Prosimetron

Prosimetron
Prosimetron: termo grego que designa a mistura de prosa e verso.

sábado, 30 de agosto de 2014

Os meus franceses - 344

Frase da semana



Pensei que Salgado estava acima de qualquer suspeita e desiludiu-me.

Por um lado, até é de louvar a sinceridade das palavras de Miguel Beleza que contrastam com as daqueles que agora parece que tudo sabiam, desconfiavam de tudo etc, mas nunca fizeram nada ... Por outro lado, fico algo surpreendido com a aparente ingenuidade de alguém que teve tão altas responsabilidades nas Finanças e no Banco de Portugal .

Para ver Philip Seymour Hoffman e não só

Um bom filme, baseado no livro de John Le Carré
Alfragide: Dom Quixote, 2008

Como disse, no final, quem foi comigo: «Todos os dias somos enganados!»

Lá fora - 210





Infância Real , a grande exposição de Verão do Palácio de Buckingham com 150 objectos ligados ao que foi a infância dos membros da Família Real Britânica, da Era Vitoriana até ao presente de Barack Obama aquando do nascimento do filho dos Duques de Cambridge, passando pelo livro do baptismo do actual Príncipe de Gales, brinquedos em prata e coral de outros tempos ou os inevitáveis carrinhos de brincar.

Bom pequeno-almoço - 35

Que tal? O meu não foi bem assim: retire-se o bacon, as frutas e a flor. Mas os ovos souberam-me a pouco. :)

Onde me apetecia estar





Estaria muito feliz este fim de semana em Puy-en-Velay, no Haute-Loire , para assistir aos concertos dos dois últimos dias do 48º Festival de La Chaise-Dieu na monumental Abbatiale Saint-Robert. A edição deste ano foi dedicada à música sacra ( Haendel, Bach, Mendelssohn, Mozart ), mas houve também Schumann, Saint-Saëns e Rameau.

Humor pela manhã


A disputa interna no PS já era animada, agora com as datas dos debates atingiu proporções surreais ...

Bom dia !

1914: 30 de agosto


Bride of the Wind, 1914
Basileia, Offentliche Kunstsammlung
Bódegon with affair and rabbit, 1914

«Estes simples, esfomeados, desnorteados rapazes e homens, que nada possuem a não ser miséria nas suas vidas, estão a ser encaminhados para a morte, ou para ficarem incapacitados, e ninguém quer saber disso para nada. As ruas estão pejadas de mulheres dignas de pena, pálidas e doentes, mas qua ainda têm força de alma para não deixarem que os homens vejam como estão afetadas. Hoje, na minha rua, estava uma mulher que se abraçou ao pescoço do marido, como uma demente, porque ele tinha de partir; transportava o pouco que possuía num saco. E no entanto os recrutas eram dóceis, e agradeciam com um olhar de compreensão.»
Carta de Oskar Kokoschka a um amigo, 30 ago. 1914

Mini-livros - 24

Texto de Jenny Miglis; il. de Mandy Stanley.
Porto: Porto Ed., 2003. (Mochilinhas) 
Recebi este livrinho de pano, de herança, dos 'infantes'. :)

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Boa noite!

Peret faleceu ontem, em Barcelona.

Leituras no Metro - 176

Trad. Fernando de Utra Machado
Lisboa: Gleba, 1944

Este livro faz parte de uma lista de «50 livros a ler antes de morrer» de um marcador que a Isabel postou no Palavras Daqui e Dali.
Eu não conhecia nem o livro nem o autor. Alta ignorância porque Trollope é um romancista inglês, conhecido e respeitado da era vitoriana. Não sei se fará parte daqueles escritores muito conhecidos, muito lidos e que venderam muitos livros, na sua época, mas que hoje são quase ignorados. Por cá há muitos assim e dos atuais também os haverá no futuro.
A verdade é que resolvi ler Crepúsculo, que em inglês se intitula An old man's love e que foi publicado, postumamente, em 1884. É, segundo me parece, o único livro deste autor traduzido em Portugal.
Lê-se bem, mas tenho muitos 50 livros para colocar numa lista, mesmo 200 ou 300 ou 400, antes deste.

Passeando em Lisboa - 3

19 ago. 2014

Cogumelos na Av. da Igreja. E de que tamanho! :)

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Boa noite!

Quotidianos - 131


Foi a loucura!...

28 ago. 1964

Os Beatles há 50 anos na América.

Balzac, un flâneur parisien dans le Marais

Les Boulevards de Paris. Du Cadran-Bleu, restaurant au coin de la r. Charlot à la rue Neuve Vivienne
Ao lado do restaurante, encontrava-se o Café Turc. Estes dois locais aparecem em muitas páginas de A Comédia Humana.

Paris é um dos principais personagens de A Comédia Humana. Paris de Balzac situa-se entre uma Paris real, uma Paris desaparecida e aquela que se perde com o crescimento urbano, bem como a Paris dos parisienses, vivida. 
Com base na leitura de A Comédia Humana e conduzido por um especialista na matéria, realiza-se esta tarde um passeio no Marais. Parafraseando o Luís, gostava de lá estar... 

Um biombo do Museu do Oriente

 
Biombo, China, séculos XVII-XVIII
A Virgem, Santa Ana e São Joaquim
Três músicos celebrando o nascimento de Cristo.

São Mateus e São Martinho

As fotos estão um bocado ordinárias, mas foi o que consegui. O museu é um bocado escuro.
Volto sempre a este museu com grande prazer.

Todos os dias sigo este conselho

Jace Grey

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Boa noite!

Tenho andado a ver uns vídeos (poucos, porque não gosto de ver cinema em casa) que estavam num montinho. Um deles foi este sobre a digressão europeia da New Orleans Jazz Band, na qual Woody Allen toca clarinete. 
Este filme é de 1998, anterior à vinda da banda ao CCB, em 2005, espetáculo a que assisti e de que gostei.

Este livro passou-me hoje pelas mãos

Lisboa: Excelsior, 1968

Para JMS.

Gaffes na imprensa


"Helen Mirren tem casas em Londres, Los Angeles e Salento, mas não tem problema de adaptação quando viaja entre o Reino Unido, Estados Unidos e Espanha."

Excerto de uma notícia que pode ler-se na edição de hoje do site "Notícias ao Minuto". Acontece que segundo as minhas pesquisas, e se não estou enganado, em Espanha não existe nenhuma cidade chamada Salento, mas sim em Itália. Trata-se da Península Salentina situada na região da Apúlia, também conhecida como o "Tacão de Itália".
Percorrendo o mapa do mundo, pode encontrar-se outra Salento na distante Colombia. É uma região produtora de café localizada nas montanhas também dedicada ao turismo rural.

Arte em Cascais - Centro Cultural de Cascais

Factotum de Diogo Muñoz 
 «Diogo Muñoz desenvolveu um percurso de procura de temáticas e imagens que remetem para a cultura Pop, assim como para ícones da história da arte. Cenários e personagens trasladados da realidade histórica geram um "pastiche" de anacronismos imagéticos.»
Gostei de ver esta exposição. Nota-se que Diego Velázquez faz parte do imaginário deste pintor.

Retrato de Família II
Retrato de Família 

Figuras no atelier
 Audrey Hepburn aqui muito trabalhada por Muñoz:
Voyeur
Audrey em amarelo                                                                                      Audrey em turquesa

Sem título


Os Seres Imaginários (Fotografia) / Da Idade do Ferro (escultura) 
de Gonzalo Benard e Daniel Gamelas
Gostei da expressividade animalesca do Homem nestes dois suportes artísticos.
Mulher com Máscara de Cabra Montesa
Deus Verraco dos Vetões                          Intitulei o bailado I







Bailado II
«Trata-se de uma dupla exposição em que o fotógrafo Gonzalo Benard e o escultor Daniel Gamelas apresentam trabalhos que se complementam não obstante serem produções autónomas. Gonzalo Benard nasceu em Lisboa em 1969 e reside e trabalha em Paris. Com formação nos domínios da escultura, pintura, cerâmica e desenho, opta por considerar a fotografia, depois de um período de aperfeiçoamento em Barcelona, o seu principal suporte de trabalho. Hoje fotografa essencialmente em formato digital, recorrendo frequentemente às webcams sobrepostas e às comunicações satélite. As suas obras podem ser vistas em diversas coleções públicas. Expôs em países de vários continentes. Daniel Gamelas é professor, licenciado em Escultura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto e a sua escultura remete para uma especulação proto-histórica sobre mitos e rituais pagãos esquecidos, associados a um Panteão de antigas divindades ibéricas da idade do Ferro. Participou desde 2001 em diversas exposições coletivas em Portugal e no estrangeiro.»

Notícia hilariante

Morreu o ex-autarca de Sintra João Justino


João Justino, administrador da empresa Galucho e antigo presidente da Câmara de Sintra, morreu ontem aos 83 anos no Hospital da Luz. “O concelho e o país perderam um grande empresário, a quem Sintra e a economia nacional muito devem”, afirmou à Lusa o atual presidente da câmara , Basílio Horta. Eleito presidente da câmara numa coligação PSD/CDS/-PP, João Justino foi afastado do cargo em 1992 por decisão do Tribunal Administrativo do Círculo de Lisboa, devido à prática de irregularidades. Nos últimos 15 anos, o ex-autarca envolveu-se numa complexa batalha judicial, ainda em curso, com a qual pretendia evitar a demolição, ordenada por dois governos , de uma moradia de grandes dimensões que ergueu em Colares.

Óbito publicado na edição de ontem, do Público

Quem está no meio sabe que os obituários são das notícias mais difíceis de se fazer. Quase que têm regras próprias. Mas esta toca o hilariante. Primeiro, o homem foi considerado uma referência no mundo empresarial e até na economia nacional para sete anos depois ser corrido da autarquia por decisão do Tribunal Constitucional devido à prática de irregularidades... 
Cá para mim, o Basílio Horta já deve estar arrependido dos elogios que fez a João Justino. 

Manjerico

Este belo manjerico não é meu, está a passar férias cá em casa.


Marcadores de livros - 176

Frente e verso de um marcador.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Os meus franceses - 343

Passeando em Lisboa - 2

15 ago. 2014

Uma biblioteca particular

A biblioteca do Museu-Biblioteca dos Condes de Castro Guimarães. 
Um homem conhece-se através do que lê ou dos livros que possui. Porém, nem sempre se lê o que se tem. Leva-se uma vida inteira a ler e a escolher o que se lê mas é impossível ler-se tudo. Nesta biblioteca escolhi alguns dos livros e guardei-os em imagem para pensar que horas de prazer deu esta biblioteca ao Senhor da casa, o conde Castro Guimarães.
O que escolhia? O que lia? Qual era a sua sensibilidade? Teria apenas uma biblioteca convencional? Ou encontraremos nas estantes um perfil mais específico?
Não há na loja do museu, que por agora está fechada, uma biografia do proprietário da casa, apenas existe um panfleto de divulgação. O site do museu dá alguma informação ao visitante. 


Vejam-se livros sobre: a História do Município de Lisboa de Freire de Oliveira, e Depois do Terramoto de Matos Sequeira, umas Memórias são esta amostra de alguns livros sobre História.


Em seguida estão os livros sobre música. Eram de facto estes os livros eleitos. Sabe-se através da sala da Música a paixão do proprietário da casa pela mesma. Fausto, de Gounod, é um dos títulos encontrados, tal como composições para órgão que surge em mais que um título. Strauss e outros faziam as delícias da mente do nosso anfitrião.

De Wagner existem vários títulos, um deles Tristão e Isolda.
 
Aqui encontramos outros títulos ligados à música. Claro, foi o que para mim se destacou mais na biblioteca.


Contudo, encontram-se também livros sobre países, possíveis viagens do conde. Encontram-se assim, os livros de Victor Tissot sobre a Alemanha, Países Anexados, a Rússia... As viagens como não podia deixar de ser, faziam parte da mente do Conde de Castro Guimarães. 

No acervo da biblioteca podemos observar títulos em português, francês, alemão e inglês. O que se pode concluir que os donos eram verdadeiros poliglotas.  
Há uma questão que se pode colocar: seria (será) esta biblioteca maioritariamente masculina? Talvez, não posso responder com precisão, pois apesar de passar algum tempo na mesma não foi o suficiente para analisar esta questão. 
Para não me alongar fico por aqui. Encontram-se livros sobre Ciências Naturais, sobre Geografia, História e Literatura. Todavia, a música foi realmente a paixão do dono desta magnífica casa, do limiar do século XX, numa época de transição do romantismo tardio para o modernismo. Lembro só que o Conde de Castro Guimarães comprou a casa em 1910 a Jorge O'Neil o aristocrata mentor inicial da construção da Torre de S. Sebastião agora Museu-Biblioteca Condes de Castro Guimarães.

Para ter mais conhecimento sobre a biblioteca leia-se o trecho retirado do site do museu:
[acrescentado 6:32 h]

http://www.cm-cascais.pt/mccg/home.html

Para ter uma melhor ideia deste Museu que eu gosto mais de chamar Casa.