Prosimetron

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segunda-feira, 27 de outubro de 2008

19º FIBDA


Começou no passado dia 24 e prolonga-se até ao dia 9 de Novembro o 19º Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora, que é o mais importante acontecimento da Nona Arte que se realiza entre nós. Este ano o tema do festival é Tecnologia e Ficção Científica, e com muita razão pois foi uma das áreas do conhecimento onde a BD esteve á frente da realidade, pelo menos durante algum tempo.
Estarão presentes, como é já habitual, muitos artistas nacionais e estrangeiros que participarão nos muitos eventos programados- debates,sessões de autógrafos, exposições, lançamentos de livros e evidentemente a entrega dos prémios do Festival.
Destaco a retrospectiva dedicada a Tara McPherson, a homenagem a João Abel Manta e as exposições dedicadas ao mestre italiano Liberatore e à Star Wars.
O núcleo central do Festival está no Fórum Luís de Camões, na Brandoa, e as outras iniciativas decorrerão na Casa Roque Gameiro, na Galeria Municipal Artur Bual e no Centro Nacional de BD e Imagem.
Toda a programação em www.amadorabd.com

Juan Muñoz em Serralves


Há sempre uma boa razão para voltar a Serralves. Entre 31 de Outubro a 18 de Janeiro, o motivo é a exposição "Juan Muñoz: uma retrospectiva", mostra co-produzida pela Tate Modern e a SEACEX, que representa uma das mais completas retrospectivas do trabalho de JM até ao momento. E a sua apresentação na Invicta faz ainda mais sentido porque foi para o Porto que Munõz criou um dos seus últimos trabalhos, "Treze a Rir Uns dos Outros".
Juan Muñoz (1953-2001) contribuiu decisivamente, a partir de meados da década de 80, para uma redefinição da figura humana na escultura contemporânea. As suas obras, incluindo desenhos e performances, assumem uma teatralidade inesperada decorrente do confronto entre figura e espaço, violência e serenidade, humor mordaz e tragédia.

O Grande Mago Brasileiro...


Como já todos devem saber, o escritor brasileiro Paulo Coelho foi homenageado na 60ª Feira do Livro de Frankfurt, o maior certame mundial do sector. O motivo da homenagem foi o facto de Paulo Coelho ter já vendido 100 milhões de livros.
Tenho de reconhecer que é um feito notável, embora para mim algo incompreensível. Antes de mais, devo dizer que nunca li por inteiro um livro dele. Apenas alguns excertos, que me pareceram umas banalidades esotérico-new age. Por consequência, nunca comprei nem ofereci nenhum Coelho. Ou seja, ele a mim não me deve nada, nem eu a ele.
De qualquer modo, aceito que o argumento ad ultima ratio que é usado para a Rebelo Pinto e quejandos seja também válido para o Paulo Coelho- ao menos põe as pessoas a ler.
Já não é mau, na era da televisão e do computador.

Mistérios de Lisboa - 5 : Lisboa no Canal História

O canal História transmitirá a partir do dia 10 de Novembro, a série de documentários " Lisboa debaixo de terra" cujo objectivo é revelar alguns esconderijos, mistérios e segredos da nossa cidade. Os 12 documentários, realizados por Inês Velho da Palma, versarão sobre o Reservatório da Patriarcal, as Ruínas do Teatro Romano, o Forte do Alto do Duque, o Bairro Estrela D' Ouro, as Galerias Romanas e ainda outros locais menos conhecidos, e serão transmitidos todas as segundas-feiras, às 21h, até 26 de Janeiro.

Hoje na FNAC do Colombo

É hoje lançado na FNAC do Colombo, pelas 19h, o mais recente livro de Rui Araújo : O DIÁRIO SECRETO QUE SALAZAR NÃO LEU. O livro será apresentado por Francisco Pinto Balsemão e Ramiro Ladeiro Monteiro.

E de que fala o livro ? - "Uma fascinante investigação histórica baseada no diário secreto de Guy Liddell, responsável da contra-espionagem do MI5 durante a segunda guerra mundial, sobre os portugueses que trabalharam para os serviços de informações do Eixo e a neutralidade colaborante do regime de Salazar. "

Coro "Exército Russo" entre nós


"Uma das melhores representações de folclore e de arte vocal e coreográfica da Rússia" é como se define o coro masculino "Exército Russo", de São Petersburgo, que em Dezembro vai estar em Portugal para diversas actuações. Os espectáculos incluem a actuação do respectivo corpo de Ballet e Orquestra composta por 30 músicos, pondo em cena 100 artistas que através de danças e cantares vão contar toda uma tradição que remonta ao tempo das guerras mundiais, "quando estas formações levavam canções de amor e esperança aos soldados da frente e aos hospitais."
Dia 5 de Dezembro: Coliseus dos Recreios (Lisboa)
Dia 6: Centro de Artes e ESpectáculos da Fig. da Foz
Dia 7: Cine-Teatro de Castelo Branco
Dia 9: Casa da Música
Dia 10: CAEP, em Portalegre
Dia 11: TJLS, de Leiria

Grandes Senhoras - 1 : Josephine Baker

Começo pela primeira super-estrela negra, que para o ser em plena liberdade deixou o seu país natal e radicou-se em Paris desde 1925. A partir de Paris, a elegante Josephine tornou-se uma estrela internacional. Além da sua carreira, merece também ser lembrada pelo que fez durante décadas com crianças abandonadas que acolheu às dezenas no castelo onde vivia, e com quem gastou uma grande parte da fortuna que havia amealhado. Uma grande senhora, dentro e fora dos palcos.

Agamben - Ideia da Prosa : 2

Ideia do silêncio

Numa recolha de fábulas dos fins da Antiguidade lê-se este apólogo:
" Os Atenienses tinham por hábito chicotear a rigor todo o candidato a filósofo, e , se ele suportasse pacientemente a flagelação, poderia então ser considerado filósofo. Um dia, um dos que se tinham submetido a esta prova exclamou, depois de ter suportado os golpes em silêncio:
« Agora já sou digno de ser considerado filósofo! » Mas responderam-lhe, e com razão:« Tê-lo-ias sido, se tivesses ficado calado» . "
A fábula ensina-nos que a filosofia tem certamente a ver com a experiência do silêncio, mas que o assumir dessa experiência não constitui de modo nenhum a identidade da filosofia. Esta está exposta no silêncio, absolutamente sem identidade, suporta o sem-nome sem encontrar nisto um nome para si própria. O silêncio não é a sua palavra secreta- pelo contrário, a sua palavra cala perfeitamente o próprio silêncio.

- Giorgio Agamben, Ideia da Prosa, Trad.,pref. e notas de João Barrento, Cotovia, 1999.

Quem serão ?

Na Visão da passada quinta-feira consta uma entrevista a Maria Filomena Mónica, onde, além dos habituais tópicos a que já estamos habituados, estão também presentes algumas boutades a que também já nos habituou. E é uma destas afirmações que me fez trazer a grande MFM aqui ao blogue :
" Há para aí umas três pessoas cultas em Portugal "- é esta a declaração de MFM que os editores da Visão escolheram inclusive como título da entrevista que está nas páginas 110 a 116.
Instalou-se a curiosidade no meu espírito- presumindo eu, e penso que bem , que MFM é uma das três luminárias, quem serão as outras? Pensei em António Barreto e Vasco Pulido Valente por motivos óbvios, mas gostava de ouvir as vossas opiniões.

A entrevista também está disponível em www.visao.pt

Há só um amor na vida

Amália Rodrigues: Há só um amor na vida (1958)

cenas do filme "sangue toureiro" (1958)
realizador: Augusto Fraga


primeira parte
segunda parte


[Desculpem, mas a incorporação está desativada!]

Concertos no Palácio Foz

Hoje, dia 27 de Outubro, às 18h30
Recital de Guitarra e Alaúde de Cuba pelo Duo Cuaresma
Emílio Padron, guitarra
Ariel Atorresagasti, alaúde de Cuba
Programa: Obras da música tradicional cubana

4.ª feira, dia 29 de Outubro, às 18h30
Recital de Oboé e Piano por Aurel Marc & Octavia Marc
Aurel Marc, oboé
Octavia Marc, piano
Programa: Obras de J. W. Kalliwoda, L. Van Beethoven, Johann Sebastian Bach, George Enescu, Sigismund Todutã, Franz Liszt, Amilcare Ponchielli

Entrada livre.

Os meus franceses - 3

Desta vez trago um poeta: Paul Éluard e o seu poema «Liberté», do livro Poésie et verité (1942):



Sobre Paul Éluard: http://www.paul-eluard.com/

Gregas

Depois de Melina Mercouri, trago mais umas cantoras gregas: Irene Papas canta Mikis Theodorakis - «Ena Dilino», etc. Eleftheria Arvanitaki - «Dinata Dinata» Angelique Ionatos - «O Kyklos tou Nerou»

domingo, 26 de outubro de 2008

Ainda a arte do retrato...


Um comentário interessantíssimo sobre o post do imperador Adriano de semana passada, que desde já muito agradeço, convida-nos a visitar uma exposição temporária na National Gallery de Londres que tem por tema Renaissance Faces: Van Eyck to Titian, organizada em conjunto com o Museu Nacional do Prado de Madrid e aberta ao público até 18 de Janeiro de 2009.

Cerca de 70 obras de grandes mestres da pintura renascentista, entre eles, Rafael, Titian, Botticelli, Van Eyck, Holbein, Dürer, Lotto, Pontormo e Bellini, exploram o mundo retratista dos séculos XV e XVI, proporcionando ao espectador uma viagem a uma época em que este género artístico talvez tenha vivido o seu apogeu.

Um dos rostos seguramente mais emblemáticos desta exposição de que o (a) amável comentador (a) nos fala é da autoria do pintor flamengo Quinten Massys (1465 – 1530) e chama-se A grotesque old woman, conhecido também por The ugly duchess. Provavelmente baseado numa obra de Leonardo da Vinci, este retrato poderá ter várias interpretações: ou uma desordem metabólica, segundo Sir James Paget, estaria na origem desta figura aberrante; ou a simples intenção do autor de ridicularizar algumas senhoras que, a partir de determinada idade, tentam (desesperadamente?) recriar uma aura de juventude e correm o risco de permanecer desfiguradas. Existirão exemplos contemporâneos? Aguardemos os comentários neste sentido...

A arte do retrato: Il cavaliere in rosa

Este retrato de Gian Gerolamo Grumelli (Il cavaliere in rosa) é da autoria de Giovan Battista Moroni. O pintor italiano nasceu em Albino, próximo de Bergamo, provavelmente no ano de 1522. Completou os seus estudos em Brescia e Trento, onde, durante o Concílio, estabeleceu contactos com pintores de renome da época.

Após o regresso a Bergamo, "diversificou" o seu espólio, inicialmente composto de obras sacras, ao dedicar-se à arte do retrato. Introduzido nos círculos intelectuais de Bergamo, à volta da poetisa Isotta Brembati, a segunda mulher de Grumelli, Moroni tornou-se no retratista “oficial” da nobreza local. Seguiu o ideal do retrato maneirista, em particular, a obra de Tiziano, cujo retrato de Filipe II serviu de inspiração para “Il cavaliere in rosa”.

O esplendor desta peça realça a elevada posição social de Grumelli em todos os seus pormenores: a importância e o estatuto de Gian Gerolamo Grumelli na sociedade norte-italiana da primeira metade do século XVI evidenciam-se na preciosidade e sumptuosidade do vestuário, quer nos tecidos quer nas cores escolhidas, bem como na pose altiva e na expressão de orgulho e satisfação com que o retratado se dirige ao espectador. A fortuna da família Grumelli provinha do comércio com a seda que revemos no guarda-roupa do nosso cavaleiro.

Bergamo, Fontana Contarini

Contudo, a exuberância, manifesta no poder e na riqueza, é atenuada pelo pintor através de alguns detalhes escondidos, mas não menos interessantes: a inscrição “mas el caguero que el primero” (antes o último do que o primeiro), abaixo de uma imagem do Antigo Testamento, bem “popular” na arte iconográfica medieval e renascentista e que nos mostra a ascensão do profeta Elias, a ser elevado ao Céu e entregando o seu manto ao profeta Eliseu. A estátua partida simboliza a efemeridade tanto da vaidade como de todos os seres e objectos terrestres – talvez um “apelo” à humildade?

Giovan Battista Moroni terá pintado este retrato por volta de 1560. A obra integra a colecção Collezione Conte Moroni em Bergamo.

Fonte: Laura Lanzeni, Titian to Tiepolo, Three Centuries of Italian Art, Itália, 2001

Os meus filmes 6

Vertigo (1958)
Realizador: Alfred Hitchcock

A mulher que viveu duas vezes, foi como este título que ficou conhecido do público português este filme de Hitchcock.





James Stewart .... Detetive John Ferguson (Scottie)
Kim Novak .... Madeleine Elster / Judy Barton
Barbara Bel Geddes .... Marjorie Wood (Midge)
Tom Helmore .... Gavin Elster
Henry Jones .... Coronel
Raymond Bailey .... médico de Scottie
Ellen Corby .... gerente do McKittrick Hotel
Konstantin Shayne .... Pop Leibel
Lee Patrick .... proprietário do carro

Música em S.Roque

Hoje, pelas 17h, na Igreja do Instituto de S.Pedro de Alcântara, prossegue o Ciclo Música em S.Roque com um concerto do Ensemble Musices Opusculum, dirigido por André Barroso.

Mistérios de Lisboa - 4: Lisboa Subterrânea

-Reservatório da Patriarcal

Desta vez não são mistérios políticos, mas antes novidades interessantes sobre uma parte da cidade capital que normalmente está inacessível ao comum dos mortais.
Foi anunciado recentemente que no ano que vem, será possível percorrer uma parte dos corredores subterrâneos de Lisboa graças a um protocolo entre a Câmara de Lisboa e a EPAL.
Desde logo será possível passear por baixo da cidade, desde o Príncipe Real até ao Largo de S.Carlos, passando também por baixo do miradouro de S.Pedro de Alcântara.
Vai ser também aberto ao público o aqueduto da Tapada das Necessidades.

Elegâncias - 2



Esta página de revista não é recente,
mas tem duas peças que merecem, ainda
hoje, referência: as sandálias de plataforma
Hermès e a mala (vermelha) em crochet e pele
Louis Vuitton. Estas peças - chiques a valer -
custavam então, respectivamente, 595€ e 4850€.

José Malhoa

O pintor José Malhoa faleceu no dia 26 de Outubro,
há 75 anos, em Figueiró dos Vinhos.


Praia das Maçãs, óleo sobre madeira, 1918.
Lisboa, col. Museu do Chiado.

Há um Museu José Malhoa nas Caldas da Rainha:
http://mjm.imc-ip.pt/

Samba - 3

Elizeth Cardoso - «Barracão de Zinco»
Uma das maiores cantoras brasileiras - apelidada de A Divina, A Noiva do Samba-Canção, Lady do Samba ou A Magnífica - interpreta uma composição de um interveniente no documentário «O Mistério do Samba» que fui ver, com um Amigo, esta noite. O filme, de Lula Buarque de Holanda e Carolina Jabor, é uma homenagem de Marisa Monte ao samba da Portela.

sábado, 25 de outubro de 2008

Os meus filmes 5

Singing In The Rain (1952)
Realização: Gene Kelly [Eugene Kelly]; Stanley Donen

O que é que não se faz quando se está apaixonado...



Gene Kelly --- Don Lockwood.
Debbie Reynolds --- Kathy Selden.
Donald O'Connor --- Cosmo Brown.
Jean Hagen --- Lina Lamont.
Millard Mitchell --- R.F. Simpson.
Rita Moreno --- Zelda Zanders

Kafka- aforismos : 5

Podes abster-te dos sofrimentos do mundo, tens liberdade para o fazer e está conforme com a tua natureza; mas talvez este abster-se seja precisamente o único sofrimento que poderias evitar.


- Franz Kafka, aforismos, trad. Madalena Almeida, Ulmeiro, 2001.

As minhas músicas - 39 : Don' t stop until you get enough

É uma melhores canções dele, altamente dançável, de um álbum fabuloso- Off the wall, de 1979. Quando este senhor ainda era só um génio. Hoje é um génio sinistro...
O vídeo aparece assim porque este senhor tem um canal próprio no youtube, e não é fácil fazer as incorporações.

http://www.youtube.com/watch?v=4_hz2am90Hk

As minhas músicas - 38: Roxanne

Uma banda que ouvi muito e cujo fim lamentei. Mais tarde, passei a ouvir Sting. Aqui fica esta actuação ao vivo, contemporânea deste tema.

Paolo Conte

Talvez o cantor italiano que prefiro. Queria apresentar «Avanti Bionda» mas não a encontrei. Fica esta «Wanda» (1975):


Para o Jad,
ficam (também) estes versos de uma outra canção de Paolo Conte, «Gelato al limon», enquanto sonha com o Giolitti...

«Un gelato al limon
gelato al limon
gelato al limon
spofondati in fondo a una città
un gelato al limon
è vero limon.
Ti piace?»

Ti piace!!!

Encontrei este site português sobre Paolo Conte, onde podem ouvir outras canções de sua autoria, o que me deixou espantada: http://paoloconte.no.sapo.pt/

Os meus franceses - 2

Jean Ferrat - «Que serais-je sans toi» (1964)
Esta canção faz parte de um disco em que Jean Ferrat canta poemas de Aragon. A dificuldade está em escolher uma destas maravilhosas canções. O primeiro disco que ouvi dele foi «Potemkine», por intermédio de um amigo.
Podem ver mais sobre este cantor em http://www.jean-ferrat.com/



Que serais-je sans toi

Que serais-je sans toi qui vins à ma rencontre
Que serais-je sans toi qu'un cœur au bois dormant
Que cette heure arrêtée au cadran de la montre
Que serais-je sans toi que ce balbutiement

J'ai tout appris de toi sur les choses humaines
Et j'ai vu désormais le monde à ta façon
J'ai tout appris de toi comme on boit aux fontaines
Comme on lit dans le ciel les étoiles lointaines
Comme au passant qui chante on reprend sa chanson
J'ai tout appris de toi jusqu'au sens du frisson

J'ai tout appris de toi pour ce qui me concerne
Qu'il fait jour à midi qu'un ciel peut être bleu
Que le bonheur n'est pas un quinquet de taverne
Tu m'as pris par la main dans cet enfer moderne
Où l'homme ne sait plus ce que c'est qu'être deux
Tu m'as pris par la main comme un amant heureux

Qui parle de bonheur a souvent les yeux tristes
N'est-ce pas un sanglot de la déconvenue
Une corde brisée aux doigts du guitariste
Et pourtant je vous dis que le bonheur existe
Ailleurs que dans le rêve ailleurs que dans les nues
Terre terre voici ses rades inconnues

Louis Aragon
In: Prose du bonheur et d'Elsa

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

José Cardoso Pires, de mão pensada

Domingo, 26 de Outubro – Centro Cultural de Belém
(nos 10 anos da sua morte)
Comissário: João Paulo Cotrim

PROGRAMA:

Leituras:
14h30 - Sala Almada Negreiros – entrada livre até máximo da sua lotação
António Mega Ferreira – 14h30
Inês Pedrosa – 14h45
José Eduardo Agualusa – 15h15
Mário de Carvalho – 15h45
Lídia Jorge – 16h15

Conferência:
17h15- Sala Almada Negreiros – entrada livre até máximo da sua lotação
João Lobo Antunes – “Memória e auto-ficção”

Filme:
18h30 - Sala Almada Negreiros – entrada livre até máximo da sua lotação
“O Delfim”
Realização Fernando Lopes baseado na obra de José Cardoso Pires, 2002, 83’
(Argumento de Vasco Pulido Valente, com Rogério Samora e Alexandra Lencastre)
Seguido de conversa com o realizador.

Exposição - entrada livre
Ilustrações de João Abel Manta para “Dinossauro excelentíssimo”
Foyer da Sala Almada Negreiros

24 de Outubro de 1147 : Lisboa

" (...) O cerco começou no mês de Junho e terminou no dia 24 de Outubro de 1147. Com uma torre construída por um engenheiro de Pisa, os cristãos entraram na cidade. Ficaram espantados por a maioria da população ser cristã, vivendo sob domínio mouro há 400 anos.

Mas isso não fez grande diferença: o massacre foi geral. O primeiro foi o próprio bispo de Lisboa, que ainda tentou vir negociar, surgindo no cimo da muralha envergando uma roupagem assaz esquisita: mitra de cardeal e túnica muçulmana.

Os bispos portugueses, D.Pedro Pitões e D. João Peculiar, consideraram aquilo ofensivo e mandaram cortar-lhe a cabeça. Começou assim a nação portuguesa, há 861 anos.

E afinal não havia tesouro nenhum na cidade. "



- Paulo Moura, in PÚBLICO, 24 de Outubro de 2008.

IN MEMORIAM - Guillaume Depardieu

Fiquei triste com a morte de Guillaume Depardieu, mas na verdade não muito surpreendido. Surpreendido sim com a causa- uma pneumonia. Viveu sempre intensamente, no fio da navalha, tentando aguentar o peso do apelido que carregava e a relação difícil com o pai Depardieu. Era, sem dúvida, um dos actores franceses mais talentosos da sua geração. Deixou-nos aos 37 anos.

IN MEMORIAM - Gianni Raimondi

Só hoje foi divulgada a morte do grande tenor italiano Gianni Raimondi, falecido no passado domingo na sua casa de Piano, perto de Bolonha. Raimondi, agora falecido aos 84 anos, foi o tenor que mais vezes contracenou com Maria Callas.

Os meus filmes 4

Casablanca (1942)
Realizador: Michael Curtiz [=Manó Kertész Kaminer]

Amor... Amor paixão... Amor dedicação...
O bar Rick´s onde se reencontra e se relembra o passado...
As time goes by a música imortal deste relacionamento...
A dedicação pela liberdade, onde tudo é simbolo (... até uma garrafa de água que se deita no lixo).



We'll Always Have Paris


Humphrey Bogart .... Richard Blane
Ingrid Bergman .... Ilsa Lund Laszlo
Paul Henreid .... Victor Laszlo
Claude Rains .... capitão Louis Renault
Conrad Veidt .... major Heinrich Strasser
Sydney Greenstreet .... Senor Ferrari
Peter Lorre .... Ugarte
Madeleine LeBeau .... Yvonne
Dooley Wilson .... Sam

Pino Donaggio



O cantor italiano Giuseppe “Pino” Donaggio nasceu em Burano (Veneza) a 24 de Outubro de 1941. Donaggio, um dos grandes nomes da música ligeira italiana dos anos 60, alcançou o seu maior êxito em 1965 com a canção Io che non vivo, classificada em segundo lugar na edição do festival de Sanremo desse ano. A ele, a inesquecível Dusty Springfield deve o seu grande sucesso You don’t have to say you love me que, na versão inglesa, talvez tenha ficado na memória auditiva do público.

Luís Barata tem-nos proporcionado lindíssimos posts sob a rubrica “As minhas músicas”. Io che non vivo representa, em minha opinião, também uma das obras-primas eternas do universo musical.

Desde os anos 70, Donaggio tem composto bandas sonoras para vários filmes, entre eles, as películas de Brian de Palma “Carrie” (1976) e “Body Double” (1984).

Só peca por tardia...

Espólio de Fernando Pessoa impedido de sair de Portugal
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1346448&idCanal=14

Curiosidade do dia


Observando este belo relógio da Raymond Weil alguém imaginaria que foi inspirado em Verdi? Exactamente. Trata-se do novo modelo RW chamado Nabucco GMT que evoca a imponência e vigor da grandiosa ópera daquele compositor italiano, que canta a história da libertação do povo hebreu.

As minhas músicas - 37 : The Model

Foi um choque a primeira vez que ouvi Kraftwerk ( Obrigado Paulo D. ! ) há quase trinta anos. Lembro-me bem de ter percebido que estava a ouvir a música do futuro com uma década ou duas de avanço. Estes alemães são reconhecidos por muitos como os pais da música electrónica, hoje tão banal como o ar que respiramos. Outra coisa que me lembro de ficar admirado era a estética deles, que levou muita gente a considerá-los como neo-nazis, e que era perfeitamente o oposto da corrente dominante- afinal estamos em 1978 e ainda reina a estética disco.
Este foi um dos seus grandes sucessos e chegou aos tops europeus para grande surpresa e escândalo de muita gente. O electropop no seu melhor. As inovações tecnológicas na música não mais parariam.

As minhas músicas - 36 : Heart of Glass

Aqui vemos os Blondie, com Debbie Harry no auge da sua beleza e sensualidade, e este foi um dos grandes sucessos de 1978.

Grace Hanadarko

Holly Hunter, actriz que aprecio bastante, também se converteu à televisão, à semelhança de muitas outras estrelas de Hollywood. E é deslumbrante como Grace Hanadarko, a estrela da série policial Saving Grace, que venho acompanhando fielmente.
Além do caso investigado em cada episódio, como é habitual em séries semelhantes, há uma trama principal que envolve Grace, um condenado à morte que aguarda a sua execução, e um anjo...
Por outro lado, Grace Hanadarko está no bom caminho para se tornar a detective mais promíscua da história da televisão norte-americana...
A série passa no canal Fox Life, passe a publicidade.

Agamben - Ideia da Prosa : 1


Ideia do amor



Viver na intimidade de um ser estranho, não para nos aproximarmos dele, para o dar a conhecer, mas para o manter estranho, distante, e mesmo inaparente- tão inaparente que o seu nome o possa conter inteiro. E depois, mesmo no meio do mal- estar, dia após dia não ser mais que o lugar sempre aberto, a luz inesgotável na qual esse ser único, essa coisa, permanece para sempre exposta e murada.



- Giorgio Agamben, Ideia da Prosa, Trad., prefácio e notas de João Barrento, Cotovia, 1999, 111.

Sucessos da Broadway - 1 : Anything goes

Este tema é um dos vários compostos pelo genial Cole Porter para o musical com o mesmo nome, que estreou no dia 21 de Novembro de 1934, no Alvin Theatre. A estrela do musical era a grande Ethel Merman, que aqui vemos numa actuação televisiva em 1979! Escusado será dizer que este tema foi interpretado por dezenas de artistas diferentes ao longo do século XX, mas a verdade é que nasceu na Broadway e foi primeiro cantado por Merman.