as mortes de Peter Bogdanovich e de Sidney Poitier. 
Por cá, faleceu a pianista Tania Achot.

No meu sofá a ler... - 12

Lisboa: Imp. Nacional, 2021

O livro propriamente dito li-o há muitos anos e tenho-o. Mas ainda bem que tive acesso a esta edição porque tem uns prefácios muito elucidativos sobre a construção da tese e a sua defesa. Tem igualmente no final um conjunto de cartas de personalidades a quem Mário Soares ofereceu o livro e que lho agradeceram, fazendo algumas considerações.
O arguente da tese foi Délio Nobre Santos, um personagem meio louco, que eu ainda conheci na Faculdade de Letras. Era professor do curso de Filosofia e tinha estado uns anos em Angola (Sá da Bandeira?), de onde veio mais ou menos corrido porque dizia-se que teria promovido missas negras no estabelecimento onde ensinava.
Em julho de 1950, Mário Soares apresenta a dissertação Teófilo Braga - tentativa de determinação dos eu pensamento político, perante um júri composto por Francisco Vieira de Almeida, Matos Romão e Délio Santos.
«O momento de defesa do trabalho de Soares acaba por ser particularmente polémico. Perante a manifestação de desagrado do júri, muito possivelmente devido ao seu teor político, Mário Soares toma uma atitude radical. Tira o exemplar da mão de Délio Nobre Santos e aforma: "Vou-me embora, isto é um apouca-vergonha, não tenho nenhuma consideração por si." É o próprio que desiste de continuar a prova, ainda que houvesse quem pensasse que tinha sido reprovado. É o caso de Augusto Abelaira, presente no momento em que decorreu o episódio. "Só por razões políticas é que a chumba e jornalista.» (Pedro Marques Gomes, Teresa Clímaco Leitão, p. 39)
De uma carta de protesto que Mário Soares enviou ao então diretor da Faculdade de letras, matos Romão, em 30 jul 1950: «ão posso hoje ter dúvidas de que  processos menos leais foram empregados para me levar a desistir antes da discussão da tese. V. Exa. se  quiser ser justo, não se pode eximir a por em confronto o tratamento que me foi dispensado com aquele que é dado à generalidade à generalidade dos meus colegas. O certo, porém, e que V. Exa. mostrou-se incapaz de assegurar que fosse dado o tratamento igual a todos.
«nestas condições, só me restava um caminho: abandonar as provas e protestar «. abandonar as provas - porque não me presto a farsas. Protestar - para que se d«sale ao menos, a dignidade própria.» (p. 192)
Parabéns ao José Manuel dos Santos pela orientação desta coleção, que promete novidades.

Mário Soares com 21 anos, no Campo Grande.

Marcadores de livros - 2082

 

Muito giro este puzzle com três marcadores.

Obrigada, Justa!

quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

Boa noite!


Para a Maria.
 

Leituras no Metro - 1094

Lisboa: Fundação Francisco Manuel dos Santos, 2017
Capa de João Fazenda.

Mega Ferreira afirma que «hoje há pessoas que vivem, intelectualmente falando, das intervenções que fazem na televisão.»
«Mário de Carvalho não tem dúvidas em relação a este assunto e recusa ser brendo na sua a+reciação, sublinhando "a desvalorização que se promove hoje, especialmente através da comunicação social, de tudo o que tenha a ver com o saber, com a arte, com a literatura, com a dança, enfim, com tudo aquilo que há de mais elevado na condição humana e na atividade dos homens. Tudo isso é secundarizado. Qualquer chefe cozinheiro ou qualquer modista ou coisa parecida é mais importante do que m professor, e os professores são um dos aspetos da representação social do saber, o professor tem saber, mas é desvalorizado. E não são só os professores a serem desvalorizados; são desvalorizados os escritores, os cientistas, os pintores, os artistas das mais diversas áreas..."» (p. 17-18)
Até concordo com Mário de Carvalho, mas há cada professor... Quanto aos médicos e cientistas hoje são mais ouvidos, fruto das circunstâncias. Veremos até quando.
Este livro voltará aqui.
Postal-marcador.

Marcadores de livros - 2081

 

Uma amiga que andou a passear pela Ocitânia enviou-me este marcador. Fiquei com vontade de visitar esta Saint-Guilhem.


terça-feira, 4 de janeiro de 2022