Andy Warhol - JFK assassination,1968
Prosimetron
terça-feira, 22 de novembro de 2011
No dia de Santa Cecília
John William Waterhouse - Santa Cecília
Óleo sobte tela, 1895
Col. particular
Este quadro pode ser visto, actualmente, na exposição Beauté, morale et volupté dans l'Angleterre d'Oscar Wilde, no Musée d'Orsay, que mostra obras emblemáticas de Dante Gabriel Rossetti, Edward Burne-Jones, William Morris, James McNeill Whistler, Oscar Wilde ou Aubrey Beardsley, todos associando a criação artística e a arte de viver.
Mas se não puder ir até Paris, aproveite o dia para visitar o Museu da Música. Tem belas peças e fica na Estação do Metropolitano Alto dos Moinhos, em Lisboa.
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Lá fora - 125 : Rivera no MOMA
Diego Rivera, O líder agrário Zapata, 1931, 238,1x188cm, Museu de Arte Moderna de Nova Iorque, Abby Aldrich Rockefeller Fund.
Abriu no passado dia 13, no MOMA- Museu de Arte Moderna de Nova Iorque, uma exposição dedicada a Diego Rivera, com murais e outros trabalhos do grande pintor mexicano. Uma exposição que lembra também a de 1931, inteiramente dedicada a Rivera e que foi a segunda monográfica do próprio museu ( a primeira foi dedicada a Matisse ). Até 14 de Maio de 2012.
Abriu no passado dia 13, no MOMA- Museu de Arte Moderna de Nova Iorque, uma exposição dedicada a Diego Rivera, com murais e outros trabalhos do grande pintor mexicano. Uma exposição que lembra também a de 1931, inteiramente dedicada a Rivera e que foi a segunda monográfica do próprio museu ( a primeira foi dedicada a Matisse ). Até 14 de Maio de 2012.
Bom dia !
Duas pessoas fantásticas, duas vozes maravilhosas. Há dois anos, no Festival Folk de Newport.
Isaac Bashevis Singer (1904-1991)
Isaac Bashevis Singer nasceu em 21 de Novembro de 1904, na Polónia. Emigrou para os Estados Unidos em 1935, onde escreveu toda a sua obra, em yiddish. Foi Nobel da Literatura em 1978.
O primeiro livro que li dele foi No tribunal de meu pai, que adorei. Mais tarde li Yentl e Inimigos: uma história de amor, ambos adaptados ao cinema.
«If you keep saying things are going to be bad, you have a good chance of being a prophet.»
Isaac Singer
Boa noite!
Esta canção faz parte do álbum A night at the Opera dos Queen, disco lançado faz hoje 36 anos.
domingo, 20 de novembro de 2011
Vaso Arte Nova
Atenção: vejam o que têm lá por casa, a Avó ou a Tia solteirona.
Esta jarra/vaso Arte Nova vai a leilão no próximo dia 1 de Dezembro.
Apresenta uma decoração à base de "brincos de princesa" e é trabalho de Nancy Emile Gallé, de 1889. Não se conhece outro exemplar que tenha sobrevivido. Está avaliado entre 18,000 a 21,600 €.
"Tempo e espaço"
Salvador Dalí, A Sensação de Velocidade, 1931
Fundação Salvador Dalí, 33 x 24 cm
Fundação Salvador Dalí, 33 x 24 cmQuadro exposto na Gulbenkian, Exposição Perspectiva das Coisas. A Natureza-morta na Europa - 1840/1955
Quando algo delicioso e irrecuperável se desvanece, temos certamente a sensação de ter acordado de um só sonho. No meu caso, essa sensação é extraordinariamente verdadeira. Porque a minha felicidade se formava realmente do mesmo segredo que a felicidade dos sonhos, porque consentia na liberdade de viver todo o possível e imaginável em simultâneo, de confundir ludicamente exterior e interior, de deslocar tempo e espaço como bastidores.
Hermann Hesse, Viagem ao País da Manhã, Cavalo de Ferro, 2011, 1ª edição, p. 25 (Trad. Mónica Dias),[Título original: Die Morgenlandfhart, Berlim, 1932]
sábado, 19 de novembro de 2011
Da chico-espertice linguística
George Adolphus Storey, The Old Soldier, 1869, óleo sobre tela.
Leio o Arpose, que está consultável já aqui ao lado nas Afinidades Electivas, e deparo-me com uma situação por que já passei algumas vezes: a chico-espertice linguística de quem nos responde " então já não quer " depois de termos dito " queria " isto ou aquilo. Umas vezes, fiz sorriso amarelo e deixei a criatura sentir-se realizada, outras, em que a paciência estava mais pródiga, lá tentei explicar o tempo verbal imperfeito de cortesia com reacções diversas.
De futuro, acho que vou passar a usar a fórmula do APS , " Queria, mas já não quero ", e procurar a concorrência.
Leio o Arpose, que está consultável já aqui ao lado nas Afinidades Electivas, e deparo-me com uma situação por que já passei algumas vezes: a chico-espertice linguística de quem nos responde " então já não quer " depois de termos dito " queria " isto ou aquilo. Umas vezes, fiz sorriso amarelo e deixei a criatura sentir-se realizada, outras, em que a paciência estava mais pródiga, lá tentei explicar o tempo verbal imperfeito de cortesia com reacções diversas.
De futuro, acho que vou passar a usar a fórmula do APS , " Queria, mas já não quero ", e procurar a concorrência.
Esta tarde
- Em Lisboa, um concerto na Biblioteca Nacional.
- Em Alcobaça, a inauguração da exposição que marca os 18 anos de existência da galeria/antiquário, Conventual, pertença do historiador Jorge Pereira de Sampaio, amigo meu e de vários outros prosimetronistas.
- Em Alcobaça, a inauguração da exposição que marca os 18 anos de existência da galeria/antiquário, Conventual, pertença do historiador Jorge Pereira de Sampaio, amigo meu e de vários outros prosimetronistas.
PENSAMENTO(S) - 209
Narcisse, Narcisse
Que te sert d' être beau?
Amour est autre chose
Que de baiser sur l'eau
Le reflet d'une rose...
- Paul Valéry, in Cantate du Narcisse.
Dedicado a todos os "narcisos" e "narcisas" que conheci e conheço.
Biografias, autobiografias e afins - 119
Novidades - 212
Aqui está o tal livro improvável de que falei há umas semanas, o primeiro romance histórico da Margarida Rebelo Pinto que revisita um dos nossos maiores mitos culturais, Inês de Castro. Venderá tão bem como anteriores obras?
Humor pela manhã... - 58
Os arguidos do Face Oculta afirmam ter apenas trocado robalos, alheiras e pão-de-ló. Por isso o IP convidou o reputado crítico gastronómico José Quitério para cobrir o julgamento para o nosso jornal:
" Dobrando o Largo Central, eis-nos na Rua Pinto Leite, onde mora o Tribunal de Aveiro. De fachada austera, não se adivinha a imensidão interior da sala, bem iluminada por amplas janelas. O Tribunal, com capacidade para 200 mastigantes, estava cheio, entre arguidos, advogados de defesa e procuradores do MP. Começou-se pelo Robalo de Vara, onde o nobre peixe nadou de novo feliz num mar de batatas e grelos. Correcta a Alheira de Godinho, em sã camaradagem com batatinha frita em azeite. O Pão de Ló de Vara, fofo como a nuvem de um anjo, foi a tentação final. Carta de vinhos fraca, Godinho devia ter dado um Barca Velha a Vara, que se bateria bem com o robalo. Atendimento simpático e despachado. Irei voltar! "
- AM
- Este delicioso pastiche foi publicado no Inimigo Público de ontem.
" Dobrando o Largo Central, eis-nos na Rua Pinto Leite, onde mora o Tribunal de Aveiro. De fachada austera, não se adivinha a imensidão interior da sala, bem iluminada por amplas janelas. O Tribunal, com capacidade para 200 mastigantes, estava cheio, entre arguidos, advogados de defesa e procuradores do MP. Começou-se pelo Robalo de Vara, onde o nobre peixe nadou de novo feliz num mar de batatas e grelos. Correcta a Alheira de Godinho, em sã camaradagem com batatinha frita em azeite. O Pão de Ló de Vara, fofo como a nuvem de um anjo, foi a tentação final. Carta de vinhos fraca, Godinho devia ter dado um Barca Velha a Vara, que se bateria bem com o robalo. Atendimento simpático e despachado. Irei voltar! "
- AM
- Este delicioso pastiche foi publicado no Inimigo Público de ontem.
Citações - 201
(...) Em 37 anos não apareceu uma única obra decente de dramaturgia portuguesa. Apareceram romances em grande quantidade, apareceu poesia, apareceram livros de história ou memórias. Não apareceu uma única peça digna desse nome. Até o Teatro Nacional D.Maria II, na impossibilidade de se ficar eternamente no Frei Luís de Sousa, apresenta geralmente traduções. De resto, não lhe falta só dramaturgia portuguesa. Também lhe falta público. Uma noite no D.Maria é uma noite soturna. Francisco José Viegas cortou o orçamento ( um milhão de euros ) deste longo equívoco. Foi inteiramente justo. E, quando Diogo Infante resolveu recorrer à intimidação, não hesitou em o demitir. Chegou a altura de acabar com esta ridícula que em Portugal se chama " teatro ".
- Vasco Pulido Valente, Teatro à portuguesa, no PÚBLICO de ontem.
Apesar dos exageros do costume, há algo com que concordo: a escassez da dramaturgia portuguesa. Duas ou três revelações nas últimas décadas ( J.Lucas Pires, José Maria Vieira Mendes, por exemplo ), mas realmente a grande maioria do teatro que se vai fazendo é traduzido. Pensem nas últimas peças que viram.
- Vasco Pulido Valente, Teatro à portuguesa, no PÚBLICO de ontem.
Apesar dos exageros do costume, há algo com que concordo: a escassez da dramaturgia portuguesa. Duas ou três revelações nas últimas décadas ( J.Lucas Pires, José Maria Vieira Mendes, por exemplo ), mas realmente a grande maioria do teatro que se vai fazendo é traduzido. Pensem nas últimas peças que viram.
Frutas - 69
Algumas naturezas-mortas da brasileira Cecília Mayr (1955-)
Natureza-morta XIII
Natureza-morta XXIV
Natureza-morta XXXVII
Natureza-morta XLVI
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Uma péssima experiência
João Martins - Alfama - Fado, 1940-1950
IMC, Div. de Documentação Fotográfica
Rua dos Remédios, 139. Neste local está actualmente o restaurante Mesa de Frades.
Há dias uns amigos meus franceses, que estiveram em lisboa uns dias, quiseram ouvir fado. Depois de umas "pesquisas" vi que o Pedro Moutinho cantava na Mesa de Frades. Telefonei para marcar, mas estava cheio e despacharam-me para o Luís Vaz de Camões, na mesma rua. O fadista seria o mesmo.
Um pouco depois das 23h00 entrou no restaurante o Hélder Moutinho que cerca das 24h00 começou a cantar, acompanhado de três músicos. Ao fim de três canções disse qualquer coisa aos músicos que se levantaram e foram todos porta fora sem dizer água vai. Não posso dizer que o fadista entrou mudo e saiu calado, porque cantou. No início também não cumprimentou ninguém, nem apresentou canções, nem músicos... nada!
Os meus amigos estavam estarrecidos. Estávamos para sair quando o empregado nos disse que eles iriam cantar mais. Passado algum tempo regressam os músicos com um outro fadista, que interagia mais com o público e que cantou cinco canções. Percebi que este não estava no "programa". Tinha aparecido por ali e foi caçado. Quando saímos, vimos os músicos à porta da Mesa de Frades que estava a abarrotar. Apeteceu-lhes ir até lá. Segundo percebi, o Camané tinha aparecido por lá e a noite estava muito animada por lá.
Quando ao Hélder Moutinho, nunca vi tanta má-criação mum artista em relação ao público. Frequento pouquíssimo casas de fado, mas não é com fadistas destes que se faz uma casa.
O Museu do Fado vai estar de portas durante 36 horas consecutivas, nos dias 26 e 27 de Novembro, para acompanhar (e celebrar) a esperada declaração do Fado como Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO, cujo veredicto deverá sair no mesmo fim-de-semana. O programa inclui visitas guiadas, concertos e actuações espontâneas de vários fadistas.
http://fugas.publico.pt/Noticias/296988_museu-do-fado-gratis-e-aberto-36-horas-para-celebrar-declaracao-de-patrimonio-mundialhttp://www.museudofado.pt/calendario/detalhes.php?id=149
Poemas com cinema - Humphrey Bogart
Era a cara que tinha e foi-se embora
Mas nunca foi tão visto como agora
O seu olhar é água pura água
Devassa-nos dá nome mesmo à mágoa
Ganhámo-lo ao perdê-lo. Não se perde um olhar
Não é verdade meu irmão humphrey bogart?
Mas nunca foi tão visto como agora
O seu olhar é água pura água
Devassa-nos dá nome mesmo à mágoa
Ganhámo-lo ao perdê-lo. Não se perde um olhar
Não é verdade meu irmão humphrey bogart?
Ruy Belo
de Poemas com cinema, antologia organizada por Joana Matos Frias, Luís Miguel Queirós, Rosa Maria Martelo, Assírio & Alvim, 2010;
imagem: Humphrey Bogart
O regresso de Fausto
Trinta anos depois de Por esse rio acima - um dos melhores discos da música portuguesa -, Fausto completa a trilogia dos Descobrimentos. Em busca das Montanhas Azuis sai dia 21.
Pablo Picasso – Le Carnet de La Californie
Esta exposição apresenta a produção realizada por Picasso durante o período em que viveu na vila La Californie com Jacqueline Roque. «Como expressão dessa atividade exibem-se algumas obras em que foram utilizadas todas as técnicas - gravura calcográfica, água-tinta, linóleo e litografia - bem como os livros ilustrados que saíram do atelier de La Californie. Entre estas obras estão: La tauromaquia, para o editor catalão Gustavo Gili; o livro que contém os retratos do amigo Max Jacob, as obras que ilustram poemas de Paul Éluard e o do poeta local Henri-Dante Alberti. Do conjunto sobressaem os delicados e inovadores livros realizados com Pierre André Benoît, que contêm poemas de Reve Crevel, Jean Cocteau, o poema-objeto de Tristan Tzara. Destaque também para o texto clássico de Píndaro e para as ilustrações criadas por Picasso para os textos do próprio Benoît e para um pequeno poema de Jacqueline.»
(http://www.cm-cascais.pt/Cascais/Noticias/expo_picasso_ccc.htm)Centro Cultural de Cascais
3.ª a domingo das 10h00 às 18h00
até 8 Jan. 2012
Marcadores - 18
Um marcador anunciando duas exposições na Leya Barata, na Av. de Roma. Coloquei-o pela exposição dedicada ao Surrealismo, que abre no dia 3 de Dezembro às 21h30.
Etiquetas:
António Maria Lisboa (1928-1953),
Mário Cesariny (1923-2006),
Mário Henrique Leiria (1923-1980),
Raul Perez (1944-),
Surrealismo,
Surrealismo Português
Na Casa da Achada
À noite, às 21h30, projectamos mais um filme do ciclo de cinema ‹‹Estrelas de Hollywood››: O comboio apitou três vezes (1952, 85 min.) de Fred Zinnemann, com Gary Cooper e Grace Kelly. Quem apresenta o filme é João Rodrigues.
Informamos que a Ficha 3 e o suplemento sobre Maria Keil já estão disponíveis para descarregar em PDF. Quem quiser uma versão em papel mais bonita, é passar cá na Casa da Achada.
____________________
Associação Casa da Achada - Centro Mário Dionísio
Rua da Achada, nº 11 r/c - 1100-004 Lisboa (mapa)
telf: 21 8877090 | e-mail: casadaachada@centromariodionisio.org
página: http://www.centromariodionisio.org/
Rua da Achada, nº 11 r/c - 1100-004 Lisboa (mapa)
telf: 21 8877090 | e-mail: casadaachada@centromariodionisio.org
página: http://www.centromariodionisio.org/
Apontamentos de uma exposição
Um grande homem, uma referência incontornável num país que ele escolheu.
Calouste Gulbenkian em criança
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Benetton pelo fim do ódio

Aí está a mais recente campanha da Benetton. Polémica como as anteriores, foi inspirada na frase budista "O ódio não cessa com o ódio em tempo algum, o ódio cessa com amor" com imagens que voltam a chocar. O Papa Bento XVI e Ahmed Mohamedel-Tayeb, imã da mesquita de AL-Azhar no Cairo ou Barack Obama e o líder chinês Hu Jintao, entre outros importantes líderes mundiais são-nos agora apresentados a beijarem-se na boca. Com esta campanha, a Benetton "não espera resolver os imensos problamas do nosso tempo. mas pode ajudar a lembrar às pessoas que os problemas existem." Entretanto, O Vaticano emitiu um comunicado a criticar a iniciativa acusando-a de ser uma falta de respeito para com o Papa e fiéis da Igreja Católica. Uma posição que levou a marca italiana a retirar a campanha que incluía as imagens do Sumo Pontífice.
O brioche de Pedro
Ainda sobre a polémica reestruturação dos transportes públicos, mas não só, aqui fica parte do que Clara Ferreira Alves escreveu no passado sábado na Única:
(...) Tantos tecnocratas juntos e nenhum faz a menor ideia do que seja acabar um turno à meia-noite e ter a casa nos subúrbios. Pior, o primeiro-ministro, que devia perceber a pertença a esse mundo, subscrevia a medida. Fecha-se o metro, termina-se o autocarro, e as pessoas que apanhem táxis. Como diria Maria Antonieta, que acabou mal, deixem-nos comer brioche.
Não é apenas o ministro da Economia que está desnorteado e fora da "real". Pedro Passos Coelho, que tão bem tem gerido esse "toque humano" ( tradução: sou igualzinho a vocês ), demonstra que não só não sabe o que é viver em Massamá sem carro como não sabe o que é não ter euros suficientes para resolver o problema. As pessoas não podem comer brioche. Na verdade, como qualquer primeiro-ministro ou ministro, Passos Coelho e a sua tropa estão, pelas funções que ocupam, cada vez mais longe da vida dos quotidiana dos portugueses. E não é por andarem em classe económica que essa distância vai encurtar. (...) É a distância que lhes permite tomar medidas que ferem os direitos das pessoas. Ao cabo de quatro anos de guarda-costas e motoristas, nenhuma destas criaturas que deslizam embaladas em sirenes e batedores e atrás dos vidros fumados, se recorda da realidade. Do tempo em que iam ao supermercado, ao cinema, andavam na rua ou usavam o metro. Do tempo em que eram anónimos. E habituam-se perigosamente à nova realidade. Pedro Passos Coelho terá direito a motorista o resto da sua vida. Massamá passou a ser, como a vida para Mr.Chance ( no filme " Bem-Vindo Mr.Chance ", com Peter Sellers ) " um estado de espírito".
- Massamá é um estado de espírito, na Única do passado sábado.
Num mundo ideal, o "Álvaro" e o " Pedro" leriam e reflectiriam. Num mundo ideal.
(...) Tantos tecnocratas juntos e nenhum faz a menor ideia do que seja acabar um turno à meia-noite e ter a casa nos subúrbios. Pior, o primeiro-ministro, que devia perceber a pertença a esse mundo, subscrevia a medida. Fecha-se o metro, termina-se o autocarro, e as pessoas que apanhem táxis. Como diria Maria Antonieta, que acabou mal, deixem-nos comer brioche.
Não é apenas o ministro da Economia que está desnorteado e fora da "real". Pedro Passos Coelho, que tão bem tem gerido esse "toque humano" ( tradução: sou igualzinho a vocês ), demonstra que não só não sabe o que é viver em Massamá sem carro como não sabe o que é não ter euros suficientes para resolver o problema. As pessoas não podem comer brioche. Na verdade, como qualquer primeiro-ministro ou ministro, Passos Coelho e a sua tropa estão, pelas funções que ocupam, cada vez mais longe da vida dos quotidiana dos portugueses. E não é por andarem em classe económica que essa distância vai encurtar. (...) É a distância que lhes permite tomar medidas que ferem os direitos das pessoas. Ao cabo de quatro anos de guarda-costas e motoristas, nenhuma destas criaturas que deslizam embaladas em sirenes e batedores e atrás dos vidros fumados, se recorda da realidade. Do tempo em que iam ao supermercado, ao cinema, andavam na rua ou usavam o metro. Do tempo em que eram anónimos. E habituam-se perigosamente à nova realidade. Pedro Passos Coelho terá direito a motorista o resto da sua vida. Massamá passou a ser, como a vida para Mr.Chance ( no filme " Bem-Vindo Mr.Chance ", com Peter Sellers ) " um estado de espírito".
- Massamá é um estado de espírito, na Única do passado sábado.
Num mundo ideal, o "Álvaro" e o " Pedro" leriam e reflectiriam. Num mundo ideal.
Klássicos
A Bela e o Monstro apresenta uma coleção de 26 clássicos fundamentais da literatura portuguesa,
Biblioteca Nacional de Portugal | 18 Novembro | 18h00
A palavra abysmo
António Carneiro - Retrato de Teixeira de Pascoais
Desenho, 1921
Amarante, Casa de Pascoaes
«Na palavra abysmo, é a forma do y que lhe dá profundidade, escuridão, mistério... Escrevê-la com i latino é fechar a boca do abysmo, é transformá-lo numa superfície banal.»
Teixeira de Pascoais
Retirada da epígrafe da nova editora abysmo.
Humor pela manhã... - 57
E hoje é dia de humor jurídico:
Um indivíduo aproxima-se de um dos advogados mais caros de Lisboa e diz:
- Eu sei que o senhor é um advogado caro, mas por 1000 euros posso fazer-lhe duas perguntas?
O advogado responde:
- Claro, qual é a segunda?
Qual é a diferença entre os juízes da primeira instância e os da segunda?
Os da primeira pensam que são Deus, os da segunda têm a certeza.
Um indivíduo aproxima-se de um dos advogados mais caros de Lisboa e diz:
- Eu sei que o senhor é um advogado caro, mas por 1000 euros posso fazer-lhe duas perguntas?
O advogado responde:
- Claro, qual é a segunda?
Qual é a diferença entre os juízes da primeira instância e os da segunda?
Os da primeira pensam que são Deus, os da segunda têm a certeza.
Sérgio Godinho e as 40 ilustrações
€40,00
40 das principais canções de Sérgio Godinho, escolhidas pelo próprio e representadas por outros tantos ilustradores, como André Carrilho, Cristina Valadas, Henrique Cayatte, João Fazenda, João Maio Pinto, Jorge Colombo, José Brandão, Sara Maia, Pedro Proença e Teresa Lima, são hoje apresentadas numa edição da abysmo, na Sociedade Portuguesa de Autores às 18h30.
Citações - 201
(...) Não convém, todavia, ser ingénuo. Cada nação deve estar preparada para o pior e contar, primeiro, com os seus próprios recursos e a sua capacidade de reposta. Incluindo Portugal, que tem de ultrapassar a sua condição de país adormecido e de viveiro de ideias patéticas. Há que voltar a dar atenção à agricultura e ao mar, no quadro da nossa segurança alimentar - somos vulneráveis em termos alimentares, importamos uma boa parte do que comemos- , bem como às questões da energia e da água. Se conseguirmos recuperar o fôlego e tratar de nós, estaremos também a contribuir para o bem da Humanidade.
- Victor Ângelo, in Vistas largas, na Visão hoje posta à venda.
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