
Traseiras da casa e pequena horta.
(Foto folheto da Casa Museo Lope de Vega)
A casa situa-se na Calle Cervantes 11, em pleno Bairro das Musas ou das Letras, de que falarei um dia destes.
Por caá vamos destruindo (ou deixando destruir) as que ainda restam. Mas estamos sempre a dizer: Somos um país de poetas.

O local de trabalho. Lope de Vega tinha uma biblioteca com 400 volumes.
Os que se encontram, presentemente, na sua casa não lhe pertenceram,
são da colecção da Biblioteca Nacional de Espanha.
(Foto folheto da Casa Museo Lope de Vega)
Um poema das Rimas:
Ir e ficar e com ficar partir,
partir sem alma e ir com alma alheia,
ouvir a doce voz de uma sereia
e da árvore não se poder cindir;
como uma vela atder, se consumir
erguendo torres na frágil areia;
cair de um céu, ser demo na cadeia,
e de o ser contrição jamais sentir;
falar por entre as mudas soledades,
emprestada pedir fé, mais paciência,
e a quanto é temporal chamar eterno;
crer em suspeitas e negar verdades,
é o que chamam neste mundo ausência,
fogo na alma e nesta vida inferno.
Lope de Vega
In: Antologia da poesia espanhola do «Siglo de Oro» / trad. José Bento. Lisboa: Assírio & Alvim, 1996, vol. 2, p. 157-158




































