Prosimetron

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sexta-feira, 2 de março de 2018

Boa noite!

Uma canção yiddish. Estive a ouvir:

Março celebra o teatro


No mês em que se comemora o Dia Mundial do Teatro (dia 27 de março), vale a pena recordar um dos espaços de maior longevidade no panorama cultural português: o Teatro Maria Vitória. Inaugurado a 1 de julho de 1922, poucos dias depois de ter nascido o Parque Mayer, este palco cheio de história, atravessou o século e soube adaptar-se aos novos tempos sem nunca ter deixado morrer a revista.
O nome foi escolhido em homenagem a uma fadista-atriz espanhola a viver em Portugal e que morreu poucos anos antes da inauguração do teatro. A partir de amanhã e durante os próximos dias, a fachada do Maria Vitória vai ser a 2ª vinheta do mês.

Les Hollandais à Paris, 1789-1914

Van Gogh - Vista do apartamento de Theo (pormenor).

Da tradição da pintura de flores às ruturas estéticas da modernidade, a exposição, organizada com o Museu Van Gogh em Amsterdão, destaca os intercâmbios artísticos, estéticos e amigáveis ​​entre os pintores holandeses e franceses, desde Napoleão ao início do século XX. A partir de 1850 mais de mil pintores holandeses deixaram o seu país para aprender, a maioria estabelecendo-se em Paris. Os pintores tiveram a oportunidade de aprender, encontrar lugares para expor e vender as suas obras, ou simplesmente fazer novos contactos. 
Estas estadias, mais ou menos longas, às vezes são o primeiro passo para uma instalação definitiva em França. Em qualquer caso, alguns deles tiveram uma influência decisiva no desenvolvimento da pintura holandesa, quando artistas como Jacob Maris e Breitner voltaram para a Holanda e aí difundiram novas ideias. Da mesma forma, artistas como Jongkind ou Van Gogh mostraram aos seus camaradas franceses, temas, cores, caminhos próximos da sensibilidade holandesa, inspirada na tradição da Idade de Ouro holandesa que o público francês descobre nesse período. 
Ao longo da exposição, obras de artistas franceses contemporâneos (como Géricault, David, Corot, Millet, Boudin, Cézanne, Monet, Signac ou Picasso) servem como ponto de referência e comparação com as obras de Ary Scheffer, Van Dongen ou Mondrian.
Esta exposição que esteve no ano passado em Amesterdão, pode agora ser vista no Petit Palais, em Paris, até 13 de maio.


Marcadores de livros - 988

Onze marcadores da Editora Ulisseia. 

quinta-feira, 1 de março de 2018

Os meus franceses - 612

Passa esta noite na TV5 Monde, às 22h00 de Portugal.

A arte do retrato - 236


É do genial Antonio Canova ( 1757-1822 ) este busto ( 50 cm ) em mármore de Carrara do príncipe Joachim Murat ( 1767-1815 ), executado em 1813. Canova deslocou-se a Nápoles para fazer este retrato e também o de Carolina, mulher de Murat e irmã de Napoleão. Esteve na posse dos Murat até ao passado 28 de Novembro, dia em que foi vendido na Christie's de Paris por 4,8 milhões de euros .

Um quadro por dia - 400



Este número redondo tinha de ser especial : não uma, mas na verdade 12 telas - o conjunto de 12 paisagens sobre papel ( 180x47x12, cada uma ) executado em 1925 por um dos pintores mais cotados do mundo, Qi Baishi ( 1864-1957 ), o autodidacta de origem camponesa que era tão admirado por Picasso .
E este conjunto atingiu um recorde , já que foi a primeira obra de um artista chinês a ultrapassar a barreira dos 100 milhões de dólares. Foi vendido a 17 de Dezembro num leilão em Pequim , pelo equivalente a 120 milhões de euros .

Patrice Chéreau, mettre en scène l'Opéra


Diretor, cineasta e ator, Patrice Chéreau (1944-2013) influenciou profundamente o cenário artístico das últimas décadas. Por ocasião do regresso da Casa dos Mortos de Leoš Janáček à Opéra Bastille, a Ópera de Paris e a BnF uniram esforços para apresentar a primeira exposição dedicada exclusivamente à sua carreira na ópera. 
Através das onze produções que produziu, Patrice Chéreau trouxe uma nova vida ao cenário da ópera, colocando o seu talento como diretor de atores ao serviço de papéis cantados. 
A exposição - que pode ser vista até dia 3 de março na Ópera Garnier - convida-nos a descobrir as escolhas formais ou conceptuais feitas por Chéreau para cada uma das óperas, e mostra-nos o universo que influencioi, bem como o cenógrafo Richard Peduzzi. Também nos permite explorar a especificidade dos processos criativos de Chéreau na ópera: Como dirigir cantores como atores? Como trabalhar com os maestros?


Humor pela manhã


Um curso útil ...

Marcadores de livros - 987

Chegaram em compras na Book Depository.

Bom dia !





Um standard do jazz com um arranjo diferente .

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Bom dia !





A voz sueca mais internacional dos últimos anos .

Marcadores de livros - 986

Marcador e postal do Pergaminho Vindel, que se encontra exposto em Vigo até 4 de março.


Obrigada, Justa!

Leituras no Metro - 965


«Dias e dias em que, à falta de marisco, [Lidoro] se reduzia a uma sandes na Adega dos Perus, lendo, para desenfastiar, umas receitas copiadas do Livro de Pantagruel numa agenda que trazia sempre no bolso. Mordiscava pedaços de queijo que lhe sabiam a sabão e lia “lagosta à Cardinal”, “santola recheada”, “percebes à biscainha” e outras bênçãos do mar […].»
José Cardoso Pires - «Lidoro Silva, dito O Ganso». In: A cavalo no diabo. Lisboa: Dom Quixote, 1994, p. 43.

Tenho-me divertido a reler estas crónicas de Cardoso Pires.

Parabéns, HMJ!


Um livro de lenços de assoar de Gladys Peto de cerca de 1920 - virtual porque o mais barato que encontrei tem um preço superior a $1000,00:

Um dia feliz!

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Os meus franceses - 611





Marcadores de livros - 985

Verso e reverso (embora eu não saiba qual é qual).

Leituras no Metro - 964



«Conhecíamos [Luciano] Emmer dos seus excelentes filmes sobre arte, realizados com Enrico Gras, filmando os frescos de Giotto, a obra de Pier della Francesca, Ucello ou Picasso. Destes documentários disse Luigi Rondi: "... são exemplos do movimento que se pode criar ela montagem a partir de cenas estáticas [...]. A câmara lê um quadro como um livro e guia o espectador na descoberta de uma revelação...". Filmes como Racconto di un Affresco (Giotto) ou Guerrieri (Piero della Francesca, Simone Martini e Paolo Ucello) criaram uma nova forma de realizar filmes sobre arte, e são ainda hoje muito admirados.» 
Manuel Pina - Espreitar a memória. Lisboa: Cinemateca Portuguesa, 2017, p. 82.


sábado, 24 de fevereiro de 2018

Os meus franceses - 609

Marcadores de livros - 981

Francesco Tamagno 
Nice, Musée Masséna

O marcador indica que Francesco Tamagno nasceu em Portugal em 1851 e não tem data de morte. Na Wikipédia só aparece um tenor italiano nascido em Turim em 1850 e morto em Varese em 1905.

Cartaz, ca 1989

Jean Gilletta e a Côte d'Azur

Uma exposição muito interessante sobre um fotógrafo de Nice que fotografou a Côte d'Azur, pedalando na sua bicicleta. Tinha uma loja de fotografia em Nice que imprimia as suas fotografias em postais.





sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Boa noite!


Marcadores de livros - 980

Um marcador com uma ilustração de Hansi, um desenhador alsaciano chamado Jean-Jacques Waltz. Este marcador pertence à coleção L'Alsace merveilleuse e veio de Colmar de onde Hansi era natural.


Leituras no Metro - 963

Lisboa: Dom Quixote, 2011

Há 37 anos, em 23 de fevereiro de 1981, a câmara dos deputados, em Madrid, foi tomada de assalto por guardas civis liderados pelo tenente-coronel Antonio Tejero. O golpe de Estado fracassaria.
Apoiado nas filmagens oficiais que foram transmitidas pela televisão e do gesto do presidente do conselho Adolfo Suárez em permanecer sentado no meio do tiroteio, bem como do seu vice-presidente e do deputado comunista Santiago Carrillo, Javier Cercas constrói a narrativa Anatomia de um instante.
Que significado teve o gesto de Suárez? E o dos outros dois que ficaram sentados, enquanto todos os outros deputados e demais pessoas que se encontravam na sala se tentaram esconder? 
Cercas esmiúça o golpe, as intenções dos golpistas, a atitude do rei, da imprensa e de muitos dos que se encontravam naquela câmara.



quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Os meus franceses - 608

Em 1915, Sacha Guitry filmou o quotidiano os grandes artistas que ele conheceu em casa de seu pai, Lucien Guitry, como Renoir. Outros se seguirão.

Leituras no Metro - 962

Lisboa: Cinemateca Portuguesa, 2017

Falecido em 2017, Manuel Pina, crítico e dirigente cineclubista, acompanhou todo o movimento de cineclubes desde o início dos anos 50. Quando faleceu, a família entregou à Cinemateca este livro que estava pronto, no qual Manuel Pina reflete sobre a história, a natureza e o impacto dos cineclubes num período especialmente relevante da sua história.
Manuel Pina nasceu em Lourenço Marques e veio para Lisboa estudar Físico-Químicas na Faculdade de Ciências. Em 1951 integrou o núcleo fundador do Cineclube Universitário - já existia o cineclube ABC. Pouco depois, iniciou a sua colaboração com a revista Imagem, de Baptista Rosa e José Ernesto de Sousa, e, em sequência, com o Cineclube Imagem – o terceiro dos cineclubes que arrancaram em Lisboa nos primeiros anos da década de 1950. Em 1986 foi eleito Presidente da Assembleia Geral da Federação Portuguesa de Cineclubes, cargo que ocupou até 1994.
Um livro interessante, principalmente por ser uma primeira história dos cineclubes, com especial incidência nos da capital, mas não só.


«A primeira sessão oficial do Cineclube Universitário realizou-se no dia 28 de março de 1952, no Cinema Capitólio […] com a curta metragem de Roger Leenhardt, Naissance du Cinéma, e o filme Hotel du Nord (Hotel do Norte), 1938, de Marcel Carné» […]. «O texto do Programa, coordenado por Furtado Borges, fazia uma análise detalhada dos aspetos cinematográficos do file, procurando mostrar a sua relevância nas leituras do filme e contribuindo para o aprofundamento do prazer estético do espectador. «Aliás, este tipo de programas (os da fase inicial do Cineclube Universitário de Lisboa, e os do Cineclube de Coimbra, coordenados por Júlio Sacadura, são ainda hoje exemplares) refletem a essência do cineclubismo: criados por gente que tinha a paixão do cinema, os cineclubes empenhavam-se em levar aos outros a possibilidade de também eles usufruírem de um prazer que, de outro modo, poderia permanecer-lhes inacessível.» (p. 24-25)

Marcadores de livros - 978

Pormenor do teto do salão dos retratos
Nice, Musée Masséna

Alexandre-Évariste Fragonard - Pormenor do friso da grande galeria
Nice, Musée Masséna


terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Boa noite!


Caravaggio 2018 - 1

Recebi mais um calendário para 2018, desta vez de Caravaggio. Na capa: Rapaz com um cesto de fruta, ca 1593-1594 (Roma, Galleria Borghese), um dos primeiros quadros do pintor que vi ao vivo.

Em janeiro: A Deposição de Cristo, ca 1603–1604 (Pinacoteca do Vaticano).

Em fevereiro: São João Baptista, 1602 (Roma, Museu Capitolino).

Um grande agradecimento a quem mo ofereceu.