Prosimetron

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quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Os meus franceses - 298

Faleceu há 50 anos.

Quando um país não trata do seu património

e deixa uma biblioteca em risco é um país a lamentar...                                                                             Biblioteca Joanina, Universidade de Coimbra
«A organização não-governamental World Monuments Fund (WMF) apontou na terça-feira o Forte de Nossa Senhora da Graça, em Elvas, e a biblioteca Joanina da Universidade de Coimbra numa lista mundial de monumentos em risco de degradação.
Os dois monumentos integram a lista bienal divulgada em conferência de imprensa em Nova Iorque pela WMF, que alertou a destruição do legado arquitetónico e cultural com o excesso de turistas em Veneza e com a guerra civil na Síria. Esta lista inclui um total de 67 pontos em 41 países dos cinco continentes.
A seleção de monumentos analisados pela WMF abarca todo o tipo de lugares, desde paisagens culturais e restos arqueológicos até centros históricos e edifícios religiosos.»
DN, 9-10-2013

Álbuns de família


Pacotes de açúcar - 68

Coleção de dezanove pacotes de açúcar (faltam-me dois) alusiva a um evento de surf que se vai realizar em Cascais e Peniche a partir de hoje e até 20 de outubro.

Humor pela manhã



Ou o Ministro Machete tem pouca sorte com as palavras, ou é realmente mais um caso de " cada tiro, cada melro ". Respeito por Angola sim, mas subserviência não.

Bom dia !



Do novo álbum homónimo.

Um quadro por dia

Homme Assis, 1969, de Pablo Picasso. O primeiro Picasso a ser leiloado na China, vendido no passado dia 26 no leilão da Christie's de Xangai. As leiloeiras vão onde está o dinheiro, e os últimos tabus vão desaparecendo no Império do Meio...

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Boa noite!

Humor pela manhã


Bom dia !

Arte na rua -2

O surrealismo e o sonho

Salvador Dalí - Sueño causado por el vuelo de una abeja alrededor de una granada un segundo antes del despertar, 1944
Madrid, Museu Thyssen

Esta exposição, comissariada por José Jiménez, pretende mostrar como a transformação da sensibilidade contemporânea tem as suas raízes mais profundas na ligação surreal entre o sonho e a imagem. Esta a grande marca que o Surrealismo deixou na arte. 
Pinturas, desenhos, colagens, esculturas e fotografias de artistas como André Breton, Salvador Dali, Paul Delvaux, Yves Tanguy, René Magritte, André Masson, Max Ernst, Jean Arp, Claude Cahun e Paul Nougé, entre outros, servem para abordar este tema. 
Até dia 12 de janeiro de 2014, em Madrid, no Thyssen.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Coros de grandes óperas - I

Porque estive a ouvir Madame Butterfly... 

Os meus franceses - 297

 
Paris: 15, place Dauphine
Neste prédio viveram Simone Signoret e Yves Montand

Simone Signoret na casa da place Dauphine



Boa noite com duas canções deste magnífico disco.


Todos os dias aprendendo

Não sabia que os santos gémeos, Cosme e Damião, além de protetores da Medicina eram protetores dos barbeiros.
Nesta gravura de "Bazzi" (não consigo mais elementos) aparecem a receber a palma de mártires e dois anjos têm a bacia e a navalha de barbeiro.

 

Para os tempos que correm

"Existem apenas duas coisas infinitas - o Universo e a estupidez humana. E não tenho tanta certeza quanto ao Universo."

Dizem que foi Albert Einstein quem o disse!

5 de Outubro de 2013

Pela primeira vez desde 1910, as janelas dos Paços do Concelho foram fechadas durante as festividades do 5 de Outubro que decorriam no Salão Nobre. E porque foram fechadas? Porque o Presidente da República e o Senhor Primeiro-Ministro foram vaiados e as vaias ouviam-se no interior do edifício.
Estranhos representantes de uma democracia que não aguentam umas vaias. 

Um quadro por dia


George Lance, Autumn Gift, 1834, óleo sobre madeira, Tate Collection ( Doação Robert Vernon ).

Humor pela manhã



Passos prepara-se para concorrer como independente nas próximas legislativas


- É um título do Inimigo Público da passada sexta, mas não deve ser algo com que vários políticos cá do burgo não tenham já sonhado depois das recentes autárquicas ...

Bom dia !

domingo, 6 de outubro de 2013

Boa noite!

Vêm da Infância



Para a Cláudia umas rosas de Amesterdão
Felicidades.


VÊM DA INFÂNCIA

Vêm da infância, essas mulheres.
Caladas, discretas, sem pressa
de existir. Esplêndidas mulheres essas, 
penteadas com a risca ao meio, 
as orelhas descobertas pelo cabelo
de sombra clara.
No seu coração o mundo
não era tão pequeno e o que faziam
não lhes parecia humilhação.
Sabiam envelhecer com a vagarosa
luz das crianças
e dos animais da casa.
A par da rosa.
Eugénio de Andrade in, O Sal da Língua [Banco de Poesia da Casa Fernando Pessoa]


Os meus franceses

Como modesto contributo para a série magnífica de MR, ouçamos Sylvie Vartan.
Estranho: da cantora, muito querida junto dos prosimetronistas, nunca se postou um dos seus maiores êxitos que data de 1963/4.
Por isso, quem tencionar ir dançar este serão, siga o exemplo de Sylvie!

Lisboa finais do século XIX

Esta foto de Lisboa, feita na década de 1870, é uma pequena maravilha.




Julgo que é uma foto tirada do Alto de Santa Catarina. Alguém me pode ajudar, confirmando ou dando uma outra pista para identificar o lugar?

Continuação dia 07-10-2013 23.30

Já não tenho dúvidas. É mesmo uma vista do miradouro de Santa Catarina.
Vejam uma das casas nas fotos, colocadas de seguida, quase do mesmo ângulo.

 
Nesta ainda está presente a mesma claraboia de escada
no primeiro prédio inferior esquerdo

O prédio com as águas furtadas antes das obras.
 


Obrigado aos que tentaram ajudar!

Porque hoje é 6 de Outubro

 
Original da Constituição de 1822
(aceite e jurada pelo Rei a 1 de Outubro de 1822)
Publicada e Registada na Chancelaria-mor da corte e reino
a 5 de Outubro de 1822
Registada como Carta de Lei a 6 de Outubro de 1822
 
 
Artigo 1.º
 
A Constituição politica da Nação Portuguesa tem por objeto manter a liberdade, segurança, e propriedade de todos os Portugueses.
 
Artigo 2.º
 
A liberdade consiste em não serem obrigados a fazer o que a lei não manda, nem a deixar de fazer o que ela não proíbe. A conservação desta liberdade depende da exata observância das leis.
 
 
Foi um grande avanço! Embora goste mais do conceito da atual constituição.
 

O protesto (infeliz?) de Paulo Coelho

 
Na próxima quarta-feira arranca a Feira do Livro de Frankfurt. O país em destaque da 65ª edição desta feira, a maior da especialidade em todo o mundo, é o Brasil onde, de acordo com os mais recentes dados do instituto Media Control, se verifica um autêntico boom do mercado livreiro.
No entanto, o ambiente perspectiva-se quente e polémico neste certame: Paulo Coelho anunciou hoje no seu blogue que recusa o convite a participar na feira, e o motivo do seu protesto prende-se com a selecção dos autores brasileiros por parte do Ministério da Cultura do Brasil que vão representar o seu país em Frankfurt. Segundo Coelho, as autoridades escolheram os escritores com base em critérios meramente políticos, e não técnicos. Coelho argumenta que, dos 70 autores convidados, conhece apenas 20. Em sua opinião, os restantes 50 serão provavelmente "amigos de amigos: um compadrio". E duvida do profissionalismo de alguns dos eleitos, o que manifesta a "infeliz intromissão" dos políticos quando se trata de apresentar a cultura brasileira em fóruns internacionais.
Infeliz parece-me a intromissão do próprio Paulo Coelho. O facto de desconhecer alguns nomes de colegas seus não deveria, em meu entender, legitimar este protesto.
Coelho foi homenageado em 2008 em Frankfurt: e não pelo profissionalismo, mas pelo simples facto de, na época, ter ultrapassado a barreira de 100 milhões de livros, conforme relatado por um prosimetronista. Será este sucesso a causa que legitima tal reacção na óptica de Coelho...?
 

Auto retrato (o depois)

O Futuro que nos aguarda
A outra imagem do Auto retrato de Matthaeus Merian, publicado no livro
La Danse des morts, comme elle est dépeinte dans la...ville de Basle... * On y a jouté une description de la ville de Basle et des vers a chaque figure.- Todten Tanz, wie dersebe in der ....Stadt Basel...zu seken ist... / * dessinée et gravée sur l'original de feu Mr. Matthieu Merian. - Basle : Jean -Rodolphe Im-Hoff, 1744.

Auto retrato

 
 
 
Auto retrato de Matthaeus Merian, publicado no livro
La Danse des morts, comme elle est dépeinte dans la...ville de Basle... * On y a jouté une description de la ville de Basle et des vers a chaque figure.- Todten Tanz, wie dersebe in der ....Stadt Basel...zu seken ist... / * dessinée et gravée sur l'original de feu Mr. Matthieu Merian. - Basle : Jean -Rodolphe Im-Hoff, 1744.

Se virarem a imagem: mostra o futuro!
O que quer dizer que ninguém lhe escapa!
 

Todos os dias

Todos os dias são dias bons para apelar à Fraternidade! Todos somos Livres! Todos somos Iguais.
O que nos separa é menos forte do que a Amizade que nos Une. Basta liberdade e respeito pela liberdade.




"A Nação é livre e independente, e não pode ser patrimonio de ninguem. A ella sómente pertence fazer pelos seus Deputados juntos em Cortes a sua Constituição, ou Lei Fundamental, sem dependencia de sancção do Rei"
Constituição Politica da Monarchia Portugueza, Lisboa, na Imprensa Nacional, 1822. p. 14, artigo 27

6 de Outubro de 1789



Às 11 horas da manhã, Luís XVI, Rei de França e de Navarra, dirige-se aos ocupantes de Versalhes :

  Mes amis, mes amis, j 'irai a Paris avec ma femme, avec mes enfants. C'est à l'amour de nos bons et fidèles sujets que je confie ce que j'ai de plus précieux.

Assim terminava a jornada revolucionária de 5 e 6 de Outubro de 1789, com a Família Real obrigada a deixar Versalhes e a mudar-se para Paris, depois de quase 24 horas de negociações, de episódios caricatos, das habituais indecisões reais ( teria bastado que o Rei mandasse avançar o Regimento da Flandres e a Guarda Suiça, que guardavam Versalhes, e a história teria sido outra ) e do papel ambíguo ( como foi quase sempre ) de La Fayette que comandava a Guarda Nacional . Após um século, a Corte francesa deixava Versalhes para sempre. O poder régio regressava a Paris, e aí ficaria até à abolição da monarquia em Setembro de 1792.
Voltou pois a ser usado como residência real o Palácio das Tulherias, contíguo e unido ao Louvre, e do qual apenas hoje sobra o jardim que tem o mesmo nome e era o jardim do palácio, desenhado por Le Nôtre. O Palácio das Tulherias não era usado há um século, estava praticamente vazio e foi mobilado com o conteúdo das 100 carruagens que seguiram a Família Real de Versalhes para Paris.
Hoje não existe Palácio das Tulherias, não por culpa dos revolucionários de 1789, mas por culpa de outros bem piores : os da Comuna de Paris, de 1871, que incendiaram o Palácio, queimando todos os seus interiores, tal como incendiaram o Louvre ( que teve mais sorte : ardeu a biblioteca, mas salvou-se quase por milagre o museu ) e outros edifícios históricos de Paris. Ficaram as ruínas, que 11 anos depois com grande polémica foram completamente demolidas e vendidas as pedras. Uma parte destas serviu para construir o Château de La Punta em Ajaccio, na Córsega, e outras estão dispersas pela cidade de Paris em museus e praças públicas em memória do que foi o velho palácio que alguns até querem reconstruir, e assim ampliar o espaço expositivo do Louvre que continua sem poder mostrar muitas das suas preciosas reservas.
                                       
( Château de La Punta, Ajaccio, Córsega )

Pacotes de açúcar - 67

O domingo costuma ser dia de bola de Berlim, com café... Delta Timor.

À descoberta da música antiga portuguesa



 João Lourenço Rebelo nasceu em Caminha, em 1610.

Em 1624, com catorze anos, entrou como menino de coro ao serviço da capela ducal de Teodósio II, Duque de Bragança, no Paço Ducal de Vila Viçosa. Nesse palácio, o Duque de Bragança havia fundado o Colégio dos Santos Reis Magos, onde se formavam compositores que, por terem de apresentar os seus trabalhos perante um público (nobre) mais exigente do que os frequentadores das igrejas, produziam obras tecnicamente mais elaboradas, nomeadamente no campo vocal, já que a capela do palácio ducal dispunha de 24 cantores, enquanto nas igrejas não se escutavam mais do que 4 vozes.

Em 1630, é nomeado professor de música do filho do Duque, João II, 8° Duque de Bragança, futuro rei D. João IV de Portugal, o qual era somente seis anos mais velho que este. João Lourenço Rebelo continuou como músico e compositor, tornando-se mestre da capela ducal de Vila Viçosa.

Após a Restauração da independência, em 1 de dezembro de 1640, e com a aclamação do rei D. João IV de Portugal, João Lourenço Rebelo foi transferido para a capela real, onde continuou a promover o interesse do rei pela música, e o seu talento como compositor.

A sua paixão pela música fez com que fosse um grande colecionador de manuscritos, impressões e partituras, tendo reunido a maior biblioteca de música do seu tempo, a qual seria totalmente perdida, um século mais tarde, nos escombros do terramoto de Lisboa.

Em 1646, João Lourenço Rebelo foi feito cavaleiro da Casa Real. Mais tarde, foi levado a comendador da Ordem de Cristo, uma posição com significativos benefícios financeiros.

João Lourenço Rebelo morreu no lugar da Apelação, em Loures, no dia 16 de novembro de 1661.


in Wikipédia







Bom dia !



Do primeiro álbum deste norte-americano que me lembra outras décadas.

A minha pilha de livros - 7

Madrid: Visor Libros, 2003

O café Pombo, que ficava na calle Carretas, junto às Portas do Sol, em Madrid, foi de 1912 até ao início da Guerra Civil, em 1936, o local de tertúlia diária de Gómez de la Serna. Este dedicou ao café - o seu escritório - centenas de páginas (1600 p.), agrupadas em dois volumes: Pombo (1918) e este La sagrada cripta de Pombo (1924). Nessas páginas, ilustradas, passam os clientes do café e do pate-papo, que foram dezenas ao longo dos anos: Bagaria, Bacarisse, os irmãos Bergamin, Tomás Borrás, Gutiérrez Solana Cansinos-Aséns, Sagarra, Romero de Torres, Picasso, etc., para além dos nossos Almada e Leal da Câmara.

Local onde funcionou o café Pombo. 

Há uns tempos comecei a ler o 1.º volume que, entretanto, tive de emprestar. Estava bastante no início. Agora, iniciei a leitura do 2.º volume. Estes livros vão aqui voltar, seguramente, mais de uma vez. Têm greguerías e muitas histórias.


«Cada vez me cercioro más de que si hay alguna institución independiente lo es el café. Seamos senadores vitalicios del café.» (p. 9)

Parabéns, Cláudia!

 
Aqui vai uma locomotiva de Lisboa para o Porto para lhe desejar um ótimo dia.
Felicidades!

Amália Rodrigues

Amália Rodrigues faleceu a 6 de Outubro de 1999


Um dia ele seguiu-me
Da água onde eu morava
Cumprimentou-me, fugiu-me
E a outro dia lá estava

Atirei-lhe de trapeira
Da minha água furtada
Uma rubra sardinheira
Que se tornou mais corada

Depois, nunca mais o vi
Nem do seu olhar a chama
Passou tempo, descobri
Que ele morava na Alfama

Uma noite, sem pensar
Pus o meu xaile, meu lenço
E fui atrás desse olhar
Que deixara o meu suspenso

Hoje moro onde ele mora
Hoje durmo onde ele dorme
E só olho por dentro e por fora
Da minha alegria enorme