
Afasta de mim... este convite!
Realiza-se em Lisboa.
Horários
Sábados: 16-24h
Domingo (7): 16-24h
Domingo (14): 16-22h
Restantes dias: 18-24h
Este ano com um "salão" de Livro-Antigo.
De forma aleatória, irei trazer aqui alguns dos monstros que no feminino fizeram história. E a personagem que inaugura esta galeria de horrores é Aileen Carol Wuornos (1956-2002). Graças a uma trajectória de crimes tão cruéis esta prostituta, considerada a primeira serial-killer dos EUA, foi condenada à morte pelo assassinato de seis homens na década de 80. Consequência de um ódio visceral pelos homens, Aileen atraía as vítimas ao simular problemas com o carro nas autoestradas da Flórida. Ela admitiu ter cometido os crimes e concordou com a pena (injecção letal), afirmando que voltaria a matar caso fosse libertada. A sua vida inspirou livros e filmes como o "Monstro" que deu um Óscar a Charlize Theron.
Domenico Fetti, - O Véu de Verónica, 1618-20, National Gallery of Art, Washington.
On s' étonne trop de ce qu' on voit rarement et pas assez de ce qu' on voit tous les jours.Em francês porque retirado do "lote Révillon", sendo que o retrato da injustamente esquecida Madame de Genlis foi "surripiado" do Tea at Trianon, o blogue da Elena Maria Vidal de que falarei em breve. E esta pedagoga discípula de Rousseau ainda viveu o suficiente para ver o seu antigo aluno Luís Filipe de Orleães "roubar" o trono a Carlos X em 1830. Nada mau para quem esteve perto da guilhotina...
Este esteve quase a vir para Lisboa, mas resisti à tentação. Trata-se da "biografia fotográfica" de
É um dos acontecimentos musicais de Fevereiro a versão de concerto de Giulio Cesare in Egitto de Haendel na Sala Pleyel: Cecilia Bartoli é Cleopatra, Andreas Scholl é o imperador, e Nathalie Stutzmann é Cornelia. E o lado orquestral não fica atrás: William Christie a dirigir Les Arts Florissants.
Jacques Prévert nasceu há 110 anos.
Já aqui postei «Les feuilles mortes», cantada por Yves Montand. E penso que outras interpretações desta canção já aqui passaram pelo blogue. Hoje, deixo-vos «Barbara», dito por Marianne Oswald (1901-1985).
Agradeço, mais uma vez, a APS a lembrança.
O livro não é recente, mas a tradução portuguesa, da Guerra e Paz, é-o. Aprecio o estilo "divulgador" do Simon S.Montefiore, mas fiquei revoltado com uma flagrante injustiça presente nesta capa: colocar Lucrécia Bórgia ao lado de Staline, Henrique VIII e Hitler?!! É que não há comparação possível! Qualquer pessoa que conheça razoavelmente a história dos Bórgias, e posso dizer que conheço bem, passe a imodéstia, sabe que ela foi sobretudo um títere nas mãos do pai, o Papa Alexandre VI, e de um dos irmãos, o implacável César. Casou com quem eles quiseram, e ficou viúva duas vezes por obra e graça do sinistro irmão. A prova da falta de crueldade "congénita" de Lucrécia são as últimas décadas da sua vida: amada duquesa de Ferrara, terminando os seus dias tranquilamente.
Este Igreja em Cassone, paisagem no meio dos ciprestes foi pintado em 1913 por Gustav Klimt quando o pintor esteve nesta localidade nas margens do lago de Garda com Emilie Flöge, e é considerado como uma das mais belas paisagens klimtianas. E esta tela quadrada (110x110cm ) teve uma vida rocambolesca: comprada pelos coleccionadores Victor e Paula Zukerkandl, amigos de Klimt e de vários outros artistas, foi herdada por uma irmã de Victor que a escondeu num depósito de Viena perante os avanços do Nazismo. Em 1947, quando foram à procura dela, já lá não estava. Reapareceu recentemente, e será vendida hoje na Sotheby's de Londres, sendo que foi alcançado um acordo entre os proprietários actuais e os herdeiros Zukerkandl. Está avaliada entre 14 e 20 milhões de euros. O leilão começou hà meia hora...
Ficámos ontem a saber que com a intervenção directa de Ana Jorge lá se conseguiram poupar uns milhões do erário público, cancelando 30% da encomenda de vacinas para a gripe A que havia sido feita junto da GlaxoSmithKline. Foi a percentagem também conseguida pelo governo alemão e por outros estados europeus. Ainda assim, continuamos com vacinas a mais, especialmente considerando que uma só dose serve para imunizar um adulto, ao contrário do que incialmente havia sido dito pelos peritos da OMS, sendo certo que foi com base em tais informações que as encomendas foram feitas por dezenas e dezenas de países.


E porque é que o blogue (isto é os Prosimetronistas) hoje não vai "crepar" em conjunto? 
Tenho estado a ler, com muito contentamento, este volume autobiográfico de Jean d' Ormesson. Não se trata propriamente de uma autobiografia no sentido estrito do termo, mas antes de uma autobiografia intelectual se assim posso dizer. No entanto, entremeadas com as reflexões do autor sobre a vida, o mundo, a literatura e a arte, estão também muitas histórias de família, histórias antigas de uma família que atravessou os séculos da conturbada história francesa.
Túmulo de Otto I, em Magdeburgo.
2 de Fevereiro de 962, o Papa João XII coroou, em Roma, Otto como imperador . O começo de uma longa história...
"Das Heilige Römische Reich mit seinen Fürstentümern". (tradução livre: os Brasões das cidades do antigo Império)
Augsburg: David de Negker, 1510 (285 x 400 mm) impresso colorido

Este ícone do séc.XVIII, de autor desconhecido, representando a Festa da Purificação da Virgem ou da Apresentação de Jesus no Templo ou da Candelária, esteve na Igreja de Bascechny até aos tumultuosos anos do séc.XX, tendo passado depois para o Museu Estatal da Bielorússia e encontrando-se agora na Catedral de S.Simão e S.Helena, mais conhecida como Catedral Vermelha, em Minsk, que festeja este ano os seus cem anos de existência.


Procissão da Candelária, no claustro de Saint-Emilion. Gravura de Bernard Picart.
In: Cérémonies et coutumes religieuses de tous les peuples du monde. Amsterdam, 1723, t. 2
Rosalie Godin, restauradora das pinturas de Saint-Emilion, diz: «Ces chandelles sont probablement des références à la fête de la Chandeleur, qui comportait une procission pendant laquelle les protagonistes portaient ces luminaires. Cette fête est souvent mise en relation avec des ensevelissements dans la peinture murale du XIIIe et du XIVe siècle. D'une manière plus générale, la présence de la chandelle éteinte est mise en relation avec la mort du chrétien, tandis que sa flamme allumée symbolise la résurrection.» (In Michelle Gaborit – Des hystoires et des couleurs: Peintures murales médiévales de Saint-Emilion. 


