Prosimetron

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segunda-feira, 17 de novembro de 2014

A nossa vinheta

Georges Simenon fotografado por Erling Mandelmann, em 1963

Simenon morreu há 25 anos, em 4 de setembro de 1989. Foi autor de mais de 300 romances e novelas, sendo os mais conhecidos os que têm o comissário Maigret como protagonista, o qual aparece, pela primeira vez em Pietr-le-Letton, publicado pela primeira vez, em folhetins, no quinzenário Ric et Roc (Paris, 19 jul.-11 out. 1930). Em 1931, sai a primeira edição em livro na Fayard.


Em Portugal é publicado, pela primeira vez, em 1959, na col. Vampiro (n.º 145):
Capa de Lima de Freitas
Porto: Asa, 2004
Esta é a tradução portuguesa disponível no mercado.

Pietr, o Letão, é um vigarista, vigiado pela polícia internacional. A polícia francesa é avisada que o homem vai chegar a Paris e o comissário Maigret vai até à Gare du Nord onde vê um homem sair do comboio que corresponde à descrição de Pietr. Ao mesmo tempo que este de instala no Hotel Majestic, a polícia descobre um cadáver no comboio igual ao homem que está instalado no hotel...

Este livro foi várias vezes ao cinema e o comissário Maigret interpretado por:
Rupert Davies
Jan Teulings
Jean Richard

Simenon é o quarto autor de língua francesa mais traduzido em todo o mundo e o que mais vende.

A nossa vinheta é uma homenagem a este escritor, falecido há 25 anos. E à defunta coleção Vampiro.

Marcadores de livros - 195

Seis marcadores, editados pelo IBL, no centenário de Almada Negreiros. Alguns deles já apareceram no Arpose.

domingo, 16 de novembro de 2014

Boa noite!

Braque - Guitare et verre: Socrate ou la nature morte à la partition de Satie
Óleo sobre tela, 1921
Paris, Centre Pompidou

Canção inspirada na Gymnopédie n.º 1 de Satie.

Ainda Manoel de Barros

Nuno Júdice no Público
Manoel de Barros, Ilustração de Rogério Coelho
Retrato de Manoel BarrosENCOMENDAÇÃO

Deus é uma grande aranha, pensou
manoel de barros. E agarrou um dos
fios da sua teia para subir, com
todo o cuidado de um tecedor
de palavras, até ao infinito. «E
onde está o deus que fabricou
tudo isto?», perguntou ao chegar
à floresta que nasce no cume
dos sonhos. E um dos pavões,
de sílabas coloridas com as tintas
vermelhas e roxas do crepúsculo,
respondeu: «Deus vive na rede
dos teus versos.» E abriu a sua
cauda onde as cores da madrugada
reflectiam, como num espelho
de ouro poliédrico, o rosto de deus.

Nuno Júdice
 14-11-2014
Poema inédito cedido pela Casa da América Latina

O chá das cinco - 76

Hoje trago uns quadros de Henry Salem Hubbell:
Senhoras a tomar chá 
Estudo para O vestido laranja 
Chá no jardim do Château de Rozieres 
Hora do chá

Veneza

Canaletto ou Giovanni Antonio Canal, El Gran Canal en la Iglesia Salute, 1763



Ofereceram-me o livro de Rita Ferro: Veneza Pode Esperar, Diário I.

Gostei do título porque  ir a Veneza é um sonho adiado, pois ainda não conheço. 
Vai para junto do rol de livros a ler brevemente.
MR já trouxe aqui o livro. Fiquei curiosa mas não o pensava comprar, como não comprei. Eis a sorte -  acabaram por mo oferecer.


Pacotes de açúcar - 93

Muito giros estes pacotes de açúcar da Sical sobre métodos de moagem do café. 
Devem ser vistos de cima para baixo e da esquerda para a direita. Coisas da digitalização e de que me esqueço. :)

Com um agradecimento à Cláudia Ribeiro.

sábado, 15 de novembro de 2014

Boa noite!

Mina canta um twist da banda sonora de O Eclipse de Antonioni.

"Som de cada gota"

Uma sugestão de leitura com o desejo de 
bom fim-de-semana!

Emanuel de Witte, Interior com uma mulher a tocar virginal de c.1660.
Museu Boijmans Van Beuningen, Rotterdam. 
(há outra versão no Musée des Beaux-Arts)

Emanuel de Witte - Interior with a Woman at the Virginal
Estou a ler Pedro Eiras, a capa do livro é um detalhe da tela apresentada.


BWV 582
***
Pouso a pena. Será mesmo assim? Decerto. Pois não discernimos o som de cada gota de água a cair sobre a areia; mas o ruído de todas as gotas da onda.
Bebo o chá. Expiro, e sigo a nuvem de vapor a sair da minha boca.
Assim como as ondas, também o som da neve caindo sobre os caixilhos, e o som do vapor que expiro e se desfaz no ar. Pois essa música composta é perceptível, ainda que eu não saiba  discernir cada parte. E assim ouvimos mas somos surdos, percebemos o universo e somos cegos.

Pedro Eiras, Bach. Lisboa: Assírio e Alvim, 2014, p. 77.



«Só dez por cento é mentira»

Há várias maneiras sérias de não dizer nada
mas só a poesia é verdadeira
Manoel de Barros

O primeiro verso é certíssimo; quando ao segundo... vareia!

Para APS, que me deu a conhecer este poeta.

Marcadores de livros - 194

Oito marcadores feitos para a Festa do Livro, 1994

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

"...incompletude"

                                        Juan de Arellano, Coroa de Flores,  
Pássaros e  Borboletas, Museu do Louvre


Retrato do artista quando coisa 

A maior riqueza
do homem
é sua incompletude.
Nesse ponto
sou abastado.
Palavras que me aceitam
como sou
— eu não aceito.
Não aguento ser apenas
um sujeito que abre
portas, que puxa
válvulas, que olha o
relógio, que compra pão
às 6 da tarde, que vai
lá fora, que aponta lápis,
que vê a uva etc. etc.
Perdoai. Mas eu
preciso ser Outros.
Eu penso
renovar o homem
usando borboletas.

[Trecho]
Manoel de Barros “Manoel de Barros — Poesia Completa Bandeira”, editora Leya

Boa noite!

Livro

VII-FESTA-DO-LIVRO.jpg

VII Festa do Livro no Museu do Oriente de 21 de novembro a 14 de dezembro.

Horário: Terça a domingo: 10.00 às 18.00; Sexta-feira: 10.00 às 22.00


A Fundação Oriente, em parceria com outras editoras e livrarias nacionais e estrangeiras, disponibiliza, de 21 de Novembro a 14 de Dezembro, a preços significativamente inferiores aos habitualmente praticados, centenas de títulos das mais diversas temáticas tendo a Ásia como denominador comum.

Do romance e poesia de autores asiáticos consagrados a catálogos de exposições e livros técnicos sobre a sociedade, a cultura ou a arte dos países asiáticos, passando também pela sua gastronomia, é possível nesta VII edição da Festa do Livro do Museu do Oriente viajar pela Ásia através dos livros.

(Informação retirada do site do museu).


«Les vieillles canailles»

Três septuagenários - Eddy Mitchell, Johnny Hallyday e Jacques Dutronc - juntaram-se no passado dia 5 de novembro num espetáculo, em Bercy, que pode ser visto no Youtube. Deste trio, sou mesmo fã de Jacques Dutronc.

Lembram-se?


Rodin, le laboratoire de la création

Foto de E. Druet

Esta exposição introduz-nos no atelier do escultor, verdadeiro laboratório da criação e testemunho de uma obra, permitindo-nos seguir o percurso excecional de Rodin. 
O visitante mergulha no processo da criação, percebendo os caminhos, as hesitações, e o brilho do pensamento formal do escultor. 
Saiba mais em:
http://www.musee-rodin.fr/fr/exposition/exposition/rodin-le-laboratoire-de-la-creation#sthash.CAqhwfhr.dpuf
Esta exposição pode ser vista até 27 set. 2015, no Museu Rodin, em Paris.


quarta-feira, 12 de novembro de 2014

In memoriam Fernando de Mascarenhas


Números


14 445                                                         

É o número de presos nas cadeias portuguesas, " apenas " 2128 a mais do que a capacidade prevista. Não existirem mais evasões, motins e outras " chatices " é quase da ordem do sobrenatural .

( A foto é da Cadeia do Linhó )

Um quadro por dia


Charles Demuth ( 1883-1935 ), I Saw the Figure 5 in Gold , óleo sobre tela, Metropolitan Museum of Art, Nova Iorque .

Um quadro com dedicatória para o Arpose, a quem dou os parabéns pelos cinco anos cumpridos. Não o consigo ler tanto quanto gostaria, mas é sempre um grande gosto.

Citações



(...) Dos cimentos às telecomunicações, passando pelos media, o dr.Proença ou esteve ou está. Não há incompatibilidades nem conflitos de interesses. Há só competência, aura, carisma, influência. A eng. Isabel dos Santos entra na Zon e o dr.Proença passa a presidente não-executivo. Os brasileiros da Camargo Côrrea compram a Cimpor e fazem o mesmo. O dr.António Mosquito paga 10 milhões por 27% da Controlinveste - e lá vai o dr.Proença para chairman. Os franceses da Altice querem a PT e contratam o dr.Proença. Que preside ainda a inúmeras assembleias gerais. Defende poderosos em graça ou caídos em desgraça. Para os clientes, o dr.Proença é uma espécie de pata de coelho ou de trevo de quatro folhas. Quem o contrata sai sempre bem servido e com a causa ganha. Para lá do dr.Proença é o deserto. E ele obviamente lamenta que " não tenha havido capacidade para manter os centros de decisão em Portugal " . Nestes assuntos, ter pensamento estratégico e agir em conformidade é fundamental .

- Nicolau Santos, no Expresso do passado Sábado.

Um belo retrato de uma das Donas Constanças deste nosso país, não há festa nem festança ...

Humor pela manhã


Bom dia !





Uma peça que me pareceu ideal para um dia como o de hoje .

Miguéis em Paris


Leituras no Metro - 187

Lisboa: Ed. 70, 1988

Tenho andado a ler uns Simenon que pensava que nunca havia lido, um dos quais foi o conto «Sete cruzinhas numa agenda», que faz parte de Un Noël de Maigret. Pensava eu que nunca o tinha lido, mas quando consoante a leitura avançava ia-me relembrando da história.
André Lecoeur é o telefonista no Quai des Orfèvres. Na parede em frente tem um enorme mapa de Paris, iluminado por umas pequenas luzes que indicam os postos de polícia de Paris
Para passar as noites, André tem um livro onde fez cruzes em determinadas colunas, consoante o tipo de crime.
Na véspera de Natal, ocorre um crime na rue Vasco da Gama, e a assassinada é a sogra do irmão do telefonista.
Rue Vasco da Gama 
Hoje, na rua Vasco da Gama, fica um restaurante português.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Boa noite!

A deitar fora uns jornais, repesquei esta crónica de Ferreira Fernandes, quando foi anunciada a atribuição do Nobel da Literatura a Patrick Modiano...
Não sabia que o guionista de Lacombe Lucien tinha sido Modiano. Mas faz sentido...
Um dia destes, tentarei rever o filme.

DN, Lisboa, 10 out. 2014

André Claveau faz parte da banda sonora do filme de Louis Malle, assim como Django Reinhardt e Irène de Trébert.

Às cinco da tarde

Louis Anquetin - Cena de rua às cinco da tarde, 1887

Hoje todos os cinco vão dar ao Arpose. :)

Venham mais cinco!

Anthony Peters

Geminando um comentário de parabéns ao Arpose, aqui fica a canção de José Afonso:

E uns dióspiros para o almoço:
Terri Hill - Cinco dióspiros 

Parabéns ao ARPOSE, e a quem o faz: APS e HMJ!

Novidades

 Dois livros lançados recentemente : - o primeiro é um romance histórico ( " uma viagem no tempo que tem como ponto de partida a Sociedade de Geografia de Lisboa e a casa em ruínas do explorador Serpa Pinto em Cinfães do Douro. Um romance repleto de aventura, mistérios e conspirações, que nos leva à África do século XIX " - diz a nota editorial )
- o segundo abarca os seis séculos da expansão portuguesa, da conquista de Ceuta, em 1415, até 1999 e à entrega de Macau à China. Uma obra colectiva, com coordenação de João Paulo Oliveira e Costa.

Na Biblioteca Nacional

Hoje, ao final da tarde .

Um Pulcinoelefante português

Osnago: Pulcinoelefante, mar. 2013
Ed. n.º 8841, de 30 exemplares. 
Esta colagem de Isabel Baraona é a 17/29. São todas diferentes.

«A casa é a vida,
a biblioteca é o mundo.»
Catarina Figueiredo Cardoso

Bom dia !





Agora que se comemoram os 300 anos do nascimento do mais talentoso dos filhos de João Sebastião.

No dia de São Martinho, lume, castanhas e vinho


Em geminação com o Arpose.

Assinatura do Armistício

A assinatura do Armistício em 11 nov. 1918, às 5h00 da manhã. 

segunda-feira, 10 de novembro de 2014