Prosimetron
terça-feira, 27 de setembro de 2016
Lá fora - 271
O Segundo Império Francês acabou muito mal ( com a Guerra Franco-Prussiana ... ) , mas foi um dos períodos mais prósperos da história moderna francesa e talvez por isso também a época escolhida pelo Museu d' Orsay para celebrar os seus 30 anos de vida . Pintura, escultura, joalharia, arquitectura demonstram todas as inovações dessas duas décadas , acompanhadas as mostras de muitos colóquios , conferências e ateliês para crianças .
Começa hoje , 27 de Setembro , e dura até 16 de Janeiro .
Spectaculaire Second Empire , 1852-1870 . musee-orsay.fr
In memoriam Marni Nixon
Só mais conhecida a partir de 1956, com as revelações de Deborah Kerr , a recentemente falecida Marni Nixon ( 1930-2016 ) foi a grande " voz fantasma " de Hollywood dobrando Kerr mas também Marylin Monroe, Nathalie Wood , Audrey Hepburn e outras estrelas desde 1948 .
Bom dia!
Uma rockalhada de Bruce Springsteen do seu último disco, Chapter and Verse, que inclui cinco temas inéditos do início da sua carreira. O disco foi feito para acompanhar a leitura da autobiografia, Born to Run, que é hoje publicada mundialmente - em Portugal, pela Elsinore.
A seguir à leitura de Keith Richards, vou continuar no rock. Já perceberam que vão ter de me aturar.
segunda-feira, 26 de setembro de 2016
Leituras no Metro - 251
Depois de ler esta crónica de António Prata publicada num livro a que me referi, resolvi abalançar-me a ler as memórias de Keith Richards. Quando saíram, em 2011, foram muito elogiadas e eu fiquei com a pulga atrás da orelha.
Pois estou a lê-las, tal como a mulher do cronista brasileira, com enorme prazer. Um enorme trambolho.
«Das melhores autobiografias de uma estrela rock de sempre.»
Rolling Stone
«Da música a Mick [Jagger], das drogas às mortes: Richards deixa muito pouco por contar no seu imensamente legível livro de memórias.»
Sunday Times
«A biografia de uma estrela rock mais brutalmente honesta e importante desde há muito tempo.» Washington Post
«Como legendário guitarrista dos Rolling Stones, Keith Richards fez mais coisas, foi mais coisas e viu mais coisas do que o leitor ou eu alguma vez sonhámos. Ler Life, a sua autobiografia, deverá despertar (caso tenha um pulso e um QI acima de 100) a estrela de rock que há em si... Acredite que não vai querer perder nem uma palavra. [...] Ler este livro é como fechar-se dentro de um quarto com Keith Richards e perguntar-lhe sobre tudo aquilo que sempre quis saber acerca dos Rolling Stones, e ele responder-lhe de forma completamente honesta.»
Liz Phair, in New York Times Book Review
Já apelidada de Santo Graal das biografias de estrelas de rock, Life foi celebrado como um fenómeno incrível: mais de um milhão de cópias vendidas em menos de um ano. Em Life, Keith revela-nos os seus excessos e fragilidades, mas também todo o seu sentido de humor e coragem. Desde música, sexo, drogas, a lutas de facas, pouco fica por contar neste seu relato entusiástico e vibrante que nos revela os bastidores da maior banda de rock do mundo, os Rolling Stones: o seu nascimento, a passagem de Brian Jones pela banda, as rusgas policiais, os problemas com a lei, a conturbada relação de Keith Richards com Mick Jagger, e a verdade acerca de todos os boatos e mitos que rodeiam uma das mais carismáticas figuras musicais de todos os tempos.
Keith Richards foi o vencedor do prémio Writer of the Year 2011, instituído pela revista britânica GK.
Há cerca de dois anos li um livro que Keith Richards escreveu para os netos sobre o seu avô Gus, que lhe ofereceu a sua primeira guitarra e que o ensinou a tocar Malagueña. Acho que me referi a esse livro, aqui no blogue.
Esta gravação não é famosa, mas foi a que consegui. Deviam ter posto um microfone junto à guitarra, mas provavelmente ele não quis.
domingo, 25 de setembro de 2016
O chá das cinco - 98
Pintura de Edward Cucuel
«My dear if you could give me a cup of tea to clear my muddle of a head I should better understand your affairs.»
Charles Dickens
sábado, 24 de setembro de 2016
Em uma tarde de Outono
Gustave Caillebotte - Barcos à vela em Argenteuil, 1888
Sobre o jardim calado, e as águas miro, absorto.
Outono... Rodopiando, as folhas amarelas
Rolam, caem. Viuvez, velhice, desconforto...
Por que, belo navio, ao clarão das estrelas,
Visitaste este mar inabitado e morto,
Se logo, ao vir do vento, abriste ao vento as velas,
Se logo, ao vir da luz, abandonaste o porto?
A água cantou. Rodeava, aos beijos, os teus flancos
A espuma, desmanchada em riso e flocos brancos...
Mas chegaste com a noite, e fugiste com o sol!
E eu olho o céu deserto, e vejo o oceano triste,
E contemplo o lugar por onde te sumiste,
Banhado no clarão nascente do arrebol...
Olavo Bilac
sexta-feira, 23 de setembro de 2016
Marcadores de livros - 470
Verso e reverso de três marcadores da exposição Impressionistas e Modernos da coleção Phillips que pode ser vista até 23 de outubro na CaixaForum em Madrid.
quinta-feira, 22 de setembro de 2016
De Lecce
Dos nossos viajantes na Puglia: «Para não ser só praia :) , aqui fica o esplendor do barroco pugliese na cidade de Lecce .»
Canção de Outono
Pintura de Edward Cucuel
Perdoa-me, folha seca,
não posso cuidar de ti.
Vim para amar neste mundo,
e até do amor me perdi.
De que serviu tecer flores
pelas areias do chão
se havia gente dormindo
sobre o próprio coração?
E não pude levantá-la!
Choro pelo que não fiz.
E pela minha fraqueza
é que sou triste e infeliz.
Perdoa-me, folha seca!
Meus olhos sem força estão
velando e rogando aqueles
que não se levantarão...
Tu és folha de outono
voante pelo jardim.
Deixo-te a minha saudade
- a melhor parte de mim.
E vou por este caminho,
certa de que tudo é vão.
Que tudo é menos que o vento,
menos que as folhas do chão...
Cecília Meireles
In: Poesia completa. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 2001. Vol. 2
Marcadores de livros - 469
Da esq. para a dir.: Moinho de vento, típico da Mancha; O touro de Osborne; Cerâmica de Talavera.
Marcadores: www.endlesslatitude.com
Os anúncios do touro e do homem da Sandeman que se veem pelos campos espanhóis são hoje património nacional.
quarta-feira, 21 de setembro de 2016
No Campo Grande
Agora que começaram as aulas é que resolveram desmanchar uns empedrados frente à Biblioteca Nacional para fazerem algo a bem da cidade. Esperemos que sim, que seja a bem da cidade, mas não imaginam o que têm sido as filas de carros ali. Podiam ter aproveitado os meses de férias para fazer esta pequena obra.
Agora só lá está o carro laranja, mas trabalhadores não se viram durante dois dias; hoje regressaram. Esta obra será para acabar quando?
terça-feira, 20 de setembro de 2016
L'ŒIL DE BAUDELAIRE
Imaginar uma exposição que ponha em diálogo os textos do jovem poeta e as obras de arte que ele comenta, é proporcionar ao visitante penetrar nas grandes páginas escritas sobre os Salons de 1845 e de 1846 que são um marco na história da crítica de arte.
Estão expostas uma centena de pinturas, esculturas e estampas evocadas por Baudelaire.
A exposição explora a paisagem artística dos anos 1840, apresentando à volta dos artistas conhecidos na época – Delacroix, Ingres, Corot, Rousseau ou Chassériau – pintores que o seduziram ou irritaram. A mostra, que abre hoje no Musée de la Vie Romantique, em Paris, e pode ser vista até 29 de janeiro de 2017, permite descobrir a modernidade que molda o poeta face às linguagens artísticas que despontam então em Paris, espelhadas principalmente em Manet.
segunda-feira, 19 de setembro de 2016
Buonasera!
Acho que esta canção já andou por aqui, se calhar mais do que uma vez, mas it's wonderful, it's wonderful.
De Otranto
Diretamente para o Prosimetron
Boas férias para os dois prosimetronistas que andam de férias pela Puglia. E bons banhos!
Leituras no Metro - 250
Este livro também não estava no monte, mas resolvi relê-lo ao ler Outras cores, cujos continuam a ser saboreados.
Começa assim: «Um dia li um livro e toda a minha vida mudou. Desde a primeira página, sofri com tanta força o poder do livro que senti o meu corpo apartado da cadeira e da mesa a que me sentava. No entanto, ao mesmo tempo que experimentava a sensação de que o meu corpo se afastava de mim, todo o meu ser continuava, mais do que nunca, sentado na cadeira, à mesa, e o livro manifestava todo o seu poder não só na minha alma, mas em tudo o que compunha a minha identidade. Era uma influência tão forte que me parecia que a luz emanada das páginas me atingia como um jorro: o seu brilho cegava toda a minha inteligência, mas, ao mesmo tempo, tornava-a mais cintilante. Fiquei com a certeza de que esta luz iria reconstruir-me, que graças a ela deixaria de percorrer os caminhos já trilhados.»
domingo, 18 de setembro de 2016
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