Prosimetron

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domingo, 14 de fevereiro de 2010

Eros e Psiqué!

Revisitando Almada Negreiros encontrei este documento da colecção de Alberto Lacerda. Como fala de amor, nada melhor do que o colocar hoje.
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Almada Negreiros, Eros e Psiqué
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Tinta-da-china sobre papel assinado, dedicado, s/d, 27×21cm ,Colecção Alberto Lacerda

Retirei-o daqui: http://www.fmsoares.pt/aeb/dossier14/images/08129.377.jpg

Be my Valentine - 2

O grande Chet Baker. Maldita heroína!

Citações - 65 : Comparações...

Fui primeiro-ministro três vezes. Fui muito menos atacado do que José Sócrates.

- Mário Soares, declarações à Lusa no passado dia 9.


Há comparações que efectivamente não beneficiam quem as faz. Esta, da autoria de um dos patriarcas da nossa democracia, é uma delas.

Be my Valentine - 1

Este foi certamente o maior sucesso de Pat Benatar: Love is a Battlefield. E ela tem toda a razão.

Acabem assim o dia...

Acabem assim o dia... Autor Aimé-Jules Dalou, 1879. V&A

Será o gato da Alice?



os doze trabalhos de Hércules - XI


O décimo primeiro trabalho de Hércules, na pintura de Canato
A luta com o guardião do mundo dos mortos: o cão Cérbero ... (150x170 cm)

Pregões de Londres - 3


Leiteira, ca 1790.
Gravura de L. Schiavonetti, a partir de um desenho de Francis Wheatley. Faz parte da série Cries of London.

1910 - 9



Hino ao Amor, Sagrado e Profano

No dia dos Namorados um quadro que foca os dois amores: o sagrado e o profano.

Erwin Panofsky divide a paisagem deste quadro de Ticiano em duas partes: "uma paisagem sombria com uma cidade fortificada e duas lebres ou coelhos (símbolos do amor e da fertilidade), e outra, mais rústica e menos luxuosa, mas mais luminosa, com um rebanho de ovelhas e uma igreja campestre."

xTizian Vecellio De Gregorio, O Amor Sagrado e o Amor Profano, 1514-1515

Óleo sobre tela, 118 x 279 cm, Galleria Borghese, Roma

Pormenor do quadro , Cúpido mais perto da figura terrena agita a água da fonte, amor neoplatónico
Amor profano, a paisagem é mais sombria e mostra uma cidade fortificada.

Segura na mão um vaso cheio de ouro e pedras preciosas
Amor sagrado, a paisagem é mais luminosa e mostra um campanário de uma igreja.

Segura na mão um vaso cheio de fogo, a chama que simboliza o amor a Deus.


Se olharmos para o quadro sem nos imbuírmos no espírito da época parece contraditório. A graça do quadro reside neste paradoxo. Estamos perante o humanismo renascentista, por isso, o amor sagrado é representado pela figura nua e a vestida pelo amor profano. Ticiano pintou de uma forma bela os dois tipos de amor.
Segundo Erwin Panofsky estas duas mulheres representam as "Vénus Gémeas" (ideia do filósofo renascentista Marcilio Ficino, 1433 - 1499) :

"A figura nua é a "Venere Celeste" que simboliza o princípio da beleza universal e eterna mas puramente inteligível. A outra é a "Venere Vogare", que simboliza a "força geradora" que cria as imagens transitórias, embora visíveis e tangíveis, da beleza terrena: os seres humanos e os animais, as flores e as árvores, o ouro e as pedras preciosas e as obras criadas pela arte ou a perícia.
O facto de Cupido estar colocado entre as duas Vénus, embora um pouco mais perto da terrestre ou natural e de agitar a água da fonte pode exprimir a crença neoplatónica de que o amor, um princípio de mistura cósmica, actua como intermediário entre o céu e a terra."

Erwin Paonofsky, Estudos de Iconologia, temas humanísticos na arte do renascimento, Lisboa: Editorial Estampa, 1995 (2ª edição), p. 130-131.

O que estou a ouvir... 2

Um malmequer para todos no dia de S. Valentim!

Bom dia de S. Valentim!
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Retirado da net

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Ao viajante berlinense!

Filipe boa viagem.
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Deixo-lhe a sugestão de visitar a Alte Nationalgalerie
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Friedrich, Caspar David, Mondaufgang über dem Meer (Nascer da lua sobre o mar), c. 1922
Öl auf Leinwand, 55 × 71 cm, Nationalgalerie, Staatliche Museen zu Berlin

1950 : Peter Gabriel

Porque Peter Gabriel nasceu a 13 de Fevereiro de 1950 e eu gosto bastante desta Games Without Frontiers.


Números - 1

Mais de 70 por cento das chamadas efectuadas para o 112 são falsas.

Este número divulgado esta semana pelo INEM dá que pensar. Desde logo, que somos um país de" brincalhões", mas também que os índices de civismo estão pelas ruas da amargura...

Uns aqui, outros ali...


Andam uns por Londres e outro por Berlim. Falo de quem? De prosimetronistas pois claro!
Entretanto, em Roma neva e bem e uma "vaga de frio polar" assola Lisboa. Continua a crescer o cepticismo em relação ao aquecimento global...

Five o'clock tea - 4


John Hanson Walker (1844-1933) - Five o'clock tea
Óleo sobre tela
Col. particular

Para os viajantes!

Para além da Pedra de Rosetta, esta foi uma das peças do Museu Britânico que mais me encantou:
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A Rainha da Noite
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Existe um livro de bolso que conta a sua história, deixo aqui a sugestão.


Recordar Wagner

no dia da sua morte, em 1883, com a abertura dos "Mestres Cantores de Nuremberga"

A.S.: Escolha Pessoal XVII

Fernando Assis Pacheco



Jornalista de mérito e acaso, quase fundador de “O Jornal”, entrevistador nato e arguto (ver entrevista a Salgueiro Maia em “Retratos Falados”- Ed. Asa), Fernando Assis Pacheco (1937-1995), como poeta, pertence à honrosa linhagem que, tendo origem nos colaboradores das “Cantigas de Escárnio e Maldizer”, passa por alguns poetas do “Cancioneiro Geral”, se prolonga no século XVIII por Tolentino e Bocage, e vem desaguar em Alexandre O’Neill. Uma das suas referências foi também Drummond de Andrade. Assis Pacheco é, talvez, menos “aristocrático” que O’Neill. Mas ambos são portadores de uma discreta ternura ou uma compassiva atenção às pequenas coisas do mundo ou aos “Enjeitados da Fortuna”, para lembrar José Daniel Rodrigues da Costa, outro dos parentes mais afastados, e com muito menos talento.
Fernando Assis Pacheco estreia-se, em 1963, com “Cuidar dos Vivos”, em plena maturidade de estilo e arte, glosa o Vietname – por defesa prudente contra a censura – em “Câu Kiên: um Resumo”(1972), para falar da sua experiência de guerra em Angola. O seu último livro de poesia “Respiração Assistida” sai já, postumamente, em 2003. Nestes seus últimos poemas, Eros e Thanatos entrelaçam-se e fundem-se virulentos e extremos, num estertor final pressentido que, por vezes, raia o fescenino e lembra a “dança da morte “ medieval, num frenético amor à vida que lhe foge.
A arte da indignação também sempre fez parte do seu credo:

Não Posso

Nasce
em torpes corações a Primavera.
Tempo, astros, alegria nunca escolhem
sobre quem derramar-se.
Para exemplo deste imponderável
Goering amava os animais
e vem a Lisboa David Oistrakh
tocar para estudantes e rameiras.
Quando colho uma flor, sei
que ela mudará as minhas noites.
Mas é também conhecido
que a certas horas os carcereiros
despem a farda
e vão às Mercês e à Rinchoa
comprar cestos à beira da estrada
com morangos ou cravos. Não posso
com tanta ironia.

Através de edições de autor, ou editoras menos consagradas, ou marginais, Assis Pacheco procurou afastar-se sempre das mundanidades literárias, dos holofotes da fama e das “vernissages do croquete” que o seu nome, por demais conhecido nos “media”, lhe teria disponibilizado, Truculento e imaginativo, era certeiro e natural nos versos, com a candura e rudeza das palavras sinceras e do seu grande amor à vida.


Desenho de Hans Hartung

Dá Lá a Mão

Herói das noites insones
Coração não me abandones
neste Outono derramado
não me godas coração
dá-me lá a tua mão
coração tu não me enroles
carcaça foi que está gasta
o check-up diz que basta
tem paciência coração
não me godas não me trames
que estou preso por arames
coração dá lá a mão

Pregões de Londres - 2


Primroses.

Gravura de L. Schiavonetti, a partir de um desenho de Francis Wheatley, ca 1790. Faz parte da série Cries of London.

«O Amor Natural»



um filme de Heddy Honigmann, 1996

O Amor Natural é um documentário sobre a poesia erótica de Carlos Drummond de Andrade, poemas que só foram publicados depois da sua morte, já que o autor receava que os considerassem pornográficos.
«Neste filme vários idosos do Rio de Janeiro lêem, comentam e vibram com os poemas, com um inesperado candor e memórias sobre o amor e o sexo.»

Auditório Acácio Barreiros
Sintra
14 Fev., às 17h30


Record, 2007. Com il. de Milton da Costa.

Carnaval 1

Frank Xavier Leyendecker (1876 - 1924), Arlecchino and Columbina, New York


JOSÉ RÉGIO

Três máscaras (1940)

Um bando de mascarados cruza a cena

PIERROT (ergue-se de salto, faz piruetas, ensaia passos de bailado, volta para junto de Columbina) – Já só me interesso por ti, Columbina! Esta noite é o mais claro dia da minha vida. Se tu soubesses como me sinto leve... livre... poderoso... Tenho asas, barbatanas, músculos de aço, plumas... Queres que faça um milagre?

COLUMBINA – Quero! Transforma-te num homem interessante: Estrangula-me por amor, depois ressuscita-me.

PIERROT – Consentes que os meus dedos toquem no teu pescoço?

COLUMBINA – O meu pescoço frágil, delicado como um caule de flor..., não é? O meu colo de graça... o meu colo de cisne... Os poetas líricos são pouco inventivos.

PIERROT – Não, Columbina: o teu pescoço mesmo; a tua carne.

COLUMBINA - ...De leite e rosas, suponho.

PIERROT – Não! A tua carne, a tua alma feita sangue...

COLUMBINA – Ligeiramente mais interessante.
(...)
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"O teatro de José Régio [...] funde três linhas nele destacáveis [...]: o alegorismo poético do post-simbolismo [...], o realismo-naturalismo […] e o experimentalismo das formas expressionistas [...]. Com efeito, se Jacob e o Anjo continua a linha de António Patrício, Três Máscaras prolonga o diálogo de Pierrot e Arlequim de Almada Negreiros, como Benilde reflecte o expressionismo e a superação do realismo efectuada por Alfredo Cortez e por Raul Brandão".
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Jorge de Sena, «Algumas notas sobre o teatro de José Régio».
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O que estou a ouvir... 1

Don Pasquale - "Cerchero lontana terra", Gaetano Donizetti(Francisco Araiza)

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010




Covent Garden em 1891.

E onde estamos?

...

Cinenovidades - 107 : Greenberg

Mais um filme americano, com os talentosos Ben Stiller e Jennifer Jason Leigh, que vai estrear em Berlim. As encruzilhadas da vida...

Covent Garden, há uns anos


Vendo I Pagliacci, num camarote no New Covent Garden Theatre.



Matthew Somerville Morgan (1839-1890) - Christmas Pantomime Blue Beard, produzida por Byron, no Theatre Royal, Covent Garden, ca 1860.



Thomas Crane - Buying flowers at Covent Garden Market (quando ainda havia mercado).

Najoua Belyzel, sempre controversa...

Esta Jérémie, que aborda temas actuais e polémicos, é do novo álbum Au Féminin ( Sony Music France ).

PENSAMENTO DO DIA

Un baiser légal ne vaut jamais un baiser volé.

- Guy de Maupassant

Aproximando-se o Dia de S.Valentim, julguei pertinente esta frase de Maupassant. E realmente os roubados têm outro sabor...

Citações - 64 : O trabalho infantil...

(...) Poderia falar de outros casos, para lá das modelos, dos futebolistas e dos toureiros. Poderia falar dos ginastas, sobretudo das ginastas, dos bailarinos e bailarinos, dos jovens cantores como Saul, dos pequenos actores de telenovelas. Meninos e meninas que, para atingirem níveis de alta competição ou grandes performances, são sujeitos a uma disciplina brutal, perdendo a infância.
Mas as histórias dos rapazes cujos pais meteram na cabeça que os filhos irão ser novos Figos ou novos Ronaldos, e das raparigas cujos familiares vêem nelas novas Marisas Cruz ou Isabéis Figueira, têm tudo a ver com este tempo que vivemos.
É a época do estrelato a todo o custo, do mediatismo exacerbado, das ilusões desmedidas, do vale tudo para atingir as luzes da ribalta-e, através delas, ganhar fama e dinheiro.

Na área do futebol e da moda só o físico parece contar- e por isso a inteligência e a cultura são negligenciadas pelas famílias. Erradamente, porém. Em todas as profissões, a inteligência e a cultura importam. Há jogadores imensamente talentosos que se afundam por manifesta falta de cabeça ( caso de Ricardo Quaresma ) e outros que conseguem ter uma carreira acima do seu potencial futebolístico porque sabem rentabilizar ao máximo as qualidades e valorizar a presença dentro e fora de campo ( casos de Nuno Gomes e mesmo de Luís Figo). E nas modelos também constatamos isso. Umas perdem o rumo, enveredando pelo mundo das drogas, do álcool e do sexo desenfreado; outras aguentam-se, mantêm-se à tona, vão gerindo a carreira e conseguem chegar longe, mesmo sem serem físicamente superdotadas. (...)

- José António Saraiva, no Sol de hoje.

Five o'clock tea - 3


Julius LeBlanc Stewart (1855-1919) - Five o'clock tea
Óleo sobre tela, 1883-1884
Vendido pela Christie's (Nova Iorque) em 1990.

os doze trabalhos de Hércules - IX


O nono trabalho de Hércules, na pintura de Canato
O cinturão de Hipólita (150x170 cm)

Pregões de Londres - 1


London Strawberry Vendor, ca 1790
Gravado por Giovanni Vendramini (18--). a partir de um desenho de Francis Wheatley (1747-1801). Faz parte da série Cries of London.

Será que vai ser preciso?


Mulher com regalo, 1901

David Grimal

Que vai estar amanhã no Grande Auditório da Culturgest, pelas 18h, a interpretar duas peças de Bach e a Chaconne da Kontra-partita que Brice Pauset ( 1965-) escreveu para si.

Será?

Será Alexandria?


Acerca da Biblioteca de Alexandria encontrei estas duas notícias que transcrevi:
"Incendiada por duas vezes, em 48 a.C. e 390 d.C., pela turba alexandrina que cercava César e por grupos de fanáticos cristãos, respectivamente, a Biblioteca de Alexandria sobreviveu ainda mais alguns séculos. Até que, aquando da conquista árabe de Alexandria (641 d.C.), foi totalmente destruída.

A este respeito existe uma pequena lenda, que exemplifica na perfeição a forma como o fanatismo e a intolerância podem cegar as pessoas: na sequência da retirada bizantina e da conquista árabe de Alexandria, foi perguntado ao comandante da força invasora o que fazer à biblioteca e às centenas de milhar de pergaminhos que constituiam o seu recheio. Este respondeu: "Se os livros contêm ensinamentos contrários ao sagrado Corão, não fazem falta e devem ser destruídos; se, por outro lado, contêm ensinamentos que o Corão já contém, não fazem falta e devem igualmente ser destruídos". E assim foi: durante vários meses, os banhos públicos de Alexandria foram aquecidos com a combustão de centenas de milhar de pergaminhos, muitos deles únicos e insubstituíveis. Foi um fim trágico e lamentável para documentos até então cuidadosamente preservados ao longo de séculos ou mesmo milénios, por governantes egípcios, babilónios, assírios, macedónios e romanos."

Blake em Nova Iorque

Ilustrações de William Blake estiveram em exposição desde 11 de Setembro de 2009, a 3 de Janeiro de 2010, no Morgan Library & Museum, em Nova Iorque com o título:
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"A New Heaven Is Begun"
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Visitei-a virtualmente e fiz as seguintes escolhas:

William Blake, Melancholy, Illustration to Milton's “Il Penseroso” c. 1816-20

Watercolor, over traces of black chalk


John Milton: Il Penseroso (1645)
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Come pensive nun, devout and pure,
Sober, steadfast, and demure,
...
With even step, and musing gait,
And looks commercing with the skies,
They rapt soul sitting in thine eye:
There held in holy passion still (lines 31–32, 38–41)



Mirth, illustration to Milton's L'Allegro


Pen and brush, black and gray ink, watercolor, 161 x 121 mm, The Pierpont Morgan Library

The Sun at His Eastern Gate from John Milton’s L’Allegro

Pen and brush, black and gray ink, and watercolor, 161 x 121 mm, The Pierpont Morgan Library

"Miltons L'Allegro and Il Penseroso

The Morgan preserves Blake's twelve watercolor designs for Milton's early poems L'Allegro and Il Penseroso that contrast the cheerful man with the melancholic, thoughtful one. Like the illustrations for the Book of Job, Blake created them on commission for Thomas Butts about 1816–20. The two series were separated in 1903 and not reunited until 1949, when they were acquired as the first purchase by the Morgan's newly formed Association of Fellows. Milton, along with Dante and the Bible, was one of Blake's great inspirations. Blake wrote a long and mystical poem, Milton, and executed several other series of illustrations for Milton's works. Each of the watercolors in this series is accompanied by Blake's transcription of the relevant portion of the poem as well as his notes on his design".

http://www.themorgan.org/collections/works/blake/work.asp?id=onDisplay&page=51