Prosimetron

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terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Novidades


Em Novembro próximo passam 30 anos sobre a noite em que um jovem argelino foi atirado vivo de um comboio em andamento que fazia a ligação entre Bordéus e Vintimille. Nenhum dos passageiros que assistiu reagiu e foi um revisor que acabou por dar o alerta. Em Toulouse, foram detidos 3 jovens que iam a caminho de Aubagne para o serviço militar. O racismo, a estupidez e a indiferença num caso verídico que pode muito bem voltar a acontecer...

Uma edição da Grasset, 122p, €12.

Um quadro por dia


Jean-François Millet ( 1814-1875 ), O sopro do vento, 1871-73, óleo sobre tela, 90,5x117,5cm, National Museum of Wales, Cardiff.

Porque parece que hoje vamos ter mais animação...

Amanhã no Conservatório


Bom dia, tristeza!

Maysa faleceu há 36 anos.

Em São Carlos


Bom dia !

Memórias - 22 de Janeiro de 1963


Comemora-se hoje o quinquagésimo aniversário da assinatura do Tratado de Elysée. Através da formalização desse documento no Palácio do Eliseu em Paris a 22 de Janeiro de 1963, Charles de Gaulle e Konrad Adenauer alicerçavam o início de uma nova época, terminando assim séculos consecutivos de conflitos bélicos entre as duas nações. Para de Gaulle, retomava-se a ideia da obra de Carlos Magno. Para Adenauer que exercia o último ano do seu cargo de chanceler da República Federal alemã , atingia-se o ponto máximo  da aproximação da jovem república à aliança ocidental.
Este projecto de cooperação nos campos da Segurança, Economia e Cultura,  indubitavelmente importante à luz de hoje, sofreu uma onda de reacções de desconfiança e cepticismo na época. Segundo o Vice-Presidente da Comunidade Económica Europeia de então, Sicco Mansholt, a colaboração entre França e Alemanha interromperia o caminho para uma união abrangente de vários países na Europa. A agência de notícias soviética TASS previa na cooperação militar franco-germânica um renascimento do militarismo alemão, comparando o tratado a uma nova versão do Pacto de Munique de 1938. E como o timing da assinatura coincidia com a oposição de de Gaulle à adesão do Reino Unido à CEE, quer a oposição social-democrata no Parlamento em Bona, quer alguns membros do próprio governo conservador, temiam um domínio excessivo do eixo Paris-Bona e o fracasso das tentativas rumo a uma Europa unida.

Decorridos 50 anos, este Tratado constitui um verdadeiro "caso de sucesso", apesar das dificuldades e dos desentendimentos que naturalmente se viveram ao longo de cinco décadas. Mas a amizade política, desejada pelo Presidente francês e o chanceler alemão em 1963, seguida, por exemplo por Mitterrand e Kohl nos anos 80, estendeu-se aos dois povos que, graças aos diversos programas de intercâmbio, se aproximaram pouco a pouco e puseram fim às hostilidades antigas.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Boa noite!

Lady Almina e a verdadeira Downton Abbey

Os condes de Carnarvon nas corridas, em 1921
Barcarena: Presença, 2012
€17,50

Almina Herbert (1876-1969), foi casada com George Herbert, o 5.º conde de Carnarvon. Foi ela que inspirou a personagem Lady Cora Crawley, que conhecemos da série Downton Abbey. Fiona, 8.ª condessa de Carnarvon, fascinada com o que foi descobrindo acerca de Highclere, decidiu escrever este livro, que se desenrola entre 1895 e a 1.ª Guerra Mundial, com todas as mudanças que ela trouxe.

Fiona Carnarvon 
Highclere

2013 - IV



Marselha e Kosice (Eslováquia) são as Capitais Europeias da Cultura em 2013.
No caso da primeira, o visitante pode descobrir a riqueza da diversidade cultural daquela cidade francesa, incluindo dois novos museus que inauguram este ano. Em Kosice (segundo consta, a primeira cidade na Europa a ter um brasão) também oferece uma vasta oferta cultural para todas as gerações. Recomenda-se visita a alguns dos seus principais monumentos como a Catedral de Santa Isabel, Museu da Eslováquia do Este, Teatro Estatal, Beco do Artesanato, ou o salão de artes Kulturpark.
A eleição das Capitais Europeias da Cultura é uma iniciativa da UE com início em 1985 e que já designou mais de 40 cidades.

Números



2000

Árvores caídas na zona de protecção dos monumentos sintrenses em consequência do recente temporal. Na foto, o Chalé da Condessa no Parque da Pena.

Pacotes de açúcar - 53

Cinco pacotes de uma coleção de sete sobre os 50 anos da Tofa; e dois de uma série sobre Lisboa, todos com desenhos do Mané do Café.

Humor pela manhã


Auto-retrato(s) - 172

Duncan Grant - Auto-retrato, 1920

Ando com vontade de ler as memórias deste artista inglês, nascido em 21 de janeiro de 1885.

Bom dia !



Para animar a malta! Boa semana

domingo, 20 de janeiro de 2013

Boa noite!

Relendo Michel Vaillant

Lisboa: Meribérica, ca 1985 
A edição original (Rendez-vous à Macao) é de 1983.

É o título de um álbum de bd da série Michel Vaillant da autoria de Jean Gration. Enquanto o grande prémio de Macau decorre, a equipa de Michel Vaillant aproveita para se reunir com um hipotético parceiro asiático… Nunca fui grande (nem pequena) consumidora de bd, mas gostava dos livros de Michel Vaillant e li-os quase todos.

Esperando


É a segunda vez que estou neste moderno aeroporto. O Comboio que faz a ligação entre os diferentes lugares também é magnifico. Aqui são 20:14. E agora espera-se pelo barco. É que o mau tempo atrasou a viagem, perdeu-se a ligação... mais duas horas de espera. A temperatura é agradável: 20.º C.
Na sala de espera é o som de uma "algarviada" que predomina. Os que falam inglês, fazem-no tão baixo que não se conseguem ouvir. 

Audrey


"Children are our most vital resource, our hope for the future. Until they not only can be assured of physically surviving the first fragile years of life, but are free of emotional, social and physical abuse, it is impossible to envisage a world that is free of tension and violence. But it is up to us to make it possible.”

Discurso de Audrey Hepburn, Nações Unidas, Genebra 1989. Audrey faleceu a 20 de Janeiro de 1993
.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Valsamos?

Boa noite!

Boa viagem, Jad!

Estas canções já andaram pel'«os meus franceses», mas como gosto de ambas, aqui voltam. 

Caixa do correio - 13

Esta semana, recebi uma carta com este selo. Mas só hoje reparei que ele é uma homenagem a Sá de Miranda. 

Para APS.

A neve, o bom e o mau

RFI/Anthony Terrade (18.01.2013)

Paris com neve tem o seu encanto. Mas para mim já deu atraso de um dia na viagem. Aeroporto fechado. Espero que hoje tudo esteja resolvido.

Cuecas, 1999. Alex Flemming



E cada cueca é assinada e numerada.

Alex Flemming,
Cuecas, 1999
Lounge Air-France, Aeroporto de Lisboa.

Na hora dele

http://www.pontomarketing.com/wp-content/uploads/coffee_planet-300x299.jpg

Café e uma fatia de panettone

Bom dia!

Gerânio num dia de chuva

Matisse, O Gerânio, 1910  (Sotheby's)


Ontem fui ver a A Vida de Pi, um filme de Ang Lee que me cativou. Provocou-me saudades da Índia, mais propriamente de Goa. A religiosidade peculiar, o mosaico de culturas patente na fita, a viagem em sentido metafórico tudo contribuiu para olhar para este gerânio num dia horrível de temporal.

Bom dia!

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

As 1001 noites

Idat Rubinstein e Vaslav Nijinski. por Georges Barbier, 1913

Exposição no Instituto do Mundo Árabe, em Paris, até 28 abr. 2013.

Saudade de um poeta

 
 
Soneto de Mal Amar

Invento-te recordo-te distorço
a tua imagem mal e bem amada
sou apenas a forja em que me forço
a fazer das palavras tudo ou nada.

A palavra desejo incendiada
lambendo a trave mestra do teu corpo
a palavra ciúme atormentada
a provar-me que ainda não estou morto.

E as coisas que eu não disse? Que não digo:
Meu terraço de ausência meu castigo
meu pântano de rosas afogadas.

Por ti me reconheço e contradigo
chão das palavras mágoa joio e trigo
apenas por ternura levedadas.

Ary dos Santos, in 'O Sangue das Palavras'

 Completaria hoje 76 anos

2013 - III



Amesterdão celebra este ano os 400 anos dos seus canais, considerados Património da Humanidade. Mas na capital holandesa 2013 é pródigo em comemorações. A saber: reabertura do Rijksmuseum, após 11 anos de trabalhos de conservação e restauro; 40º aniversário do museu Van Gogh; 100 anos do museu Fran Hals; 125 anos do Concertgebouw e da Royal Concertgebouw Orchestra, ou os 175 anos do Artis Royal Zoo. A cidade de Haia também vai estar em festa com as celebrações do bicentenário da monarquia holandesa e dos 300 da assinatura do Tratado de Utrecht.

Os meus franceses - 248

O jornal Público vai editar a coleção Chanson Française, uma oportunidade para se reencontrar ou descobrir alguns dos melhores cantores franceses de sempre. Quinze volumes que reúnem os temas mais populares de artistas como Jacques Brel, Charles Aznavour, Edith Piaf, Juliette Gréco, Yves Montand, Léo Ferré ou Serge Gainsbourg. Cada volume, cuja capa é da autoria de ilustradores conhecidos como Gonçalo Viana, Alex Gozblau ou André Carrilho, é dedicado a um cantor, com um booklet que traça o seu percurso. Todas as quintas-feiras, a partir de 24 de janeiro.

«Entrei numa livraria»...

Desenho de Almada Negreiros

«Entrei numa livraria. Pus-me a contar os livros que há para ler e os anos que terei de vida. Não chegam, não duro nem para metade da livraria. Deve certamente haver outras maneiras de se salvar uma pessoa, senão estou perdido.»
Almada Negreiros
In: A invenção do dia claro, 1921

No seguimento de um post do Luís.

Pacotes de açúcar - 52

Seis pacotes de uma série. Penso que são todos, já que o sexto é diferente. Em baixo está o verso dos seis.

Agradeço ao Jad, que mos arranjou.

Pensamento (s)


Muito singelo, mas certamente comum a muitos de vós.

Um quadro por dia


Pesqueiros holandeses numa tempestade, de William Turner.

Humor pela manhã


Bom dia !



O vídeo do lançamento de um cd-livro, La Canso, que lembra a canção da cruzada contra os cátaros ilustrado com 200 iluminuras em 98 páginas, acompanhado de um cd com a suite sinfónica Partage composta por Christian Salès.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

O prazer da leitura

Estou a ler o livro Santa Teresa de Ávila de Marcelle Auclair, editado no Porto pela Livraria Apostolado da Imprensa, em 1953. Arranjei-o na Livraria Lumière. O livro custou ao primeiro proprietário 45$00.
É um prazer ler um livro dos anos 50 cuja linguagem é deliciosa, para além da narrativa estar bem documentada.  

Marcelle Auclair [Imagens do Google]



Os meus franceses - 247

Recordando um poeta

 






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LIVRO DE HORAS
Aqui, diante de mim,
Eu, pecador, me confesso
De ser assim como sou.
Me confesso o bom e o mau
Que vão ao leme da nau
Nesta deriva em que vou.
Me confesso
Possesso
Das virtudes teologais,
Que são três,
E dos pecados mortais,
Que são sete,
Quando a terra não repete
Que são mais.
Me confesso
O dono das minhas horas.
O das facadas cegas e raivosas
E o das ternuras lúcidas e mansas.
E de ser de qualquer modo
Andanças
Do mesmo todo.



Para o JAD




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Me confesso de ser charco
E luar de charco, é mistura.
De ser a corda do arco
Que atira setas acima
E abaixo da minha altura.
Me confesso de ser tudo
Que possa nascer em mim.
De ter raízes no chão
Desta minha condição.
Me confesso de Abel e de Caim.
Me confesso de ser Homem.
De ser um anjo caído
Do tal céu que Deus governa;
De ser um monstro saído
Do buraco mais fundo da caverna.
Me confesso de ser eu.
Eu, tal e qual como vim
Para dizer que sou eu
Aqui, diante de mim!


Miguel Torga
Morreu em 17 -1-1995


Émilie hoje na Gulbenkian

Retrato da autoria de Maurice Quentin de La Tour

«Não há que confundir os preconceitos com as conveniências.»
Émilie du Châtelet (in Discurso sobre a felicidade)

A ópera Émilie, de Kaija Saariaho, com libreto de Amin Maalouf, é hoje e amanhã cantada na Gulbenkian. Pressentido a morte, a matemática e física Émilie du Châtelet relembra a sua vida.