François Picaud, que ainda vivia em Paris em 1807, o sapateiro traído e condenado que se apoderou de um tesouro em Milão e cuja terrível vingança nos 10 anos seguintes inspirou a Dumas o Conde de Monte-Cristo.
Delphine Delamare ( 1812-1848 ), nascida Couturier, a burguesa entediada, adúltera e suicida que foi o modelo da Madame Bovary de Flaubert. O bom estado desta pedra tumular não engana : é uma placa comemorativa, pois que a verdadeira pedra tumular foi vendida pelo coveiro do cemitério de Ry a um americano rico ainda no séc.XIX quando o romance flaubertiano se tornou muito popular...
Prosimetron
sábado, 20 de julho de 2013
Novidades
Não é em bom rigor uma novidade, pois que é do ano passado. Mas este Le Musée Absolu da Phaidon aparece aqui porque foi considerado um dos melhores livros publicados em 2012. São quase 1000 páginas onde encontramos reproduções magníficas de 3000 obras de arte, do passado distante ao séc.XX. E talvez agora o preço esteja mais suave...
Números
15 milhões
Alguém vai ter um dia, e espero que o resto da vida, feliz em Alfândega da Fé. Foi lá que foi parar o primeiro prémio do Euromilhões.
Biografias e afins
Transcrevo a nota editorial : " Joaquim Magalhães de Castro seguiu, durante vinte e cinco anos, as pisadas do herói quinhentista. Da Etiópia a Java, do Vietname ao Japão, da Índia à Tartária, o viajante contemporâneo percorre os lugares antes visitados pelo autor de Peregrinação. "
É uma edição da Parsifal.
Pensamento ( s )
Je ne vois pas pourquoi je me passerais sous silence, je suis encore celui qui me connait le mieux.
Ficou-me na cabeça esta frase de Genet, citada por Jeanne Moreau. É ela que vemos supra, em imagem que escolhi inspirado pelo post de M.R. sobre Demy ( " Baía dos Anjos ", 1963 ). Na imagem, Moreau é Jackie, a burguesa viciada no jogo ao ponto de só lhe restarem dois vestidos na mala, mas são Pierre Cardin e ainda valem alguma coisa ...
sexta-feira, 19 de julho de 2013
Convite
C O
N V I T E
O
Presidente da Câmara Municipal de Coimbra/Presidente da Associação dos Amigos
de D. Pedro e D. Inês e a Presidente da Fundação Inês de Castro convidam V.
Ex.ª a assistir à apresentação da obra “Pedro
e Inês – O Futuro do Passado/Congresso Internacional” (2012), no dia 23 de Julho, às 18h00, no Hotel Quinta das Lágrimas, no
âmbito do 5º Festival das Artes.
Apresentação da obra:
Comissário
Geral das Comemorações, Dr. José Miguel Júdice
Coordenadora
Científica, Prof.ª Doutora Maria Helena da Cruz Coelho
Presidente
da Câmara Municipal de Coimbra e Presidente da AAPI, Dr. João Paulo Barbosa de
Melo
VOLUME I
Estudos
Pedro e Inês: o tempo e a história
VOLUME II
Pedro e Inês: memórias, lendas e mitos
VOLUME III
Desenho a tinta da China, de Alberto Sousa, Coleção Pereira de Sampaio.
O Congresso Internacional “Pedro e Inês – O Futuro do Passado” decorreu em 2012, em Coimbra, Alcobaça e Montemor-o-Velho, sob Coordenação Científica de Maria Helena da Cruz Coelho, no âmbito das Comemorações dos 650 Anos da Trasladação de Inês de Castro do Mosteiro de Santa Clara
Com o Congresso, que reuniu cerca de cinquenta investigadores nacionais e estrangeiros em variadas áreas do saber (História, Artes Plásticas, Literatura, Artes de Palco) e com a publicação desta obra, dão-se a conhecer novas descobertas que testemunham o interesse e intemporalidade da história dos amores de D. Pedro I e D. Inês de Castro como Mito estruturante da Cultura Portuguesa.
Jorge Pereira de Sampaio, Programador-Geral das Comemorações
Fonte: Informação contida no convite.
Poemas - 83
O mar já não é o mar.
O azul já não é tão azul.
Os olhos têm mais sede de ternura.
O corpo já não é o meu corpo.
O rosto já só é o teu rosto.
A ilha, essa escrevo-a só para ti.
- Maria Carlos Loureiro, in Acasos e Mistérios, Quetzal Editores, Lisboa, 1998.
Cinenovidades
Estreou ontem nas nossas salas o novo filme de François Ozon, com Kristin Scott Thomas e Emmanuelle Seigner.
Mais uma
É mais uma histórica livraria que fecha portas no Chiado, a este ano centenária Sá da Costa. Fecha dia 22, depois da assembleia de credores ter recusado o plano de viabilização. A concorrência é forte, o passivo acumulado é muito, e os credores também não podem ser obrigados a mantê-la artificialmente. Esperemos que os interiores não sejam completamente descaracterizados como já aconteceu noutras situações.
"O polvo..."
Ontem no Festival das Artes, Quinta das Lágrimas, Coimbra
João Reis esteve muito bem na "pregação" do Sermão de Santo António aos Peixes,
sermão proferido pelo padre António Vieira na cidade de S. Luís do Maranhão, em 13 de Junho no ano de 1654.
João Reis
"O polvo com aquele seu cabelo na cabeça, parece um monge; com aqueles seus ralos estendidos, parece uma estrela; com aquele não ter osso nem espinha, parece a mesma brandura, a mesma mansidão. E debaixo dessa aparência tão modesta ou dessa hipocrisia tão santa, testemunham constantemente (...) que o dito polvo é o maior traidor do mar."
Trecho retirado do Festival das Artes.
Roy Lichtenstein em Paris
Uma centena de obras deste artista pop estão expostas no Centro Pompidou, em paris, até 4 de novembro.
quinta-feira, 18 de julho de 2013
Especialmente para a Ana
Esta noite, às 21h30, no mítico Café de Santa Cruz, Coimbra, actuam o Coro D.Pedro de Cristo, o Coral Poliphonico de Coimbra e o Coro Municipal Carlos Seixas.
Onde me apetecia estar
Em Bourg-Saint-Maurice, na Sabóia francesa, onde começa hoje a 40ª edição do Académie- festival des Arcs. 40 anos e 40 concertos ( pianistas Michel Dalberto e Jeaaaan-Frédéric Neuberger, o trompetista David Guerrier, o quarteto Debussy etc ), master classes e conferências. Com a particularidade de um dos dias ser inteiramente dedicado a Bach, e na chapelle des Vernettes, a 1816 metros de altitude :
festivaldesarcs.com
Biografias e afins
Se não tivesse umas dezenas de livros para ler, avançaria de bom grado para esta biografia de Laure Permon, mais conhecida pelo seu título de casada de duchesse d' Abrantès. A vida desta jovem de origem corsa, que cresceu a par dos Bonaparte e muito estimada por Napoleão que lhe chamava ma petite peste, e que partilhou do destino glorioso dos seus amigos especialmente depois do casamento com Junot, general do Império e duque de Abrantes. Gastadora, extravagante, pouco dada a fidelidades maritais, tornou-se escritora para sobreviver depois da morte do marido e da queda do Primeiro Império, o que não a impediu de terminar os seus dias num asilo dadas as carências económicas.
Les folies de la duchesse d' Abrantès, Michel Peyramaure, Calmann-Lévy, 352p, € 18.
Citações
( ... ) E se não houver acordo? Também aqui não há meios termos. Todos saem a perder. Todos, sem excepção. Ninguém se safa. O País será o maior perdedor. Depois de dias de elevadas expectativas, os portugueses apanharão um choque. Mais um choque de depressão e revolta. Os níveis de autoestima voltarão a ser revistos em baixa. Muito à portuguesa, com o tradicional vício da generalização, ninguém escapará à ira dos cidadãos. Os partidos serão novamente arrasados no que já pouco resta da sua debilitada credibilidade. Os políticos em geral, e os do centrão em particular, serão alvos fáceis na primeira linha do pelotão de fuzilamento popular. E o próprio Presidente, ainda que intentando transferir responsabilidades para os partidos, dificilmente deixará de sair da iniciativa mais fragilizado e com menos autoridade.
Não sei se os protagonistas pensaram nisto. Ou se ainda vão a tempo de pensar. Mas convinha não desvalorizar as consequências. O voluntarismo é saudável. O excesso de voluntarismo é altamente perigoso. Mesmo que não mate pode deixar marcas profundas.
- Luís Marques Mendes, na Visão desta semana.
Humor pela manhã
Apesar das transfusões de sangue na Suiça, das tendas de oxigénio e outros truques, alguns dos Stones envelheceram realmente muito mal como se viu recentemente no Festival de Glastonbury e mostra a impiedosa manchete do Daily Mail.
Pico della Mirandola
Florença, Uffizi
No âmbito das comemorações dos 550 anos do nascimento de Giovanni Pico della Mirandola, o Museu de Artes Decorativas Portuguesas Fundação Ricardo Espírito Santo e Silva apresenta uma exposição de tesouros bibliográficos deste humanista europeu, bem como de obras de autores do Renascimento por ele influenciados, a partir da coleção de José V. de Pina Martins, propriedade do BES.
A exposição pode ser vista a partir de hoje e até 22 de setembro no Largo Portas do Sol, em Lisboa.
A nossa vinheta - Festival das Artes
O 5º Festival das Artes - Natureza,
na Quinta das Lágrimas, Coimbra
O Festival contempla a música, o teatro, as artes plásticas, o bailado, o cinema e a gastronomia. Há espetáculos espalhados pela cidade mas os de maior destaque ocorrem na Quinta das Lágrimas, no Anfiteatro Colina de Camões.
Para hoje destaco:
Às 18h30 — Anfiteatro da Colina de Camões:
“Os Sinos da Macieira”, Orquestra Clássica do Centro.
Ópera em estreia para orquestra, soprano, meio-soprano, tenor, barítono e coro.
MARINA PIKOUL música
NATALIA PIKOUL libreto
Ana Barros, soprano; Margarida Reis, meio-soprano; Mário João Alves, tenor; Pedro Telles, barítono; Coro de Câmara de São João da Madeira; Orquestra Clássica do Centro.
David Wyn Lloyd, maestro
Às 21h30 — Anfiteatro da Colina de Camões
“Sermão de Santo António aos Peixes” de Padre António Vieira
Que se Há-de Fazer a Esta Terra…
“Sermão de Santo António aos Peixes” de Padre António Vieira
Que se Há-de Fazer a Esta Terra…
João Reis, leitura encenada. Marcelo Félix, vídeo.
Programa
quarta-feira, 17 de julho de 2013
Os meus franceses - 280
Por ocasião da exposição sobre Jacques Demy de que falei hoje, foi publicada uma caixa com onze discos com a música de Michel Legrand para os filmes do realizador francês. e ainda um cd, mais modesto, com apenas 24 musicas dessa colaboração.
Le Monde enchanté de Jacques Demy
Adorava ver esta exposição que está na Cinemateca Francesa até 4 de agosto.
Impressões
MR já fez uma excelente reportagem sobre a exposição de Joana Vasconcelos no Palácio da Ajuda. Deixo as minhas impressões.
Provocadora, sim. Arte, será?
Na sala havia quem dissesse que era arte da mentira. Parei... Reflecti. Realmente as peças estão vestidas, ou embrulhadas, quem as criou foi Rafael Bordalo Pinheiro.
Escolhi duas peças que foram as que gostei.
Sala D. João VI com relevo para o Atlas
Contrastes Chegada de D. João VI e o coração do povo português
A Noiva (?). Sala D. João IV
Na livraria da Universidade Católica encontrei o livro de Tolstói: O que é a Arte?
Terá sido o acaso? Ou coincidência? A verdade é que o livro apareceu num dia em que esta pergunta estava no meu pensamento. Gostei de passear no Palácio; gostei de encontrar o Príncipe-Menino D. Carlos no quarto de brinquedos na companhia do gato Casanova.
De Tolstói porque em parte se ajusta:
Realmente seria bom se os artistas fizessem eles próprios todo o seu trabalho, mas todos eles precisam da ajuda de trabalhadores ...
Leão Tolstói, O Que É A Arte? Lisboa: Gradiva, 2013, p. 39. ((Tradução do Russo Ekaterina Kucheruk, revisão científica e introdução, Aires Almeida).
Tive prazer em me sentar e ouvir este fado. Liga bem com o coração.
terça-feira, 16 de julho de 2013
Pensamento ( s )
Dans l' extrême jeunesse, ont est capable de tout dévorer, même et surtout ce qu'on ne comprend pas. Dans l' extrême vieillesse, quelques aphorismes suffisent.
- Roland Jaccard ( 1941- )
Poemas - 82
Nas docas
Estacionámos o carro junto às docas
e percorremos a pé os poucos metros
que nos separavam do conjunto de mesas
e guarda-sóis dos cafés.
Era a terceira vez que ali estávamos os dois.
Por acaso, foi a última.
O nosso caso acabou meses depois.
O mistério desaparecera, porque tudo
o que é rotineiro tem a particularidade da evidência.
« Agora vais dizer isto; depois, certamente dirás aquilo ».
Rotina por rotina, cada um prefere a sua.
- Maria Carlos Loureiro, in Acasos e Mistérios, Quetzal Editores, Lisboa, 1998, p.35.
Lá fora - 165 : Pubmania
- Porta-chaves dos anos 60.
- Leques publicitários dos anos 20.
- Leque publicitário de 1933.
O fabuloso Musée des Arts Décoratifs de Paris recebeu um legado de 1000 leques publicitários, e essa colecção foi o motivo próximo desta exposição Pubmania, ils collectionnent la publicité, patente até dia 6 de Outubro e que apresenta toda uma panóplia de objectos publicitários do século passado : porta-chaves, cinzeiros, leques, cartazes, canecas etc.
Subscrever:
Mensagens (Atom)

.jpg)


.jpg)

































_by_Erling_Mandelmann.jpg)




