Os CTT assinalaram o centenário da revista Orpheu com a emissão de dois selos e um bloco. Os selos reproduzem as capas dos dois números da revista que foram publicados e o bloco uma tapeçaria de Almada Negreiros.
Prosimetron
terça-feira, 24 de março de 2015
segunda-feira, 23 de março de 2015
Música e Páscoa
«Poetas paranóicos» em expo na BNP
«Alguns rapazes, com muita mocidade e muito bom humor, publicaram, há dias, uma revista literária em Lisboa. Essa revista tinha apenas de notável a extravagância e a incoerência de algumas, senão de todas as suas composições. Como a recebeu a imprensa diária? Com o silêncio que merecia? Com as duas linhas indulgentes e discretas que é de uso consagrar às singularidades literárias de todos os moços? Não. A imprensa recebeu essa revista com artigos de duas colunas, - na primeira página. A imprensa fez a essa revista um tão extraordinário reclame, que a primeira edição esgotou-se e já se está a imprimir a segunda. Ora semelhante atitude está longe de ser inofensiva ou indiferente. Em primeiro lugar, consagra uma injustiça fundamental; em segundo lugar, favorece e prepara uma seleção invertida. Eu bem sei que o reclame a certas obras é às vezes feito à custa da veemente suspeita de alienação mental que pesa sobre os seus autores. Mas neste caso, como em outros muitos, é justo confessar que os loucos não são precisamente os poetas, mais ou menos extravagantes, que querem ser lidos, discutidos e comprados; quem não tem juízo, é quem os lê, quem os discute e e quem os compra.»
Assim se referia Júlio Dantas, num artigo intitulado «Poetas paranóicos», publicado na Ilustração Portuguesa (19 abr. 1915) ao aparecimento da revista Orpheu.
domingo, 22 de março de 2015
sábado, 21 de março de 2015
Um livro de poesia
Cortesia do Google imagens
Embora já tenha lido poesia de JTM não tinha nenhum livro. Eis pois, Estação Central, publicado pela Assírio & Alvim.
A ronda dos eleitos
Como artesãos vivem em suas oficinas
para aperfeiçoar os ofícios
Apanharam pedras e atiram-nas longe
em silêncio sempre na mesma direcção
Os seus cântaros regam o infortúnio
a semente que caiu à beira do caminho
o som vazio do vento
as poças de água onde, às vezes, um peixe se debate
Para si mesmos repetem:
salvam-se apenas os que recusam tudo
até mesmo a salvação
( 2ª edição) p. 34.
Andorinha no dia Mundial da Poesia
Salvador Dali, Andorinha, 1957, Imagem retirada da WikiArt
Andorinha
Era uma andorinha branca
Que me batia à janela
e contente anunciava
que chegara a primavera,
ou era eu que sonhava?
-
Eugénio de Andrade, Aquela Nuvem e Outras.
Andorinha
Era uma andorinha branca
Que me batia à janela
e contente anunciava
que chegara a primavera,
ou era eu que sonhava?
-
Eugénio de Andrade, Aquela Nuvem e Outras.
Poema retirado do Memórias e Imagens
sexta-feira, 20 de março de 2015
Primavera
As magnólias do jardim cantam a Primavera: renasce Flora.
A beleza apaga todos os males.
Boa Primavera!
Citações
(...) Tudo indica, pela agressividade das acusações e pelo ambiente da negociação, que a aprovação de um novo programa de resgate antes do verão não será tarefa fácil. Sem esse programa, contudo, a Grécia entrará em insolvência e terá de sair do euro. Não é por isso de estranhar o levantamento massivo de depósitos verificado nos últimos três meses. Os mais ricos ou os que têm algum dinheiro procuram salvar-se. Como sempre, serão os mais pobres a sofrer as consequências de políticos incompetentes que, por ironia, agitam a sua bandeira.
- Luís Amado, na Visão desta semana.
Humor pela manhã
Esta ou ontem vários partis-te a propósito de pais já falecidos, ou há dias esta legenda num canal televisivo : Ele veio há esquadra. E não se pense que é só nas redes sociais : até em colóquios com muitos professores doutores e professoras doutoras se ouvem atentados à língua portuguesa ...
quinta-feira, 19 de março de 2015
Sabes Pai
Angu Walters, Welcome Son
sabes, pai
o cachecol bege nos muros da foz
cobria as árvores com o seu pêlo, ao vento
o boné azul, marinheiro nos cabelos louros
sussurrava pequenas frases às silentes águas
o teu sorriso tão leve, enternecia o rosto
esses óculos, teu cabelo nas tardes de sol
ou o barco encalhado na areia breve
junto ao castelo onde nos passeávamos
eu tu a mãe, duas ou três falas e o meu corpo
que se chegava a vós junto à estrada
nestes muros da foz, abertos ao mar
que voava
Jorge Reis-Sá, in "A Palavra no Cimo das Águas"
http://www.citador.pt/poemas/sabes-pai-jorge-reissa
o cachecol bege nos muros da foz
cobria as árvores com o seu pêlo, ao vento
o boné azul, marinheiro nos cabelos louros
sussurrava pequenas frases às silentes águas
o teu sorriso tão leve, enternecia o rosto
esses óculos, teu cabelo nas tardes de sol
ou o barco encalhado na areia breve
junto ao castelo onde nos passeávamos
eu tu a mãe, duas ou três falas e o meu corpo
que se chegava a vós junto à estrada
nestes muros da foz, abertos ao mar
que voava
Jorge Reis-Sá, in "A Palavra no Cimo das Águas"
quarta-feira, 18 de março de 2015
Memórias... uma exposição
«Vocacionado para a descoberta experimental (entre a realidade e o sonho), De Matos (António de Matos Ferreira) iniciou-se no desenho (exercitou-o na técnica do pastel), sendo beneficiário da tecnologia que produziu e industrializou a inovação tecnológica das tintas acrílicas. Evoluiu da pintura convencional – a aguarela e o guache, o óleo e a têmpera – para a tela engrada, costumeira e vulgar, de cavalete.»
Elegâncias - 119
Rita Barreto e Maria Briz, mãe e filha, criaram uma marca de sapatos: Solashoes. E acho estes bem engraçados.
terça-feira, 17 de março de 2015
Delícias da Rainha
As delícias da Rainha são muito boas.
Obrigada, Luís.
Les délices de la Reine, Versailles.
Boa noite!
segunda-feira, 16 de março de 2015
Cristina Rodrigues, um nome a fixar
À primeira vista podemos confundir com Joana Vasconcelos, mas esta é uma criação de Cristina Rodrigues. Artista plástica, investigadora e arquitecta, CR já tem exposto cá dentro, mas é lá fora onde talvez seja mais reconhecida pelo seu trabalho que tem valorizado a cultura e mulher portuguesas. Porque é um nome que merece ser mais conhecido entre nós, dedico-lhe a vinheta da semana.
domingo, 15 de março de 2015
Parabéns
Depois do papel, o filme (já que o lema deste nosso rei era: Depois de Vós, Nós)!
Então parabéns!
Parabéns, Luís!
Uma imagem com girassóis a anunciar o Verão na Pomerânia, com o Mar Báltico ao fundo (porque será...?). Muitos parabéns, Luís!
Umas ostras...
... para o Luís, um almoço no Chalk Point Kitchen, de Nova Iorque. Dizem que as ostras são especiais.
Um Kale Martini para começar...
... seguido de umas ostras com caviar.
Um dia feliz!
Mini-livros - 32
Dois volumes com a obra completa de Sá de Miranda (imp. 1944), encadernados conjuntamente. A encadernação tem 89 mm de alt.
do tempo em tal sazão, que soe ser fria;
esta água que d’alto cai acordar-m’-ia
do sono não, mas de cuidados graves.
Ó cousas, todas vãs, todas mudaves,
qual é tal coração qu’em vós confia?
Passam os tempos vai dia trás dia,
incertos muito mais que ao vento as naves.
Eu vira já aqui sombras, vira flores,
vi tantas águas, vi tanta verdura,
as aves todas cantavam d’amores.
Tudo é seco e mudo; e, de mestura,
também mudando-m’eu fiz doutras cores:
e tudo o mais renova, isto é sem cura!
(Vol. 1, p. 318)
Agradeço a quem mo ofereceu.
Parabéns, Luís!
Parabéns, Luís!
Um dia muito feliz.
Um bolo para uma data tão especial
e ainda para agradecer os bolos de aniversário com que nos presenteia no Prosimetron.
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