Prosimetron
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
Mais elegâncias
Achei graça a esta criação da marca Céline, quer-me parecer que este efeito pieds nus vai baralhar muita gente ...
A arte do retrato
Podia ser, mas não é. Mas também não é nenhuma montagem. Trata-se de uma das mais recentes obras da fotógrafa britânica Alison Jackson, que utiliza sósias da família real britânica para as suas composições improváveis.
Esta está exposta na mostra anual Macmillan De'Longhi no Royal College of Art, Londres.
Jacques-Émile Blanche e os escritores
Jacques-Émile Blanche pintou muitas figuras da sua época. Hoje, escolhi alguns escritores.
Raymond Radiguet
Rouen, Musée des beaux arts
André Gide com 21 anos
Cuverville, col. André Gide
André Gide, 1912
Marcel Proust, 1892
René Crevel
James Joyce
Etiquetas:
André Gide (1869-1951),
Jacques-Emile Blanche (1861.1942),
James Joyce (1882-1941),
Marcel Proust,
Raymond Radiguet (1903-1923),
René Crevel (1900-1935)
domingo, 29 de setembro de 2013
Livros de cozinha - 73
Uns amigos que estiveram de férias no Algarve trouxeram-me este caderno e mais uns que ficam para outra oportunidade.
O Caderno de receitas do mar (2012) foi encomendado pela CCDRA - Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região do Alentejo à Confraria Gastronómica do Algarve que convidou a Confraria Gastronómica do Alentejo e a Federação das Confrarias Enogastronómicas da Andaluzia, que selecionaram 60 receitas com paladares do mar. É uma edição bilingue, em português e castelhano. Um projeto que devia ser estendido ao resto dos dois países.
Um quadro por dia
George Caleb Bingham, County Election, 1851-52, óleo sobre tela, St.Louis Museum of Art.
Porque hoje é dia delas.
Mini-livros - 18
1.ª ed. S.l.: Ponto M, 2012
37x25 mm
Caixa que serve de embrulho ao livro
Foi a minha última compra na Sá da Costa, com dois outros livrinhos que apresentarei oportunamente. Este é uma espécie de história da cidade.
Marcadores de livros - 109
Mais um marcador com íman para ser dobrado na página do livro. Este veio do Museu da Tulipa de Amesterdão.
Obrigada, Ana!
Alvalade: (quase) um regresso às origens
A 8 de novembro de 2012 foi criada a nova freguesia de Alvalade que só hoje vai eleger os seus órgãos autárquicos. É como que um regresso a 1959, quando a então freguesia do Campo Grande foi fragmentada e criadas três freguesias na área: Campo Grande, Alvalade e São João de Brito. Agora voltam-se a juntar, tomando o seu nome histórico: Alvalade, de Campo de Alvalade o Grande (por isso, tendo sido o local também conhecido como Campo Grande), quando ainda pertencia ao Termo de Lisboa. Parece-me que, neste caso, a escolha do nome foi feliz, ao contrário do que aconteceu com muitos outros locais de Lisboa*.
Antes da construção do Bairro de Alvalade, segundo projeto de Faria da Costa de 1945, o local era maioritariamente formado por campos, quintas e hortas. Hoje, de acordo com o senso de 2011, tem mais de 31 000 habitantes.
A Av. Alferes Malheiro é a atual Av. do Brasil, e encontra-se no cimo da foto; à esquerda está o Campo Grande; à direita, a Av. Gago Coutinho (que se chamou, durante muitos anos, Av. do Aeroporto); a sul, em baixo, na foto, a linha do caminho de ferro: a Av. S. João de Deus.
Vista aérea do Bairro de Alvalade. Fotos dos anos 1950.
Logo as hortas de Alvalade,
cuja hortaliça se rega
com tanta abundância de água
que noras lançam nas presas.
In: Relaçam, em que se trata, e faz hua breve descrição dos arredores mais chegados à cidade de Lisboa [...]. Lisboa: Antonio Alvarez, 1625
Não voto para esta Junta de Freguesia, mas já o fiz numa das três. De qualquer modo, a maior parte da minha vida desenrola-se nela e é também nela que, maioritariamente, faço as minhas compras.
* É o caso da junção das freguesias das Mercês, Santa Catarina, Encarnação e São Paulo com o nome de Misericórdia. A instalação da Misericórdia no Largo Trindade Coelho é relativamente recente. Teria então sido melhor escolher São Roque, não?
sábado, 28 de setembro de 2013
Os meus franceses - 296
Não sei se algum dia já tinha passado nesta rua, próxima da Bastilha. À noite deve ser *****. Quando vi o nome da rua, só me lembrei da java de Mouloudji. :)
Tous les sam´dis soirs on allait
Comm´ ça
Dans un bal musette pour danser
Comm´ ça
Dans un vieux quartier fréquenté
Comm´ ça
Par les danseurs de java
Comm´ ça
Rue de Lappe
Au temps joyeux
Où les frappes
Où les frappes
Etaient chez eux
Rue de Lappe
Rue de Lappe
En ce temps là
A petits pas on dansait la java
Sur leurs cheveux gominés
Avec de bell´s rouflaquettes
Qui descendaient jusqu´au nez
Rue de Lappe
Rue de Lappe
C´était charmant
Rue de Lappe
Rue de Lappe
Mais plus prudent
Rue de Lappe
Rue de Lappe
Pour les enfants
De les emm´ner ce soir là au ciné
Plutôt que d´aller s´faire assassiner
Passez la monnaie
Passez la monnaie
Et ça tournait
Et plus ça tournait
Et plus ça tournait
Plus ça coûtait
Qu´est c´que ça coûtait
Qu´est c´que ça coûtait
Quelques tickets
Mais on n´les payait
Mais on n´les payait
Presque jamais
Pour la politesse avaient leur Technique
Avec les gonzesses c´était à Coups d´trique
Qu´ils discutaient politique
Comm´ ça
Rue de Lappe
On rencontrait
Une frappe
Une frappe
Qui revenait
Rue de Lappe
Rue de Lappe
Pour respirer
Un peu d´air frais de ce bon vieux quartier
Il laissait à la Guyane
Son bel ensemble rayé
Pour cueillir le cœur d´ces dames
Comme une poire au poirier
Rue de Lappe
C´était parfait
Rue de Lappe
Rue de Lappe
Oui mais oui mais
Rue de Lappe
Rue de Lappe
Par les poulets
Un soir de rafle il se faisait cueillir
Pour la Guyane il devait repartir
Passez la monnaie
Passez la monnaie
Et ça tournait
Pendant qu´ça tournait
Pendant qu´ça tournait
On l´emmenait
Et ça lui coûtait
Et ça lui coûtait
Quelques années
Mais il n´les faisait
Mais il n´les faisait
Presque jamais
Rue de Lappe
Rue de Lappe
Quand il rev´nait
Rue de Lappe
Rue de Lappe
Il r´commençait
Um poeta do Equador
RIMA VII
¿Qué miro? me preguntas. En mi anhelo
miro siempre, a merced de mis antojos,
mucho azul en la bóveda del cielo
y mucho azul del cielo en esos ojos.
¿En qué pienso? me dices. Tristemente
medito a solas, presa de un engaño,
que aquel azul de los espacios miente
y son tus ojos cielo, por mi daño...
Alfredo Baquerizo Moreno
nasceu em Guayquil, Equador, em 28 de Setembro de 1859.
Foi poeta, brilhante pianista, compositor, jurisconsulto e político.
Presidente da República, Presidente do Senado e do Congresso, Alcalde de Quayquil.
¿Qué miro? me preguntas. En mi anhelo
miro siempre, a merced de mis antojos,
mucho azul en la bóveda del cielo
y mucho azul del cielo en esos ojos.
¿En qué pienso? me dices. Tristemente
medito a solas, presa de un engaño,
que aquel azul de los espacios miente
y son tus ojos cielo, por mi daño...
Alfredo Baquerizo Moreno
nasceu em Guayquil, Equador, em 28 de Setembro de 1859.
Foi poeta, brilhante pianista, compositor, jurisconsulto e político.
Presidente da República, Presidente do Senado e do Congresso, Alcalde de Quayquil.
A minha pilha de livros - 4
2.ª ed. Lisboa: Portugal-Brasil, ca 1922
Já o tinha lido, emprestado. Como entretanto o comprei, reli-o agora. Reli algumas das crónicas com grande prazer.
Números
75 000
embalagens de antidepressivos vendidas diariamente em Portugal, este ano, até Agosto. Mais 2% que no ano passado. ( consultora IMS Health )
embalagens de antidepressivos vendidas diariamente em Portugal, este ano, até Agosto. Mais 2% que no ano passado. ( consultora IMS Health )
Citações
(...) Acredito que ser ecologista é amar as árvores, as aves, os animais, mas é, sobretudo, gostar de si próprio e respeitar o outro. Algo que, talvez, os ecologistas puros e duros esqueceram.
(...) Vivemos numa civilização que se baseia no crescimento económico e, por isso, na energia e no consumo. (...) Essa energia, esse conforto, permite-nos consumir muito mais do que aquilo de que verdadeiramente precisamos. Hoje, vivemos numa espécie de superabundância- pelo menos nos países ricos, dois ou três mil milhões de pessoas. E não sei se seremos capazes de parar.
- Excerto da entrevista do grande jornalista e fotógrafo Yann Arthus-Bertrand, na Visão.
Três divas, três identidades
(...)
Je revois la ville en fete et en dlire
Suffoquant sous le soleil et sous la joie
Et j'entends dans la musique les cris, les rires
Qui clatent et rebondissent autour de moi
Et perdue parmi ces gens qui me bousculent
tourdie, dsempare, je reste l
Quand soudain, je me retourne, il se recule,
Et la foule vient de me jeter entre ses bras...
(...)
(...)
I'm a fool to want you
I'm a fool to want you
To want a love that can't be true
A love that's there for others too
(...)
(...)
Que estranha forma de vida
Tem este meu coração:
Vive de forma perdida;
Quem lhe daria o condão?
Que estranha forma de vida.
(...)
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
Caixa do correio - 18
Este postal demorou 23 dias a chegar de um marco de correio de Barcelona à minha caixa de correio, em Lisboa. É obra!...
A minha pilha de livros - 3
Lisboa: Quetzal, 2012
Este livro - que já estava meio lido - celebra os 50 anos que Paul Theroux leva de viagens, 40 dos quais a escrever sobre elas. Durante esses anos, segundo o autor, «a viagem mudou, não só em termos de velocidade e eficiência, mas por causa das circunstâncias alteradas do mundo [...]. Todavia, há muitas partes do mundo que são pouco conhecidas e que vale pena visitar, e houve um tempo nas minhas viagens em que algumas partes da Terra proporcionavam a qualquer visitante a emoção da descoberta de Colombo ou de Crusoe.» (p. 9)
Um dos primeiros livros que o pai de Paul Theroux lhe leu. Ele descreve como um rapaz de doze anos sobreviveu doze dias no monte Katahdin. E ensinou-lhe esta lição de sobrevivência: «Segue sempre um ri ou um ribeiro na direção em que a água corre.»
Um livro à volta de livros, de autores e das suas viagens. Alguns deles escreveram sobre locais onde nunca estiveram: «Escrevo melhor sobre locais que nunca vi» (Edgar Rice Burroughs).
«A viagem é fatal para o preconceito, a intolerância e a estreiteza de espírito, e muitos dos nossos precisam urgentemente dela por causa dessas coisas. Visões largas, sadias e benevolentes de homens e coisas, não se podem adquirir vegetando toda a vida num cantinho da Terra.»
Mark Twain - The Innocents abroad (1869)
Depois de ler este livro, tenho mais uns quantos que quero ler. Talvez nas próximas férias. :)
Chove (I)
Museu Van Gogh
IChove...
Mas isso que importa!,
se estou aqui abrigado nesta porta
a ouvir na chuva que cai do céu
uma melodia de silêncio
que ninguém mais ouve
senão eu?
Chove...
Mas é do destino
de quem ama
ouvir um violino
até na lama.
José Gomes Ferreira, "Sonâmbulo" in Poesia-II. Lisboa: Portugália, p. 141.
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