Prosimetron

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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

No Prado

Pintura de los reinos. Identidades compartidas en el mundo hispánico

Juan Martín Cabezalero - Comunión de Santa Teresa
Óleo sobre tela, ca 1670
Madrid, Fundación Lázaro Galdiano
Até 30 Jan. 2011

Bibliotheca Artis: Tesoros de la biblioteca del Museo del Prado

Giuseppe Galli Bibiena (1696-1756) - Architetture e prospettive..., 1740
Até 30 Jan. 2011

Paixão por Renoir

Pierre-Auguste Renoir - No concerto, 1880
Williamstown, MA, EUA, The Clark
Até 6 Fev. 2011

Rachel de Queiroz, centenário do nascimento


Rachel de Queiroz nasceu há cem anos (17 de Novembro de 1910) em Fortaleza, Brasil. Escritora, jornalista, cronista, tradutora,dramaturga, morreu com noventa e três anos, depois de um longo percurso literário e político, que lhe valeu a prisão em 1937 (no Estado Novo de Getúlio Vargas) por subversão e a queima dos seus livros e o apoio ao golpe militar em 1964, depois de se ter afastado da esquerda após o assassinato de Trotsky.

Foi a primeira mulher eleita para a Academia Brasileira de Letras, em 1977. Recebeu inúmeros prémios literários, e entre eles o Prémio Camões, em 1993. Da sua obra ressaltam os romances "O quinze", com que estreou em 1930, "João Miguel", "Dôra, Doralina" e "Memorial de Maria Moura", de 1992 que foi adptado pela Rede Globo para uma minisérie televisiva, que obteve enorme êxito e também foi vista em Portugal.



Na Gulbenkian


Começam hoje as conferências Image in science and art, estando a desta tarde (18h, Aud.2 da FCG) a cargo de Martin Kemp.
( Com um agradecimento ao Ricardo Reis dos Santos, cientista e meu colega das andanças filosóficas )

Susy Solidor

Peço desculpa por estar a invadir os "terrenos" da nossa M.R. mas é que desconhecia Susy Solidor (1900-1983), actriz e cantora francesa que foi retratada por vários grandes pintores seus contemporâneos. Foi, aliás, à procura de retratos que dei com esta senhora.

Bom dia!

A começar com Debussy e a bela Jardins sous la pluie. Não era esta a interpretação que eu queria aqui trazer (era a de Aaron Kurz, o jovem prodígio, que podem ver também no YouTube mas não incorporar! ) mas gostei de ouvir Marie-Bénédicte Cohu tocar esta difícil peça.

Évora: 18 de Novembro

Yokihi


Cena de A Imperatriz Yang Kwei Fei (Yokihi, no original), de Kenji Mizoguchi (1898-1956), que passa na Cinemateca, amanhã, às 19h00.

Adaptação de uma história chinesa, do século IX, é um dos mais célebres filmes de Mizoguchi e o seu primeiro filme a cores - umas cores fabulosas. Machiko Kyo dá corpo a um portentoso retrato feminino, o da imperatriz Yang Kwei Fei; Masayuki Mori é o actor que veste a pele do imperador Xuan Zong. Uma história de amor, no meio de lutas de poder e intrigas políticas. Para mim, o mais belo filme de Mizoguchi. Ainda não sei se irei revê-lo.


Yokihi é um bailado, inspirado na figura da imperatriz Yang Kwei Fei e criado por Bandō Tamasaburō V (1950-), um actor japonês kabuki, especializado em papéis femininos.

Dedicado a Miss Tolstoi.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Boa noite!

Um quadro por dia - 111

D.Carlos de Bragança, Farol da Guia, 1900, aguarela sobre papel, 35,5x39,2cm, col.part.

Porque hoje é o Dia Nacional do Mar.

Peripécias helvéticas...


Nos seus tempos áureos, o Festival Eurovisão da Canção contava com intérpretes de grande craveira a representar a Suíça, entre eles, Esther Ofarim e Céline Dion. A vitória do primeiro certame, realizado em 1956, coube à Confederação Helvética.

Contudo, longe vão os tempos em que este festival ocupava um lugar decisivo no panorama musical internacional (à excepção de algumas ocorrências recentes, como a da canção vencedora alemã do ano passado). E longe vão os tempos em que a Suíça alcançava resultados “apresentáveis”.


Com vista a inverter esta tendência desastrosa, decidiu o tenor Leo Wundergut concorrer para a selecção nacional suíça que apurará a canção helvética a competir nas meias-finais do próximo festival, a decorrer em Düsseldorf em Maio de 2011. E tendo em consideração o (in)sucesso suíço em edições anteriores, o título da canção, escolhido por Wundergut, revela-se mais do que apropriado: "La Suisse – zéro point”.


Imagens: Lys Assia, a primeira vencedora do Festival em 1956; Leo Wundergut em 2010

Já que se falou dele...

Felizmente para todos nós, o sonho de Otelo, bem apanhado nesta caricatura cuja autoria desconheço, nunca se concretizou. Sobre o que penso dele, remeto para o que escrevi no passado dia 1 de Outubro.

A Marinha na República



A exposição, desenvolve-se em dois núcleos destacando o papel da Marinha na implantação da República e das unidades navais na primeira década do século XX, salientando o papel que marinheiros e navios tiveram no desenrolar dos acontecimentos.
Num primeiro núcleo, evoca-se a participação dos Marinheiros, abordada de forma sequencial, desde os dias que precederam o 5 de Outubro. Este núcleo encontra-se na Sala da Casa da Balança (entrada pela Praça do Município).
Um segundo núcleo, referente aos navios que a Marinha possuía em 1910 e em especial aos surtos no porto de Lisboa aquando da Revolução, está patente no Museu de Marinha.
Até 5 Jan. 2011, das 10h00 às 17h00 horas

Os Lusíadas em mirandês

Novidades - 157

Neste ano de centenário, com publicações de todos os géneros, quase ad nauseam, aqui está uma obra que viu mais bem longe: o longo período de 1210 a 2010, através de nove retratos das várias épocas históricas. É uma edição da Texto Editores.

Citações - 135

(...) Com tudo incluído, a nossa dívida pública já deve ter ultrapassado os 100% do PIB. De forma marcial, este número quer dizer que a política portuguesa parte da ilusão e não da realidade. E, atenção, a nossa atual crise foi causada por este "predomínio da ilusão sobre a realidade" (Oliveira Martins dixit). Ano após ano, a dívida lá foi preenchendo o vácuo que separava as possibilidades de Portugal dos desejos dos portugueses. Ou seja, a dívida foi o instrumento que permitiu a suspensão da realidade. (...)

- Henrique Raposo, no Expresso do passado sábado.

Ambientes Femininos II

Júlio Romero Torres nasceu em Córdoba em 1874. O pai foi director do Museu de Belas Artes de Córdoba e teve um papel preponderante na orientação dos estudos do pintor. Descobri este pintor aqui. Li mais sobre o quadro que escolhi neste link.

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Júlio Romero Torres (1874-1930), La Gracia, 1915

O amor nas duas vertentes: o amor carnal e o amor espiritual foi este um dos pensamentos que me assolou ao ver este quadro.

A arte do retrato - 8

Willy Rizzo, Marlene Dietrich, Hôtel de Paris, Mónaco, 1956.


É um dos maiores fotógrafos franceses vivos, com uma longa carreira de 60 anos começada como repórter fotográfico nos julgamentos de Nuremberga, cenário que deprimiu o jovem Willy que logo em 45 foi para os Estados Unidos pois que, como tantos europeus da sua idade, sonhava com Hollywood e as suas estrelas. E fotografou-as, produzindo imagens que correram o mundo: Gary Cooper, Robert Mitchum, Gregory Peck, Douglas Fairbanks, Sophia Loren, Marilyn e outros tantos ídolos da Sétima Arte.
Voltou para França 4 anos depois, na fundação da Paris Match, sendo sua logo a primeira capa- um retrato de Winston Churchill. Alguns dos melhores retratos são de artistas plásticos, com Dalí e Picasso à cabeça, que virão ter a estas páginas certamente.

Bom dia!

É um prazer ouvir Martha Argerich tocar o Gaspard de la nuit de Ravel, mas o pior é que apetece voltar para a cama!

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Os meus franceses - 112


Há tempos ouvi esta canção pelos Divo; há dias comprei um CD de Richard Anthony e aqui está uma das canções, sobre a música de Joaquim Rodrigo.
Boa noite!

Há dias...

Hieronymus Bosch.
Tentações de Santo Antão, pormenor (1495-1510)
Lisboa, Museu Nacional de Arte Antiga

Há dias em que o dia é dia de viver,
Há dias em que o dia é dia de morrer...

Edite Estrela: �Eles sao insuportaveis�

Edite Estrela: �Eles sao insuportaveis�


Não é figura política que aprecie, antes pelo contrário, mas ainda assim conseguiu surpreender-me pela negativa. E, com este par Vara/Estrela, há razões para acreditar no velho adágio "Diz-me com quem andas..."

Filha de peixe...

Estes I Blame Coco são uma banda britânica, cuja vocalista de 20 anos de idade, Coco ( Paulina Sumner ) é filha de um senhor chamado Sting. Vão estar em Lisboa dia 29 deste mês.

Lá fora - 88 : Hockney em Paris





Regressamos a Paris, cidade de todas as exposições, para a que está patente na Pierre Bergé/Yves Saint Laurent: Fleurs fraîches, de David Hockney que aos 73 anos continua na crista da onda- as obras expostas foram criadas através da aplicação Brushes do iPhone, pelo que não há telas penduradas nas paredes mas sim ecrãs de iPhone e iPad.
Fondation Pierre Bergé-Yves Saint Laurent, Paris, até 30 de Janeiro.

Ainda as redes sociais da Internet



Uma crónica de Alberto Gonçalves.

Como a Gréco começou a cantar





Sartre disse-lhe um dia, segundo conta própria Gréco à revista Lire (hors-série n.º 10):«"Gréco, voilà, [...] vous allez chanter." J'ai commencé par bourgonner. Mais il a insisté: "Si, si, vous avez une très belle voix, vous allez chanter. Mais qu'est-ce que aimez comme genre de chanson?" j'écoutais peu de chose, mais j'avais en tête une chanson que chantait Cora Vaucaire, Les Feuilles mortes. "Très bien, a-t-il répliqué, on va appeler Kosma." J'avais les yeux ronds comme des boules de billard. Il m'a dit de venir le lendemain matin chez lui, qu'il me chercherait des textes. J'étais pétrifiée. Je n'ai pas dormi de la nuit et le lendemain matin, à neuf heures, je suis allée chez lui. Il y avait une pile de livres sur le coin du bureau. "Voilà, dit-il, j'ai travaillé por vous, j'ai marqué des pages, lisez et faites votre choix." Là-dedans, il y avait des textes de Tristan Corbière qui ne m'allaient pas du tout. Il y avait Raymond Queneau, Jules Laforgue et Paul Claudel. Il riait en m'entendant refuser Corbière parce que c'était des histoires de marins, et Claudel parce que je le trouvais trop ennuyeux. J'ai pris Si tu t'imagines, d'un auteur inconnu qui s'appelait Raymond Queneau, et L'Eternel féminin de Jules Laforgue. Il était content de mon choix car l'Eternel féminin de Jules Laforgue était cité dans le prochain livre de Castor, Le Deuxième Sexe. Il m'a alors proposé de me faire un cadeau, une chanson inédite qu'il avait imaginée pour Huis clos et dont il avait aussi écrit la musique. C'était Dans la rue des Blancs-Manteaux. Mais comme il n'aimait pas la musique qu'il avait écrite - uns sorte de mélopée arabisante -, il l'a confiée à Kosma.
«Voilà comment j'ai commencé à chanter. C'était un´époque étrange, rapide, chalereuse et folle, et cet homme s'est occupé de moi comme si j'étais une enfant. J'était d'ailleurs une enfant.»


Um novo olhar

A última ceia que Francisco Henriques pintou para o Retábulo do altar-mor da Igreja de S. Francisco, em Évora, nos começos do século XVI, já foi comentado aqui no Prosimetron.
Volto a este quadro por causa da excelente exposição que se encontra no Museu Nacional de Arte Antiga, Os Primitivos Portugueses, já aqui apresentada por MR.

Sempre me tinha intrigado a "postura" de eloquente do Apóstolo vestido em tons de vermelho (na nossa direita): a mão aberta frente da boca.


Nesta exposição o quadro encontra-se acompanhado de uma reflectografia de infra vermelhos que permite ver para além do visível. E como que por magia, aparece o copo com que o Apóstolo bebia.

Acrescento dia 15 de Novembro, 13:22:
A minha dúvida é se o copo foi retirado em anos posteriores, por acção da Inquisição - dado o Apóstolo estar a beber ao mesmo tempo que Jesus elevava o cálix, uma heresia -, ou se foi pelo próprio pintor.
Vou tentar perceber quem seria o Apóstolo.... pela disposição, em comparação com outras recreações da mesma cena.

domingo, 14 de novembro de 2010

O chá das cinco - 11


Charles Phillips (1708-1747) - Tea party at Lord Harringtons House, St. James
Hartford, Yale Centre for British Art

Três revistas




Dei uma olhadela pela três e já comecei a ler a primeira que tem artigos interessantes.

Quotidianos - 39


Joseph Bail (1862-1921) - A bela pasteleira
Col. particular

Um quadro por dia - 110

Octave Tassaert (1800-1874), La jeune femme au verre de vin, 1850, óleo sobre tela, Musée Fabre, Montpellier.


Porque hoje é o Dia Europeu do Enoturismo.

Cinenovidades - 151 : Potiche

É o mais recente de François Ozon, com um elenco fantástico, sendo impossível não destacar Deneuve num registo cómico muito bem conseguido. Estreou-se em França dia 10, e espero que chegue cá depressa.

Mais franceses : Raphaël

Raphaël é um dos novos franceses que mais aprecio e esta Caravane é muito boa.

sábado, 13 de novembro de 2010

Boa noite!

In Memoriam - Santo Agostinho

Aurélio Agostinho, conhecido como Agostinho de Hipona desde a sua consagração como bispo desta cidade em 397. Terá nascido a 13 de Novembro de 354 numa pequena cidade, Tagaste, situada na Numídia, no Norte de África. Foi canonizado e nomeado Doutor da Igreja.x
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mestre Huttenheim, Santo Agostinho Medita sobre a Santa Trindade, c. 1480.





Altar de Santo Agostinho. Agostinho lê as Escrituras, à sua frente está Santa Mónica, ora e participa no mistério do ofertório, a conversão do pão e do vinho no Corpo e Sangue do Logos encarnado, que o bispo celebra perante a manifestação alegórica da Trindade - um rosto triplo e ao mesmo tempo uno - que o anjo assinala desviando o olhar para o verdadeiro centro do quadro. (* imagem digitalizada, p. 58)

«Foi esse livro [Hortênsio de Cícero] que mudou os meus afectos e voltou para ti, Senhor, as minhas preces. (...) - não era pois para refinar a língua que eu manuseava aquele livro, nem ele me convencera quanto ao estilo, mas quanto àquilo que dizia.»

Santo Agostinho in Confissões, Liv. III, IV, 7*

* Santo Agostinho Vida, Pensamento e Obra, Lisboa: Público. sd, p.228 (notas de âmbito filosófico, dos excertos de Confissões, Manuel Barbosa da Costa Freitas e José Maria Silva Rosa)

Caganer

Só este ano aprendi que os presépios catalães tem uma figura típica, os chamados caganer. Encontrei, para venda, n' El Corte Inglês, um presépio com um dentro de uma retrete de campo em que a porta abria e fechava.
No Diário de Notícias de quarta-feira, dia 10 de Novembro, descobri que o nosso José Mourinho é um dos novos 44 caganers deste ano. Já consegui arranjar...

O chá das cinco - 10


Robert Emil Stubner (1874-1931) - Tea time, ca 1910
Começa a apetecer tomar um chá.

Frutas - 36


Victoria Dubourg (1840-1926) - Raisins dans un panier
Londres, Richard Green

E d'A Ilha do Tesouro viaja-se até Dumas


Ed. 1936
http://purl.pt/301/1/dumas-resumos/visconde-bragelone.html

«Mais qu'est-ce que l'attente, sinon une sorte de folie,
et que'est-ce que la folie, sinon un excès d'espoir?
»
Alexandre Dumas
In: Le Vicomte de Bragelonne

Para os amantes de gatos

Gato que brincas na rua

Gato que brincas na rua
Como se fosse na cama,
Invejo a sorte que é tua
Porque nem sorte se chama.
Bom servo das leis fatais
Que regem pedras e gentes,
Que tens instintos gerais
E sentes só o que sentes.

És feliz porque és assim,
Todo o nada que és é teu
Eu vejo-me e estou sem mim,
Conheço-me e não sou eu.

Janeiro de 1931


Fernando Pessoa, In Poesia 1931-1935 e não datada , Assírio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, Ana Maria Freitas, Madalena Dine, 2006.
Retirado da Casa Fernando Pessoa

Simon's cat



Azálea


Victoria Dubourg - Azálea
Óleo sobre tela
Paris, Galérie Ary Jan


E a azálea lembrou-me esta canção de Los Panchos, que têm, pelo menos, dois fãs neste blogue: