Prosimetron

Prosimetron
Prosimetron: termo grego que designa a mistura de prosa e verso.

sábado, 28 de março de 2015

quinta-feira, 26 de março de 2015

A Casa de Bonecas

No Rijksmuseum vi a casa de bonecas de Petronella Oortman. Não consegui tirar uma fotografia do todo, pois estava sempre rodeada de jovens, crianças e adultos.

A MR colocou o marcador sobre o livro de Jessie Burton, O Miniaturista. Comecei a lê-lo e como não podia deixar de ser lembrei-me da visita a Amesterdão, ao referido museu. Vai ser um projecto meu construir uma miniatura destas, no pouco tempo que tenho para lazer. A casa de bonecas tem  uma importância especial na história. (acrescentado e alterado às 14:34 h)*

Boa noite!




Anónimos (c. 1686-1710), Casa de Bonecas de Petronella Oortman , Rijksmuseum


Jacob Appel, Casa de Bonecas de Petronella Oortman, 1710
Rijksmuseum



Quanto ao livro, parece-me que vou gostar muito. «Uma leitura fabulosa e intensa que agradará aos fãs de Rapariga com Brinco de Pérola» *

The Dance of a God

Roberto Bolle faz hoje 40 anos.

Rentabilizar o espaço

Cada vez há menos espaço aqui ficam umas ideias...

Uma forma de rentabilizar o espaço da biblioteca. :))

http://www.buzzfeed.com/peggy/things-you-obviously-need-in-your-new-home?sub=2123808_1139147#.btxrVzxlk


Ou ter uma garrafeira
A Wine Cellar Trap Door

Quartos

Bom dia !





Do novo álbum da grande Diana .

Amanhã na BNP

O filho de Simenon vai falar com Fernando Sobral sobre o pai e a sua obra.

quarta-feira, 25 de março de 2015

Boa noite!

Humor pela manhã



Não tem muita graça roubarem-nos seja o que for, especialmente quando não há muito, mas a verdade é que não pude deixar de sorrir ao ver esta queixa inscrita num portão galego no caminho de Santiago.

Rossellini no Nimas

A partir de amanhã e até 29 de abril passam dez filmes de Rossellini, em versões restauradas, no Nimas.
Espero ir ver este Índia, que nunca vi.

Marcadores de livros - 220

Não sei se estes dois marcadores não são uma repetição. Acho que já aqui coloquei uns semelhantes senão iguais.

Bom dia !





Alguns de vós já o conhecerão das redes sociais, mas aqui fica o inenerrável hino do inenerrável movimento cívico a favor da libertação do ex-primeiro ministro. O que vale é que cada vez são menos os que se deslocam a Évora para vigílias e assim.

terça-feira, 24 de março de 2015

Livros, livro de poesia - Poesia Toda

Associo-me à homenagem que JMS fez a Herberto Helder.
O livro "Poesia Toda" em 1ª edição.

Abri ao acaso, nesse procurar de um poema, surgiram os Poemas Zen
A simplicidade aparente condiz com a personalidade de H.H.


Herberto Helder, Poesia Toda (1953-1980). Lisboa: Assírio & Alvim, 1981,  p. 259

Vi que o preço do livro na internet é presentemente de 85 euros. Custou-me 650$00. 


Boa noite!


Poema de um dos «poetas paranóicos».

In Memoriam


Herberto Hélder
Funchal, 24 de Novembro de 1930/ - Cascais, 24 de Março de 2015)


Se houvesse degraus na terra...

Se houvesse degraus na terra e tivesse anéis o céu,
eu subiria os degraus e aos anéis me prenderia.
No céu podia tecer uma nuvem toda negra.
E que nevasse, e chovesse, e houvesse luz nas montanhas,
e à porta do meu amor o ouro se acumulasse.

Beijei uma boca vermelha e a minha boca tingiu-se,
levei um lenço à boca e o lenço fez-se vermelho.
Fui lavá-lo na ribeira e a água tornou-se rubra,
e a fímbria do mar, e o meio do mar,
e vermelhas se volveram as asas da águia
que desceu para beber,
e metade do sol e a lua inteira se tornaram vermelhas.

Maldito seja quem atirou uma maçã para o outro mundo.
Uma maçã, uma mantilha de ouro e uma espada de prata.
Correram os rapazes à procura da espada,
e as raparigas correram à procura da mantilha,
e correram, correram as crianças à procura da maçã.

Orpheu 1 foi publicada há 100 anos

Os CTT assinalaram o centenário da revista Orpheu com a emissão de dois selos e um bloco. Os selos reproduzem as capas dos dois números da revista que foram publicados e o bloco uma tapeçaria de Almada Negreiros.

segunda-feira, 23 de março de 2015

Boa noite!

Música e Páscoa

Programa da Câmara Municipal de Coimbra, pelouro da Cultura





«Poetas paranóicos» em expo na BNP


«Alguns rapazes, com muita mocidade e muito bom humor, publicaram, há dias, uma revista literária em Lisboa. Essa revista tinha apenas de notável a extravagância e a incoerência de algumas, senão de todas as suas composições. Como a recebeu a imprensa diária? Com o silêncio que merecia? Com as duas linhas indulgentes e discretas que é de uso consagrar às singularidades literárias de todos os moços? Não. A imprensa recebeu essa revista com artigos de duas colunas, - na primeira página. A imprensa fez a essa revista um tão extraordinário reclame, que a primeira edição esgotou-se e já se está a imprimir a segunda. Ora semelhante atitude está longe de ser inofensiva ou indiferente. Em primeiro lugar, consagra uma injustiça fundamental; em segundo lugar, favorece e prepara uma seleção invertida. Eu bem sei que o reclame a certas obras é às vezes feito à custa da veemente suspeita de alienação mental que pesa sobre os seus autores. Mas neste caso, como em outros muitos, é justo confessar que os loucos não são precisamente os poetas, mais ou menos extravagantes, que querem ser lidos, discutidos e comprados; quem não tem juízo, é quem os lê, quem os discute e e quem os compra.»
Assim se referia Júlio Dantas, num artigo intitulado «Poetas paranóicos», publicado na Ilustração Portuguesa (19 abr. 1915) ao aparecimento da revista Orpheu.