Prosimetron
quarta-feira, 9 de julho de 2014
Bom dia !
Vídeo de apresentação de um cd ( Rio Paris ) que conta com um trio improvável de três grandes vozes, acompanhadas pela guitarrista Liat Cohen. Uma viagem pela música brasileira, de Villa Lobos à música popular.
terça-feira, 8 de julho de 2014
Boa noite!
No domingo num programa de candidatos a cançonetistas, apareceu um rapaz a cantar «Eu sei que vou te amar», como sendo uma canção de Caetano Veloso. A produção do programa devia ter cuidado com estas atribuições, mesmo que Caetano Veloso a cante, como dezenas de outros cantores brasileiros. A canção é da autoria de Tom Jobim e de Vinicius de Morais.
Para mim, ninguém a canta como Maysa Matarazzo e a seguir João Gilberto.
Para mim, ninguém a canta como Maysa Matarazzo e a seguir João Gilberto.
História do automobilismo no Parlamento
Decorreu hoje na Assembleia da República o primeiro Fórum Parlamentar sobre Segurança Rodoviária. Muito concorrida, a iniciativa contou com a presença de diversas entidades, tendo algumas delas sido convidadas a expor algum do seu espólio. Foi o caso do Automóvel Club de Portugal, que levou ao Parlamento mais de 50 quadros com fotografias de época onde se retrata parte da longa história deste clube, como é o caso do Natal do Sinaleiro. Uma ação criada pelo ACP antes da 2ª Guerra Mundial que juntava populações e empresas que de norte a sul homenageavam o papel dos polícias sinaleiros, oferecendo-lhes os mais diversos produtos alimentares para que pudessem festejar melhor a época natalícia.
A exposição conta ainda com documentos antigos: as primeiras cartas de condução, cartões de racionamento de gasolina (usados no período da guerra), ou edições dos famosos mapas de estradas do ACP. Em destaque, encontra-se o mapa de 1973 que ajudou Otelo Saraiva de Carvalho a traçar os planos da revolução de abril. Um exemplar dessa edição pode ser visto no museu do quartel da Pontinha. Inaugurada hoje, a exposição sobre o espólio do ACP está patente até ao próximo dia 14, mas infelizmente não é acessível ao público em geral. Fica apenas o registo, que inspirou esta segunda vinheta de julho.
Pensamento ( s )
(...) A aporia maior dos que querem reativar os antigos valores religiosos ou humanistas ( O homem como Pessoa, o respeito pela diferença, etc ), é que foram esses valores que permitiram a irrupção das forças mortíferas do niilismo presente ( como nos mostraram Marx, Nietzsche, Foucault ) . Como reatar práticas que preservem o valor " aurático " da arte ( v. escândalo do caso Herberto Helder ), o laço com a natureza ( v. as hortas coreografadas de Vera Mantero ), quando, precisamente, hoje, no meio das forças do caos, se reconstroem, na mediocracia hegemónica da imagem virtual, as figuras artificiais e desfiguradas do Homem, de Deus e do Mundo em boa companhia com as forças destrutivas do capitalismo global ?
Outras forças esperam que as acordemos em nós : do Corpo, da Terra e da Razão Mágica.
- José Gil, na Visão .
Marcadores de livros - 164
Uma das últimas entradas na minha coleção de marcadores.
Agradeço a quem me ofereceu este e outros que, a seu tempo, serão postados. :)
O Futebol nas Letras - 31
Portinari - Futebol, 1935
Portinari - Futebol, 1958
«O futebol é o ideal de uma sociedade perfeita: poucas regras claras, simples, que garantem a liberdade e a igualdade dentro do campo, com a garantia do espaço para a competência individual.»
Mario Vargas Llosa
Cit. in JL, 11-24 jun. 2014, p. 7
segunda-feira, 7 de julho de 2014
Janelas engalanadas
Janelas engalanadas,
Festas da cidade e da Rainha Santa Isabel.
Rosas
No Quebra Costas as janelas cantam à Rainha
Lá fora - 207
Está a decorrer em Paris, no Musée d' Art Moderne de la Ville de Paris e na Galerie Tornabuoni, a primeira grande retrospectiva de Lucio Fontana em terras francesas. Organizadas cronologicamente, são apresentadas pinturas, esculturas e cerâmicas do grande mestre da arte abstracta nascido em Buenos Aires, mas de nacionalidade italiana.
E há um prosimetronista que já a visitou. Não sei é se ficou muito convencido :)
Citações
(...) Como são, na vida real, estas pessoas, os trolls ? Não são, apesar da óbvia patologia, criaturas diferentes das outras. O mal é banal, ensinaram-nos Hannah Arendt e o nazismo. Os vilões da net são pessoas com famílias, filhos, empregos, casamentos, vidas respeitáveis. Não são doentes mentais encafuados num asilo ou hospício, ou criaturas medicadas ( se fossem, não seriam trolls ) . Não frequentam o psiquiatra. A internet ofereceu-lhes uma vida dupla, e o comentário online um alter ego onde podem, a coberto do anonimato, exercer a íntima crueldade. O ódio aos outros. A inveja galopante. O ressentimento mesquinho. O fracasso colossal de certas vidas normais. O troll da internet é parecido com o adolescente que posta um vídeo a dizer que a sua intenção é matar pessoas. Vi um desses vídeos, de um rapaz americano. Dizia que tinha bons pais, infância feliz, amigos, dinheiro, tudo. Foi internado, por decisão judicial. Tinha escondido um arsenal de armas de fogo. Porquê? Está no vídeo : quero matar muita gente, apetece-me .
- Clara Ferreira Alves, no Expresso do passado Sábado.
Bom dia !
Mais uma grande voz, Bobby Womack ( 1944-2014 ), que nos deixou. Foi no passado dia 27 de Junho.
Futebol inglês no final do século XIX
Postais com ilustrações inglesas de uma escola de futebol
«Life is itself a game of football.»
Walter Scott
Cromos - 26
Blue-Butterfly Day
It is blue-butterfly day here in spring,
And with these sky-flakes down in flurry on flurry
There is more unmixed color on the wing
Than flowers will show for days unless they hurry.
But these are flowers that fly and all but sing:
And now from having ridden out desire
They lie closed over in the wind and cling
Where wheels have freshly sliced the April mire.
Robert Frost
domingo, 6 de julho de 2014
Caro alocutário... espero que aprenda!
Como um dia acabaremos analfabetos
Marguerite Yourcenar disse, e eu reproduzo, que temos obrigação de morrer menos estúpidos do que nascemos. É uma máxima que tento respeitar. A semana passada, em resultado da polémica sobre o Exame Nacional de Português do 12º ano, onde, ao que parece, e vá lá saber-se como, Lídia Jorge foi confundida com Almeida Faria, fiquei menos estúpida (se bem que involuntariamente). Fiquei a saber, e cito, que "os actos ilocutórios podem ser assertivos ou compromissivos". Aprendi também que existem, cito, "actos ilocutórios directos" e, cito, "actos ilocutórios indirectos". A estes somam-se ainda, cito, "os actos locutórios e, cito, os "actos perlocutórios". Vejamos mais algumas coisas que aprendi: "o acto perlucotório corresponde aos efeitos que um dado acto ilocutório produz no alocutário". Perguntar-me-ão (ou não): O que é alocutário? Pois bem. Um alocutário é aquele a quem se destina o enunciado da fala (nos CTT chama-se a isto destinatário), por oposição ao locutor que é aquele que fala ao alocutário (...) Talvez citar a Infopédia online (Porto Editora) traga alguma aclaração ao assunto. Diz assim: " (...) o alocutário deve interpretar um enunciado tendo em conta o conteúdo proposicional do acto proferido e, também, todos os marcadores da força ilocutória presentes na situação comunicativa em que é proferido." Juro que não fui eu quem escreveu isto! Chegada aqui, senti-me catapultada, se me permitem, para um tempo antigo (...) no qual, para recorrer às sábias palavras de Jim Hankinson, "a pouca filosofia que existia na Europa sofreu uma viragem depressivamente teológica, centrando-se em disputas tais como se Deus era Uma Pessoa em Três ou Três Pessoas Numa, (...) e quantos anjos podem dançar na cabeça de um alfinete (no caso improvável de desejarem fazê-lo)". Neste caso a viragem não foi teológica. é escatológica. Não é escolástica, é gástrica. Encomiástica. Proplástica. Toponomástica. Pleonástica. Isso! Ou nada.
Ana Cristina Leonardo, Expresso, 28 de junho de 2014
Alguns tesouros do Museu Gulbenkian
Guardi - A Ponte sobre o Brenta junto às Comportas de Dolo, Veneza
Óleo sobre madeira, final do século XVIII
MCG Inv. 385 A
«Quando pouco depois abalou da embaixada otomana em Londres, Kaloust sentiu que precisava de comemorar a sua nomeação [como conselheiro financeiro nas embaixadas turcas de Londres e Paris] com algo de grandioso. Mas o quê? [...]
«Foi nesse instante que se lembrou de um galeria de arte que Sir Kenneth Bark lhe indicara umas semanas antes numa ruela escondida atrás de Charing Cross, para os lados de Convent Garden. Meteu-se no seu fiacre e deu a ordem ao cocheiro.
«"Trafalgar Square! E a trote!" [...]
«Uma vez chegado ao destino, o arménio apeou-se e galgou a escadaria até entrar na National Gallery, onde surpreendeu Sir Kenneth Bark no seu gabinete.
«"É hoje!", anunciou-lhe de chofre. "Vou comprar o Guardi!"
«"A sério?"
«Afogueado de excitação, Kaloust fez um gesto peremtório a chamar o amigo.
«"Venha daí!" [...]
«"Que bicho lhe mordeu?, perguntou Sir Kenneth [...]. "O que lhe deu para decidir avançar com a compra precisamente hoje?"
«"Digamos que o dia me correu bem. Quero celebrá-lo de forma especial e parece-me que o Guardi é perfeito para a ocasião." [...]
«O curador da National Gallery estacou diante de uma vitrina decorada com várias telas a óleo e a aguarela. Sobre a porta, uma tableta anunciava "Richardson's". [...]
«"Por favor", chamou Kaloust. "Para onde foi o quadro que aqui estava? Não me digam que já o vendeu!..."
«O homenzinho aproximou-se do canto apontado e percebeu logo qual a pintura a que o cliente se referia.
«"Ah, quer saber onde se encontra Vista do Mira sobre o Brenta?" Apontou para cima. "Tirámo-lo daqui e transferimo-lo para o primeiro andar. Quer vê-lo?"
«"Se for possível..." [...]
«"Compro."
«Não o sabia ainda, mas foi assim [...] que Kaloust começou a colecionar pintura.»
José Rodrigues dos Santos - O homem de Constantinopla. Lisboa: Gradiva, 2013, p. 410-417
Não sei se o quadro é exatamente o que reproduzo, mas de entre os Guardi existentes no Museu Gulbenkian...
Corot - Ville d'Avray
Óleo sobre tela, 1874
MCG, Inv. 185
«Devido ás novas responsabilidades como conselheiro do governo otomano e como banqueiro, que celebrou com a aquisição de Ville d'Avray, um quadro de Corot [...].»
José Rodrigues dos Santos - O homem de Constantinopla. Lisboa: Gradiva, 2013, p. 434
George Romney - Miss Constable, 1787
Lisboa, MCG
«[...] "Até já celebrei e tudo!"
«"O quê? Não me diga que comprou mais um quadro..." [perguntou-lhe Krikor, o filho].
«Kaloust ergueu-se com inesperada agilidade e, com um gesto dramático, retirou o véu que cobria uma tela encostada à parede, deixando ver o retrato pintado de uma rapariga de chapéu largo na cabeça.
«"Chama-se Miss Constable e foi pintado por Romney", anunciou embevecido. "Uma maravilha, não achas?"»
José Rodrigues dos Santos - Um milionário em Lisboa. Lisboa: Gradiva, 2013, p. 32
Jean-Antoine Houdon (1741-1828) - Diana
Mármore, 1780
Paris, Casa de Gulbenkian na Av. de Iena
A mesma escultura no Museu Gulbenkian
Rubens - Retrato de Héléne Fourment, ca 1530-1532
«O vasto átrio coberto de mármores italianos e de um enorme tapete persa abria-se para uma magnífica escadaria [...] aos pés da qual assentava uma estátua de fêmea em pedra polida branca, tão alva e brilhante que parecia esculpida a marfim. Tratava-se de um dos maiores tesouros da coleção.
«"Ah, a Diana de Houdon!", exclamou Sir Kenneth Bark, o primeiro a chegar [...]. "Está de parabéns, meu caro Sarkisian! É uma jóia, não há dúvida! Ainda me custa a crer que o Hermitage a tenha vendido." [...]
«"Já me ofereceram um milhão de dólares por ela, sabia? Mas não vendo. O lugar de Diana é aqui."
A construção da mansão na avenue de Iena, número 51, levara dois anos e meio e a decoração mais cinco meses, mas a obra chegara enfim ao seu termo. Para comemorar o feto, Kaloust organizou uma receção elegante [...] para a qual convidou apenas o curador da National Gallery e seu conselheiro para a aquisição de obras de arte, Sir Kenneth Bark, e ainda o ministro plenipotenciário da Pérsia em Paris [...].
«Os vistantes contemplaram o Retrato de Hélène Fourent, em cetim negro e com uma pluma nos braços, saído do pincel de Rubens e que se encontrava pregado na parede diante deles.»
José Rodrigues dos Santos - Um milionário em Lisboa. Lisboa: Gradiva, 2013, p. 371-373
Duas das compras que Gulbenkian fez ao Hermitage.
Pauliteiras de Miranda
Nunca tinha visto (nem ao vivo, nem em reprodução) Pauliteiras [sic] de Miranda. Foi preciso passar na Rua Augusta, em Lisboa, para ver mulheres a dançar a dança tradicional dos pauliteiros (homens) de Miranda.
Lisboa, 5 de Julho de 2014
sábado, 5 de julho de 2014
Boa noite!
Esta «Dança do Sabre» é mais uma música da minha infância. Pertence ao final do bailado Gayane.
br
Revisitado
Festas da cidade de Coimbra - visita guiada ao
Mosteiro de Santa Clara-a- Velha.
Arruda, na horta monástica do Paço, Baixo Mondego, margem esquerda do rio.
Hoje cultiva-se o que outrora ali se produzia.
Mosteiro de Santa Clara- a-Velha:
evocação do papel de D. Isabel de Aragão, Rainha Santa Isabel, na sua fundação.
Azulejos que se descobrem, num degrau para o claustro
Elegâncias - 112
Christian Lacroix desenhou uma série de lenços de cabeça e écharpes, em seda e lã, com esboços de moda dos últimos 20 anos.
sexta-feira, 4 de julho de 2014
Santa Isabel Rainha de Portugal
Letra de Henrique Rêgo
Música de Alfredo Marceneiro
Coimbra, Festas da Cidade e [em louvor] da Rainha Santa Isabel.
(...)
Santa Isabel, se algum dia
Seu nome de eras famosas
Fosse esquecido afinal
Outro milagre faria
De nunca mais haver rosas
Nos jardins de Portugal.
(...)
Santa Isabel, se algum dia
Seu nome de eras famosas
Fosse esquecido afinal
Outro milagre faria
De nunca mais haver rosas
Nos jardins de Portugal.
quinta-feira, 3 de julho de 2014
Seguindo o mote de MLV
Seguindo o mote "coleção" de MLV acabei de receber o mini-livro sobre Leonardo da Vinci, veio de Espanha.
Anunciação de Leonardo da Vinci
Leonardo da Vinci, A Universal Genius
In this book we will take a breaf look at some of his work.
Leonardo, a Universal Genius. Editora: MAE Mini World, 2013
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