Prosimetron

Prosimetron

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Em Março na Casa da Achada

CASA DA ACHADA-CENTRO MÁRIO DIONÍSIO

Horário de abertura

Segunda-feira, quinta e sexta – das 15h às 20h

Sábado e Domingo – das 11h às 18h

A Zona Pública da Casa da Achada estará encerrada entre 19 e 22 de Março.

MARÇO 2010

CONTINUA A EXPOSIÇÃO

50 anos de pintura e desenho (1943-1993): pinturas e desenhos de Mário Dionísio e de artistas seus amigos que lhe foram oferecidas.

Além de 37 obras de Mário Dionísio, de várias fases, a exposição inclui obras de vários artistas que por eles lhe foram oferecidas e que constam, assim, do seu espólio: Abel Salazar, Álvaro Cunhal, António Cunhal, Avelino Cunhal, Cândido Portinari, Carlos de Oliveira, Carlos Scliar, Germano Santo, José Júlio, Júlio, Júlio Pomar, Júlio Resende, Manuel Filipe, Manuel Ribeiro de Pavia, Maria Helena Vieira da Silva, Raul Perez.

Horário:

Segunda-feira, quinta e sexta – das 15h às 20h

Sábado e Domingo – das 11h às 18h

(encerrada de 19 a 22 de Março)

OFICINA PARA TODAS AS IDADES: 1000 canções em 5 minutos

Oficina orientada por Diana Dionísio e Pedro Rodrigues

Para todos, dos 3 aos 99.

Máximo de participantes: 20

É necessária inscrição.

Entrada livre.

Aos domingos, das 15h30 às 17h30

7, 14 e 28 Março

Música da palavra. As palavras já têm música e pode fazer-se música a partir das palavras. Chegam instrumentos e nascem as primeiras mil canções.

Domingo 7 de Março

A letra na música. A partir de uma música dada, inventamos letras e ficam canções. Fácil?

Domingo 14 de Março

Um poema de Mário Dionísio torna-se uma canção. Difícil?

Domingo 28 de Março


CLUBE DE LEITURA DA ACHADA

Coordenado pela escritora Filomena Marona Beja.

Sábado, 13 de Março às 16h

Aberto a toda a gente, o Clube de Leitura destina-se principalmente à população que mora perto, a crianças não muito pequenas, a estrangeiros com algum conhecimento da língua portuguesa.

CINEMA ÀS SEGUNDAS

Fim do Ciclo FILMES DE QUE MÁRIO DIONÍSIO FALOU

Cada filme, legendado em português, é apresentado e comentado

HIROSHIMA MEU AMOR de Alain Resnais, 1959, 90 min.

La rose et le réséda de André Michel, 1947, 9 min. (a partir de um poema de Aragon)

1 de Março, 21h 30

AS FÉRIAS DO SR. HULOT de Jacques Tati, 1953, 114 min.

Professor Small and Mister Tall de John Hubley e Paul Sommer, 1943, 8 min (desenho animado)

8 de Março, 21h30

LUZES DA RIBALTA de Charles Chaplin, 1952, 137 min.

15 de Março, 21h30

LOS OLVIDADOS de Luís Buñuel, 1950, 85 min.

O cão andaluz de Luís Buñuel, 1928, 16 min

29 de Março, 21h30

O COURAÇO POTEMKIN de Sergei Eisenstein, 1925, 75 min.

JAIME de António Reis, 1974, 35 min.

4 de Abril, 21h30

CICLO A PALETA E O MUNDO

Continuação da leitura integral de A Paleta e o Mundo com projecção dos quadros referidos e comentários: capítulos sobre a pintura no Século XIX («Não vejo o que sejam anjos», «Da bola de bilhar ao baralho de cartas»)

Todas as segundas-feiras às 18h30, excepto 22 de Março

Sessão coordenada por Rui Canário sobre o 6º capítulo da introdução de A Paleta e o Mundo, «Mãos que constroem sonhos» - Arte e Materiais - questões de ontem, questões de hoje.

Sábado, 27 de Março às 15h

SEMINÁRIO «A ECONOMIA ORGANIZADA» com João Bernardo

organizado pela UNIPOP

Entrada livre, mediante inscrição, limitada ao número de lugares disponíveis. Inscrição para: unipopeconomia@gmail.com

Sexta, 5 de Março das 18h30 às 21h e Sábado 6 de Março das 15h às 18h

Em complemento:

Lançamento do livro com textos de Karl Marx, Crítica do Nacionalismo Económico (Edições Antígona).

Sábado, 6 de Março às 18h30

(datas a confirmar pela UNIPOP)


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Associação Casa da Achada - Centro Mário Dionísio
Rua da Achada, nº 11 r/c - 1100-004 Lisboa
tels: 21 8877090
e-mail: casadaachada@centromariodionisio.org
página: http://www.centromariodionisio.org/
notícias: http://noticias.centromariodionisio.org/
mapa: http://www.centromariodionisio.org/localizacao.php

Leituras no Metro - 1



«R.[ené] Z.[ahnd]: Que pensez-vous de la mondialisation?
«M.[aurice] B.[éjart]: Sur le principe, pourquoi pas? Les habitants de la Terre sont tous pareils... Mais au lieu de favoriser les ressemblances, la mondialisation accentue les différences. S'il faut passer par la mondialisation, je souhaiterais au moins qu'elle rende tout le monde heureux sur le globe! Or, c'est le contraire qui se produit. L'écart se creuse entre les riches et les pauvres. La mondialisation, aujourd'hui, n'est rien d'autre que l'exploitation des pays défavorisés.»
Maurice Béjart - L'esprit danse / entretiens avec René Zahnd. Lausanne: La Bibliothèque des Arts, 2001, p. 179

Domingo Musical

Música ao domingo no Clube Literário do Porto. Uma recomendação para os leitores "tripeiros".

Lá fora - 70 : Gilbert&George em Málaga

Estes Gilbert&George são a dupla artística britânica mais persistente e mais iconoclasta, apesar do ar sério e composto com que são fotografados e se representam a si próprios. A sua nova exposição JACK FREAK PICTURES, 62 obras que põem em questão muito do que é a "ordem social", vai percorrer seis países, Portugal não está incluído para variar, começando o circuito por Espanha, mais propriamente na aprazível cidade de Málaga que não fica assim tão longe...

- JACK FREAK PICTURES, Gilbert&George, Centro de Arte Contemporânea de Málaga, até 9 de Maio.

Ainda a defesa da família


Considero que a família é uma instituição fundamental da sociedade, sendo a sua célula básica. É assim que estamos organizados há milénios e não surgiu até à data modelo melhor do que este fundado numa realidade biológica mas que se não esgota na biologia como todos sabemos.
Tenho o maior, e igual, respeito por todas as famílias: as que nascem do sacramento do matrimónio ou acto equivalente sancionado por uma religião, as que derivam de um contrato civil de casamento ou ainda as que surgem de uma união de facto, hetero ou homo. Têm todas, para mim, a mesma dignidade- férteis ou inferteis, reduzidas ou numerosas, adoptivas ou biológicas.
Feita esta profissão de fé, tenho que dizer o seguinte: nunca a família esteve tão protegida como na época em que vivemos. Basta que comparemos, e todos temos memória que até aí alcança, os mecanismos concedidos directamente pelo Estado e os impostos às entidades empregadoras que existiam há umas décadas atrás com os que actualmente existem para concluirmos que efectivamente não se pode dizer que as famílias estejam ameaçadas.
É certo que os estados ajem no seu próprio interesse- a soberana preocupação é a demografia. É esta a ameaça que paira sobre a Velha Europa, velha também literalmente, e tentando contrariar as terríveis tendências demográficas as famílias são apoiadas. Tanto na escala macro- ao nível da fiscalidade, das prestações sociais, das licenças de maternidade e paternidade etc- como na escala micro- veja-se o exemplo entre nós da crescente quantidade de municípios que oferecem quantias em dinheiro por cada criança nascida.
É certo que há desafios novos que ocupam e preocupam as famílias, desde logo os perigos potenciais derivados deste meio de comunicação em que estamos, mas não me parece sinceramente que as famílias ou a instituição família esteja em perigo.
Questão diferente, entrando aí no domínio da ideologia, é se há modelos de família que estejam ou se sintam, uma coisa é a percepção outra a realidade, ameaçados.
Cada um de nós tem todo o direito de defender o modelo de família que lhe parece mais "certo" e de agir em conformidade - mas então que se diga tal abertamente: defendemos a família cristã, ou a família católica, ou a família tradicional. E que os inimigos, reais ou imaginários, de tal modelo de família sejam claramente identificados.
Não me incomodam as manifestações, são o sal da democracia, mas incomoda-me que a "defesa da família", objectivo muito nobre, sirva de enorme guarda-chuva para outras agendas.

Novidades - 115 : Ser mulher é...

(...) Comme Beauvoir, je considère que ce qui nous unit aux hommes est plus important que ce qui nous sépare. Je suis dans ce féminisme très culturaliste qui est aujourd'hui en guerre avec le féminisme maternaliste, qui me semble marquer un véritable retour en arrière.

Este novo livro da reputada historiadora e filósofa Elizabeth Badinter, que estava por todo o lado em Paris ( o livro, não a senhora ), debruça-se sobre a velha questão que dá parte do título a este post: Ser mulher é o quê? É ser mãe acima de tudo? Não há dúvidas, parece-me, que as últimas décadas viram o "regresso em força" da maternidade como o destino feminino por excelência, e é essa revalorização da maternidade, que vemos nas suas mais variadas facetas- autoficção, publicidade, literatura de ajuda etc- que é interrogado por Badinter. A maternidade esgota o feminino? É a suprema realização da mulher?

- Le conflit, la femme et la mère, Elizabeth Badinter, Flammarion, 256p, €18, Jan.2010

Pregões de Londres - 7


Vendeira de morangos, ca 1790.
Gravura de G. Vendramini, a partir de um desenho de Francis Wheatley. Faz parte da série Cries of London.

Para APS e HMJ

São Paulo pregando em Éfesus (1649)
Eustache le Sueur (1616-1655)
Óleo sobre tela, 100.8 x 84.8 cm
Londres, The National Gallery (Inv.: NG6299)

A destruição de uma verdade por outra verdade... quanto se perdeu!

Para Miss Tolstoi (uma viajante)

Philippe de Champaigne (1602-1674)
Triplo retrato de Richelieu
Óleo sobre tela, 58.4 x 72.4 cm
Londres, The National Gallery

Aqui fica uma lembrança virtual de Londres. Perante este quadro pensei em si!
Ao voltar recebi o que me deixou. Obrigado.

Para Margarida Elias (uma leitora atenta)

"An Allegory of Prudence" / "Allegoria della Prudenza" /
Alegoria da Prudência (c. 1565–1570)
Ticiano(1490?-1576)
Óleo sobre tela, 76.2 x 68.6 cm
Londres, The National Gallery (Inv.: NG6376)

Um auto-retrato de Ticiano (a imagem de velho), do filho (Orazio) e de um jovem primo (Marco Vecelio).

As três idades do ser humano e a cabeça de animal que as simbolizam: o cão, o leão e o lobo.

O quadro tem inscrito o motto: EX PRAETERITO / PRAESENS PRVDENTER AGIT / NI FVTVRA(M) ACTIONE(M) DETVRPET ...

quis, quid, ubi, quibus auxiliis, cur, quomodo, quando?

Uso este verso de Quintiliano apenas para lembrar que a frase que o Luís escolheu para incipit do Prosimetron é de Terêncio.

Fausto - Goethe! 2

Mefistófoles nos céus é uma das ilustrações que mais gosto. Com pena minha, não sei se pertence à primeira versão ou à segunda. Alguém sabe?


Ilustração de 1828
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Delacroix, Fausto e Margarida, 1828.


L'altra notto in fondo al mare, III Acto Mefistófoles de Enrico Giuseppe Giovanni Boito

O espelho 12!

Sir Edward Burne-Jone, O Espelho de Vénus, 1875
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Óleo sobre tela 120 x 200 cm, Museu da Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa
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Nota-se neste quadro pré-rafaelita a influência de Botticelli. Marcadamente simbolista o pintor inglês quis mostrar a importância da beleza ideal.
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Maria Helena Soares Costa e Maria Luísa Sampaio – Pintura, Lisboa, Museu Calouste Gulbenkian, 1998, pp. 226-231.

Sonnet 22

My glass shall not persuade me I an old,
So long as youth and thou are of one date,
But when in thee time's furrows I behold,
Then look I death my days should expiate.

For all that beauty that doth cover thee,
Is but the seemly raiment of my heart,
Which in thy breast doth live, as thine in me,
How can I then be elder than thou art?

O therefore love be of thyself so wary,
As I not for myself, but for the will,
Bearing thy heart which I will keep so chary
As tender nurse her babe from faring ill,

Presume not on thy heart when mine is slain,
Thou gav'st me thine not to give back again


William Shakespeare ; edición de Ramón García González http://www.cervantesvirtual.com/servlet/SirveObras/12048731998085961865624/p0000002.htm#I_26_

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Estudo para o Retrato de Blake - Francis Bacon

Francis Bacon, Study for a Portrait After the life mask of William Blake, 1955

Aquisições recentes - 12

Comprei esta tarde o mais recente romance do David Soares, O Evangelho do Enforcado, que, como resulta desde logo da capa, tem como intriga central os Painéis de São Vicente.
Passo a transcrever um excerto do texto da contracapa:
(...) Entretecendo História e fantasia, O Evangelho do Enforcado, é um romance fantástico sobre a mais enigmática obra de arte portuguesa: os Painéis de São Vicente. É, também, um retrato pungente da cobiça pelo poder e da vida em Lisboa no final da Idade Média. (...)
É uma edição da Saída de Emergência.

PENSAMENTO DO DIA

Il y a beaucoup de gens
dont la facilité de parler
ne vient que de
l' impuissance de se taire

- Cyrano de Bergerac

As minhas escolhas: The National Gallery


Hans Holbein (1497/8-1543) - Erasmus, 1523
(Escolhido por razões sentimentais)


Lucas Cranach (1472-1553) - Saints Genevieve and Apollonia, 1506

Cinenovidades - 110 : O outro Dumas

Este L' Autre Dumas estreou-se nas salas francesas no passado dia 10, e aborda as relações entre Alexandre Dumas e o seu principal colaborador, Auguste Maquet, relações marcadas por alguma tensão. Gérard Depardieu é Dumas, e Benoît Poelvoorde é Maquet. Espero que não demore muito a chegar até nós...

Vendedores de Lisboa


Vendedor de cestos, em Lisboa, ca 1850
Litografia João Palhares (ca 1810-ca 1875)

A Minha Religião é o Novo

A minha Religião é o Novo.
Este dia, por exemplo; o pôr do Sol,
estas invenções habituais: o Mar.
Ainda:
os cisnes a Ralhar com a água. A Rapariga mais bonita que
ontem.
Deus como habitante único.
Todos somos estrangeiros a esta Região, cujo único habitante
verdadeiro é Deus (este bem podia ser o Rótulo do nosso
Frasco).
Dele também se podia dizer, como homenagem:
Hóspede discreto.
Ou mais pomposamente:
O Enorme Hóspede discreto.
Ou dizer ainda, para demorar Deus mais tempo nos lábios ou
neste caso no papel, na escrita, dizer ainda, no seu epitáfio que
nunca chega, que nunca será útil, dizer dele:
em todo o lado é hóspede,
e em todo o lado é Discreto.

Gonçalo M. Tavares, Investigações. Novalis, Lisboa DIFEL, 2002

O que estou a ouvir... 4

Debussy : Clair de Lune, Mária Kovalszki na Academy of Music Ferenc Liszt, Budapeste

Paul Celan - dois poemas e não só!

Depois do Luís lembrar Paul Celan (1920-1970), deixo a minha escolha.
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“O poema, sendo como é uma forma de aparição da linguagem, é por isso de essência dialógica, o poema pode ser uma garrafa lançada ao mar, abandonada à esperança - decerto muitas vezes ténue - de poder um dia ser recolhida numa qualquer praia, talvez na praia do coração. Também neste sentido os poemas são um caminho: encaminham-se para um destino (…) para um lugar aberto, para um tu intocável…”
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Paul Celan, “texto de agradecimento do primeiro prémio recebido, em Bremen”, 1958, in Arte Poética - Meridiano e outros textos, Lisboa: Cotovia, 1996.
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“Só mãos verdadeiras escrevem poemas verdadeiros. Não vejo nenhuma diferença de princípio entre um aperto de mão e um poema”.
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Paul Celan, “Carta a Hans Benderm”, in Arte Poética - Meridiano e outros textos, Lisboa: Cotovia, 1996.
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Monumento ao Holocausto, Berlim

Aspen Tree

Aspen Tree, your leaves glance white into the dark.
My mother's hair was never white.
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Dandelion, so green is the Ukraine.
My yellow-haired mother did not come home.
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Rain cloud, above the well do you hover?
My quiet mother weeps for everyone.
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Round star, you wind the golden loop.
My mother's heart was ripped by lead.
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Oaken door, who lifted you off your hinges?
My gentle mother cannot return.
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Paul Celain
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A Noite das Palavras
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Noite das palavras - vedor no silêncio!
Um passo e outro, ainda,
um terceiro, cujo vestígio
a tua sombra não apaga:

a cicatriz do tempo
abre-se
e afoga a terra em sangue-
os dogues da noite das palavras, os dogues
atacam agora
bem dentro de ti:
celebram a mais selvagem sede,
a mais selvagem fome…
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Paul Celan, “Noite das Palavras”, in De Limiar em Limiar (Tradução de João Barrento e Y. K. Centeno)

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Tanta loja de perfume, tanta pomba assassinada, tanta manifestação... ou Um sábado de manifs

E vão duas: Uma manifestação "em defesa da família" cuja verdadeira agenda é insistir no referendo ao casamento gay e já confirmada para o Marquês de Pombal, e outra que está a ser organizada para a Fonte Luminosa "de desagravo ao Primeiro-Ministro". Dia 20 será um sábado em cheio.
Não será caso para dizer venha o Diabo e escolha?

Biografias, autobiografias e afins - 64

Alexis Nouss assina esta biografia do grande poeta e grande tradutor que foi Paul Celan, traçando o percurso biográfico e autoral deste sobrevivente do Holocausto.

- Paul Celan. Les lieux d' un déplacement, Alexis Nouss, éd.Le Bord de l' eau, 380p, €22.

1910 - 10


Interpretação de 1911 de uma canção de um musical inglês de 1910, com o mesmo título.


Em 1965, os Hermans Hermits popularizam a canção.

Bye...


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Para me despedir de Londres, uma canção de um dos discos que mais ouvi, e que ainda hoje escuto.

Lá fora - 69 : Vanitas


Não se pense que tenho alguma comissão da Mairie de Paris, antes tivesse, mas os crânios de Canato lembraram-me mais uma exposição patente na Cidade-Luz. Trata-se de uma exposição acerca de um género pictórico que aprecio, as vanitas, e não podia ser mais oportuno falar do tema neste primeiro dia da Quaresma...
As 160 obras reunidas no Museu Maillol mostram como a temática chegou até aos nossos dias, pela mão de Jean-Michel Basquiat, Cindy Sherman ou ainda mais recentemente Damien Hirst ( o do crânio incrustado de diamantes ), depois de ter sido abordada por Caravaggio, Zurbáran ou Picasso.
- C' est la vie!- Vanités de Caravage à Damien Hirst, Museu Maillol, Paris, até 28 de Junho.

Aquisições recentes - 11

C0mprei no passado domingo esta nova edição, chamada "edição económica", da Lisboa Revolucionária 1908-1975 de Fernando Rosas. É uma edição em formato de bolso, com um design bem conseguido. E muito oportuna...

- Lisboa Revolucionária 1908-1975, Fernando Rosas, Tinta da China, Fevereiro de 2010.

Cinenovidades - 109 : The Wolfman

Estreia amanhã nas nossas salas, poucos dias depois da estreia internacional, o remake de um dos clássicos de terror dos anos 30, The Wolfman - O Lobisomem. O elenco é de luxo: Benício del Toro, Anthony Hopkins, Emily Blunt e Hugo Weawing.

Cinenovidades - 108 : 12

Num panorama de exibição dominado pelas produções made in Hollywood, muitos filmes europeus, apesar da proximidade geográfica, não chegam às nossas salas. Se isto vale para as cinematografias inglesa, francesa ou alemã, mais vale ainda para o cinema russo, especialmente nos últimos anos. Vem isto a propósito do mais recente filme de Nikita Mikhalkov, 12 ,que adapta a célebre peça Doze homens em fúria, de Reginald Rose, que foi adaptada há umas décadas por Sidney Lumet com Henry Fonda no inesquecível protagonista. A adaptação de Mikhalkov tem como pano de fundo a Rússia contemporânea e a guerra da Chechénia...

Rafal Blechacz

Rafal Blechacz(1985-) foi o primeiro polaco a ganhar o Concurso Chopin nos últimos 30 anos, em 2005, tendo o seu virtuosismo entusiasmado todo o universo pianístico. Foi lançado em Outubro o seu segundo cd, desta vez dedicado ao piano acompanhado de orquestra. São os dois primeiros concertos para piano de Chopin, sendo Rafal acompanhado pela orquestra do Concertgebouw. A edição é da Deutsche Grammophon.



Ash Wednesday


http://www.americanpoems.com/poets/tseliot/372


Este Ash Wednesday ( Quarta-Feira de Cinzas ) é um dos mais belos poemas de língua inglesa escritos no século XX. Escrito em 1927, ano em que Eliot se converteu ao Anglicanismo.

Exposição no Porto...

EXPOSIÇÃO que pode visitar até 31 de Março, 2010, no Museu Soares dos Reis
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“EXUBERÂNCIAS DA CAIXA PRETA a propósito d’ A Expressão das Emoções no Homem e nos Animais de Charles Darwin”.

Quarta-feira de Cinzas

Quadro do poeta e pintor alemão
Carl Spitzweg (1808-1885)

Columbano

Ao passar pelo blogue Memórias e Imagens acabei por saber que este quadro do Columbano está no museu D'Orsay, nos reservados. Fiquei contente pois, é mais um português lá fora. Não o vi quando visitei o museu. Gosto na tela da mulher envergonhada, do drapeado que está na mesa e das uvas.
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Columbano Bordalo Pinheiro, Femme et fruits,

Huile sur toile, Musée d'Orsay, Paris

Pregões de Londres - 6


Amolador de facas, ca 1790.
Gravura de G. Vendramini, a partir de um desenho de Francis Wheatley. Faz parte da série Cries of London.

O que estou a ouvir... 3

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Boa noite!

Pietro Longhi (ca 1700-17002 - 1785) - Exibição de um rinoceronte em Veneza
Óleo sobre tela
Londres, The National Gallery