Enquanto decorria a cerimónia de posse do novo Governo na Ajuda, onde Cavaco Silva se redimiu da última comunicação ao país fazendo um bom discurso, os Homens da Luta, a mais radical dupla de humoristas portugueses, os irmãos Nuno e Vasco Duarte, foram detidos pela PSP à porta do palácio conforme demonstram as fotos infra. São realmente os maiores.Prosimetron
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
A posse e os Homens da Luta
Enquanto decorria a cerimónia de posse do novo Governo na Ajuda, onde Cavaco Silva se redimiu da última comunicação ao país fazendo um bom discurso, os Homens da Luta, a mais radical dupla de humoristas portugueses, os irmãos Nuno e Vasco Duarte, foram detidos pela PSP à porta do palácio conforme demonstram as fotos infra. São realmente os maiores.Coisas do trabalho...
- Hierarquia laboral...
- O projecto...
- Os vários tipos de funcionários...
- Ao longo da semana conforme os escalões...
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20º Amadora BD
Começou na semana passada e prolonga-se até 8 de Novembro a 20ª edição do Festival de Banda Desenhada da Amadora, sendo que os destaques deste ano vão para os 50 anos de carreira de Maurício de Sousa, criador da Turma da Mónica, os 50 anos do Astérix e o centenário do nascimento de Adolfo Simões Muller. Será feita também uma homenagem a Vasco Granja e revisitada a obra de Rui Lacas. Como habitualmente, estarão presentes vários criadores, do mundo dos comics ao universo franco-belga e o brasileiro Maurício de Sousa cujas criações fizeram as delícias de várias gerações ( incluindo a minha...).
De Madrid para a Broadway
Hoje na FNAC Chiado
2009 é também o ano de Agustina, incontestada rainha das nossas letras. Além da reedição da obra, têm sido vários os eventos organizados, tendo a Fnac decidido organizar quatro debates sobre a sua imensa obra, moderados por Helena Vasconcelos e que se realizarão entre hoje e o dia 31 : As artes de Agustina, Os homens e as mulheres de Agustina, Agustina e as relações de poder e Os aforismos de Agustina.Dias 26, 27, 28 e 31 de Outubro, às 18h30, na Fnac Chiado.
Belas baladas bretãs
O XVIII
Não é muito conhecida, mas esta é a bandeira do primeiro ministro de Portugal. Vem hoje a propósito já que daqui a uma hora e meia toma posse, no Palácio da Ajuda, o novo governo. Algumas caras novas no novo elenco governativo, mas o núcleo duro dos 3 Silvas persiste inalterado: Silva Pereira, Vieira da Silva, Santos Silva.
Os limites da arte - 7
- Damien Hirst, Adam and Eve under the table, esqueletos humanos, um vestido de noiva, um fato, cigarros, garrafas vazias, cinzeiro, fruta e parafernália para consumo de droga, 2005.Já que se tem falado tanto de um dos descendentes deste casal fundador, achei por bem trazer ao blogue esta visão sobre os pais do dito da autoria do mais famoso, e grande génio comercial mas isso é outra conversa, artista plástico contemporâneo britânico Damien Hirst. Como se devem recordar, é o mesmo dos tubarões em formol, do sangue de Cristo em paracetamol etc.
É claro que o uso de esqueletos humanos em obras de arte levantará sempre controvérsia, mas neste caso particular houve tanto por onde pegar que até os esqueletos passaram relativamente despercebidos...
Novidades - 78 : Sobre maçãs
Tinha dito aqui no blogue que " tinha umas maçãs para dar ", o que até originou uns divertidos comentários, e aqui estão elas: é o mais recente livro de um jovem historiador das religiões que tem publicado textos muito interessantes. Este versa, como resulta desde logo do subtítulo, sobre a história da maçã numa perspectiva cultural, do Jardim do Éden e o pomo da discórdia grego até à celebre queda de uma maçã num jardim inglês que ajudou a revolucionar as leis da física.- de Adão a Newton- uma história das maçãs, Paulo Mendes Pinto, Esfera do Caos, Outubro de 2009.
Novidades - 77 : A Bíblia para todos
Foi lançada na semana passada esta versão da Bíblia perfeitamente inédita entre nós: sem divisão por capítulos e versículos e sem notas. Um texto corrido, como uma obra literária, e com uma componente visual mais alargada do que é habitual. E é fruto de uma tradução interconfessional, preparada pela Sociedade Bíblica de Portugal. A edição é da Temas e Debates e do Círculo de Leitores.A propósito do lançamento da obra foi inaugurada uma exposição temática que está patente no Museu das Comunicações.
1685 : Domenico Scarlatti
Aqui fica uma das suas belas sonatas tocada pela grande Martha Argerich. E Saramago não larga o blogue...
20.º Aniversário da Queda do Muro de Berlim


2 Nov. 2009
Auditório 2 / Fundação Calouste Gulbenkian / Lisboa
14h30-15h00 - Sessão de abertura
Margarida Marques, Chefe de Representação da Comissão Europeia em Portugal
Luís Moita, Professor na Universidade Autónoma de Lisboa
Emílio Rui Vilar, Presidente da Fundação Calouste Gulbenkian
Luís Amado, Ministro dos Negócios Estrangeiros
15h00-16h45 - Painel I: Novos desafios na UE alargada – a questão da democracia na Europa e a importância da sociedade civil
Moderador: António Vitorino, ex-Comissário europeu
Jorge Sampaio, ex- Presidente da República Portuguesa (depoimento em vídeo)
László Kovács, Comissário Europeu: "The role of Hungary in the promotion of East/West dialogue and cooperation in the 90's – the opening of Austrian-Hungarian borders for East German refugees".
Luís Moita, Professor na Universidade Autónoma de Lisboa: "Dinamismo das sociedades e mutações políticas – as lições das últimas décadas".
Katarzyna Skórzynska, Embaixadora da Polónia em Portugal : "O caminho do "Solidariedade" até à Liberdade e à Democracia”.
Ondrej Kasina, Conselheiro da Embaixada da República Checa em Portugal: "A importância da sociedade civil na transformação dos regimes totalitários para a democracia."
16h45-18h30 Painel II: Novos desafios na UE alargada – a questão geo-estratégica, a questão da cooperação económica e a Europa no Mundo
Moderador: Teresa de Sousa, Jornalista do Público
Mário Soares, ex-Presidente da República Portuguesa
Pawel Zalewski, Membro do Parlamento Europeu: “A influência da segurança energética na coesão da União Europeia".
Bo Huldt, Professor de "Política e Estratégia de Segurança" no Instituto de Defesa da Suécia: "Segurança nas regiões nórdicas – transição da Guerra Fria para uma Nova Europa".
Helmut Elfenkaemper, Embaixador da Alemanha em Portugal: "Vinte anos depois da queda do muro: capítulos fechados e novas questões".
Peter Andrej Bekeš, Embaixador da República da Eslovénia em Portugal: "Alargamento da União Europeia - um trabalho ainda inacabado".
18h30 - Encerramento
António Bôtto
Evangelho de Filipe

Numa outra conversa, agora com Tiago, veio à baila o Evangelho de Felipe, e lembrei-me de uma frase:
"Um cego e um que vê - se se encontram ambos às escuras - não se distinguem um do outro; mas quando chegarem à luz, o que vê verá a luz, enquanto que o cego permanecerá na obscuridade"
Evangelho de Filipe, 55-56 (cito sem consultar o Evangelho, existem variantes).
A frase do Ano
Esta noite escutei a frase do ano. Estava com outro prosimetronista a tomar uma bebida... e ouvimos o porteiro do bar dar um conselho a um jovem de 20 anos. E o conselho, acertado, era o seguinte:
Procurei saber de quem era a frase! Não encontrei a resposta mas encontrei uma variante:
«Mais vale estar calado e julgarem-te um idiota, do que abrir a boca e dissipar todas as dúvidas.»
Este "porteiro" subiu um pouco mais na minha consideração. E se digo subiu um pouco mais é porque o lugar que ele ocupava já era bastante elevado. O País precisa de mais homens assim! Obrigado Carlos!
O Embaixador de Jesus, Paula Rego

Doçaria tradicional - 9

Em 1922, a fábrica passa para a sobrinha Maria Emília Antunes Lopes Esteves, que regista a marca em 1945. «Nessa época, o Carnaval de Torres Vedras trazia verdadeiras multidões à Fábrica da Malveira. Quatro pasteleiros iniciavam o processo de bater a massa logo de madrugada para que pudesse ser retirado do forno um tabuleiro de trouxas de três em três minutos.» (de um folheto da Fábrica)
Em 1972 a fábrica muda de mãos.
Ao piano 13.
Cantiga
sou posto em todo perigo;
não posso viver comigo
nem posso fugir de mim.
Com dor, da gente fugia,
antes que esta assi crecesse;
agora já fugiria
de mim, se de mim pudesse.
Que o meo espero ou que fim
do vão trabalho que sigo,
pois que trago a mim comigo,
tamanho inimigo de mim?
x
Francisco Sá de Miranda
x
Francisco Sá de Miranda, in João Gaspar Simões, História da Poesia Portuguesa, Das Origens aos Nossos Dias Acompanhada de uma Antologia, Empresa Nacional de Publicidade, 1955, Vol.I p. 274
domingo, 25 de outubro de 2009
A minha alma ficou parva!!!!
Biografias, autobiografias e afins - 45
Lançada este mês e já à venda entre nós ( vi-a na Fnac ), a monumental e oficial biografia ( 1000 p. ) da Rainha-Mãe Elizabeth escrita por William Shawcross a convite de Isabel II, promete vir a ser a biografia de referência da centenária senhora que, o que talvez supreenda os menos conhecedores dos meandros da monarquia britânica, era uma dama de ferro apesar dos vestidos em tons pastel e dos sorrisos e acenos.
Ainda Saramago e o seu CAIM - 2
Como acontece provavelmente com outros prosimetronistas, recebo regularmente correio electrónico proveniente da Fnac onde nos é dado conhecimento das novidades da casa. Foi o que aconteceu ontem. A conhecida rede livreira não perdeu tempo e organizou a caixa Saramago que contém os 2 livros mais polémicos do nosso Nobel: O Evangelho segundo Jesus Cristo e o recente Caim. Um excelente presente para aborrecer amigos mais devotos ou ver um sorriso de agradecimento nos rostos dos amigos ateus fãs de Saramago.
Ainda Saramago e o seu CAIM - 1
" Qual a diferença entre um fanático religioso e um fanático ateu? Simples: um fanático religioso vê o demónio em toda a parte. O fanático ateu vê Deus em toda a parte. (...) "Assim começava a crónica de João Pereira Coutinho publicada no Correio da Manhã de ontem, acabando a mesma dissecando aquele que é para o cronista e para mim e muita outra gente o verdadeiro "problema" de Saramago: a sua profunda intolerância. Gostei também de ouvir a conversa entre Monsenhor Carreira das Neves e o escritor na Sic-Notícias, foi bom que alguém relembrasse a Saramago as contradições em que cai frequentemente: " direito à heresia" ? Por parte de um ateu confesso? Heresia é uma coisa, ateísmo é outra como Carreira das Neves e outros têm lembrado. Apesar de tudo, foi interessante ver Saramago admitir "alguns excessos de linguagem" na obra em causa.
A. S. : Escolhas Pessoais III
Padre de ofício, poeta nas horas vagas, Paulino António Cabral ( 1719-1789 ), mais conhecido por Abade de Jazente, foi autor de sucesso no seu tempo, tendo conseguido a proeza de vender, em menos de seis meses, 2.000 exemplares do seu primeiro livro ( POESIAS ) impresso, em 1786, no Porto.
Os seus temas são do quotidiano, a linguagem é chã e directa, mas da sua leitura ressalta um poeta original que, além de pastorear as almas da freguesia de Jazente, “apascentava”, também, alguns corpos femininos, como o de Nize (sua musa predilecta, Inês da Cunha), e nunca perdia de vista o dia a dia do seu mundo rural: “Depois que desta Aldeia no retiro / A vide pódo, enxerto o Catap’reiro, /Cultivo o meu Casal, e do Ribeiro / Eu mesmo as águas para o Campo tiro…”; bem como se insurgia contra os preços dos géneros ou satirizava, de forma bem humorada, os costumes época:
“A trinta e cinco réis custa a pescada,
O triste bacalhau a quatro e meio,
A dezasseis vinténs corre o centeio,
Do verde a trinta réis custa a canada.
A sete e oito tostões custa a carrada
Da torta lenha, que do monte veio;
Vende as sardinhas o galego feio
Cinco ao vintém; e seis pela calada.
O sujo regatão vai com excesso,
Revendendo as pequenas iguarias,
Que da pobreza são todo o regresso.
Tudo está caro: só em nossos dias,
Graças ao Céu! Temos em bom preço
Os tremoços, o arroz, e as Senhorias.”
Post. de Alberto Soares (a quem agradeço a colaboração que tem dado a este Blogue, que também é seu)
25 de Outubro de 2016

«Trago fado nos sentidos»
Auto-retrato(s) - 31
Renoir au XXe siècle
«Nos inícios dos anos 1890, Renoir experimenta novas vias. Inventa uma arte que ele pretende clássica e decorativa, dominada pela recusa do mundo moderno em benefício de uma Arcádia intemporal, povoada de banhistas sensuais. Então, enquanto o cubismo e o abstraccionismo se desenvolvem, o mestre define um ponto de equilíbrio entre tradição e inovação.» (http://www.rmn.fr/Renoir-au-XXe-siecle)Grand Palais
Paris
até 4 Jan. 2010
1147: Conquista de Lisboa
- Autor desconhecido, Conquista de Lisboa aos mouros, óleo sobre tela, meados do séc.XVII, Museu da Cidade, Lisboa.A 25 de Outubro de 1147, depois de um cerco de quatro meses, Lisboa caía às mãos de D.Afonso Henriques, auxiliados os portugueses por soldados de outras nacionalidades.
E um desafio muito fácil : - quem são os santos representados no canto superior esquerdo da tela?
25 de Outubro de 1825
Mamía Roque Gameiro numa passagem da Athena, Revista de Arte.
Imagem digitalizada da Athena Revista de Arte, Vol I, nº 5, Fevereiro de 1925, desenhos de 1920.M.V., "A Pintura Realista e o «Virtuosismo». (A propósito de alguns quadros de Mamía Roque Gameiro" Athena Revista de Arte, Vol I, nº 5, Fevereiro de 1925 (edição facsimilada)
S. Crispim e S.Crispiniano
- Aert van den Bossche, O Martírio de S.Crispim e de S.Crispiniano, óleo sobre tela, 1494, Palácio-Museu de Wilanów, Varsóvia, Polónia.A angústia de Maria Antónia
Apesar dos pareceres concordantes da Maya, do Paulo Cardoso e do Prof. Malatu Bembo, Maria Antónia de Sousa de Menezes e Teixeira Lima da Cunha Perdigão não conseguia dominar a sua angústia. Continuava convencida que o seu marido de quase 40 anos, o respeitado cirurgião Dr.Cunha Perdigão, a enganava com outra ou outras mulheres.Até mesmo depois do relatório entregue pelo Detective Santos, contratado através do Correio da Manhã, jornal que comprou pela primeira vez na sua vida embora depois o tivesse lido de fio a pavio, Maria Antónia continuava firme na sua convicção de mulher traída.
Era o seu sexto sentido de mulher como costumava dizer, apoiado no relativo desinteresse sexual do marido que durava há já alguns meses, bem como no facto de este não perder nos últimos tempos uma palestra, colóquio ou congresso, no país ou no estrangeiro,depois de uma vida inteira a furtar-se a tais eventos. Até Alice, a filha do casal que havia seguido a carreira do pai, achava que " O pai anda esquisito " .
Dominando os seus sentimentos, Maria Antónia não partilhara as suas inquietações com nenhuma das suas amigas, nem com as mais antigas, as do colégio, nem com as do bridge.
Receava ser apontada como uma "coitadinha" como tinha visto acontecer em casos semelhantes. Até porque se lembrava sempre das palavras da sua avó minhota, a Sra.D. Maria Luísa Fonseca Seabra e Silva de Sousa de Menezes que ao ouvir ser expresso qualquer sentimento de piedade proclamava perante quem quer que estivesse perto de si : " No Minho coitadinho é corno! Na minha família não há coitadinhos! ". Um código de conduta espartano partilhado pela outra grande influência na vida de Maria Antónia, o seu pai, o Prof. Teixeira Lima, que formara gerações de cirurgiões portugueses e entre estes aquele que viria a ser o marido da filha, o Dr.José Francisco da Cunha Perdigão.
Maria Antónia apenas abrira uma excepção com a sua cunhada preferida, Ana Laura, tendo esta procurado tranquilizá-la : " O meu irmão não tem esse carácter, e se ainda fosse mais novo mas aos 60 anos ? ". Maria Antónia rebatera com o Viagra, aduzindo ainda um exemplo que tinha lido recentemente numa revista do "social" : " Pois se até o Julio Iglésias acabou de assumir que toma Viagra, porque não há-de fazê-lo também o José Francisco que até é mais novo? ".
Apesar da oposição da cunhada, Maria Antónia decidiu confrontar o marido domingo à noite quando este regressasse de Londres onde tinha ido a um seminário do Royal College of Surgeons.
E assim aconteceu. Depois de um jantar a dois, ao contrário do que era habitual aos domingos pois que Maria Antónia tinha pedido a Alice que inventasse uma desculpa para não estar presente, mais silencioso do que o habitual o casal retirou-se para a biblioteca que também servia de sala de estar no dia a dia. Antes que o marido se refastelasse no sofá, Maria Antónia passou ao ataque:
- José Francisco, exijo que me diga com quem anda metido e quais são as suas intenções!
- Ò Maria Antónia, por amor de Deus, a menina está doida? Eu não ando metido com ninguém!
- Não se faça de inocente, você está diferente, não pára em casa e sempre que pode vai para o estrangeiro, tenho a certeza que há outra mulher na sua vida!
O Dr.Perdigão sorriu, aproximou-se da antiga mesa de jogo que agora servia de bar e serviu-se de whisky. Depois, respirou fundo e encarou Maria Antónia:
- Minha querida, não lhe quis dizer antes para não a preocupar mas fui convidado para ser o próximo bastonário, inclusive com o apoio do actual pelo que certamente serei eleito.
Maria Antónia deixou-se cair no sofá. Tudo fazia agora sentido: as mudanças de comportamento, as viagens, os congressos e os colóquios. O marido bastonário dos médicos! Pensando no que tal implicaria- convites para tudo e mais alguma coisa, bem como o reconhecimento social e mediático associado ao cargo, não conseguiu reprimir as lágrimas.
Levantou-se e enlaçou o marido que lhe enxugou as lágrimas que corriam agora pelo rosto abaixo.
- Então eu serei a Primeira Dama dos médicos!
- Mais ou menos, minha querida, mais ou menos.
Como é da praxe, importa dizer que qualquer semelhança entre estas personagens e quaisquer pessoas de carne e osso, vivas ou mortas, é mera coincidência.
Telstar
O Telstar foi o primeiro satélite de comunicações, arauto pois de uma nova era.
Après toi je n'aurai plus d'amour
«Se todo o filme é (deve ser) um acto de amor, Jacquot de Nantes é-o num duplo sentido. Primeiro como filme "em si", pois Jacquot de Nantes é, para mim, o melhor (apetece-me dizer, o mais bonito) dos filmes de Agnès Varda, no recorte dos personagens, na construção temporal, deslizando pelos anos com uma serenidade absoluta, no jogo que estabelece entre a cor e o preto e branco [...], e entre a narrativa própria e os corpos "estranhos" (refiro-me aos segmentos dos filmes que lá aparecem, de Les Parapluies de Cherbourg a Une Chambre en Ville). E em segundo lugar porque tem por "objecto" o homem da sua vida: Jacques Demy [...]. Da conjugação destes dois factores resulta um dos mais perfeitos exemplos de um "ciné-mémoire", que não deve ser entendido com uma reconstituição de época nostálgica de que se usa e abusa hoje em dia.» ( Manuel Cintra Torres, na folha de sala)
Este filme, preparado quando Jacques Demy já se encontrava doente e estreado em 1991, passou 6.ª feira à noite na Cinemateca. Na 2.ª feira, pelas 19h30, será exibido L'Univers de Jacques Demy, também de Agnès Varda.
Soror Violante do Céu
Parnaso Lusitano, tomo IIIsabel Morujão, Revista de Estudos Ibéricos n.º 1 2004: 277- ...ler.letras.up.pt/uploads/ficheiros/artigo13081.pdf, "Entre o profano e o religioso. Processo de divinização na poesia de Soror Violante do Céu".
Para A. S. pelos quatro versos no comentário que me levaram a procurar o soneto.
Obrigada Ana
Parabéns Picasso
Peinture a la colle. The National Museum of Modern Art, Paris, France.
http://www.artchive.com/artchive/P/picasso_rose.html 




















