Prosimetron

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sábado, 13 de junho de 2015

Boa noite!


A UCI Cinemas tem transmitido, em direto, tanto óperas como bailados, da temporada 2014/2015 da Royal Opera House. 
Esta semana vi esta produção de John Copley, de que gostei imenso, com Anna Netrebko e Joseph Calleja - muito, muito bons, 

Pacotes de açúcar - 98

Vai um franguinho? Por acaso este não era nada mau.

Marcadores de livros - 225


Hoje no MNA


Tavira

Tavira, 30-31 maio 2015

Cheguei finalmente à vila da minha infância.
Desci do comboio, recordei-me, olhei, vi, comparei.
(Tudo isto levou o espaço de tempo de um olhar cansado).
Tudo é velho onde fui novo.
Desde já — outras lojas, e outras frontarias de pinturas nos mesmos prédios —
Um automóvel que nunca vi (não os havia antes)
Estagna amarelo escuro ante uma porta entreaberta.
Tudo é velho onde fui novo.
Sim, porque até o mais novo que eu é ser velho o resto.
A casa que pintaram de novo é mais velha porque a pintaram de novo.
Paro diante da paisagem, e o que vejo sou eu.
Outrora aqui antevi-me esplendoroso aos 40 anos — Senhor do mundo —
É aos 41 que desembarco do comboio [indolentão?].
O que conquistei? Nada.
Nada, aliás, tenho a valer conquistado.
Trago o meu tédio e a minha falência fisicamente no pesar-me mais a mala...
De repente avanço seguro, resolutamente.
Passou roda a minha hesitação
Esta vila da minha infância é afinal uma cidade estrangeira.
(Estou à vontade, como sempre, perante o estranho, o que me não é nada)
Sou forasteiro tourist, transeunte.
E claro: é isso que sou.
Até em mim, meu Deus, até em mim.

8-12-1931
Álvaro de Campos
In: Fernando Pessoa - Livro de Versos. Intr., transcr., org. e notas de Teresa Rita Lopes. Lisboa: Estampa, 1993

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Boa noite!

Lá fora - 226






Imperdível para os cinéfilos esta exposição dedicada aos 120 anos da Gaumont, uma das poucas empresas cinematográficas ( juntamente com a Pathé ) que cobre toda a história da sétima arte . Centenas de objectos raros, cartazes, trajes, mas também oficinas pedagógicas e até ante-estreias de filmes .

120 ans de cinéma, Gaumont, depuis que le cinéma existe , até 5 de Agosto no Centquatre , Paris .

Da vinheta


A grande festa popular da cidade de Lisboa , em honra do também mais popular santo . Escolhi uma tela que poucos conhecerão, e ainda menos terão visto ao vivo já que está há muitas décadas no Chrysler Museum of Art, na cidade de Norfolk, Virgínia, EUA , museu fundado com as preciosas colecções do fundador da marca automóvel .
Chama-se Visão de Santo António de Pádua, pintada por Claudio Coello ( 1642-1693 ) em 1663 , e é compreensível que o pintor oficial da corte de Carlos II de Espanha tivesse optado pela outra cidade, embora até fosse filho de portugueses emigrados ...


Humor pela manhã


Bom dia !





Nostalgia do french disco .

Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil

http://www.estudokids.com.br/trabalho-infantil/

Bom pequeno-almoço - 45

Albert Anker - Pequeno-almoço para crianças

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Boa noite!

Talassas ou waffles

A Isabel falou há dias, no Palavras Daqui e Dali, de uma loja de waffles que abriu em Castelo Branco. 
Quando fomos à Feira do Livro, um dos meus netos queria uma waffle, de modo que, no domingo, resolvi fazer talassas. A verdade é que é difícil encontrar boas waffles. Normalmente são muito gordurosas.


A Deposição da Cruz de Rogier van der Weyden


Já há uns tempos que estava para colocar um vídeo sobre a obra de Rogier van der Weyden, onde aproximassem as figuras e se visse a maravilha que é a sua pintura. Só encontrei vídeo para A Deposição da Cruz. Na expo a que a Ana se referiu ontem e que está no Prado passam um filme magnífico. 

Em geminação com a Ana.

Ervas aromáticas

Manjericão  
Tomilho 
Alecrim  
Poejos 
Hortelã pimenta

Falta o cebolinho que está inapresentável, com as pontas cortadas.

Em geminação com a Ana.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

domingo, 7 de junho de 2015

Boa noite!

"Há uma política das plantas"

Na companhia de António Mega Ferreira, a minha última leitura entre leituras de trabalho.

Sandro Botticelli, Detalhe da Primavera, Galeria Uffizi, Florença

Imagem retirada daqui: http://picslist.com/image/88126679381

«Há uma política das plantas como há uma história, uma estética e uma ética.
No ritual dos mortos, são flores o que oferecemos. E são flores que enviamos num aniversário, quando alguém de que gostamos adoece, quando nos casamos, quando agradecemos uma receção mais calorosa, quando namoramos ou pretendemos namorar, quando nasce uma criança e quando se encena um discurso. O que é que faz das plantas um ritual for all seasons? O que é que as torna tão presentes, e, por isso mesmo, tão indiferentemente transparentes às circunstâncias da vida humana? Porque é que às plantas emprestamos as qualidades da urbanidade, da serenidade e do conforto? É porque são silenciosas, pura e simplesmente mudas e inócuas? Ou porque, precisamente pelo seu silêncio, nos murmuram constantemente as letras do seu segredo, essa sua intransponível proximidade com o animal, sedutora distância que alimenta as nossas fantasias? O que me interessa nas plantas não é a sua vida, mas a sua imagem no coração dos homens e as razões por que as tornámos comparsas privilegiados do nosso destino.»

António Mega Ferreira, Hotel Locarno. Lisboa: Sextante, 2015, pp. 122-123.

Aqui fica uma rosa que resume o texto lido. Um bom Domingo!

Domingo em Ascot


Para todos