Prosimetron

Prosimetron

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Ao trabalho!



Bom dia !





8 irmãos de Chicago que dividem entre si os instrumentos ( trompetes, trombones, etc ) deste Hypnotic Brass Ensemble, e são " filhos de peixe " : o pai era o trompetista Phil Cochran, antigo membro da orquestra de Sun Ra.

domingo, 4 de maio de 2014

Boa noite!

Será que vamos ter waffles?

 
Gosto muito, quando são boas. :-)

No dia da mãe, uma evocação

Ainda os 85 anos de Audrey Hepburn : uma mulher que marcou gerações, 
uma das eleições do Prosimetron.

Audrey Hepburn by Bob Willoughby_default_pr_hepburn_20_sean_and_cw_1009091809_id_382798_020

Audrey-Hepburn


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Imagens recolhidas aqui.

Boa tarde!

Às mães




Passados quase setenta anos em que foi mãe pela primeira vez, recordo hoje emocionado e saudoso a minha mãe. E, prestando-lhe assim uma homenagem, na sua recordação sempre presente, homenageio as mães que vivem nas minhas amigas do Prosimetron e todas as que nos leem e as outras, ainda, que acalentaram no seu seio os filhos que todos nós somos.






É Noite, Mãe         

As folhas já começam a cobrir
o bosque, mãe, do teu outono puro...
São tantas as palavras deste amor
que presas os meus lábios retiveram
pra colocar na tua face, mãe!...

Continuamente o bosque se define
em lividez de pântanos agora,
e aviva sempre mais as desprendidas
folhas que tornam minha dor maior.
No chão do sangue que me deste, humilde
e triste, as beijo. Um dia pra contigo
terei sido cruel: a minha boca,
em cada latejar do vento pelos ramos,
procura, seca, o teu perdão imenso...

É noite, mãe: aguardo, olhos fechado

que uma qualquer manhã me ressuscite!..

António Salvado, in "Difícil Passagem"

Sempre na cozinha...

 
Comidinha feita, já pode sair...

Mãe, cheguei!

Ilustração de Richard Sargent para o Dia da Mãe, 11 maio 1957  
«E já sujei a alcatifa toda para tu limpares!»

Vinheta de 4 Maio

Não vou repetir o "in Memoriam" da postagem anterior. 
Mas só para memória futura lembrar que Audrey Hepburn é uma figura querida entre os Prosimetronistas escritores e leitores.
As vinhetas do Google (criada para este dia em que passa o 85.º aniversário sobre o seu nascimento) e a nossa:


  

In Memoriam


The beauty of a woman must be seen from in her eyes, because that is the doorway to her heart, the place where love resides. 
Audrey Hepburn (cortesia do Google)

O Google é que me recordou a efeméride. Em especial para a MR e o Filipe.

sábado, 3 de maio de 2014

Boa noite!

Em torno da ficção

Uma encenação brilhante, uma atmosfera belíssima e um quadro. Aconselho vivamente a ida ao cinema para ver The Grand Budapest Hotel, o filme é de Wes Anderson com argumento baseado nas memórias de Stefan Zweig. O elenco é fantástico.

Michael Tyler, The Boy With Apple

Michael Taylor, an artist who we have worked with for almost 10 years and who has held two successful solo exhibitions with us, is currently enjoyed a rather raised profile due to his collaboration with the film director Wes Anderson. Michael is no stranger to high profile exhibitions. Four of his paintings are in the collection of the Nation Portrait Gallery after all. But a new work (Boy with Apple) plays a central part in Anderson major new film, The Grand Budapest Hotel. Here Michael explains the process of producing the artwork and something of the paintings role in the film.Film director Wes Anderson approached me in 2012 to paint a fictional Renaissance portrait to be titled 'Boy with Apple' for his next film The Grand Budapest Hotel. The plot pivots around the theft and recovery of a priceless portrait by Renaissance master Johannes Van Hoytl. Intrigued by the script and surprised to hear that he intended to commission a real portrait, I decided to come onboard. For inspiration Wes bombarded me with a bewildering selection of images by Bronzino, 17th Century Dutch painters, Durers, all kinds of stuff, even some Tudor portraits. I found this terribly confusing at first until I realized that each image contained some required element that had to be worked into the painting. He clearly knew exactly what he wanted; it was just that nothing quite like it yet existed. It was an irresistible challenge. [link]


O chá das cinco - 68

Isaac Maimon - Amanda

Hoje, um chá gelado.

Livros de cozinha - 77

Hoje trago uma revista inglesa, Home Cookery and comforts. Nunca a vi, nem consegui saber quando começou a sua publicação e quando teve o seu fim. Este é o n.º 227, de julho de 1927 e pertence ao vol. 17. Se cada volume corresponder a um ano, a revista ter-se-á iniciado cerca de 1910. Mas se era semestral...

"Odisseia do Direito"

Jacobello del Fiore, Justiça entre os Arcanjos Miguel e Gabriel,
Academia de Veneza (WikimediaCommons)
File:Jacobello Del Fiore - Justice between the Archangels Michael and Gabriel - WGA11888.jpg

(...) também na Odisseia do Direito estava tudo a flutuar no rio: os objectivos do Direito, os seus sobressaltos e declínios, o bom e o mau, o racional e o irracional, a verdade e a mentira. Na Odisseia do Direito, a única coisa que resta são as grandezas abstractas Justiça e Injustiça - e a verdade é que é necessário tomar decisões continuamente.

Bernhard Schlink, O Regresso. (Tradução de Fátima Freire de Andrade). Porto: Asa, 2008, p. 248.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Boa noite!

O que me apetecia hoje...

Dorota Bogdan Bialy - Dim sum em cesto de bambu

«A culinária é a arte de fazer obras-primas que logo se desfazem.»
Carlos Drummond de Andrade

Marcadores de livros - 150

De uma caixa com dezasseis marcadores, que recebi há dias, com desenhos de Georges Lepape e Georges Barbier para a Gazette du Bon Ton (1912-1925).

Georges Lepape 
Georges Barbier

Túlipa - Como uma flor vermelha

A túlipa veio de Amesterdão


Jan Baptist van Fornenburgh (1585-1650, s/título

Como uma flor vermelha.

À sua passagem a noite é vermelha,
E a vida que temos parece
Exausta, inútil, alheia.

Ninguém sabe onde vai nem donde vem,
Mas o eco dos seus passos
Enche o ar de caminhos e de espaços
E acorda as ruas mortas.

Então o mistério das coisas estremece
E o desconhecido cresce
Como uma flor vermelha.

Sophia de Mello Breyner Andresen, in Poesia (Casa Fernando Pessoa, Banco de Poesia)

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Boa noite!



Vinheta: Maio e as tradições com flores

Maio, Maio, carrapato... um tostãozinho para o prato!



Existem no país outras tradições, como esta das giestas que pode ser lida aqui:  as «Maias» e os «Maios».

Pelos vistos hoje deveria de comer castanhas piladas!!!

Já uma vez tinha tratado destas festas aqui no Prosimetron. Encontrei, na net, uma variante deste dito, numa celebração idêntica, feita em Martinchel e que pode ser lida aqui! Será umas das tradições que ficaram dos Templários, como a dos bolinhos no 1.º de Novembro?

Encontrei esta imagem na net, da família Pacheco,
que publico tirando a cara (julgo que da Rita) e agradecendo.

La chanson d'Hélène uma vez mais

Ainda os 40 anos do 25 de Abril

Só há dias vi que a Assembleia da República tinha editado, este ano, uma agenda e um calendário, dedicados ao 25 de Abril, com fotos de Miranda Castela.

Tenham um bom dia!

Um fotógrafo na Revolução

Um álbum para rever e guardar.


Workers

Bom dia do Trabalhador!

 Honoré Sharrer, Workers and Paintings, MoMa



quarta-feira, 30 de abril de 2014

Boa noite!

Citações



(...) O fim da Guerra Fria provocou uma inquietação existencial que o compromisso de Maastricht procurou resolver, criando o euro, como contrapeso à reunificação alemã, e abrindo as fronteiras da União para garantir a estabilidade a Leste. Contudo, volvidos vinte anos, nem a crise do euro está resolvida nem as relações com a Rússia estão definidas. Se na crise da Ucrânia a Rússia pode funcionar como um " integrador externo", como aconteceu no passado, com a URSS, o euro, em sentido contrário, pode actuar como o " desintegrador interno ". É bom ter consciência do sarilho em que estamos metidos.

- Luís Amado, na VISÃO desta semana.


Números


100

A habitual lista da centena de pessoas mais influentes do mundo da revista Time. É certo que é uma lista um bocado " americanizada ", mas não deixa de ter o seu interesse. Além dos influentes habituais ( Obama, Putin, Frau Merkel, o Presidente da China etc ), também as " revelações " como o Papa Francisco ou o Querido Líder da Coreia do Norte. E há um português na lista.

Novidades

 - Foi apresentado ontem na FNAC Chiado, e transcrevo a nota do editor : " (...) os bastidores desta guerra de poder e revela-nos como alguns dos banqueiros, que marcaram a última década, aos comandos do sistema bancário nacional, estão agora acusados pela justiça. Alguns caíram em desgraça, outros lutam pela sobrevivência. "
- Mais uma obra de Irene Pimentel, com o rigor a que nos habituou. Tem apresentação hoje, na Fnac do Colombo, às 19h.

Elegâncias - 104

Chapéus para a Primavera de há 100 anos.

No Dia Mundial da Dança

Bill Cooper - Naomi Solomon

Stephen Wilkes - Bailarina
Bill Cooper - Isaac Mullins

«O bailarino sonha em abolir a lei da gravidade.»
Carlos Drummond de Andrade


Frases ( da semana que passou )



Antes havia censura, hoje há liberdade a mais.

- Simone de Oliveira

Interessante esta frase de Simone, concordemos ou não com ela.

Bom dia !





Que é Dia Internacional do Jazz.

Humor pela manhã



O meu riso é mais para o amarelo ... , mas elas lá vão concorrendo apesar de todas as limitações.

terça-feira, 29 de abril de 2014

25 de Abril e Adriano


Privei com Adriano Correia de Oliveira durante dez anos, até pouco antes da sua morte prematura, aos quarenta. Uma voz de privilégio, um talento na transformação da poesia portuguesa em canto, um amigo de enorme generosidade e dedicação, um empenhado militante de intervenção. A sua canção “O Senhor Morgado” sobre poema do Conde de Monsaraz, música de José Niza e orquestração de Rui Ressureição, dois amigos que também já nos deixaram, adapta-se extraordinariamente a este 25 de Abril, onde o País mais que nunca se dividiu. O poema de Monsaraz, apesar de retractar o Portugal rural e caciqueiro do século XIX, cantado de forma extraordinariamente irónica, ajusta-se aos tempos de hoje:
O Senhor Morgado vai no seu murzelo / Todo empertigado / É um gosto vê-lo / Próspero, anafado / Veste alentejana / Calça de riscado / Homem duma cana / Vai como se ufana / De ir tão bem montado / E ela na janela / Seja Deus louvado 
O Senhor Morgado / Vai nas próprias pernas / Todo barbeado / Tem palavras ternas / Para cada lado / Quando passa sente / Que é temido e amado / Fala a toda a gente / Toca um insolente / Sou um seu criado / Eleições à porta / Seja Deus louvado 
O Senhor Morgado / Vai na sege rica / Todo repimpado / Ai que bem lhe fica / O chapéu armado / A comenda ao peito / O espadim ao lado / Que homem tão perfeito / Deputado eleito / Muito bem votado 
E ela na janela / Eleições à porta / Vai para o Te-Deum / Seja Deus louvado
Lembrar Adriano e tantos que já partiram é a nossa lembrança dos valores de Abril.

António Correia de Campos
In: Público, Lisboa, 28 abr. 2014, p. 44

Prazeres

O prazer da biblioteca
(seria para mim o título da pintura)

Auguste Toulmouche (1829-1890), Na Biblioteca, 1872

Dans la Bibliotheque (1872). Auguste Toulmouche (French, 1829-1890). Oil on canvas. 
Toulmouche specialized in paintings depicting beautiful women within interior scenes (Directoire/Costume paintings). He first exhibited in the Salon of 1848.
At the height of his career, Costume painting came into the forefront. Patrons reveled in depictions of sentimental, romantic daily life. Success depended on the expressiveness of the characters, a quality directly derived from history painting. 

A Biblioteca

Chegada a noite, volto a casa e entro no meu escritório; e, na porta, dispo a roupa quotidiana, cheia de lama e de lodo, e visto trajes reais e solenes; e, vestido assim decentemente, entro nas antigas cortes dos homens antigos, onde, recebido amavelmente por eles, me alimento da comida que é só minha, e para a qual nasci; onde eu não me envergonho de falar com eles e de perguntar-lhes as razões das suas acções. E eles com a sua bondade respondem-me; e, durante quatro horas, não sinto tédio nenhum, esqueço-me de toda a ansiedade, não temo a pobreza, nem a morte me assusta: transfiro para eles todo o meu ser. 

Nicolau Maquiavel, in "Carta a Francesco Vettori" (Citador)

Querem experimentar?

Não sei se experimentarei; o método tradicional parece-me mais fácil. 

Recebido por email.

Marcadores de livros - 149

Uma 'real piroseira', adquirida em Londres. :-)