Prosimetron

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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

O absurdo em filme.


Alguns prosimetristas foram ontem ao cinema. O que acontece, em grupo, bastantes vezes. Talvez fartos da realidade norte-americana que Holliwood nos fornece abundantemente, escolheram um filme francês, para mergulharem numa vivência mais europeia e mais próxima.

"Mammuth", o filme escolhido, tinha em Gérard Depardieu e em Isabelle Adjani, no elenco, um apelativo. Os autores, Benoit Delépine e Gustave Kervern, nem tanto, porque penso que nenhum de nós os conhecíamos.

Comédia surreal, lhe chamou um crítico de cinema. Total absurdo, chamo eu a esta película. De tal maneira absurda que, se não fosse a excelente interpretação de Depardieu, seria triste. Triste porque, na necessidade de ser original, modernista e intelectual, foi filmado em super-16 com a imagem retrabalhada, o que é visualmente muito pouco atractivo. Triste porque todas as personagens, com a excepção de Adjani que fazendo um papel de morta-viva continua bonita, são feios (e segundo uma fala de uma criança, Serge -Depardieu, era porco,cheirava mal). Para nossa satisfação, só não são maus.

Situações e diálogos há que, sem dúvida, nos fazem rir. Mas se os europeus, com este tipo de cinema, acham que ganham adeptos e audiências do lado de cá do Atlântico, estão certamente equivocados. Ou talvez não pretendam nada disso. Por isso, na sala, estavam seis pessoas.

3 comentários:

Filipe Vieira Nicolau disse...

100% de acordo

ana disse...

JMS,
Vi o trailer do filme e fez-me impressão. Achei inestético e também me pareceu absurdo. Embora, o absurdo às vezes seja bom!
Bom Ano!

MR disse...

Obrigada por terem servido de cobaias. O trailer não me convenceu, mas fiquei hesitante com o post do Luís. Afinal...