Prosimetron

Prosimetron
Prosimetron: termo grego que designa a mistura de prosa e verso.

sábado, 1 de setembro de 2012

Boa noite!

Félix Vallonton - Bain au soir d'été, 1892

«Dans le cabinet de toilette de [Lucien] Muhlfeld, au-dessus de la baignoire, une peinture de Vallotton. D'étonnantes femmes avec des derrières immondes, des derrières pendants d'hamadryas, qu'elles soutiennent avec leurs mains. Un chignon de femme comme une botte d'herbe tordue. Il y a du vert et des fleurs écrasées dans cette chevelure. Nos femmes, consultées, trouvent que c'est bizarre. C'est une grande gloire pour un homme de lettres, de dire: "Moi, je ne comprends rien à la peinture. Si nous changions de conversation?" Aussitôt, toutes ces petites femmes reprennent des mines heureuses, comme des oiseaux délivrés.» 
Jules Renard

L'Amiral em Concarneau

Trad. Isabel St. Aubyn. 1.ª ed. Porto: Asa, 2005

L’Amiral, o local onde se passa grande parte da ação de Maigret e o cão amarelo abriu as portas há mais de 100 anos em Concarneau, na Finisterra. Em 1931, existia um hotel por cima do café. E o aspeto não era  bem o de hoje.
«A cidade de Concarneau encontra-se deserta. [...] No cais de l'Aiguillon nem uma luz acesa. Está tudo fechado.Só as três janelas do Hotel de l'Amiral, na esquina da praça com o cais se encontram iluminadas.» (p. 7)


«O café está quase deserto. Encostada à caixa, uma jovem empregada. Junto de uma mesa de tampo de mármore, dois homens acabam de fumar um charuto [...].» (p. 8)
«Chovia. As ruas estavam cobertas de uma lama negra. os vento agitava as persianas do primeiro andar. Maigret comera na sala de jantar, não muito longe da mesa onde o médico se instalara sombrio.
«Através dos pequenos vidros verdes das janelas, adivinhavam-se rostos curiosos que, por vezes, se colavam aos vidros.» (p. 20)

O romance foi adaptado ao cinema em 1932, por Jean Tarride. Podem ver um pouco do filme em: 

O esplendor de um império


A cidade de Magdeburgo na Saxónia-Anhalt convida a uma exposição fascinante, intitulada “Otto der Grosse und das Römische Reich. Kaisertum von der Antike zum Mittelalter” ("Otão o Grande e o Império Romano. O Império da Antiguidade à Idade Média”). Esta grande personalidade da História do Ocidente, já em si digna de destaque, merece uma atenção especial durante este ano, uma vez que se comemoram os 1100 anos do nascimento de Otão e os 1050 anos da coroação como Imperador. O império que daí se constituiu e viveu sob várias designações, sendo a designação do século XV “Sacro Império Romano – Germânico” a mais frequente, prevaleceu formalmente até 1806, como é do conhecimento geral.   


A exposição pretende acompanhar e analisar o conceito imperial, como fio condutor, desde a Antiguidade aos dias de Otão, cujo novo império se propunha seguir a tradição romana. As 350 obras de arte testemunham a evolução da ideia e do ideal imperiais desde César e Augusto, passando por Constantino e pela crescente influência cristã, atravessando o domínio de Bizâncio no século VI e culminando em Carlos Magno que renova o poder imperial, centrado a norte dos Alpes. “Otto Imperator”, assim o selo oficial o proclama, consolida definitivamente esta nova hegemonia com sede na Europa Central, sete anos após a vitória sobre os húngaros na célebre batalha de Lechfeld (Augsburgo/Baviera). A coroação pelo Papa João XII a 2 de Fevereiro do ano de 962, confere ao poder terrestre a legitimidade divina no entender de Otto que, tal como Carlos Magno, assume uma função de protecção a favor do papado.

Ao espólio da exposição, pertencem estátuas e bustos da Antiguidade, objectos bélicos, bíblias e muitas outras obras que simbolizam o estatuto imperial ao longo de vários séculos (ver imagens). Magdeburgo e o Estado da Saxónia-Anhalt rendem-se assim ao seu filho, Otão o Grande, através desta magnífica mostra que terminará a 9 de Dezembro.

A nossa vinheta

Norman Parkinson (1913-1990) - Algarve
Vogue, July 1973

Aproveitando os últimos dias de férias e/ou de praia.

Humor pela manhã...


Um exemplo a seguir...

Portas em Gaia

Nove portas na Rua Cândido dos Rei
e uma na Av. da República

Para a Isabel.

Maison Violet

Giuseppe De Nittis - La Parfumerie Violet, 1880

A Maison Violet, que se vê no quadro de De Nittis, ficava no 29, boulevard des Italiens, em Paris. Hoje parece-me que está lá uma Pizza Hut.

Esta ilustração situa a Maison Violet no boulevard des Capucines, mas alguma da publicidade aqui reproduzida dá-a no boulevard des Italiens.

Cartaz de Louis-Théophile Hingre, 1900
1905

Um quadro por dia


William Davis ( 1812-1873 ), Flowers and Fruit of September, 1861, óleo sobre tela, col.particular.

Bom dia !



NOSTALGIA para alguns, DESCOBERTA para outros : Missing You, uma das mais belas canções feitas por cá, embora em inglês, na década de 60. Os Sheiks.

Setembro

Karl Wilhelm Friedrich Bauerle (1831-1912) - O mês de Setembro: Menina vestida de branco

No Museu Nacional Machado de Castro

Rui Paiva  - Exposição fotográfica  em torno da Rota da Seda no
Museu Nacional Machado de Castro


Os tons quentes do Oriente


Rui Paiva apresenta «18 imagens que recriam um percurso e uma atmosfera civilizacional, numa geografia de movimentos de cariz comercial, feição religiosa e fonte do conhecimento Oriente-Ocidente.»

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Boa noite!

Se estiver por Barcelona...


Livros de cozinha - 64

J. E. Carmona e Silva - Roteiro gastronómico do Alentejo: 2006. Évora: Academus, [2007]

Roteiro dos melhores restaurantes alentejanos no ano de 2006, segundo o autor que dedica o livro «a tudo aquilo que comi e que bebi e que me soube bem. De todos os restaurantes escolhidos apresenta uma receita e à volta daquele ou desta escreve algo.
As últimas páginas são dedicadas ao Tia Rosa, de Melides, e a receita escolhida é o «Queijo assado com alho, vinho branco e orégãos». Aqui fica a receita que um dia destes hei-de experimentar:
«O queijo de ovelha assado é um petisco, não é uma refeição. Serve de entrada, de lanche, de ceia à lareira.
«Escolha um bom queijo de ovelha, dos alentejanos, amanteigado, de Serpa, por exemplo.
«Coloque-o num recipiente de barro previamente esfregado com um dente de alho esmagado e regue-o com umas gotas de vinho branco suave. Leve a assar no forno, de lenha de preferência, depois de cortar a "casca" da parte de cima. Quando estiver derretido, o que custa pouco, retire-o e deite alho finamente picado. Polvilhe com orégãos.
«Come-se enrolando o queijo em cubos de pão de véspera picados num garfo, como se faz no fondue.
«Tanto pode acompanhar com branco ou com tinto.
«Ao lado pode ter tomate em cubos, com cebola e orégãos, temperado de sal grosso, azeite e vinagre.
«É bom para a conversa socializadora.»

Pacotes de açúcar - 41


Coimbra: Feira da Cebola

Coimbra, Praça do Comércio, 22 ago. 2012

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Boa noite!

Sonia Delaunay - Le Bal Bullier, ou Tango, 1912-1913

Jogos Olímpicos e Jogos Paralímpicos: emissões filatélicas



Pacotes de açúcar - 40


Rimas alentejanas - 3

Arrufos de namorados
Amores dobrados.

Alfarrabista João Soares

Na 5.ª feira ao descer a Rua das Flores, encontrei esta livraria no n.º 40, junto à Chaminé da Mota. Será que o prosimetronista João Soares se instalou no Porto e não nos disse?

Porto, 23 ago. 2012
http://www.facebook.com/photo.php?fbid=221495981235310&set=a.128659453852297.23543.128658967185679&type=1&theater

Cinenovidades



Mais um filme português, este fora de competição, no Festival de Veneza que começou ontem. É a adaptação da obra homónima de Raul Brandão por Manoel de Oliveira, e conta com um elenco de luxo: Claudia Cardinale, Michael Lonsdale, Jeanne Moreau e é claro Ricardo Trêpa...

Bom dia !



Uma combinação musical Cabo-Verde/Portugal.

Leituras de férias - Valter Hugo Mãe

Dente-de-Leão

Estou a ler O Filho de Mil Homens de Valter Hugo Mãe com uma velocidade apreciável porque ele absorve todas as atenções.
Usando uma metáfora: o livro assemelha-se a uma laranja perfumada que nos alicia e ao saboreá-la encontramos a agrura do citrino que depois se torna doce.


« A felicidade é a aceitação do que se é e se pode ser. » 

 Valter Hugo Mãe, O filho de mil homens. Carnaxide: Editora Objectiva, 2011, p. 94.