Prosimetron

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quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Será que ainda vai parar à minha pilha?

Barcelona: Lumen, 2006

Há dias, ao ver o filme Hannah Arendt, fiquei a saber da amizade entre a autora de As origens do totalitarismo e a escritora Mary McCarthy, de quem li dois livros há muitos anos: O grupo e A gente com quem anda. Penso mesmo que o primeiro foi apreendido. Tendo procurado alguma bibliografia sobre o assunto encontrei uma edição da correspondência entre ambas. Fiquei com vontade de o ler.
A correspondência que a autora de Eichmann em Jerusalém manteve ao longo de 25 anos com Mary McCarthy, constitui um retrato da história e da cultura europeia e dos Estados Unidos desses anos.
Segundo The New York Times, o livro reflete «Um dos diálogos mais inteligentes que teve lugar no século XX» e, de acordo com The Washington Post, é «Um agudo diagnóstico do nosso tempo».

Esta noite no Conservatório


Le Livre de Poche

Tenho (e li) muitos (mais) livros desta coleção: primeiro porque são económicos; segundo porque são fáceis de transportar. Sempre gostei de livros de bolso.
Fui à minha secção de livros franceses e tirei os primeiros quatro que vi, os n.ºs 1226, 934, 5924 e 14983. 
Tenho também alguns poche na área de memórias.


Em geminação com o Arpose.

Estrelas no Sofitel



Johnny Depp  é uma das estrelas de Hollywood que podemos ver fotografadas por grandes nomes das últimas décadas, na exposição On-Set/Off-set - Des instants de Cinéma, que está patente no Sofitel Lisbon Liberdade até 15 de Dezembro. Entrada gratuita.

Novidades






La Dolce Vita, o mais recente livro de Slim Aarons, grande fotógrafo da mundanidade que captou como poucos um estilo de vida desaparecido. Mas os locais permanecem, de Portofino a Cortina, de Roma a Porto Cervo, e mostram por que tantos dizem que a Itália é um país abençoado...

Humor pela manhã



(...) Mantenho uma esperança muito grande no guião da reforma do Estado, que Paulo Portas irá apresentar, supõe-se, na mesma manhã de nevoeiro em que D.Sebastião regressará. Julgo que há qualquer coisa sobre isso nas trovas do Bandarra, embora ele preveja que D.Sebastião apareça primeiro. Como guionista, creio que o atraso na entrega do guião é inadmissível, sobretudo por se tratar de um documento muito fácil de escrever. Em primeiro lugar, Portugal já não é bem um estado. Soberania não tem, governo tem pouco, e o próprio povo já começou a ir embora. Não havendo quase já nada para reformar, é difícil compreender a demora. Em segundo lugar, o guião tem pouca acção, nenhum diálogo e a cena é sempre a mesma. É um guião de uma palavra só, aquela que costuma escrever no final : corta! Não deve dar muito trabalho.

- Ricardo Araújo Pereira, na VISÃO desta semana.

Bom dia !



Do quarto álbum, Spirit of Eden ( 1988 ), dos britânicos Talk Talk.

"La durée de la vie humaine?"

Nicolaes Maes (1634-1693), Rapariga à Janela, c. 1654, Rijksmuseum, Amesterdão
Imagem da Wikimedia Commons

La durée de la vie humaine? Un point.

Sa substance? Fuyante.

La sensation? Obscure.

Le corps? Prompt à pourrir.

L'âme? Un turbillon.

Le destin? Difficile à deviner.

La réputation? Incertaine.

Pour résumer, au total les choses

du corp s'écoulent comme de l'eau;

les choses de l'âme ne sont que songe

et fumée; la vie est une guerre

en terre étrangère; la renommée

qu'on laisse, un oubli, Qu'est-ce qui

peu nos guider? Une seule chose:

la philosophie.

Marc Aurèle, in Carnets de Philosophie, Pensées sur la sagesse. (André Comte-Sponville). Paris: Albin Michel, 2000, p. 32.  


quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Boa noite!

Uma espanholada de Carmen Sevilla que hoje faz 83 anos.

Marcadores de livros 117 - Recordação de Florença (4)


Um pequeno génio

Jan Lisiecki, nascido no Canadá em 1995, filho de pais polacos, é a minha última descoberta musical.
Um fabuloso pianista de 18 anos, que é também modelo da Vogue. Um nome a fixar e seguir.

Fotografia na Biblioteca Nacional


Um pintor alemão renascentista



Lucas Cranach, o Velho, nasceu em 1472 em Kronach, e morreu em 16 de Outubro de 1553 em Weimar.
"Melancolia", de 1532,óleo sobre madeira, Statens Museum for Kunst, Copenhaga.

A arte do retrato





Quando for meio-dia, passarão hoje precisamente 220 anos sobre a execução de Maria Antonieta na que é actualmente a Praça da Concórdia, então Praça da Revolução. E este é seguramente o último retrato da rainha, desenhado por Jacques-Louis David, que depois foi pintor imperial ( de Napoleão ) e real ( dos Bourbons restaurados ) e que era também político ( Jacobino ), tendo inclusivamente votado a favor desta execução. David retrata a rainha a partir de uma janela onde assiste ao cortejo que conduz à guilhotina, e este pequeno ( 15x10cm ) mas impressivo retrato está hoje no departamento de artes gráficas do Louvre.
Sobre o que se passou a seguir, ficam estas reflexões de Marie Ferranti numa obra de que aqui falei recentemente :

Selon un chroniqueur du temps, bien qu' ayant les mains liées dans le dos, la reine descendit de cette charrette « avec légéreté et promptitude ». Cette grâce inoubliable, elle est encore dans les derniers mots qu' elle prononce. Marie Antoinette marche sur le pied de son bourreau et lui dit : « Je vous demande pardon, monsieur » . Cette exquise politesse traduit un dégré de civilisation qu' on ne reverra plus.
L' élégance, dépourvue des artifices et des accessoires qui la révèlent, est aussi une manière de se tenir; c' est être toujours, d' une certaine façon, dans le dépassement de soi. Ainsi, comme l'affirme Stefan Zweig dans sa remarquable biographie de la reine : « À la dernière heure de sa vie, à la toute dernière heure, Marie-Antoinette, nature moyenne, atteint au tragique et devient égale à son destin. »
La reine avait en commun avec Napoléon de sentir le caractère inéluctable du destin et de savoir reconnaître le deus ex machina qui le met en branle. Elle avait toujours pensé que les astres ne luit étaient pas favorables. Elle s' attendait au désastre, ce qui pourrait expliquer sa futilité et son goût excessif pour le jeu.


Voltando ao desenho de David, se é verdade que é muito conhecido,  talvez não seja conhecida ( eu não conhecia ) esta tela que Joseph van den Busshe pintou em 1900 e que mostra David executando o dito desenho a partir de uma janela por onde passa o cortejo a caminho do cadafalso ( e ainda hoje se discute qual o prédio de Paris a que pertence a dita janela ). Tela esta que está hoje no Musée de la Révolution, no castelo de Vizille.

Mini-livros - 20

Philadelphia: London: Running Press, 2013
Encadernado
82x70 mm

«Metade do mundo não acredita em Deus, e a outra metade não acredita em mim.»
Oscar Wilde

Onde me apetecia estar



No Théâtre des Champs-Élysées, em Paris pois claro, para assistir a uma das récitas de La Vestale de Spontini com a soprano albanesa Ermonela Jaho em Julia e Béatrice Uria-Monzon em Grande Vestale.

Um quadro por dia


Ferdinand Georg Waldmüller ( 1793-1865 ), A carta de amor, 1849, óleo sobre tela, 76x61,5cm.

Vai à praça hoje, no Dorotheum de Viena.

Cinenovidades : Parkland



22 de Novembro de 1963, e a perda de inocência final de uma nação. Não já o " como " ou " porquê " à la Oliver Stone, mas mais os 4 dias caóticos que se seguiram, as repercussões familiares ( nos Kennedy e nos Oswald ) e os que se tornaram involuntariamente famosos como o médico e as enfermeiras que tentaram salvar JFK.

Bom dia !



Há que esperar por eles ...  E esta senhora vem ao CCB no próximo dia 24.

Humor pela manhã




terça-feira, 15 de outubro de 2013

Os meus franceses - 300

A minha pilha de livros - 8

London: The Medici Society Ltd., 1982

Um livrinho (24 p.) que li nas férias. Guardei-o para hoje, dia em que James Tissot nasceu em Nantes há 177 anos. Gosto muito da pintura de Tissot, pelas suas cenas do quotidiano, tanto parisienses (cidade para onde ele foi viver e estudar aos 20 anos), como londrinas (onde também tinha casa).
Hoje escolhi duas telas que têm a ver com barcos, um tema muito caro a Tissot.
Portsmouth Dockyard
Óleo sobre tela, 1877
Londres, Tate Gallery
Ball on Shipboard
Óleo sobre tela, 1874
Londres, Tate Gallery

Marcadores de livros 116 - Recordação de Florença (3)


Cinenovidades : Frances Ha



Estreia esta quinta, mais uma  comédia dramática de Noah Baumbach com Greta Gerwig em protagonista.

Arte e Filatelia


Uma das mais recentes colecções filatélicas dos CTT é A Arte de Joana Vasconcelos, com selos de 50 cêntimos e 80 cêntimos. Uma das obras representadas é o célebre Coração Vermelho Independente.

Novidades


Mais um volume desta notável colecção, desta vez dedicado ao mais estudado escritor francês ( teses de doutoramento, da França ao Japão, são às centenas como recentemente li ) e escrito a quatro mãos por uma inesperada dupla de pai e filho.

Auto-retrato(s) - 187

Dois autorretratos de James Tissot, nascido a 15 de outubro de 1836, em Nantes.
Óleo sobre tela, ca 1860
The Fine Arts Museums of San Francisco 
Guache, ca 1898
Col. particular
O artista com Kathleen Newton e a filha desta, Muriel
Óleo sobre madeira, 1878
Christopher Wood, Ltd

Um quadro por dia


Guido Reni ( 1575-1642 ), La Fortune avec une bourse

Quando Reni pinta esta tela é já um homem rico, vende caras as suas telas, tem cerca de 200 alunos. Mas é também alguém com um vício caro : o jogo. É a falta de dinheiro que o leva a entregar ao abade Gavotti esta tela não completamente terminada, com a promessa do clérigo de não a exibir. Uma promessa que não é cumprida, pelo que Reni pinta uma outra Fortuna ligeiramente diferente da primeira, segurando uma coroa em vez de uma bolsa. É esta versão que é vendida a Florença, e está hoje numa colecção norte-americana.
Mas a primeira versão também não ficou parada, já que o abade Gavotti a vendeu ao conde Benaducci. Pela falta de informações posteriores, julgou-se que se teria perdido como tantas outras nos corredores da História, mas estava apenas bem guardada e é vendida hoje, no Dorotheum de Viena.

Humor pela manhã


Bom dia !



A voz quente deste cantor de origem camaronesa.

Hannah Arendt

Hannah Arendt já andou, umas duas ou três vezes, pelo nosso Prosimetron.
Fui hoje ver o filme. Gostei.

 
Um tema sempre presente no nosso quotidiano! Até, por vezes, num simples post ou num comentário.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Coros de grandes óperas - II

Porque estive a ouvir esta ópera. Boa noite. 

Os meus franceses - 299


Duas interpretações da mesma canção de Serge Gainsbourg.

Marcadores de livros 115 - Recordação de Florença (2)



Arlequim e .... (julgava eu que era Colombina)

Um quadro por dia


Johann Matthaus Koelz, Heads of Two Old People, óleo sobre madeira, 48,3x88,8cm, Leicester Arts and Museums Service, Reino Unido.


Depois de uma semana de informação ( ou desinformação ) quase apocalíptica sobre certo tipo de pensões, imagino que muitos cidadãos idosos tenham ontem respirado fundo aliviados, ao saberem que 96% dos titulares de pensões de sobrevivência ficam isentos de mais este corte anunciado. A política portuguesa, e a especulação jornalística, está a descer a um patamar que não augura nada de bom.

Citações



(...) O desemprego e a emigração dos jovens é, para mim, o problema nº 1 de Portugal, neste momento. Basta atravessar as aldeias do interior, ver os velhos à porta das casas e dos cafés e alguns, raros, jovens e crianças, para perceber que o país caminha para uma tragédia social, económica e humana de proporções inimagináveis. O nosso problema principal não são os velhos, são os novos; não é sequer o dia de hoje, é o dia de amanhã. Não acho que nos seja permitido continuar a assistir a isto de braços cruzados. Nem acho que a solução esteja ao alcance de um governo, qualquer que ele seja, ou sequer que a solução seja apenas política. Se nos resta alguma vontade de pensar no futuro, seria necessário que o país inteiro se unisse em busca de um princípio de resistência a esta fatalidade. Todos : todos os partidos políticos, sem desculpas de qualquer espécie; os sindicatos, as organizações patronais, as universidades, as autarquias, a Igreja, as Fundações, todos os que podem e devem ajudar. Enquanto é tempo.

- Miguel Sousa Tavares, Este país não é para jovens, no Expresso do passado sábado.

Na Biblioteca Nacional


Números



5 milhões

de euros, é o que se irá gastar para restaurar o Hospital Pediátrico de Coimbra, inaugurado em 2011 ...
Materiais de segunda que já causam problemas, mas que foram pagos como se fossem de primeira, defeitos de construção e mais outras situações que já estão a ser investigados pela PJ .
Triste país em que nem a saúde das crianças é respeitada.

Marcadores de livros - 114


 

Onde me apetecia estar



Aproveitar o lago Balaton, na Hungria, o maior da Europa Central e Ocidental, visitar as vilas históricas situadas nas suas margens, aproveitar as praias, tudo enquanto não gela ...