Prosimetron

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terça-feira, 22 de julho de 2008

O TIO JOÃO ( VANIA )


Vou ver este sábado.

Finalmente

Após 13 anos a viver foragido da Justiça , foi capturado num autocarro em Belgrado o antigo líder sérvio Radovan Karadzic, acusado de genocídio durante a guerra na Bósnia. Era quem faltava julgar para, pelo menos simbolicamente, se encerrar um negro capítulo da história dos Balcãs.
Psiquiatra e poeta, Karadzic é o símbolo vivo da liderança sérvia responsável pelos mais terríveis massacres ocorridos na Europa depois da IIª Guerra Mundial.

António Lobo Antunes recebe Prémio Camões

O escritor António Lobo Antunes vai receber o Prémio Camões na próxima sexta-feira, dia 25, às 18h30, nos claustros do Mosteiro dos Jerónimos. O Prémio, o mais importante para autores de língua portuguesa, atribuído ao romancista em Março de 2007, pelo conjunto da sua obra, vai ser entregue no âmbito da Cimeira da CPLP pelo Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, e pelo Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva.

Instituído em 1988, pelos governos de Portugal e do Brasil, o Prémio Camões é anualmente outorgado a autores cuja obra contribua para o enriquecimento do património literário e cultural da língua portuguesa.

O júri da 19ª edição do Prémio, constituído por Fernando J.B. Martinho e Maria de Fátima Marinho (Portugal), Letícia Malard e Domicio Proença Filho (Brasil), João Melo (Angola) e Francisco Noa (Moçambique), justificou, na altura, a distinção a Lobo Antunes pela "mestria em lidar com a língua portuguesa, aliada à mestria em descortinar os recessos mais inconfessáveis do ser humano, transformando-o num exemplo de autor lúcido e crítico da actualidade literária".

Recorde-se que toda a obra de António Lobo Antunes está editada na Dom Quixote que, este ano, publicará o seu novo romance – O Arquipélago da Insónia.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Para a história do Cinema

Esta madrugada, ao ser-me difícil adormecer, faço zapping e vou parar ao TCM ( para quem não sabe é o canal por cabo do Ted Turner, Turner Classic Movies ) , onde vejo um Mickey Rooney muito velhinho a ser entrevistado. Resolvo ficar. Trata-se do documentário When the lion roars , sobre a história da MGM- Metro Goldwyn Mayer, o grande estúdio de Hollywood.
A dado passo, depoimento da actriz Eleanor Boardman sobre Greta Garbo : " She was extremely selfish, beautiful and strange ". Não é nenhuma novidade, mas vindo de quem conheceu e trabalhou com a diva sueca, tem mais veracidade.
O capítulo seguinte é sobre Irving Thalberg, o grande administrador e alma da MGM nos anos 30. Sobre ele vemos imagens de arquivo onde é elogiado pelo genial Groucho Marx. Seguem-se imagens de A NIGHT AT THE OPERA, talvez o melhor filme dos Irmãos Marx, e seguramente uma das melhores comédias de todos os tempos.
Sobre a inesperada morte de Irving Thalberg aos 37 anos depõe Helen Hayes : " He died of genius ". De génio e de aturar Louis B. Mayer, dizem outros depoentes.
E nesse dia de Setembro de 1936 Hollywood inteira parou. Pela primeira vez na sua história.
Foi o fim de uma época na MGM. E com a morte de Thalberg termina também a primeira parte do documentário.
E eu adormeço finalmente.

Da Pérsia actual

Respondendo à provocação do João apenas direi que as barbaridades na Pérsia, hoje Irão, continuam muito tempo depois de Alexandre, como se vê no texto abaixo, que me foi comunicado pelo Dr.João Paiva da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género, a quem agradeço.



Adultério

Irão condena nove à morte por apedrejamento

Oito mulheres e um homem foram condenados à morte por apedrejamento no Irão após terem sido acusados de adultério e outras condutas de natureza sexual consideradas crime no país, segundo informações da advogada e activista iraniana de direitos humanos, Shadi Sadr

«Os veredictos foram aprovados e eles podem ser executados a qualquer momento» , disse Sadr, da Rede de Advogados Voluntários, que representa as mulheres no caso.

Os advogados de defesa fizeram um apelo para impedir que as sentenças sejam cumpridas.

Existe uma moratória nos apedrejamentos desde 2002, mas há relatos de que pelo menos três pessoas tenham sido mortas dessa maneira desde então.

A última morte por apedrejamento oficialmente registada no Irão provocou críticas de organizações de defesa dos direitos humanos e da União Europeia.

As oito mulheres condenadas, com idades entre 27 e 43 anos, foram acusadas de prostituição, incesto e adultério, de acordo com a Reuters.

O homem, um professor de música de 50 anos, foi condenado por ter relações sexuais com uma estudante.

No sistema de lei islâmico aplicado pelo Irão, o adultério é punido com morte por apedrejamento.

Em teoria a morte por apedrejamento aplica-se a homens e mulheres, mas as advogadas dizem que na prática são mais as mulheres do que os homens a receberem a punição porque em geral são menos instruídas e mal representadas nos tribunais.

Sob o código penal iraniano, os homens condenados por adultério devem ser enterrados até a cintura antes de ser apedrejados. As mulheres são enterradas até a altura do peito. As pedras não devem ser grandes o suficiente para matar a pessoa de forma instantânea.

Sadr pediu apoio à comunidade internacional na sua campanha e disse já ter recebido apoio de organizações de direitos humanos.

Pintar a solidão - 3

- Pieter Brueghel o Antigo, O Misantropo, 1568
Museo Nazionale di Capodimonte, Napóles

Aqui vemos retratada outra solidão procurada, a do misantropo. A solidão daquele que vira costas ao mundo, insensível tanto às belezas que o rodeiam como a quem lhe tira as riquezas...

Ainda Alexandre

"Alexandre o Grande", Museu Britânico, Londres


Na expectativa das referências bibliográficas do Luís ("Fogo do Céu" e "O Jovem Persa" da Mary Renault? Ou mesmo Plutarco?), não resisto a umas pitadas sobre esse Alexandre "Magno". Eu confesso-me desde já como um devoto do Alexandre-mito.

No entanto, o meu gene provocateur impele-me a ir buscar as 2.000 cruxificações dos residentes de Tiro, o genocídio (incluindo os velhos e os doentes) da campanha da Índia ou o homicídio de leais conselheiros quando emergiam intrigas - e dos seus familiares, por muito leais que fossem, para evitar vinganças. Passariam quase dois milénios até Maquiavel passar a escrito esses princípios da governação no seu "O Príncipe". Até a prática dos casamentos entre Gregos e Persas, lida como uma forma gentil de gerar a amizade entre os povos, está hoje mais do que documentada como sendo a forma mais eficaz de neutralizar um povo, por absorção e ocupação das terras (vejam-se o Kosovo por parte da Albânia ou a Catalunha pelos Castelhanos). Aliás, não é à toa que os Iranianos ainda se referem a Alexandre como "o demónio", cujo objectivo era a destruição da cultura persa.

Enquanto devoto, porém, tendo a considerar como menores as barbaridades supra-indicadas. Termino com um extracto do testamento desse Alexandre III da Macedónia, segundo Diodorus,
  • The completion of a pyre to Hephaestion;
  • The building of "a thousand warships, larger than triremes, in Phoenicia, Syria, Cilicia, and Cyprus for the campaign against the Carthaginians and the other who live along the coast of Libya and Iberia and the adjoining coastal regions as far as Sicily";
  • The building of a road in northern Africa as far as the Pillars of Heracles with ports and shipyards along it;
  • The erection of great temples in Delos, Delphi, Dodona, Dium, Amphipolis, Cyrnus and Ilium;
  • The construction of a monumental tomb for his father Philip, "to match the greatest of the pyramids of Egypt";
  • The establishment of cities and the "transplant of populations from Asia to Europe and in the opposite direction from Europe to Asia, in order to bring the largest continent to common unity and to friendship by means of intermarriage and family ties."
São prioridades curiosas -- a mescla do pessoal com o político e o religioso, a inevitável pergunta pequenina de "E se Alexandre tivesse vivido mais tempo, como seria hoje a Península Ibérica?"

domingo, 20 de julho de 2008

Ainda Leonard Cohen

Ainda na "ressaca" do fabuloso concerto de ontem, comprei hoje este documentário sobre o tributo a Leonard Cohen "Came So Far For Beauty " realizado na Sydney Opera House em 2005.
Nessa memorável homenagem a Cohen actuaram , entre outros, Nick Cave, Rufus Wainwright, os U2 e o próprio Cohen. O dvd inclui ainda notáveis entrevistas .
Vende-se pelo menos na FNAC, passe a publicidade.

ALEXANDRE

As datas da História quanto mais distantes mais incertas são. No entanto, aceita-se como boa a tradição de que Alexandre Magno nasceu no dia 2o de Julho do ano 356 A.C. em Pella, Macedónia, filho de Filipe II da Macedónia e de Olímpia.
Este " semi-deus ", aluno de Aristóteles, e cuja mãe lhe afirmava a sua descendência de Hércules e Aquiles, fascinou e fascina os homens pela sua curta e deslumbrante vida. Quantas biografias, romances, filmes e peças sobre este arquétipo de Senhor do Mundo.E que efémero império, logo partilhado pelos seus generais após a sua inesperada morte na Índia. Júlio César e Napoleão tinham adoração por ele e com ele se queriam comparar. Ainda hoje há quem procure o seu túmulo, escondido nas areias do Egipto, país que também conquistou e onde foi venerado como um deus. Encontrar a última morada de Alexandre ainda é um dos grandes desafios da arqueologia.
Voltarei a Alexandre com indicações bibliográficas.

Petrarca nasceu em 20 de Julho de 1304

Um soneto de Petraca

Come 'l candido pie' per l'erba fresca
i dolci passi onestamente move,
vertù che 'ntorno i fiori apra e rinove
de le tenere piante sue par ch'èsca.

Amor, che solo i cor leggiadri invesca
né degna di provar sua forza altrove,
da' begli occhi un piacer sí caldo piove,
che'i' non curo altro bem né bramo altr'èsca.

E co l'andar e col soave sguardo
s'accordan le dolcissime parole,
e l'atto mansueto, umile e tardo.

Di tai quattro faville, e non già sole,
nasce 'l gran foco, di ch'io vivo et ardo,
che son fatto un augel notturno al sole.


Na tradução de Vasco Graça Moura:

Quando na erva fresca alvo pé vai
e doce passo honestamente move,
virtude que abra as flores e as renove
dir-se-ia que das ternas plantas sai.

Amor, que os corações ledos atrai,
nem noutro lado a sua força prove,
de olhos belos prazer tão quente chove,
que outro bem ou manjar não me distrai.

E com andar e olhar de doce gosto
cada dito dulcíssimo se afoite
e o porte manso, humilde e bem composto.

E em quatro chamas, tais, juntas, se acoite
este mor fogo em que ardo e vivo posto,
tal como ao sol um pássaro da noite.


(in: As Rimas de Petrarca, Lisboa, Bertrand, 2003, p. 470-471)

Segredos de M. [Sugestão para ouvir]

Não digam a ninguém: M. está a ouvir

Disco de 2007.

[...]
I know she is coming
I know she will look
And that is the longing
And this is the book

(Do Prólogo, Book of longing, NY, Orange Mountain Music, 2007)

Cohen [escrito]


Ao fim da tarde... com o som dos discos por fundo... um livro a ler ou a reler.

Happy birthday, Diana Rigg!




A geração televisiva dos anos 60 recordar-se-à de Diana Rigg no seu papel de Emma Peel na lendária série The Avengers (Os Vingadores). Em qualquer circunstância, por mais perigosa e vertiginosa que parecesse, a agente inglesa conservava a sua elegância e o seu atletismo para, juntamente com Patrick Macnee, combater o inimigo. A justiça era-lhe sempre benevolente, os últimos instantes de cada capítulo garantiam ao espectador o sorriso e umas observações very snob da eterna Miss of Cool.

Em 1964, Diana era parte integrante da Royal Shakespeare Company quando foi “recrutada” para a série. Durante três anos e em 51 capítulos, Emma Peel destacava-se quer pelo sucesso na luta do bem contra o mal quer pelo guarda-roupa avanguardista dos Swinging Sixties, da autoria de John Baker e Alan Hughes.

Rompeu com os Vingadores para se dedicar ao cinema. Em 1969, representa a Contessa Teresa di Vicenzo em 007 – On her majesty’s secret service, a única película do agente secreto com passagem por Portugal. Foi mais do que um simples Bond Girl acessório, e a George Lazenby no papel de 007 não restava mais nada do que sucumbir à postura nonchalante de Diana.

Outras participações no grande écran juntaram Diana Rigg a actores como Charlton Heston, John Gielgud e Vincent Price. Regressou entretanto ao teatro, onde se afirmou como valor seguro em personagens complexas, tais como Fedra ou Medea (sua interpretação no Wyndham’s Theatre londrino em Dezembro de 1993 é memorável!). Desde 1994, tem o direito de se intitular com a honra de “Dame” Diana Rigg.

Em 1998, era a vez de Uma Thurman a seguir as pisadas de Diana como Emma Peel no filme The Avengers. Com todo o respeito por Thurman, o desafio e a herança eram demasiado surchargés. Com efeito, só Diana é capaz de nos encantar com o seu eyeliner inconfundível, num automóvel descapotável a percorrer os condados ingleses.

Diana Rigg faz hoje 70 anos. Happy birthday!

Natalie Wood

Natalie Wood nasceu a 20 de Julho de 1938 em San Francisco. Faria hoje 70 anos.

Natalia Nikolaevna Zakharenko, filha de imigrantes russos, estreou-se no grande écran com apenas 4 anos em Happy Land de Irving Pichel. Dois anos depois, Pichel juntou Claudette Colbert, Orson Welles e Natalie no filme Tomorrow is forever. Natalie, no seu papel de órfã alemã refugiada e com um sotaque genuinamente germânico, evidenciou o seu talento de tal forma que Orson exclamou: “She was so good, she frightened me”.

A sua participação noutras películas, tais como Miracle on 34th street com Maureen O’Hara (1947), The Ghost and Mrs. Muir (1947) com Gene Tierney e Rex Harrison (película apresentada pelo João Soares), ou The Blue Veil (1951) com Jane Wyman e Charles Laughton, valeram à jovem Natalie um cachet de 1000 dólares por semana.

Em 1955, Natalie representa “Judy” ao lado de James Dean no clássico Rebel without a cause e torna-se assim num dos maiores ídolos de cinema da década de 50. A sua beleza e postura graciosa, sobretudo os seus olhos castanhos maravilhosos, são os seus atributos inconfundíveis, por vezes sinónimos de uma fragilidade e vulnerabilidade de que Natalie se afastaria muito dificilmente nos seus futuros papéis.

Enquanto a imprensa cor-de-rosa se dedicava à relação com Robert Wagner (com quem Wood casaria por duas vezes, em 1957 e 1972), o público e os críticos mostravam-se, de modo geral, impressionados com o percurso da carreira de Natalie. Refira-se a sua interpretação em Kings go forth com Frank Sinatra e Tony Curtis (1957) , em Marjorie Morningstar ao lado de Gene Kelly (1958) ou Splendor in the grass de Elia Kazan ao lado de Warren Beatty (1961).
Alcança o seu maior triunfo como Maria na adaptação do musical West Side Story sob a realização de Robert Wise em 1961. Tal como viria a acontecer com Audrey Hepburn em My Fair Lady, o desempenho vocal ficaria a cargo de Marnie Nixon (e não de Natalie).

Após vários sucessos em filmes como Gypsy (1962), Love with the proper stranger ao lado do seu querido Steve McQueen (1963) e Bob and Caroline and Ted and Alice de Paul Mazursky (1969), Wood decide “ser ser mãe em primeiro lugar, e actriz em segundo”. Raras são assim as suas aparições nos anos setenta, à excepção da sua participação televisiva em From Here to eternity de Buzz Kulik, baseada na obra de James Jones, e da sua interpretação de Maggie em Cat on a hot tin roof na Broadway.

Natalie Wood
não tinha ainda concluído o seu último filme Brainstorm quando, durante um passeio de barco juntamente com Robert Wagner e Christopher Walken, morre afogada em circunstâncias misteriosas a 29 de Novembro de 1981.

Natalie ganhou três Golden Globe Awards e foi nomeada para o Óscar de melhor actriz por três vezes.
O desaparecimento precoce de Natalie deixou uma grande lacuna no estrelato de Hollywood.
We all miss you very much!

NINA SCHENK CONDESSA DE STAUFFENBERG: introdução



A 20 de Julho de 1944, um grupo de oficiais à volta de Claus Schenk Conde de Stauffenberg e de Henning von Treschkow levaria a cabo a “Operação Valquíria”, tentando pôr fim à vida de Hitler e derrubar o regime. O fracasso do atentado marcou o fim trágico da resistência contra o Führer . Às 0.15 h de 21 de Julho, von Stauffenberg e mais três dos conjurados foram executados por fuzilamento. À excepção de poucos oficiais envolvidos na operação, todos os outros militares, e muitos dos seus familiares, viriam a ser condenados à morte nos dias seguintes. 110 pessoas terão perdido a vida.

A Alemanha iniciou o confronto crítico com o capítulo mais negro da sua história na segunda metade da década de 60. O período entre 1933 e 1945 permaneceu um tabu quase absoluto durante os anos 50 em que o país concentrava todos os seus esforços na recuperação económica. O Wirtschaftswunder (milagre económico) servia de pretexto para abafar uma discussão aberta sobre a agressão alemã durante a Segunda Guerra Mundial e o extermínio de seis milhões de judeus, entre outros fenómenos horrendos do Terceiro Reich.

A geração de Maio de 68 quebrou esse tabu e exigiu explicações aos seus pais e avós. As vítimas da resistência tornaram-se, pouco a pouco, conhecidas da consciência pública, entre elas, evidentemente, von Stauffenberg. Contudo, a discussão estava longe de ser unânime: von Stauffenberg e seus ajudantes, heróis para uns, eram traidores para outros. A título de exemplo, refira-se que a opinião pública alemã estava profundamente dividida em 1969 quanto à “idoneidade” de Willy Brandt: teria um adversário do regime nazi, eventualmente “estigmatizado” como “traidor à pátria”, legitimidade suficiente para o cargo de um chanceler?

Hoje em dia, os movimentos de resistência são abordagem obrigatória nas aulas de história. A enorme oferta de literatura, de filmes ou documentários televisivos dos últimos 30 anos sensibilizou a Alemanha para a importância de prestar o tributo devido às vítimas e a reconhecer a coragem inimaginável com que estas personalidades seguiram os seus ideais e princípios.

Quase desconhecida continua, no entanto, a vida dos familiares desses heróis, tais como o percurso de Nina Schenk Condessa de Stauffenberg, esposa do oficial.
Konstanze von Schulthess, filha mais nova de Nina e Claus, publicou há poucos meses uma biografia sobre a sua mãe. Konstanze, nascida a 27 de Janeiro de 1945 em prisão, recorreu às longas conversas havidas com sua mãe, a documentos secretos e outras fontes do fórum familiar. De forma impressionante e comovente, narra os dias e os meses após o atentado, a angústia de uma mãe que, separada dos seus quatro filhos, é retida provisoriamente numa prisão e depois deportada para o campo de concentração de Ravensbrück.
Ficou, assim, um testemunho histórico notável para a posteridade.

Alguns excertos desse livro, intercalados com a biografia de Nina, serão tema de uma "mini-série", dedicada a esta senhora extraordinária e fascinante. Ao longo dos próximos domingos, a vida de Nina Schenk Condessa de Stauffenberg será partilhada com os caros leitores.

20 de Julho de 1944

"É tempo que se faça algo agora. No entanto, aquele que ousar fazer algo, terá de ter consciência de poder vir a entrar para História alemã como traidor. Mas se omitir o acto, seria um traidor perante a sua própria consciência."
Claus Schenk Conde de Stauffenberg

Imagem: von Stauffenberg com os seus filhos Franz Ludwig e Heimeran

Leonard Cohen: Lisboa, 19 de Julho de 2008



Esta noite, durante quase três horas, o mito transformou-se em realidade. Leonard Cohen cantou e encantou não só as gerações mais velhas, como as menos velhas e as mais jovens. Vimos de tudo e todos cantavam e tomavam ritmo ao som das palavras (ditas e escritas por Cohen) e da música. A temperatura estava ideal. A lua complementava o cenário. Cohen estava jovem como sempre.


No meio de tanta gente não consegui identificar Miss Tolstoi... espero que tenha gostado tanto como eu!
Obrigado M.

O video não é de Lisboa...

YouTube: YalaBeniYalaYar

José Luís Peixoto

José Luís Peixoto é um autor Português, nascido em Galveias, Portalegre, em Setembro de 1974, que se destaca na prosa e na poesia. O seu primeiro romance, "Nenhum Olhar", foi publicado em 2000 e recebeu o Prémio Literário José Saramago (foi referenciado há uns tempos pela "Monocle" como uma obra a ler). Em 2001, a primeira publicação de poesia com "A Criança em Ruínas". Em 2002, publica "Uma Casa na Escuridão" em prosa e o acompanhante "A Casa, a Escuridão" em poesia. Em 2006, "Cemitério de Pianos" trasladou os leitores para Benfica; em 2007, "Cal" foi uma das minhas últimas leituras em Portugal: narra a participação de um português na maratona dos Jogos Olímpicos de 1912, ao som e ritmo do que passa pela cabeça do atleta enquanto corre a prova, com outras narrativas em paralelo. De todas as suas obras, "Morreste-me" foi a que mais me marcou, pela inevitabilidade e a emoção passadas a papel. Autor de letras para música e dramaturgo, o seu "Quando o Inverno Chegar" foi encenado no São Luís; curiosamente, no dia em que fui a sala estava meio cheia, seria por não se saber? Talvez. Reparei recentemente que publicou uma nova obra de poesia, "Gaveta de Papéis"; fico na expectativa de a ler.
Temas recorrentes na sua obra incluem a secura da paisagem alentejana, a morte, a solidão, o resurgimento da vida, a generosidade. O fantástico é outra das ferramentas que usa habilmente. Uma das grandes virtudes que retiro da leitura das suas obras é, a meu ver, a grata redescoberta da riqueza e unicidade do português enquanto forma de expressão. Não trouxe nenhum dos seus livros comigo. Agora, tenho pena.

Grandes filmes (esquecidos?): 13 - The Letter


"The Letter" de William Wyler data de 1940; é baseado na peça homónima de Somerset Maugham. É um filme em que Bette Davis' eyes estão no centro do palco em todos os momentos, em especial na abertura, no calor húmido de uma noite de lua cheia da Maláia Britânica: o homicídio por Leslie Crosbie (Davis) de um homem branco no alpendre de sua casa. A lua, o calor húmido e os olhos de Bette Davis não nos largam o resto do filme. Começa a desenrolar-se o novelo do romance da homicida e da vítima; das causas referidas e das causas reais; e de uma carta, escrita por Leslie... que esta tenta recomprar, a todo o custo, descobrindo a mulher asiática do seu amante que a chantageia para a sua própria vingança. As cenas de tribunal são sufocantes e é a lua que vai observando a caminhada para um lancinante "With all my heart, I still love the man I killed!".

O "New York Times" escreveu sobre o filme: "The ultimate credit for as taut and insinuating a melodrama as has come along this year — a film which extenuates tension like a grim inquisitor's rack—must be given to Mr. Wyler. His hand is patent throughout . . . Miss Davis is a strangely cool and calculating killer who conducts herself with reserve and yet implies a deep confusion of emotions . . . Only the end of The Letter is weak — and that is because of the postscript which the Hays Office has compelled". Esta exigência do Código prendia-se com o facto de se lidar com adultério e homicídio sem castigo na versão inicial -- impensável...

O filme foi nomeado para 7 Óscares da Academia, incluindo Melhor Filme, Melhor Realizador e Melhor Actriz.

Outras solidões

"In general, in less extreme moments, lonely looks after itself. It helps you develop strategies that reinforce it. The comfort of the dark cinema and the company of the screen actors prevent you meeting anyone. Lonely's like any other organism: competitive and resourceful in the struggle to perpetuate itself."

in "Engleby", de Sebastian Faulks, Vintage, 2008

sábado, 19 de julho de 2008

Orson Welles at work

Já disponível nas livrarias, Orson Welles at work da Phaidon (2008) é uma excelente homenagem behind-the-camera a Welles, com fotografias em parte inéditas que nos mostram a versatilidade de Welles enquanto actor de teatro e cinema, realizador, produtor ou narrador.

François Thomas e Jean-Pierre Berthomé proporcionam-nos um estudo profundo de toda a carreira de Welles, enriquecido de inúmeras ilustrações de argumentos, contratos ou apontamentos pessoais durante o making de obras lendárias, tais como Citizen Cane (1941), ou The Magnificent Ambersons (1942).

Mais um livro com a qualidade a que a Phaidon nos habituou.

O baixo-barítono THOMAS QUASTHOFF


O baixo-barítono alemão Thomas Quasthoff é um dos intérpretes mais conceituados da actualidade. Canta com as grandes orquestras do mundo, entre elas, a Orquestra Filarmónica de Nova Iorque, Berlim, Viena e de Londres, tendo trabalhado com Claudio Abbado, Daniel Barenboim, Bernard Haitink, Kurt Masur, Sir Simon Rattle ou Christian Thielemann. Marca presença em todas as grandes salas de concerto (Gulbenkian em 2005), bem como nos principais festivais de música clássica. Alguns críticos consideram Quasthoff o melhor cantor lírico do género de Lied e de Oratória.

Quasthoff nasceu em 1959 em Hildesheim (Baixa-Saxónia). É uma das milhares de vítimas do maior escândalo de medicina do pós-guerra na Alemanha, provocado pelo sedativo Thalidomide, receituado a mulheres grávidas no final dos anos 50, que causou cerca de 10.000 mal formações congénitas. Quasthoff autodescreve-se assim: "Tenho 1,34 m de altura, braços curtos, sete dedos - quatro na mão direita, três na mão esquerda. Cabeça grande, relativamente bem constituída, olhos castanhos, lábios destacados. Profissão: cantor. "

As dificuldades devidas à sua deficiência física foram inúmeras: a título de exemplo, foi-lhe negado o acesso à Escola Superior de Música em Hannover em 1975 por não poder tocar piano. Iniciou então a sua licenciatura em Direito. Sempre apoiado pelos pais, Quasthoff seguiu, contudo, o seu caminho vocal e teve aulas particulares junto de Charlotte Lehmann e Ernst-Huber Contwig (ironia do destino: Quasthoff é, desde 1996, professor na Academia de Música de Detmold no norte da Alemanha).

A sua apresentação no Festival de Bach em Oregon em 1995 foi o passo decisivo para a sua carreira internacional imparável. A discografia gravada para a Deutsche Grammophon revela um repertório versátil e rico, incluindo obras de Bach, Mozart, Schubert, Brahms, Liszt, Mahler e, por fim, até um album de Jazz. Quasthoff congratula-se com três Grammies já alcançados.

Penúltima nota, dedicada aos leitores wagnerianos: Quasthoff estreou-se na ópera de Viena em 2004, tendo deslumbrado críticos e público como Amfortas em Parsifal.

Última nota, dedicada a todos que queiram conhecer melhor Quasthoff: o canal franco-alemão ARTE leva-nos a um concerto no âmbito do festival de Verbier de 2007, em que Quasthoff, acompanhado ao piano por Hélène Grimaud, interpretou Schumann e Brahms. Amanhã, domingo, às 18h!

Relatório e contas do primeiro trimestre

Este blogue cumpre hoje o seu primeiro trimestre de vida. Pois é, passaram três meses desde aquele primeiro balbuciar virtual.E tem sido um crescimento saudável: esta é a 558ªpostagem, e embora quantidade não seja automaticamente qualidade, significa pelo menos vitalidade e dedicação; e são já cinco os autores do blogue, e estão mais alguns a caminho, uns já o sabem, outros ainda não...
Evidentemente, o número de autores apenas conta no sentido de um acréscimo de experiências de vida, de interesses afins aos nossos, ainda que diferentes, de outras mundividências.
Em suma, pretende-se a diversidade. Não uma diversidade qualquer, naturalmente, mas sim uma diversidade ligada ao espírito deste blogue- o amor pelas coisas da Cultura, pelas criações do génio humano. Sem descurar, e não tem sido descurado, o quotidiano mais prosaico como consta na epígrafe do blogue.
Agradeço aos leitores, de todo o país e até alguns do país vizinho, o incentivo e o carinho demonstrados nestes últimos três meses. Os vossos mails e os vossos comentários no blogue são a prova de que este blogue não vive fechado sobre si próprio .

Otello na Sydney Opera House


A ópera de Verdi está desde ontem em palco na Sydney Opera House. De particular destaque é a encenação de Harry Kupfer, que ganhou fama na Ópera de Viena. A acção é encenada na escadaria de um palácio sumptuoso semi-destruído (presume-se que pela guerra), com um atlas em bronze ao centro sustentando uma esfera armilar. Decorre algures no início do século XX, com os militares de uniformes reminiscentes das Grandes Guerras. Os movimentos do coro e dos figurantes estão sempre a reforçar a ideia de tempestade, em especial no início e no fim da produção, o que resulta particularmente bem como reflexos do contexto e das tormentas interiores dos personagens. A utilização da estátua omnipresente, primeiro como apoio de Desdemona, depois como amparo / bloqueio de Otello, também está bem conseguida. Cheryl Barker é uma Desdemona convincentemente alegre, surpresa, magoada e resignada / desesperada; Dennis O'Neil é um Otello a quem falta alguma estatura (figurativa e literalmente); e Jonathan Summers é um Iago asqueroso (ou seja, bem para o papel concebido por Shakespeare e revisitado por Verdi). No entanto, falta alguma chama.
Em cena em Sydney até 16 de Agosto; depois, a produção passará para Melbourne.

Audeguy - 4

Préludes

La beauté du prélude, chez les plus grands auteurs ( Fauré, Debussy ) , est que justement il ne prélude à rien, se suffit à lui-même : c'est une forme brève, qui n' se impose pas à l' oreille, mais propose ses finesses, ses hésitations, ses nuances, inépuisablement. Comme le nocturne, le prélude est essai, expérience, jeu intellectuel et sensible.

- Stéphane Audeguy, Petit éloge de la douceur, Gallimard, 2007 .

Arte contemporânea no Algarve

A partir de hoje e até 15 de Setembro está patente uma exposição de João Pedro Vale nas ruínas romanas do Museu Arqueológico do Cerro da Vila , em Vilamoura.

A EDUCAÇÃO DO PRÍNCIPE - OBRAS PRIMAS DO MUSEU AGA KHAN

Até dia 27 de Julho, de terça a domingo, ainda pode ver na Fundação Gulbenkian a colecção pertencente ao futuro Museu Aga Khan. A exposição está organizada em dois núcleos : A Palavra de Deus, onde se mostra a importância dos manuscritos do Corão na produção artística e arquitectónica; e O Poder do Soberano, secção que reúne objectos preciosos, retratos e objectos do quotidiano provenientes de várias cortes islâmicas.
Pode ainda ver o projecto do arquitecto japonês Fumihiko Maki para o futuro Museu Aga Khan, em Toronto, a inaugurar em 2011.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

1938 - Maria da Roménia




( -retrato pintado por Tini Rupprecht )
Nascida Princesa Maria de Edimburgo a 29 de Outubro de 1875, primogénita do Príncipe Alfredo de Edimburgo e da Grã-Duquesa Maria Alexandrovna, e consequentemente neta da Rainha Vitória e do Czar Alexandre II da Rússia, foi uma das mais belas princesas da Europa do seu tempo e posteriormente uma das mais belas rainhas europeias do século XX.
Maria tornou-se também princesa de Coburgo em 1889, quando os seus pais se tornaram Duques reinantes de Coburgo, após a morte do Duque Ernesto, tio de Alfredo e que morreu sem filhos legítimos.
A beleza de Maria atraíu vários pretendentes, e entre eles o seu primo Jorge, futuro Jorge V da Grã-Bretanha, que em 1892 pediu formalmente Maria em casamento.
Surpreendentemente, o pedido foi recusado dada a oposição veemente da Grã-Duquesa Maria , que não queria voltar à órbita da sua dominante sogra, a Rainha Vitória, e detestava a Grã-Bretanha.
No ano seguinte, no dia 10 de Janeiro de 1893 Maria casou com o Príncipe Herdeiro da Roménia, Ferdinando de Hohenzollern-Sigmaringen, sobrinho e herdeiro do Rei Carol I da Roménia.
Embora o casamento não fosse perfeito, Maria tornou-se uma rainha adorada pelo seu povo, a quem se dedicou de alma e coração. Paralelamente aos deveres oficiais, escreveu peças de teatro, livros infantis, volumes de memórias e dedicou-se à pintura .
A sua popularidade aumentou ainda mais com a sua intervenção na Conferência de Paz de Paris em 1919, consequente ao término da 1ª Guerra Mundial, onde conseguiu acréscimos territoriais para a Roménia.
A sua maior desilusão foi o seu filho Carol, que logo em 1918 tinha fugido da Roménia para casar com a plebeia Zizi Lambrinho, que lhe deu um filho, Mircea. O casamento foi declarado ilegal e anulado pelo Rei Ferdinando, e em 1921 Carol casou com a Princesa Helena da Grécia, de quem teve um filho, o Príncipe Miguel. Pouco tempo depois do nascimento de Miguel, Carol fugiu novamente com outra plebeia, Magda Lupescu, e em 1925 renunciou aos direitos ao trono.
Quando Ferdinando morreu em Julho de 1927, Miguel , de seis anos de idade, tornou-se Rei da Roménia até 1930, data em que Carol regressou à Roménia, depôs o filho e tornou-se o Rei Carol II .
Os últimos anos de Maria da Roménia, algo marginalizada pelo seu filho Carol, foram passados a viajar e nas suas residências romenas- o Castelo de Bran, que lhe havia sido oferecido pelos habitantes de Brasov, e uma villa em Balsic.
Em 1937, foi-lhe diagnosticada uma doença hepática, tendo estada internada algum tempo num renomado sanatório de Dresden, infrutíferamente.
Morreu no dia 18 de Julho de 1938 , no belo Castelo de Pelishor, na Roménia.


Parabéns Madiba !

Nelson Mandela faz hoje 90 anos. Além do grande concerto de homenagem realizado em Londres no passado dia 26 de Junho, o grande estadista tem recebido muitas outras manifestações de carinho vindas de todas as partes do mundo.
Mandela é uma referência na história do séc.XX e dispensa apresentações.
Só tenho pena que por cada Mandela ou Senghor, tenhamos Idi Amin, Bokassa, Mobutu ou Mugabe...

Prémios Gulbenkian

Hoje, pelas 18h, serão entregues no Grande Auditório da Fundação Gulbenkian os Prémios Gulbenkian :

PRÉMIO INTERNACIONAL CALOUSTE GULBENKIAN

- Global Footprint Network (E.U.A.)
- The Marine Science Institute (Univ. das Filipinas)

Presidente do Júri: Jorge Sampaio

PRÉMIO GULBENKIAN BENEFICÊNCIA

- Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome

Presidente do Júri: António Barreto

PRÉMIO GULBENKIAN ARTE

- Pedro Costa

Presidente do Júri: João Marques Pinto

PRÉMIO GULBENKIAN EDUCAÇÃO

- Associação de Jardins-Escola João de Deus

Presidente do Júri: Maria Helena da Rocha Pereira

PRÉMIO GULBENKIAN CIÊNCIA

- Sérgio Rebelo

Presidente do Júri: Fernando Lopes da Silva


Entrada livre.

A História e os perdões

Mais um pedido de desculpas por um crime cometido há algum tempo...
Sou muito céptico em relação a estes perdões tão retroactivos, pois prosseguindo nessa senda onde terminamos?


http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=355249&visual=26&tema=2

O Desterrado

1872, por Soares dos Reis

Pintar a solidão - 2

Joachim Patinir, Saint Jérôme dans le désert , séc.XV,
óleo sobre madeira, Museu do Louvre, Paris.

A solidão derivada da fé, a solidão dos eremitas. S. Jerónimo é representado ajoelhado a rezar, vestindo uma túnica cor de cinza, tendo renunciado ao seu manto de cardeal que está no primeiro plano do quadro.
Hoje quase esquecemos que o eremitismo foi um dos grandes ideais de vida cristã durante séculos, tanto no Oriente como no Ocidente.

Sugestão para hoje

No Teatro Camões, em Lisboa, pelas 21.30, a Orquestra Sinfónica Portuguesa interpretará obras de Colla, Sibelius e Ince. Com direcção do maestro David Allan Miller e participação do violinista Mikhail Ovrutzky e Kamran Ince ao piano.
Concerto integrado no 34.º Festival do Estoril mare nostrum 2008 .

Salvem o Largo do Rato! - Petição




Salvem o Largo do Rato - Petição

Foi dada agora luz verde aos projectos de especialidade pela autarquia lisboeta deste enorme edifício entre o Largo do Rato, Rua Alexandre Herculano e Rua do Salitre. Composto por 7 pisos acima do solo, com fachadas de 22 metros, com 10.000 metros quadrados em gaveto, trata-se de uma construção que pela volumetria rebenta totalmente com a escala existente.
O projecto a construir prepara-se para descaracterizar definitivamente esta zona lisboeta.
Para servir tais propósitos o novo prédio obrigará à demolição de alguns imóveis, nomeadamente a centenária Associação Escolar de São Mamede e todo o belissimo centenário conjunto artístico, Palácio Palmela - Procuradoria Geral da República, chafariz e muro de pedra), que rodeia quase todo o terreno.

Peço a todos que leiam e reencaminhem esta mensagem.

E assinem a petição:

http://www.petitiononline.com/lgrato/petition.html

Ver detalhes e comentários:

http://lesmamorta.blogspot.com/2008/02/fotomontagem-expresso-respeitando-as.html <http://lesmamorta.blogspot.com/2008/02/fotomontagem-expresso-respeitando-as.html>

Se nada fizermos isto irá mesmo para a frente!









Leonard Cohen : Hallelujah

Faltam apenas dois dias...

YouTube: Duncster

Bernstein: Tristão e Isolda (final)


YouTube: ayabooon

Allan Heinberg - criador de BD

Este mês conclui a mini-série de banda desenhada da Marvel, "Young Avengers Presents", e vai começar "Secret Invasion: Runaways / Young Avengers". O criador destes Young Avengers é Allan Heinberg. Nascido a 29 de Junho de 1967, conta como créditos na BD o argumento inicial da 3ª série de "Wonder Woman" com Terry e Rachel Dodson, tendo ainda créditos como argumentista e/ou produtor de séries televisivas incluindo "Party of Five", "Sex and the City", e, mais recentemente, "Grey's Anatomy".

Young Avengers #1, Abril de 2005

Redenção da morte pelo amor!

Um amigo colocou-me um desafio: descobrir que também havia redenção da morte pelo amor!
Obrigado. Na verdade fraternidade é... amor


YouTube: odangopen

R.Wagner, Tristan und Isolde
concert Herkulessaal,Muenchen 1981
Dirigent:Leonard Bernstein
Symphonie-Orchester der Bayerischen Rundfunks,Chor des Bayerischen Rundfunks
Isolde:Hildegard Behrens

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Caravaggio - rota chiaroscura pela Cidade Eterna

Narciso, 1599, Palazzo Barberini, Roma

Michelangelo Merisi da Caravaggio, conhecido por este último nome, foi um pintor italiano, normalmente considerado um dos primeiros expoentes do Barroco. Nascido a 28 de Setembro de 1571, veio a falecer aos 38 anos, a 18 de Julho de 1610.

Descobri numa grata visita há dois anos que Roma, pelo espólio que mantém, oferece uma irresistível "caça ao tesouro", em que os deslumbrados visitantes della Città Eterna passam febrilmente de monumento para monumento em busca dos jogos de luz e sombra e da representação quase histriónica das suas pinturas. A galeria de imagens trata dessa demanda possível.


Riposo durante la fuga in Egitto, 1595 - 1596, Galleria Doria-Pamphilj, Roma


Martirio di San Matteo, 1600-1601, Chiesa S.Luigi dei Francesi, Roma


Crocefissione di San Pietro, 1600 - 1601, Chiesa S.Maria del Popolo, Roma


San Giovanni Battista, 1602, Pinacoteca Capitolina, Roma


Deposizione, 1602-1604, Pinacoteca Vaticana, Roma



Madonna dei Pellegrini, 1604 - 1606, Chiesa di S. Agostino, Roma


Davide con la testa di Golia,1605-1606, Galleria Borghese, Roma