Prosimetron
sexta-feira, 19 de maio de 2017
quinta-feira, 18 de maio de 2017
Boa noite!
Poucos meses antes da II Guerra Mundial, uma família separa-se em Lourenço Marques: Maria vai para Timor, os irmãos João e José (depois conhecido por Zeca Afonso) vão para Coimbra, para continuarem os estudos. Com o alastrar do conflito ao Pacífico e a invasão de Timor pelo Japão, as comunicações cessam e os três anos no campo de concentração fazem temer o pior. Em Rosas de Ermera, partindo das memórias dos irmãos sobreviventes, Maria e João, e das músicas de Zeca, Luís Filipe Rocha (um dos realizadores portugueses da minha predileção) conta uma aventura familiar numa época funesta da história de Portugal.
Um belíssimo filme-documentário que passou no Indie Lisboa.
O pai de José Afonso recitava muitas vezes este poema de Camões.
O chá das cinco - 103
A Confeitaria Colombo, do Rio de Janeiro, fundada em 1894, promove esta tarde um chá da tarde para homenagear a escritora inglesa Jane Austen, no bicentenário da sua morte. Este chá compor-se-á de um buffet com comidas de época, para além de um momento musical, com (entre outros) o duo The Biedermeiers, que apresenta música clássica tocada em instrumentos históricos.
Entr’acto modernista: o teatro e a dança na obra de António Soares
Cartaz para o Teatro Apolo, 1914
«Sou modernista!», afirmo António Soares em 1914 ao recusar expor no I Salão dos Humoristas. Juntou-se a esse grupo no II Salão mas manteve-se modernista convicto e ativo pelo menos até aos anos 1930. Foi precisamente entre essas datas que produziu grande parte das suas obras para palco. António Soares foi um dos mais destacados artistas plásticos a protagonizar a transformação da cenografia nos palcos portugueses.
A exposição Entr’acto modernista: o teatro e a dança na obra de António Soares apresenta 158 obras das mais importantes que António Soares realizou para teatro e para dança: maquetas de cenário, figurinos, retratos, cartazes e desenhos.
A exposição pode ser vista até 31 de dezembro no Museu Nacional do Teatro e da Dança.
António Soares - Mulher e irmã do autor, 1933
A mulher do pintor, Maria Germana, foi bailarina.
António Soares - Lea Niako, 1928
À esq., cartaz para a peça Flor da Rua, Teatro Avenida, 1913.
No Dia Internacional dos Museus.
Marcadores de livros - 712
O Clube do Autor lançou uma coleção com «Os livros da minha vida». Uma coleção que, em princípio, reunirá clássicos: «um clássico é um livro que nunca acaba de dizer o que tem para dizer.» (Italo Calvino).
Para já oito pessoas escolheram oito obras: José Luís Peixoto, O cântico de Natal, de Dickens; Alice Vieira, Olhai os líricos do campo; Margarida Rebelo Pinto, Noites brancas, de Dostoiévski; José Eduardo Agualusa, Os Maias; Teresa Gouveia, Mrs. Dalloway; Francisco Pinto Balsemão, O grande Gatsby; Miguel Sousa Tavares, A Ilha do Tesouro; e Marçal Grilo, O corsário negro.
Tudo livros de que gosto, mas não escolheria para esta lista as obras de Dickens, Virginia Woolf e Scott Fitzgerald.
Adoro este filme. E il divo! :)
quarta-feira, 17 de maio de 2017
¿Qué es una biblioteca para ti?
A Biblioteca Nacional de España tem patente uma exposição na qual 20 humoristas gráficos de diferentes diários de âmbito nacional dão a sua visão do que é para eles uma biblioteca: um olhar, profundo, reflexivo e cheio de humor.
Os vinte quadros podem ser vistos até dia 28 de maio, numa das salas do Museu da BNE.
terça-feira, 16 de maio de 2017
Boa noite!
Domingo estreei-me no último dia do Indie Lisboa (deste ano) com dois filmes-documentários. O último, que encerrou o festival, foi este I am not your negro, dirigido e escrito por Raoul Peck, baseado num manuscrito inacabado de James Baldwin, Remember this House, sobre as relações étnicas durante a luta dos direitos civis nos Estados Unidos, tendo como principais ícones três amigos de Baldwin, assassinados: Medgar Evers, Malcolm X e Martin Luther King.
Um filme inteligentíssimo, pelas palavras de Baldwin.
A bullet from the back of a bush
Took Medgar Evers’blood
A finger fired the trigger to his name
A handle hid out in the dark [...].
Bob Dylan
Não há nada de James Baldwin traduzido em português (pelo menos eu não encontrei). Seria uma boa altura para o fazer.
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Raoul Peck
Auto-retrato(s) - 252
Se há artista que faz do auto-retrato obra é o escultor alemão Stephan Balkenhol, que pode ser visto vestido ou despido, triste ou alegre, de corpo inteiro ou não .
Citações : Ainda Fátima
(...) muitos outros fenómenos semelhantes, desde a Senhora da Rocha, aqui em Carnaxide, junto a Lisboa, à Senhora da Lapa, na Beira Alta, e a tantas outras Senhoras, existem sem que nenhum deles se tornasse o que é hoje Fátima em Portugal e no mundo. E a resposta a este - porquê Fátima ? - é que é difícil.
Não fui tocado pela graça da fé em Nossa Senhora de Fátima. Mas vejo e sinto, e quase as invejo, que milhões de pessoas em todo o mundo foram. E vão estrada fora, confiantes,sinceramente confiantes de que esse sacrifício, essa peregrinação lhes traz vida, amor, saúde, bem-estar. Olhá-los como labregos enganados ou farsantes que apenas querem mercadejar é tão pouco que me parece indigno.
Se mais nada existisse senão em 100 anos fazer daquele pedaço de nada o que é hoje o Santuário de Fátima, já seria um grande milagre. Se apenas fosse um negócio, já muitos certamente o teriam copiado.
- Henrique Monteiro, no Expresso do passado Sábado.
Biografias e afins
Lançada este mês a luxuosa monografia da Taschen dedicada a Gustav Klimt : todas as obras mais importantes, alguns documentos raros provenientes dos arquivos pessoais do pintor e ensaios sobre o conjunto da obra , nesta obra de 600 páginas .
Um quadro por dia - 363
Já voltou ao seu lugar na sala 34 da National Gallery, em Londres, o belo The Morning Walk que Gainsborough pintou em 1785, depois de um rápido restauro de 10 dias após a criminosa agressão perpetrada por Keith Gregory, de 63 anos, já acusado criminalmente.
O restauro não é visível a olho nu, só com luz ultravioleta se notam as respectivas marcas.
Uma praga estes ressentidos de todo o género que se vingam nos museus e galerias ...
Marcadores de livros - 710
Um bloco com doze marcadores Poupées du monde, da autoria de Corinne Demuynck. Eu só tenho este, mas da mesma coleção e da mesma autora há blocos dedicados a bonecas Kokeshis e a Matrioskas.
Caixa do correio - 85
Le Gazetier cuirassé, 1772
A 2.ª ed., de que foi retirada esta gravura, é de 1772:
https://archive.org/details/legazetiercuira00morgoog
O postal veio de Besançon, onde as bibliotecas fazem uma campanha: Uma hora / um livro: Conheça um livro antigo.
segunda-feira, 15 de maio de 2017
Boa noite!
Alain Oulman faria hoje 89 anos.
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Pedro Homem de Melo (1904-1984)
Bonnard / Vuillard: La collection Zeïneb & Jean-Pierre Marcie-Rivière
Para celebrar os 150 anos do nascimento de Pierre Bonnard, o musée Bonnard (Le Cannet, Côte d'Azur) apresenta uma exposição que já esteve no Musée d'Orsay e que pode ser vista até 17 de setembro.
Bonnard e Vuillard partilham o gosto e a curiosidade pelo seu ofício, pelas descobertas, a liberdade e a independência, e também os amigos, as exposições e a literatura. A sua correspondência entre 1891 e 1940 (ano da morte de Vuillard), testemunham essa «amizade fraternal».
Encontraram-se na École nationale supérieure des Beaux-arts de Paris. Depois, como Denis, Ranson, Roussel, Ibels ou Piot, seguem cursos livres na Académie Julian. Todos são apaixonados pelas novidades, pela literatura simbolista, pelo teatro e pela música wagneriana. Uma amizade que durou toda a vida.
A correspondência entre estes dois pintores está publicada:
Paris: Gallimard, 2001
«Si je vous écrivais chaque fois que je pense à vous, à notre passé, à la peinture, etc., vous auriez une bibliothèque à compulser.»
Última carta de Vuillard a Bonnard, 4 maio 1940
domingo, 14 de maio de 2017
Centenário das Aparições de Fátima
Fé.
Papa Francisco
O terço de Joana de Vasconcelos
Canonização dos pastorinhos: Jacinta e Francisco
Em especial para o João Mattos Silva
sábado, 13 de maio de 2017
Salvador Sobral
Deve ter sido mesmo por ter sido a 13 de Maio.
Fátima na literatura infantil
Livro de pano (Porto: Majora, 1957) escrito por Armando Pereira e ilustrado por Laura Costa. Foi pelo menos traduzido em castelhano, francês, inglês e alemão.
Leyguarda Ferreira escreveu O milagre de Fátima, que Amorim ilustrou, para a Colecção Manecas (Lisboa: Romano Torres), livro que conheceu pelo menos cinco edições, entre 1943 e 1962.
Marcadores de livros - 707
Não li nenhum destes livros. As minhas leituras sobre o evento ficaram-se pelo incontornável livro de João Ilharco Fátima desmascarada e por um de Fina d'Armada sobre o fenómeno OVNI. Talvez venha a ler o livro de Luís Filipe Torgal.
Boa altura para reler O Milagre segundo Salomé, de José Rodrigues Miguéis (esgotado), e Na cova dos leões, de Tomás da Fonseca, com edição recente da Antígona.
sexta-feira, 12 de maio de 2017
Um quadro por dia - 362
Este Éliézer et Rébecca au puits é de Ferdinand Bol ( 1616-1680 ), um dos melhores discípulos de Rembrandt.
Foi comprado num leilão em Versalhes, em 2009, pelo milionário norte-americano de que falei ontem, Thomas Kaplan, que de seguida o depositou no Louvre, seu principal concorrente no dito leilão, e a quem ofereceu mais recentemente a tela . Nem todos os coleccionadores querem as telas só para si :)
Biografias e afins
Estamos em 1930, e Ella Maillart chega a Moscovo. Tem 26 anos, e um desejo imenso de conhecer esse país que a fascina. Esta autobiografia mostra-nos o seu quotidiano, a sua estada em casa da condessa Tolstoi, mas também o açúcar que é de venda livre num dia e de venda controlada no dia seguinte ...
O mais interessante é o que se vai seguir nos meses seguintes : a travessia do Cáucaso a pé , e todas as peripécias da Rússia de Estaline.
Parmi la jeunesse russe, Petite Biblio Payot Voyageurs, 217p, €7
Onde me apetecia estar - 142
Em Versalhes, para assistir esta noite à última representação de Cendrillon na Opéra Royal pelos Ballets de Monte-Carlo, com cenografia de Ernest Pignon-Ernest, figurinos de Jérome Kaplan e a coreografia de Jean-Christophe Maillot.
Opéra royal du château de Versailles, chateauversailles-spectacles.fr
Humor pela manhã
Há cinema no Museu do Dinheiro
Este filme-documentário de Catarina Mourão sobre Lourdes Castro passa amanhã, às 16h00, no Museu do Dinheiro.
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