
Prosimetron
terça-feira, 29 de julho de 2008
Mestres cantores do século XX: Rita Streich
Rita Streich, o “Rouxinol de Viena”, foi uma das maiores intérpretes de Mozart e Strauss do século passado. A naturalidade e o timbre fascinantes da sua voz (soprano coloratura), acompanhada de um domínio técnico ímpar, colocaram Streich no estrelato dos grandes nomes do canto lírico. Rita Streich nasce a 18 de Dezembro de 1920 em Barnaul (Nowosibirsk/Rússia). Após a Segunda Guerra Mundial, muda-se com os seus pais para a Alemanha (Essen e, posteriormente, Jena). Rita cresce num ambiente bilingue, seu pai é alemão, sua mãe russa. A habilidade linguística adquirida seria de enorme utilidade para a sua carreira. Streich viria a interpretar obras de Rimski-Korsakow e de outros compositores russos sem qualquer dificuldade.
Estuda canto em Augsburg e Berlim, com artistas importantes da época, entre eles, Paula Klötzer, Willi Domgraf-Fassbaender e Erna Berger que descobre e promove o talento de Rita. Em 1946, é convidada a integrar a companhia residente da Deutsche Staatsoper de Berlim. Estreia-se como Pajem no Rigoletto de Verdi. Nas temporadas seguintes, interpreta vários papéis, tais como a Olympia nos Contos de Hoffmann de Offenbach ou a criada Blonde no Rapto do Serralho de Mozart.
O seu percurso durante os anos 50 é notável: a soubrette cómica e, por vezes, insolente transforma-se num soprano de coloratura multifacetado e tecnicamente seguro. Streich domina um repertório vasto de obras de Mozart (Idomeneo, Così fan tutte, O Rapto do Serralho, a Flauta Mágica/Rainha da noite, as Bodas de Fígaro, Don Giovanni), Richard Strauss (O Cavaleiro da Rosa) ou Weber (Der Freischütz).
Rita Streich morre a 20 de Março de 1987 em Viena, vítima de um tumor cerebral.
"A catedral do ser"
É chegada a hora de construíres a catedral do ser
[...]
Vigília força vigor no abrigo do ser
são sabedoria justiça e humildade
nada deves ousar nada deves temer
até que em ti se refaça a eterna unidade
José Manuel dos Santos, O livro dos registos © 1995
Inscrição
A minha alma é lângida e inerme.
Oh! Quem pudesse deslizar sem ruído!
No chão sumir-se, como faz um verme...
Camilo Pessanha, in Clepsidra, ©1920
Acasos de atraso de avião: um novo amigo
Não ames com palavras, tendo noutro lado mente e coração,Obrigado aos meus pais pelo presente!
se me amas e se fiel é a tua intenção,
Ama-me com mente pura, ou então rejeita-me
e odeia-me e opta pelo conflito aberto.
Obsessão matutina
Talvez reduzi-la a blog faça algum exorcismo?
Mon coeur s'ouvre à ta voix comme s'ouvrent les fleurs
Aux baisers de l'aurore!
Mais, ô mon bien-aimé, pour mieux sécher mes pleurs,
Que ta voix parle encore!
Dis-moi qu'à Dalila tu reviens pour jamais!
Redis à ma tendresse
Les serments d'autrefois, ces serments que j'aimais!
Ah! réponds à ma tendresse!
Verse-moi, verse-moi l'ivresse!
Ainsi qu'on voit des blés les épis onduler
Sous la brise légère,
Ainsi frémit mon coeur, prêt à se consoler
À ta voix qui m'est chère!
La flèche est moins rapide à porter le trépas,
Que ne l'est ton amante à voler dans tes bras!
Ah! réponds à ma tendresse!
Verse-moi, verse-moi l'ivresse!
VANTAGENS DA INTERNET SEM FIOS
Saudações bloguísticas e até sexta.
segunda-feira, 28 de julho de 2008
Homenagem a quem faz anos esta semana!
YouTube: bigpinkypig
O segredo do Epicurismo Napolitano
Epicuro («Carta a Meneceu sobre a felicidade»)
MiTo - Festival
http://www.settembremusica.it/
[Estados de alma]
Tive a ânsia de mais alto
- abri as asas, parti!
Outubro 1922
Judith Teixeira
Sugestão do dia
Jakob Fugger ou a arte de eleger um imperador
Uma quantia enorme, mesmo para Carlos em caso de vitória. No entanto, a perspectiva de um império vale bem este esforço de tesouraria (as condições do reembolso do empréstimo, remunerado a uma taxa de juro interessante aos olhos de Fugger, são previamente fixadas e acordadas).
E assim, a 28 de Junho de 1519, é eleito o novo imperador em Frankfurt: Carlos V, o último imperador universal por intercessão do primeiro capitalista da Modernidade.
domingo, 27 de julho de 2008
Munique festeja o seu aniversário




Munique comemora este ano um aniversário muito especial: há precisamente 850 anos, foi fundada por Henrique, o Leão, ao pé do rio Isar, "junto dos monges ... bei den Mönchen" (daí o nome München).fotos: vista geral; torres da catedral Liebfrauendom; Odeonsplatz; Câmara Municipal (Rathaus/Marienplatz); Castelo de Nymphenburg.
NINA SCHENK CONDESSA DE STAUFFENBERG: infância e juventude
Nina Magdalena Elisabeth Lydia Herta Freiin von Lerchenfeld nasce a 27 de Agosto de 1913 em Kowno (Lituânia). Seu irmão Ludwig morre aos cinco anos, vítima de pneumonia e meningite.

sábado, 26 de julho de 2008
O preço das casas - análise do Financial Times
Relativamente ao preço das casas e analisando os mapas fornecidos, pode dizer-se que Portugal foi o País mais conservador: é o penúltimo na lista das valorizações (6.5% acumulado de 2003 a 2007) e com pouca volatilidade (a Alemanha, cuja subida de preços no período é de 1.1%, sofreu oscilações significativas nos vários anos).
O artigo e os mapas de apoio podem ser consultados em http://www.ft.com/cms/s/0/4fda2cc8-525a-11dd-9ba7-000077b07658,dwp_uuid=a40e33b6-483c-11dd-a851-000077b07658.html
As capas de James Jean - artista de BD
Brian K. Vaughan - criador de BD

Brian K. Vaughan, argumentista de "Y: The Last Man" e "Buffy the Vampire Slayer, Season 8", foi um dos vencedores dos Eisner na noite passada.
Prémios Eisner 2008 anunciados

A Melhor Mini-Série foi "The Umbrella Academy" (Dark Horse), de Gerard Way e Gabriel Bá, cuja segunda série foi anunciada na San Diego Comic-Con.
Nota ainda para James Jean, que pelo 5º ano consecutivo arrebata o prémio para Melhor Capas ("Fables" (Vertigo/DC); "The Umbrella Academy" (Dark Horse); "Process Recess 2"; "Superior Showcase 2" (AdHouse) - este ano, padrões desenhados por si vão decorar produtos da marca Prada -, e para Todd Klein, que arrebata o seu 15º prémio (sendo que existiram 16 edições até hoje) por Lettering.
A lista integral pode ser consultada em http://www.comic-con.org/cci/cci_eisners_08win.shtml
sexta-feira, 25 de julho de 2008
O Festival de Salzburgo 2008
A edição deste ano guarda a tradição do passado: a trilogia de ópera, teatro e concerto (sinfónico e de Lied) estende-se ao longo do mês de Agosto, numa simbiose musical desde Mozart, o genius loci, à modernidade, e numa convivência cénica, desde interpretações clássicas à experiência avanguardista. A Direcção, by the way muito pouco modesta, orgulha-se de organizar o melhor festival do mundo em que confluem apenas os melhores artistas da actualidade. Talvez seja verdade, ainda que, na minha humilde opinião, o Festival de Munique brilhe por uma oferta incomparavelmente mais rica, quer de intérpretes, quer de obras escolhidas.
Mas claro, Salzburgo é sempre Salzburgo, e o filho ilustre da cidade é o autor da primeira ópera a subir para o palco este domingo: Don Giovanni de Mozart será dirigido por Bertrand de Billy à frente da Orquestra Filarmónica de Viena. Dos cantores destaque-se Dorothea Röschmann que se afirma, mais uma vez, como Donna Elvira após o seu êxito merecido na Wiener Staatsoper em Janeiro de 2007 no mesmo papel.
E Mozart continuará omnipresente, pois a Flauta Mágica, sob a batuta de Riccardo Muti, é um must imprescindível destas jornadas.
Um bom Otello verdiano vive, seguramente, de um elenco de alta qualidade o que, à partida, parece garantido: Carlos Álvarez será o mau da fita (Iago), a ele juntar-se-ão Aleksandrs Antonenko (Otello) e Marina Poplavskaya (Desdemona), valor seguro no mundo da ópera italiana (refira-se a impressionante Elisabetta di Valois na produção do Don Carlo no Royal Opera House de Covent Garden).
Rolando Villazón, em Roméo et Juliette de Gounod, far-nos-á sofrer e chorar com a sua voz e o seu temperamento.
Outras produções incluem Herzog Blaubarts Burg de Bartók e Rusalka de Dvořák.
Tanta emoção será digerível apenas em alternância com concertos e teatro.
Para quatro recitais de Lied, foram convidados Ian Bostridge, Thomas Quasthoff, Christine Schäfer e Matthias Goerne.
O drama, componente forte do festival, leva ao palco, entre outras obras, Crime e Castigo de Dostojewskij, Die Räuber de Friedrich (von) Schiller e, evidentemente, Jedermann de Hugo von Hofmannsthal, peça já menos digerível e apresentada no largo da catedral da cidade.
E assim, de acordo com von Hofmannsthal, Salzburgo é “o coração do coração da Europa”, pelo menos até ao encerramento do festival a 31 de Agosto.
Um pouco mais de sol...
Quase (excerto)
Um pouco mais de sol - eu era brasa,
Um pouco mais de azul - eu era além.
Para atingir, faltou-me golpe de asa...
Se ao menos eu permanecesse aquém...
Mário de Sá-Carneiro
Ainda a bandeira: Guerra Junqueiro

Cada vez que me cruzo com a ideia da bandeira nacional, cousa que me foi incontornável enquanto vasculhava Ourique, irrito-me com o verde-rubro. Vou outrossim recuperar um tema do nosso Ilustre editor, de 11 de Junho, com a discussão da bandeira. Estando de acordo que uma discussão pública seria um disparate (como o foi em 1910-1911), gostava bastante de regressar aos motivos da bandeira de 1139-1910.
"O Campo azul e branco permanece indelével. É o firmamento o mar o luar, o sonho
dos nossos olhos o êxtase eterno das nossas almas.
Os castelos continuam em pé inabaláveis, de ouro de glória, num fundo de sangue ardente e generoso ...
A cruz do calvário, as das cinco chagas essa não morre, é o abraço divino, o abraço imortal...
A coroa do Rei, coroa de vergonhas, já o não envilece, o não vislumbra. No brasão dos sete castelos e das quinas erga-se de novo a esfera armilar da nossa glória...
E ao símbolo augusto do nosso génio ardente e aventuroso, coroemo-lo enfim de cinco estrelas em diadema dos cinco astros de luz vermelha e verde [ ...] dessa manhã heróica da rotunda."
Guerra Junqueiro, citado em "Do Azul-Branco ao Verde-Rubro. A Simbólica da Bandeira Nacional", de Nuno Severiano Teixeira, 1991
A bandeira representada é a imagem preconizada por Guerra Junqueiro, capturada em formato digital no Flags of the World. A minha sugestão seria algo diferente; por exemplo, livrava-me claramente das estrelas do compromisso da "manhã heróica [ainda não estava publicado Vasco Pulido Valente] da rotunda". Seria algo assim:
Ou assim
Underdogs

O realizador Jan-Hinrik Drevs fez-se acompanhar de alguns actores e do protagonista principal, um cão labrador de 2 anos e de nome Klaus. 50 detidos sentiram-se privilegiados ao assistir à exibição do filme, projectado para um écran provisório. E à semelhança de uma estreia “normal”, ouviram-se os bravos (e os assobios também).
A narrativa de Underdogs é baseada em experiências realizadas em prisões norte-americanas. Os estabelecimentos adquirem cachorros que deverão contribuir para a reinserção social dos detidos. Estes, por sua vez, “adoptam” as criaturas com a finalidade de as educar e treinar para futuros cães-guia de cegos. A responsabilidade de tal tarefa e o afecto que eventualmente se desenvolve entre homem e animal poderão ser ingredientes úteis à ressocialização posterior.
Sugestionado por estes projectos, Drevs pôs mãos à obra, e o resultado é Underdogs: O leading man da película é o detido Mosk, homem introvertido e pouco afável, que se prepara para uma competição de desporto “intra-muros”. Quando lhe é atribuído o “piqueno” Klaus, a indignação é grande, e Mosk trata Klaus simplesmente pelo nome Hund (cão). Mas à medida que a história vai decorrendo, Mosk descobre o seu lado social e afectivo, acabando por baptizar o cachorro pelo nome de Grappa, pois Mosk sonha em viajar à Itália num futuro longínquo.
“O filme tocou-me”, assim o diz Ralph, “residente” em Moabit e um dos 50 espectadores contemplados. O assistente social Bernd mostra-se impressionado pela sensibilidade que o filme transmite. “Uma prisão é um local frio, e se um cão for capaz de suscitar sentimentos nos detidos, então a mensagem do filme é notável.”
Por último: o nome Klaus não se deve a um acaso. O labrador, na sua vida real elemento do agregado familiar de Drevs, é homónimo do actor Klaus – Klaus Kinski. No entanto, Klaus “porta-se bem melhor do que Kinski”, assim afirma Drevs…
25 de Julho, dia da independência de Portugal: o papel de Ali ibn Yusuf
Celebra-se hoje, 25 de Julho, a batalha de Ourique de 1139. Esta data é reconhecida como sendo a data da fundação do Reino de Portugal, que consequentemente faz hoje 869 anos; nasciam igualmente as quinas azuis e os besantes de prata que ainda hoje constam da bandeira nacional.
Muito se ficou a dever ao emir Ali ibn Yusuf, por omissão. Este senhor era o governante dos Almorávidas, a dinastia berbere muçulmana que ocupava grande parte do noroeste de África e da Península Ibérica. Líder considerado fraco, é hoje entendido que ocupava o seu tempo em oração e jejum à medida que o Império Mouro se desmoronava.
A sua inércia levou a múltiplas e sustentadas revoltas, das quais a Portuguesa terá sido porventura umas das suas menores preocupações:
1 - Em Córdova, na Península, as múltiplas taifas ibéricas decorrentes da desagregação do Califato de Córdova (chegaram a ser 34) e re-agregadas pelo seu pai na sequência do pedido de auxílio contra Afonso VI de Castela, reclamam a independência: em 1119, começa a revolta do Al-Andalus.
2 - No coração do emirato, na actual zona de Marrocos, nasce uma revolta de índole religiosa: Ibn Tumart, um jovem mendigo berbere enfezado e deformado, foi em peregrinação a Meca e Bagdad. Discordando de elementos ensinados nas escolas religiosas, criou uma clivagem religiosa fundamentalista que vem apresentar ao emir, em Fez. Rejeitado, refugia-se nas montanhas do Atlas onde cria o movimento dos Almôadas (na década de 1120), que exorta os muçulmanos a regressar ao verdadeiro Corão. Começa a guerrear os Almorávidas e morre em 1128, na sequência de uma pesada derrota. Sucede-lhe um argelino, Abd al-Mu'min, que a partir de 1130 começa a arrasar o poder Almorávida de Ali ibn Yusuf.
3 - E a norte da península, os governantes cristãos vão corroendo as orlas do emirato: de 1118 em diante, com a tomada de Zaragoza, Afonso I de Aragão vai conquistando territórios; em 1135, Afonso VII, com a acumulação das coroas de Castela e Leão, auto-designa-se Imperador da Hispânia; em 1139, começam as cruzadas de Afonso VII e é a vez do jovem Afonso Henriques, Príncipe de Portugal, primo e vassalo de Afonso VII, aproveitar genialmente a fraqueza dos seus inimigos mouros para lhes inflingir uma derrota suficiente para se proclamar Rei de Portugal (no que só viria a ser reconhecido pelo seu primo em 1143 e por Roma em 1179).
Ali ibn Yusuf morreu em 1142; o seu filho e sucessor morreu 4 anos depois ao cair de uma duna, após uma batalha em território argelino contra os Almôadas; a dinastia Almorávida extinguiu-se em 1147.
Muitos parabéns!
PS - Curiosamente, hoje é feriado em Espanha e é o "Día da Pátria Galega" na Galiza
Memória de Adriano no Museu Britânico
Abriu ontem no Museu Britânico, em Londres, uma exposição dedicada ao Imperador Romano Adriano (que o Luís, no encalce de Maquiavel, tinha já abordado num desafio aos leitores a 21 de Abril sobre os cinco grandes imperadores romanos).
Com um império que se estendeu por grande parte da Europa, do Norte de África e do Médio Oriente, Adriano governou de 117 a 138. Sob os motes "Life-Love-Legacy: Hadrian - Empire and Conflict", a exposição aborda os feitos militares, a paixão pela arquitectura (a ele se deve o Panteão, em Roma), a brutalidade da repressão enquanto governante e a vida pessoal. A exposição reune peças de 28 museus de todo o mundo e descobertas arqueológicas recentes.
O site do Museu Britânico apresenta vários vídeos sobre Adriano:
http://www.britishmuseum.org/whats_on/all_current_exhibitions/hadrian.aspx
A revista norte-americana "Time" terá um artigo sobre a exposição na próxima semana, sob o título "When Hadrian Ruled the World".
A exposição decorre até 26 de Outubro (uma boa razão para ir à Europa...).
quinta-feira, 24 de julho de 2008
Curto intervalo
A ver em Nápoles
ATEÍSMO PORTUGUÊS
Conta desde já com uma centena de associados, entre anónimos e figuras públicas.
Na blogosfera esta nova agremiação tem suscitado muito interesse e celeuma, nos media tradicionais parece-me que nem por isso. Ou será impressão minha?
PENSAMENTO DO DIA
- Provérbio persa
Sobre a Casa dos Bicos e a Fundação Saramago
-foto : DR- Foi uma proposta do presidente da Câmara, António Costa, com a cumplicidade e a presença do ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro. A nós, a José Saramago e a mim, quase nos caíu o queixo de surpresa. Ainda agora não acreditamos...(...) "
- Pilar del Río entrevistada por Sara Belo Luís, VISÃO , 24 de Julho de 2008, p.24
Confesso que a mim também me caíu o queixo e ainda não acredito. Especialmente que seja a depauperada Câmara de Lisboa a pagar as obras. Creio que os muitos credores do município ainda devem estar em estado de choque, especialmente os das pequenas e médias dívidas.
Que Diria Sócrates?
QUE DIRIA SÓCRATES?
Filósofos respondem às suas perguntas sobre o amor, o nada e tudo o resto
Org. Alexander George
Filosofia Aberta, 18
Que Diria Sócrates? é um livro inteligente e estimulante, que dificilmente deixará decepcionados, tanto o leitor comum como o candidato a filósofo, amador ou profissional. Em especial, os professores de filosofia podem encontrar aqui um manancial de exemplos vivos e actuais de muitos dos problemas filosóficos discutidos nas suas aulas.
Em Que Diria Sócrates? são abordados problemas filosóficos tão diferentes como:
- Se todas as vidas terminam com a morte, como pode a vida ter algum valor?
- O tolerante deve tolerar a intolerância?
- Não existe má arte?
- É moralmente errado lucrar com os erros ou estupidez das outras pessoas?
- É moralmente errado dizer às crianças que o Pai Natal existe?
- Estarei moralmente obrigado a dizer à minha parceira (ou parceiro) sexual se fantasio com outra pessoa quando estou a fazer amor com ela (ou ele)?
- O valor da vida de um indivíduo diminui à medida que a idade dele aumenta? Não é verdade que a maior parte das pessoas escolheria salvar um indivíduo de dois anos do que um de sessenta? Há alguma justificação para esta escolha?
- Qual a diferença entre um terrorista e um combatente pela liberdade?
As perguntas foram seleccionadas entre milhares enviadas para o popular sítio da Internet AskPhilosophers.
«Ao contrário do que sucede em outras áreas, a filosofia não requer equipamento, instrumentos, laboratórios, ou trabalho de campo. O investimento inicial necessário em filosofia não podia ser mais baixo. Habitamos um mundo estranho, somos, nós próprios, criaturas peculiares, e as nossas relações com esse mundo e uns com os outros são, amiúde, de uma perplexidade misteriosa. A matéria de que a filosofia se alimenta está em todo o lado.»
Alexander George doutorou-se na Universidade de Harvard e é professor de Filosofia no Amherst College, Massachussets. É o criador do popular sítio AskPhilosophers.
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quarta-feira, 23 de julho de 2008
5.ªs à Noite nos Museus - NOVO PROJECTO DO INSTITUTO DOS MUSEUS E DA CONSERVAÇÃO - IMC
O Projecto 5ªs à Noite nos Museus. Verão 2008 tem o objectivo de oferecer nas noites de Verão, às 5.ªs feiras, de uma forma lúdica, descontraída e pedagógica, vivências em espaços museológicos, através de actividades culturais diversificadas que visam atrair novos públicos, fidelizando os já existentes, mas também captar turistas em visita à cidade de Lisboa.
A par da oferta educativa de Verão dirigida a crianças e jovens, com este programa o IMC organiza um projecto-piloto com os Museus Nacionais de Arte Antiga, Arqueologia, Azulejo e Casa-Museu Dr.
Destaque para esta semana:
Museu Nacional do Azulejo
Rua da Madre de Deus, 4 1900-312 Lisboa
24 de Julho
18h30 – História de Ícaro, leitura dramatizada, junto ao painel de Rogério Ribeiro, na exposição " Presenças da Azulejaria e Cerâmica Contemporâneas" no Museu Nacional do Azulejo (1980-2000)
19h30 – Breves visitas comentadas à colecção do museu.
21h00 – Concerto de Jazz e Bossa Nova pelos Fab Five, alunos do Hot Clube de Portugal.
Loja Livraria aberta até às 23h00.
Consulte a programação em http://www.imc-ip.pt/
Como chegar: Autocarros 718, 742, 794, 28, 759
HOJE À NOITE NO ESTORIL
Ás 21.30 . Concerto integrado no 34º Festival do Estoril mare nostrum 2008
Pintar a solidão - 4
óleo sobre tela, Museum of Fine Arts, Boston, Juliana Cheney
Edwards Collection.
Esta tela de Gerard ter Borch é completamente heterodoxa face aos cânones do séc.XVII. A figura principal, um mercenário, é representado de costas, a cavalo , e aquilo que se oferece ao espectador em grande plano é a parte posterior do cavalo...
E é uma tela sobre ainda outra solidão- a solidão dos mercenários, aqueles que lutam por quem os contrata, indiferentes às causas ou justeza das guerras. Não esqueçamos que durante séculos, por toda a Europa, existiram exércitos de mercenários que complementavam os exércitos regulares nacionais. Mercenários que, entre guerras, vagueavam como a figura do quadro.
A CULTURA À DISTÂNCIA DE UM CLIQUE

A cultura à distância de um clique
A EGEAC Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural implementou os sites dos equipamentos culturais que estão sob a sua gestão. O objectivo é que a cultura esteja, cada vez mais, ao alcance de todos.
Em http://www.egeac.pt/ encontram-se os links directos para a página web do Castelo de São Jorge, Padrão dos Descobrimentos, Museu do Fado, Museu da Marioneta, Teatro São Luiz e Teatro Maria Matos. A partir daqui, é possível navegar e ficar a conhecer, de perto, cada um destes equipamentos.
Com um simples clique podem fazer-se reservas, conhecer os espectáculos, exposições, concertos e programação em geral, entre outras informações úteis sobre cada um dos espaços culturais.
Os conteúdos das páginas são disponibilizados em português e inglês, tornando possível uma maior divulgação dos espaços junto de um público mais alargado.
Para descobrir e navegar em:
http://www.castelosaojorge.egeac.pt/
http://www.padraodescobrimentos.egeac.pt/
http://www.museudofado.egeac.pt/
http://www.museudamarioneta.egeac.pt/
http://www.teatrosaoluiz.egeac.pt/
http://www.teatromariamatos.egeac.pt/
Festival do Chá a 26 de Julho
Festival da Arte do Chá Oriental
No próximo dia 26 de Julho, Portugal irá receber pela primeira vez um Festival de Chá. "Todos os dias são bons dias A Arte do Chá Oriental" é um evento original que nos traz novas abordagens da Ásia e onde terá a oportunidade de aprender a Arte de fazer e degustar Chá com Chunzhi Jin, um professor convidado do Instituto de Cultura e Artes do Chá Shan Ru, apreciar variadas peças de arte relacionadas com o chá, assistir a um concerto de música tradicional chinesa e aprender meditação com uma Mestra Budista de Taiwan (Budismo Zen Chinês), a Venerável Mestra Manchien (Responsável e Membro do Conselho de Directores da Fo Guang Shan na Europa e Secretária Geral da BLIA).
Pretende-se com este evento cultivar a mente através das diferentes aprendizagens abordadas, promover um maior contacto com a Natureza e divulgar os diferentes chás típicos de Taiwan.
Recomendações:
Vista roupas largas e confortáveis. Aconselha-se também o uso de meias.
O material necessário para fazer o Chá e o próprio Chá serão fornecidos pela Organização.
Tem tradução para Português.
Horário: 26/07/08 (Sábado)
(A) 13:00 - 15:00
(B) 15:30 - 17:30
(C) 18:00 - 20:00
Local: Sala de Conferências
Cidade Universitária de Lisboa.
Metro: Cidade Universitária.
Tel.91999 2563 96187 9968
Tahar Ben Jelloun: Dois poemas
http://www.taharbenjelloun.org/
Un lac
ou un cri
un ciel
mourant dans le visage
un amour
nu
dans les matins des miroirs
***
Dans mon pays
on ne prête pas,
on partage
Un plat rendu
n'est jamais vide;
du pain
quelques fèvres
ou une pincée de sel.
(In: Le discours du chameau... Paris, Gallimard, 2007, p. 235, 262)
terça-feira, 22 de julho de 2008
Sobre o Irão, o Iraque e o Afeganistão
HOJE À NOITE
Obras de Haendel, Schumann, Fauré e Bellini.
Centro Cultural de Cascais, pelas 21.30 .
Mestres cantores do século XX: Hermann Prey

Hermann Prey nasce em Berlim a 11 de Julho de 1929. Em 1948, inicia os seus estudos de canto na Escola Superior de Música de Berlim. Tem o seu primeiro recital de Lied em 1950. Seguem-se gravações para a rádio, até ganhar o concurso Meistersinger em 1952. Nesta competição, patrocinada pelas tropas aliadas americanas, participam 2800 jovens entre 18 e 25 anos. Prey alcança o primeiro lugar, o que lhe proporciona uma bolsa de 190 dólares e uma digressão de duas semanas pelas Estados Unidos.
Em 1953, é convidado a integrar a companhia residente da Ópera Estadual de Hamburgo, da qual viria a fazer parte até 1960, para depois se transferir para a Ópera de Munique. Realiza a sua primeira digressão pela Inglaterra em 1955, onde é acompanhado por Gerald Moore ao piano.
O salto decisivo dá-se em 1957, quando Prey canta o Fígaro do Barbeiro de Sevilha na Wiener Staatsoper. A partir daí, a carreira internacional é imparável. O espólio de interpretações é inesgotável, reproduzi-lo é impossível. Apenas alguns highlights:
Estreia-se no festival de Salzburgo em A mulher silenciosa de Strauss em 1959; estreia-se no Met de Nova Iorque em 1960 como Wolfram von Eschenbach no Tannhäuser, encenado por Wieland Wagner; em 1964, também no Met, representa um dos muitos Papagenos da sua vida; é o primeiro cantor alemão a ser convidado para o papel principal do Barbeiro de Rossini no Scala de Milão em 1969, sob a batuta de Claudio Abbado.
Até aos anos 90, marca presença nas principais casas, trabalhando com Herbert von Karajan, Karl Böhm ou James Levine, num vasto repertório com obras de Mozart, Lortzing, Rossini, Donizetti, Schubert, Schumann, Brahms, Wagner, Strauss ou Orff.
Hermann Prey morreu em sua casa, nos arredores de Munique, a 22 de Julho de 1998 devido a uma paragem cardíaca.
O belo timbre e a sonoridade requintadíssima da sua voz tornaram Prey num dos maiores barítonos do século passado. Muitos registos televisivos, entre eles, as actuações com o grande tenor e seu amigo Fritz Wunderlich, deixam à posteridade o testemunho de um homem bem na vida.
A sua grande paixão foi o Lied. O CD Die Lieder meines Vaters é uma homenagem digna a Prey.












