Lembro-me muito bem destes dois dias, a torcermos para que Bob Kennedy sobrevivesse. Depois soube-se que foi melhor que ele tivesse morrido porque se tivesse sobrevivido... teria sido apenas isto, sobrevivido.
Uma exposição que reconstitui o tesouro legado por Margarida de Áustria ( 1480-1530 ), fundadora do Mosteiro Real de Brou. Esta princesa, que foi regente dos Países Baixos, conseguiu reunir uma colecção de mais de 200 obras de Jan van Eyck, Bernard van Orley, Rogier van der Weyden, Hans Memling, Joos van Cleve e Bosch. São 50 destas obras, provenientes de colecções públicas e privadas de toda a Europa , que agora voltaram a Brou.
Primitifs flamands - Trésors de Marguerite d' Autriche, até 26 de Agosto, Abbaye royale de Brou
Hoje às 11h15 o Prosimetron tinha tido nestes mais de dez anos de existência 2 300 087 visualizações para um total de 30459 posts publicados.
Quanto aos visitantes estão distribuídos nos dez primeiros lugares pelos seguintes países:
Portugal
749319
Brasil
696098
Estados Unidos
261031
Alemanha
147759
Rússia
101224
França
62386
Espanha
20282
China
16792
Ucrânia 10060
Reino Unido
10030
Fiquei a saber deste novo dia - Dia dos Irmãos - pelos pacotes de açúcar. Senão ficaria na ignorância desta data tão importante. :-) Não sei que mais irão inventar.
Houve uma época em que eu comprava El País aos fins de semana. Agora compro raramente, mas num dia em que o comprei, a revista El País Semanal(8 out. 2017) trazia o artigo «El mundo de Falcó», no qual o autor explica como preparou a escrita deste romance, rodeando-se dos objetos pessoais das suas personagens para se conseguir meter na pele delas. Talvez Pérez-Reverte venha um dia a fazer um museu, como o que Pamuk idealizou para O mundo da inocência. Se tal acontecer, terá aqui uma visitante. :)
Passaporte, cigarreira em tartaruga, cigarros Players, isqueiro de prata Parker Beacon, tubo de Cafiaspirinas, caneta Sheaffer Balance e pistola Browning. Foto Sofía Moro.
Entretanto, encontrei o artigo na net. Podem lê-lo em:
Em junho de 1943, em Berlim, no ambiente de terror de caça aos judeus que se vivia, 7000 pessoas tornam-se «invisíveis», mantendo falsas identidades e vivendo na penumbra para que ninguém se aperceba da sua existência. Escondidas em caves, armazéns ou sótãos, sobrevivem graças à generosidade de alguns alemães. Alguns vivem e dormem de dia em casas e passam a noite na rua. Neste contexto, aparecem-nos quatro personagens judias: Hanni Lévy, uma órfã de dezassete anos que, graças a ter pintado o cabelo de loiro, passa por alemã; Cioma Schönhaus, um estudante de arte que passa a viver como falsificador de passaportes e cujos pais foram deportados e mortos; Eugen Friede, um jovem que acaba recolhido em casa de comunistas alemães e é envolvido na Resistência; e Ruth Arndt, uma rapariga cuja família se dividiu por várias casas e tornou toda «invisível». Todos eles - jovens, quase crianças - vivem ilegalmente em Berlim, num constante esforço para evitar a morte.
No filme, a dramatização das 'aventuras' destes quatro sobreviventes é alternada com os seus testemunhos. O filme foi escrito e realizado por Claus Räfle, que tem aqui uma estreia auspiciosa.
Das 7000 pessoas que se tornaram «invisíveis» sobreviveram 1200.
«- O Crespo é de Mântua, acho eu. [...] Creio que tinha então apenas dezoito anos. E era muito, muito bonito. [...] Aliás, na altura, fazia-me lembrar o Baco de Caravaggio: belo, mas muito astuto e no limiar da corrupção.»
Donna Leon - Vestido para a morte. Lisboa: Presença, 2000, p. 115
Esta pintura de Caravaggio é a que corresponde ao mês de maio do calendário que me ofereceram.