Prosimetron
sexta-feira, 16 de maio de 2014
Quem se lembra?
Passam hoje precisamente 40 anos sobre a tomada de posse do I Governo Provisório. Chefiado pelo Prof.Adelino da Palma Carlos e com ministros que seriam os protagonistas políticos das décadas seguintes : Mário Soares ( Negócios Estrangeiros ), Almeida Santos ( Coordenação Interterritorial ), Salgado Zenha ( Justiça ), Magalhães Mota ( Administração Interna ), Sá Carneiro ( sem pasta ) e Álvaro Cunhal ( sem pasta ). Durou dois meses, sucedido pelo primeiro governo de Vasco Gonçalves.
Richard Tauber (16 Maio 1891 - 8 Janeiro 1948)
Richard Tauber foi, talvez, o primeiro tenor, que me lembre, de quem decorei o nome.
Nasceu a 16 de Maio de 1891.
quinta-feira, 15 de maio de 2014
Não dá para acreditar...
I, Lisboa, 15 maio 2014
Desculpem a má qualidade da foto.
Afinal, acabei de ver que a palestra foi cancelada.
http://www.ionline.pt/artigos/portugal/alexandra-solnado-vai-ao-parlamento-falar-vidas-passadas
http://www.ionline.pt/artigos/portugal/parlamento-cancela-palestra-alexandra-solnado
quarta-feira, 14 de maio de 2014
La Légende de Joseph
Em 14 de maio de 1914, os Bailados Russos estrearam na Ópera de Paris um bailado La Légende de Joseph, com música de Richard Strauss e libreto de Hugo von Hofmannsthal. O guarda roupa e os cenários foram desenhados por Bakst.
Versão moderna de «La Légende de Joseph».
O Futebol nas Letras - 25
SOB O SIGNO DE EUSÉBIO
Pouco ou quase nada entendo de futebol. Penso que isto não me diminui nem me favorece. Tudo o que se conhece e se sabe é enriquecimento. Mas poucas devem ser as pessoas com capacidade e tempo suficiente para atender todas as solicitações que a vida moderna lhes oferece. Enfim, pertenço àqueles que não veem desafios de futebol, nem nos estádios nem na televisão, aliás coisa que não possuo. Apesar disso voltei duma viagem ao estrangeiro com a sensação de a ter feito sob o signo de Eusébio.
Foi na última semana de julho que passámos a fronteira da França para a Alemanha. O funcionário, ao revistar os nossos passaportes, exclamou:
- Portugueses? Bravo! Eusébio! Eusébio!
Olhámo-lo com estranheza. Não compreendemos tal manifestação. Vendo-nos assim, estupefactos, tornou-se ainda mais barulhento, quase tanto como os turistas alemães que viajam em magotes compactos por este mundo fora:
- «Messieurs! Señores! Verstehen Sie nicht? Eusebiio!»
E ilustrou a última palavra com o gesto de um pontapé no ar.
Ah, o Eusébio! Pois claro, claro! Oferecemos-lhe um sorriso: quem não conhecia o Eusébio?
Numa pequena estalagem de Estugarda, onde entrámos à hora do jantar, perguntámos à dona se não nos podia arranjar alguma coisa para comer. Estava a ver, na televisão, o desafio entre Portugal e a Rússia. Apontou, sorrindo, para o Eusébio e despachou-nos rapidamente, com a desculpa de que pouca coisa tinha na despensa – na melhor das hipóteses, umas fatiazinhas de chouriço e pão – e que, se descêssemos a rua e atravessássemos a avenida, encontraríamos um bom restaurante. Era óbvio que não se queria privar do espetáculo.
A rua e a avenida estavam despovoadas. Coisa estranha na cidade de Estugarda, àquela hora. Provavelmente a população encontrava-se absorvida pelo desafio. O bom restaurante era uma cervejaria. Também ali se estava a ver o jogo; e nós, enquanto comíamos, víamos também. O locutor salientava alguns nomes com nítido carinho. Entre eles o de Eusébio. E os fregueses da cervejaria repetiam, com o mesmo carinho:
- Eusébio, Eusébio…
Depois, numa outra cidade da Alemanha. Assistíamos a uma comemoração particular, num hotel de primeira. Havia mais de cem convidados, entre os quais representantes do governo, de vários organismos oficiais, de corporações, etc. Felicitaram-nos pela nossa bela equipa de futebol e, sobretudo, pelo Eusébio. Um velho conhecido – aliás bastante racista no que respeita aos negros, o que nos levava muitas vezes a ardentes discussões – confessou que sentia uma verdadeira ternura por «esse moço, esse Eusébio». E, no fim do banquete, mal tinham acabado os brindes, numeroso grupo correu para a sala onde havia um aparelho de televisão a fim de assistir ao desafio Portugal-Inglaterra.
Na Áustria, no hall do nosso hotel, travei conversa com um engenheiro checo.
- Portugal? – cismou – Mas eu sei alguma coisa de Portugal!
- Talvez tenha lido um livro, um artigo? Ou visto um filme? – ajudei.
Não, não tinha. Meti, então, um pouco hesitante:
- Eusébio?
- Isso! Precisamente! – exclamou. – Eusébio, que grande artista! O rei do futebol. Uma maravilha!
Na pacata Suíça, onde bem se pressente que os trabalhadores estrangeiros – e entre eles os portugueses – não são lá grandemente estimados, vi muito suíço desconsolado com a vitória final da Inglaterra. Também ninguém queria que os alemães tivessem ficado em primeiro lugar, não; quem devia ter ganho era a simpática equipa portuguesa, com aquele grande virtuoso do jogo, o Eusébio. Que pena!
Em Zurique, um motorista de táxi perguntou-me se eu alguma vez vira Eusébio. Disse-lhe que si, ainda há pouco, na televisão, em Estugarda.
- Mas nunca o viu em Portugal? – perguntou.
- Não, não tenho televisão em casa.
Insistiu:
- O que queria saber é se já o viu em carne e osso.
Tive de o desiludir: não, nunca o vira em carne e osso e, para me justificar, expliquei-lhe que vivia no Porto e ele em Lisboa.
- Mesmo assim… - retorquiu com certa estranheza.
Podia reproduzir mais conversas no género, mas o espaço concedido a um artigo deste teor não mo permite. Devo só confessar que, por várias vezes, me senti deslocada neste mundo por não saber falar com desenvoltura e entusiasmo sobre futebol e sobre Eusébio.
Mea culpa.
In: Diário Popular. Lisboa. 6 out. 1966
1- Canções originais premiadas com o Óscar (1936-1956)
Onde me apetecia estar
Turim : porque não a conheço, e porque hoje vão estar muitos portugueses lá. Espero que voltem satisfeitos ! :)
Teoria: como foram construidas as pirâmides
A nova teoria foi anunciada por Peter James, um engenheiro galês da empresa Cintec Internacional, que há 20 anos trabalha na manutenção das pirâmides do Egito. Depois de participar de inúmeras obras de restauração e escoramento, o especialista chegou à conclusão de que as teorias aceitas até hoje sobre o possível método utilizado na elaboração das pirâmides não seriam verdadeiras. Atualmente, acredita-se que as pirâmides foram construídas com blocos gigantes, colocados a partir de enormes rampas de acesso.
Assista ao vídeo que demonstra como as pirâmides foram construídas
terça-feira, 13 de maio de 2014
O Parlamento Europeu explicado aos jovens
Amanhã na Fundação Mário Soares, às 18h00, será lançado o livro O Parlamento Europeu explicado aos jovens, da jornalista Fernanda Gabriel e editado por A23 Edições. A sessão de apresentação contará com as intervenções de Mário Soares e Ana Gomes.
Livros de cozinha - 78
Lenzburg: Fona Verlag, cop. 2006
No geral, não aprecio chutney. Mas há dias, ofereceram-me este livro (da mesma coleção já aqui postei um volume sobre café) e resolvi experimentar o «Chutney picante de manga». Devo dizer que é delicioso. Um dia destes, experimentarei o «Chutney de manga com limão».
Moedas de Euro coloridas: uma moda que chega
Já encontrei, em venda, duas moedas de Euro, emitidas em Portugal, coloridas. A de Fernão Mendes Pinto e a de 2 Euro, comemorativa dos 250 anos da Torre dos Clérigos, no Porto.

Até aqui, quase tudo certo. São duas moedas emitidas por Portugal que particulares (?), com autorização (?), fizeram colorir. Não sei se correm normalmente, mas dado o seu valor, creio que não.
Mas apareceu-me agora uma moeda do Papa Francisco, já como Papa, colorida, mas com uma particularidade: peregrino de Fátima! Com a data de 2014. Será que está prevista a vinda do papa este ano? Ou será já a anunciar 2017?
Como hoje é dia 13 de Maio, deixo aqui a moeda de 1 Euro: Papa Francisco peregrino de Fátima. Não sei qual é o país emissor. A coleção, das coloridas dedicadas ao novo Papa, é composta por 4 moedas (a minha coleção chega esta semana).
segunda-feira, 12 de maio de 2014
Leituras no Metro - 156
Lisboa: A Esfera dos Livros, 2014
O Expresso "oferece", desde sábado passado e durante sete semanas, uma história da Grande Guerra, da autoria de Martin Gilbert, já anteriormente publicada na Esfera dos Livros.
O último volume será dedicado à participação portuguesa, sendo da autoria de Margarida Magalhães Ramalho, Ricardo Marques e Rui Cardoso.
Li o primeiro volume que me parece uma boa síntese das situações que levaram ao eclodir da Guerra, bem como o seu início em 1914.
«Winston Churchill, sobre quem recairia a responsabilidade de uma guerra naval britânica, escreveu à sua mulher ao saber da declaração de guerra da Áustria [28 de julho]: "Interrogo-me sobre se os estúpidos reis e imperadores não poderiam reunir-se e revivificar a monarquia salvando as nações do inferno, mas estamos todos a entrar numa espécie de estúpido transe cataléptico. Como se fosse um assunto que dissesse respeito apenas aos outros".» (p. 73)
Parece é que não aprendemos nada com a História.
domingo, 11 de maio de 2014
Quotidianos - 122
Ilustração, ca 1900
Aqui está outra tarefa que não aprecio. Vai tudo para a máquina, só o que não cabe lá é que é lavado à mão. :)
La Gioconda - São Carlos
Há acasos engraçados, ontem estive a ver um bailado da ópera La Gioconda de Amilcare Ponchielli. Hoje recebi, via e-mail, do Teatro Nacional de São Carlos que o concerto da ópera vai estar em cena.
detalhe, Mona Lisa de Isleworth,
Bom Domingo!
Por associação de ideias cheguei à pintura de Leonardo pela qual tenho muito apreço e, por isso, a coloquei. No entanto, registo que a data da pintura do Louvre é do século XVI (1503-1506) e a ópera passa-se no século XVII. (acrescentado às 18:26 h)
Por associação de ideias cheguei à pintura de Leonardo pela qual tenho muito apreço e, por isso, a coloquei. No entanto, registo que a data da pintura do Louvre é do século XVI (1503-1506) e a ópera passa-se no século XVII. (acrescentado às 18:26 h)
Leonardo da Vinci, detalhe de Mona Lisa, Gioconda, fotografia retirada do site do Museu do Louvre
70 anos do coro do Teatro de São Carlos
Para o nosso almoço - 2
Mais uma sugestão, desta vez à beira-rio:
Darwin, com espaço interior e exterior, na Fundação Champalimaud:
http://www.darwincafe.com/conceito_pt.html
Bandeira no castelo de Almeida
Carl Otto Nicolai
Abertura de: As alegre comadres de Windsor (9 de Março de 1849)
Opereta de Carl Otto Nicolau que faleceu a 11 de Abril de 1849,
a quem dedicamos a nossa vinheta de hoje.
Etiquetas:
Carl Otto Nicolau (1810-1849),
opereta,
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