Prosimetron

Prosimetron
Prosimetron: termo grego que designa a mistura de prosa e verso.

sábado, 17 de outubro de 2009

Exposição Art Déco na Gulbenkian!


Quem gostar de art déco pode visitar a exposição que está patente na Galeria de Exposições Temporárias da Fundação Calouste Gulbenkian desde dia 16 de Outubro até 3 de Janeiro de 2010: "Art Déco, 1925".
Gosto muito desta época. A selecção das obras expostas deve-se à escolha de Chantal Bizot e Dany Sautor, especialistas convidados para a comissariar.

Frasco de perfume, Lalique

"Um Amor de Perdição" é o candidato português ao Óscar de Melhor Filme Estrangeiro


O novo Presidente da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas nos EUA, Tom Sherak, anunciou esta quinta-feira as 65 candidaturas dos vários países ao Óscar de Melhor Filme Estrangeiro. Para além de considerações sobre a forma de candidatura (nomeações dos países, um candidato por país independentemente de mérito e produção relativas, candidaturas separadas da China e Hong-Kong), eis algumas notas.
Portugal apresenta "Um Amor de Perdição" / "Doomed Love", de Mário Barroso, que já foi referido aqui no Prosimetron em http://prosimetron.blogspot.com/2009/04/cinenovidades-39-um-amor-de-perdicao.html e http://prosimetron.blogspot.com/2009/04/ainda-um-amor-de-perdicao.html.
Internacionalmente, está a ser dado destaque às indicações da Alemanha ("The White Ribbon", de Michael Haneke, o vencedor do Festival de Cannes, referenciado em http://prosimetron.blogspot.com/2009/05/white-ribbon-de-michael-haneke-vence.html), da França (''Un Prophete'', de Jacques Audiard), e da Coreia do Sul ("Mother", de Joon-ho Bong).
Notas adicionais para os realizadores indigitados pela China (Chen Kaige, cujo "Adeus, Minha Concubina" venceu a Palma de Ouro de Cannes em 1993 e foi nomeado para dois Óscares), Espanha (Fernando Trueba, vencedor em 1993 com "Belle Époque") e Itália (Giuseppe Tornatore, vencedor em 1989 com "Nuovo Cinema Paradiso") .
Como curiosidade, países com quem os EUA possuem relações diplomáticas relativamente tensas apresentaram também as suas candidaturas: é o caso do Irão ou da Venezuela (mas não da Coreia do Norte; aliás, a lista da Academia indica tão somente "Coreia").
A lista integral pode ser vista no endereço da Academia, em http://www.oscars.org/press/pressreleases/2009/20091015.html
As nomeações serão anunciadas a 2 de Fevereiro de 2010.

O outro Frédéric de quem se fala

Tendo ele saído em defesa de Roman Polanski , precipitaram-se os abutres sobre Frédéric Mitterrand, ministro da cultura de Sarkozy.
Recuperaram o seu livro de 2005 (!) que foi então um sucesso de vendas e de crítica, e têm usado passagens do mesmo para exigirem a sua demissão, alegando que La mauvaise vie é uma obra autobiográfica pelo que Mitterrand-sobrinho se deveria demitir.
O que me surpreendeu mais foi a reacção dos abutres de esquerda, quero eu dizer os socialistas franceses, que não perdoam ao ministro-sobrinho esse parentesco nem o facto de ter aceite o convite de Sarkozy para ser ministro da cultura. Alguns chamam-lhe traidor às suas raízes de esquerda, o que não deixa de ter graça num partido como o socialista francês em que a traição política está há muitos anos na ordem do dia ( tendo atingido o cúmulo com o que François Hollande fez à sua mulher Ségoléne Royal ).
Frédéric Mitterrand tem-se defendido à altura e, ao contrário do que temi, vem sendo apoiado por Sarkozy que até já tinha lido o livro ( não sei se por influência de Carla B., grande amiga de Frédéric Mitterrand ) quando a polémica estalou nas últimas semanas.
Entretanto, vou, tal como muita gente o está a fazer, comprar o livro.

Carmina Burana


Se estiver cá... quero IR!

Passeio por Lisboa 5

Lisboa ao entardecer no dia 16 de Outubro, 2009
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Miradouro próximo da Sé, Lisboa

Cúpula do Panteão, ao longe.

Panteão Nacional

Imagens de Lisboa - 5


Jardim do Príncipe Real, inícios do século XX.

Para Miss Tolstoi.

As Rosas

Quando à noite desfolho e trinco as rosas
É como se prendesse entre os meus dentes
Todo o luar das noites transparentes,
Todo o fulgor das tardes luminosas,
O vento bailador das Primaveras,
A doçura amarga de todas as esperas.

Sophia de Mello Breyner Andresen, Obra Poética Dia Do Mar, Lisboa: Edição Maria Andresen de sous Tavares, (5ª Edição), p. 17

17 de Outubro de 1849

Faleceu no dia 17 de Outubro de 1849, aos 39 anos. Nunca faltam flores a Frédéric Chopin no Père Lachaise.

Contrariando Paul Valéry ...

Foi este o primeiro grande sucesso mundial do filósofo Alain de Botton. A obra de Proust como fonte de reflexão sobre as coisas boas e más da vida, e sobretudo como ajuda para defrontar as segundas.

PARAÍSO : 3 - Carina

Quando a campainha tocou pela terceira vez, Carina percebeu que ia ter uma noite longa. Não era a primeira vez que isto lhe acontecia: uma enfermaria pacata com uma excepção à regra que atormentava as enfermeiras e os outros doentes de meia em meia hora.
Demorando o seu tempo, Carina dirigiu-se à enfermaria que lhe estava a cargo. Pensava em Pedro que ainda não lhe ligara. Viria buscá-la hoje?
Carina não morava longe do Amadora-Sintra, mas preferia que Pedro a viesse buscar já que as oportunidades para estarem juntos tinham diminuído com a quantidade de noites que lhe calhavam no hospital. Sina de recém-chegada à profissão. Mas antes noites que turnos nas urgências, embora mais tarde ou mais cedo fosse esse o seu destino temporário.
À porta da enfermaria 3, recebeu uma sms: " Hoje não dá. Depois explico. "
Carina guardou o telemóvel no bolso da imaculada bata e dirigiu-se à cama 6 :
- Sr. António, o que foi agora?
- Sra.Enfermeira, estou com uma grande falta de ar, uma grande falta de ar!
- Então já somos dois, Sr.António.
Seguiu-se a já habitual litania de queixas sobre os médicos, os hospitais, a comida nestes e a vida em geral. Queixas que Carina sabia, pelas auxiliares, que também se estendiam às enfermeiras em geral. Mesmo sem ser dada a grandes reflexões, designadamente relações de causa-efeito, Carina não deixara de associar as intermináveis queixas e reclamações do paciente da cama 6 a outro facto: era ele o único doente que não recebia visitas em toda a enfermaria.

( cont. )

Citação

«A vida é demasiado curta. Proust é demasiado longo.»
Paul Valéry

Ciclo de Cinema Neo-realista Italiano



Arroz Amargo, de Giuseppe de Santis, realizado em 1949: 19 de Outubro pelas 21h30


Associação Casa da Achada - Centro Mário Dionísio
Rua da Achada, nº 11 r/c
Lisboa
tel: 21 8877090
http://www.centromariodionisio.org/

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Maria Callas


Hamburgo, 1962
Para o nosso anfitrião.

Correio Interno - 4

Só para recordar

Sempre a aprender - 5 : O plural de refrão

Toda a vida disse e escrevi refrãos como plural de refrão. Há umas semanas, vi escrito num jornal refrães. Surgiu-me a dúvida sobre quem estava certo, eu ou a jornalista. Fui averiguar em sítio próprio e descobri que ambas as palavras estão correctas, é pois tão lícito usar uma como a outra. Aliás, um dos linguistas que se pronuncia sobre o assunto até acha que o mais correcto é refrães.

100 anos de Liceu Camões

Foi inaugurado em 1909 o Liceu Camões, hoje Escola Secundária de Camões. Não sei se alguém do blogue por lá andou. Se sim, venham os testemunhos.

Conhecem Benjamin Biolay?

A melancolia em francês.

Da viagem e do regresso - 1

Começando pelo regresso, há que dizer que um dos primeiros "embates " foi o regresso à gripe A. Depois de uma semana sem ouvir falar em tal coisa, ou melhor em que quem falava éramos nós, todos ou quase todos equipados com gel desinfectante, só desde ontem é que voltei a ouvir falar do assunto: nas conversas nos transportes públicos e nos noticiários. Até uma pequena contusão me foi infligida num dedo da mão esquerda por uma senhora que ao evitar tocar numa porta de vidro me fez levar com esta.
Foi bom também ver caras novas no Parlamento, mais precisamente 105 novos deputados. Muitos da vida político-partidária, mas também outros provenientes de outras lides: Inês de Medeiros e Miguel Vale de Almeida por exemplo. Espero que sejam uma lufada de ar fresco.
E ainda não há governo. Ouço alguns amigos normalmente bem informados, mas as versões são díspares quanto a quem fica e a quem entra.

PARAÍSO : 2 - Quim ou a dura vida fácil


O Quim da D.Ermelinda, como era conhecido em Santa Filomena, tinha sido o primeiro a fumar ganzas na escola, e pouco depois já vendia aos outros. Foi assim que conheceu o Amílcar e o Dread, pouco mais velhos, mas já então dealers profissionais e que apresentaram ao Quim o "negócio" como eles diziam. Achavam que ele tinha jeito para a coisa.
Já imerso no "negócio", Quim deitava-se agora de madrugada, quando a sua mãe estava a sair para a primeira parte do dia: limpezas num escritório das seis às oito. Era esta a rotina diária da D.Ermelinda, figura estimada na Torre C de Santa Filomena. Primeiro, as limpezas da madrugada, regressando a casa às dez para as suas lides caseiras. Depois do almoço, mais limpezas: uns dias em casa de um casal de professores e noutros em casa do sr.coronel, simpático viúvo que morava perto do bairro.
Mas não se pense que a vida nocturna de Quim era de indolência: quando não havia recolhas de "mercadoria" em pinhais, praias ou moinhos abandonados, havia venda no Kremlin ou no Lux.
Chegava a casa de madrugada tão esgotado como a D.Ermelinda ao fim do dia. Só a remuneração é que era diferente.
Apesar de ter dinheiro na carteira e uma BM à porta, e apreciar o respeito que lhe era demonstrado no bairro, respeito normalmente reservado a quem vive do outro lado da lei, havia algo que Quim invejava ao seu maior amigo Pedro. Invejava-lhe a doce Carina, uma namorada a sério, que nada tinha que ver com as agarradas que se ofereciam a Quim por uma dose, ou com as russas, ucranianas, moldavas e brasileiras com quem se cruzava diariamente na noite e a quem só o dinheiro fazia sorrir.
Despertou do seu sonhar acordado com o aviso de sms do telemóvel. Era Pedro : " Tenho de falar contigo. Benguela. "

( cont. )

Imagens de Lisboa - 4


Campo de Santa Clara. Ao fundo Igreja de Santa Engrácia.
Foto de Armando Serôdio, 1971
Lisboa, Arq. Fot. CML, A74893

Flores 1 - Piet de Mondrian!

Piet Mondrian, Large Chrysanthemum, 1908
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Charcoal on paper. 36.4 x 24.8 cm. Private collection
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Chrysanthemum, c.1908
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Watercolor. 33.9 x 23.9. Sidney Janis Collection, New York, NY, USA.
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Chrysanthemum, 1908–09.
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Charcoal on paper, 25.4 x 28.7 cm.,Solomon R. Guggenheim Museum, New York

Quotidianos - 21



Inauguração do Panteão Nacional, na Igreja de Santa Engrácia
Fotos de Garcia Nunes, 1966
Lisboa, Arq. Fot. CML, A56502,
A56499

À Virgem Santissima - Antero de Quental!

Num sonho todo feito de incerteza,
De nocturna e indizível ansiedade,
É que eu vi teu olhar de piedade
E (mais que piedade) de tristeza...

Não era o vulgar brilho da beleza,
Nem o ardor banal da mocidade...
Era outra luz, era outra suavidade,
Que até nem sei se as há na natureza...

Um místico sofrer...uma ventura
Feita só do perdão, só da ternura
E da paz da nossa hora derradeira...

Ó visão, visão triste e piedosa!
Fita-me calada, assim chorosa...
E deixa-me sonhar a vida inteira!

Antero de Quental in Mário Soares os poemas da minha vida, Lisboa: Publico, 2005, p.47

Quotidianos - 20


Relojoeiro Ramos, na Feira da Ladra
Foto de José Artur Leitão Bárcia (1871?-1945)
Lisboa, Arq. Fot. CML,
BAR000192

Sophia de Mello Breyner Andresen

Nós falamos dos deuses mas vós sois
Exactos e perfeitos como deuses.

Sophia de Mello Breyner Andresen, Obra Poética Dia do Mar, Lisboa: Edição Maria Andresen de Sousa Tavares, 2005 (5ª Edição), p. 87

Juntamos a esta voz a nossa voz!


ver fotos aqui. Vamos lutar!

Exmo. Senhor Ministro da Cultura
Dr. José Pinto Ribeiro

C.c Director-Regional de LVT
C.c. Presidente do IGESPAR
C.c. Presidente da CML
C.c. Presidente da AML
C.c. Presidente da Junta de Freguesia da Sé


Vimos por este meio apresentar a V.Exa. o nosso protesto veemente por uma situação que consideramos grave e escandalosa, seriamente lesiva de um Monumento Nacional, e que pré-figura mais uma acção de vandalismo de Estado, uma vez que, ao que apurámos, é da exclusiva e inteira responsabilidade da Direcção-Regional de Cultura de Lisboa e Vale do Tejo e, portanto, desse Ministério.

Trata-se de uma intervenção de "restauro" que está a ser feita na pedra antiga junto ao portão Norte da Sé de Lisboa, sendo que anexamos fotos e breve descritivo em

http://cidadanialx.blogspot.com/2009/10/obras-de-restauro-na-se-de-lisboa.html#comments .

Antes deste protesto, consultámos o IGESPAR que nos garantiu desconhecer a situação, e a própria DRC-LVT que nos pediu que denunciássemos o caso para o seu próprio endereço de email, o que já fizemos, naturalmente.

A menos que se trate de uma intervenção justificável e reversível a breve trecho, consideramos que este episódio é sintomático sobre o estado de coisas relativamente ao património arquitectónico do país, e do entendimento que dele fazem os poderes públicos.

Já não bastava o efeito da poluição e o vandalismo anónimo que continuamente atentam contra o nosso património, para que sejam agora os próprios responsáveis pela conservação dos Monumentos Nacionais a adulterá-los.

Finalmente, e em jeito de rodapé, não podemos deixar de dar conta da nossa preocupação em relação a um projecto de intervenção profunda na mesma Sé, projecto esse a ser elaborado neste momento pelos serviços da mesma DRC-LVT, o qual, à semelhança do Terreiro do Paço, se prepara para ser anunciado à população como um facto consumado. É preciso que este projecto seja divulgado quanto antes!

Melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Júlio Amorim, Luís Marques da Silva, Nuno Caiado, António Branco Almeida, Pedro Gomes e António Sérgio Rosa de Carvalho

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

PARAÍSO : 1 - Onde conhecemos Pedro



Pedro não parava de chorar. Os fumos do acetileno ainda se faziam sentir. Oito horas a soldar peças de automóvel tinham este efeito, apesar da máscara.
Com um pai e um avô soldadores, foi este também o destino de Pedro quando bateu o recorde de faltas na sua secundária. Que podia ele fazer se nesse último ano em que foi às aulas o Colombo abriu portas? O Funcenter, o McDonald's e as inesgotáveis montras triunfaram sobre as aborrecidas aulas.
Descobertas as faltas, seguiu-se a maior tareia da vida de Pedro, com os gritos deste ouvidos em todos os oito pisos da Torre B da Quinta de Santa Filomena, bairro que conservava o nome da antiga quinta senhorial que durante séculos existira às portas de Lisboa.
Depois, veio o encaminhamento para a fábrica onde o seu pai trabalhava desde o início da idade adulta.
Deitado no sofá da sala, com uma rodela de batata crúa em cada olho, Pedro esperava que a habitual névoa se dissipasse e voltasse a ver claramente. E, como vinha fazendo há vários dias, convencia-se de que a sua vida tinha de mudar. Não queria ser soldador o resto da vida, martirizando os olhos oito horas por dia por uns magros 700 euros no fim do mês.
Não era assim que compraria um carro, muito menos uma casa. Decidiu-se : iria falar com o Quim, o Quim era a solução.

( cont. )

Imagens de Lisboa - 3

Lisboa à vossa espera! Bem-vindos!


Praça do Areeiro, anos 1950
Foto de Augusto de Abreu Nunes
Lisboa, Arq. Fot. CML, A17570



Fotografia aérea da Alameda D. Afonso Henriques e Areeiro, anos 1950
Foto de Augusto de Abreu Nunes
Lisboa, Arq. Fot. CML, A17569

Flower Duet, Lakmé

Albrecht Dürer, Narcisos e outras flores



Sumi Jo & Ah-Kyung Lee: Flower Duet, I Acto de Lakmé, Léo Delibes


Apresentação: dia 17 de Outubro na FNAC Colombo, às 17h00, com a presença de Ricardo Araújo Pereira, Pedro Tamen e Margarida Vale de Gato.

Veja a apresentação da colecção:

Auto-retrato(s) - 27


William Hogarth - Self-Portrait with Pug-Dog
Óleo sobre tela, 1745
Londres, Tate Britain


Depois do Jad ter colocado o magnífico quadro alusivo à contagem de votos de umas eleições, deixo o auto-retrato de Hogarth. Um dia pode ser que ele regresse aos Quotidianos.

O Velho Abutre

O Velho abutre é sábio e alisa as suas penas
A podridão lhe agrada e seus discursos
Têm o dom de tornar as almas mais pequenas

Sophia de Mello Breyner Andresen, in Mário Soares os poemas da minha vida, Lisboa: Público, 2005, p. 135


Agradecendo a ideia de A.S. achei por bem lembrar que este poema foi feito a pensar em António de Oliveira Salazar.

Citação

«Solidão a dois é o inferno consentido.»
Michel Houellebecq
In: A possibilidade de uma ilha / trad. Isabel St. Aubyn. Lisboa: Dom Quixote, p. 61

Bolero - Ravel

Não sei se já foi publicada esta versão do Bolero aqui no Prosimetron: concerto em Waldbuhne 1998. Latin American Night. A música é o estado de espírito do momento, se houver repetições sorry...
Resolvi partilhá-la para que a madrugada acorde cristalina como as estrelas acordam no céu de Van Gogh.
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Maurice Ravel

Ravel - Bolero - Daniel Barenboim - Berliner Phil. Pt. 1



quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Tarde de Sol em Lisboa


«E lendo vou tecendo a teia da minha vida.»
Norton de Matos

Gabriel Abrantes: Amália

Na Exposição Amália: Coração independente, patente no Centro Cultural de Belém.



Gabriel Abrantes

Va pensiero - Verdi

Va Pensiero, Coro dos escravos do III Acto de "Nabucco",Nabucodonosor,(1842).

Luís, na Turquia, envia notícias


Museu de Antalya.
E a viagem aproxima-se do fim!

Notte - Luciano Pavarotti


Notte
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Chiudo i miei occhi e sogni tornano,
son stelle nel crepuscolo.
Come fiamme si accendono dentro di me.
Ho speranze e desideri,
ma le mie parole non bastano più.
Notte piena di misteri,
prova a raccontarli tu.
Notte, la mia complice tu sei.
Prendi i miei respiri,
fanne melodia per lei che ascolterà.
Notte, scendi piano su di lei,
e bacia i suoi sospiri,
fa' che uno sia per me, mi basterà.
E non nascondere più l'anima
nella mia solitudine.
Lascia che sia una nuvola che se ne va.
Le speranze e i sentimenti
sono le mie ali e con te volerò,
notte amica degli amanti,
dentro te mi perderò.
Notte, la mia complice tu sei.
Prendi i miei respiri,
fanne melodia per lei che ascolterà.
Notte, scendi piano su di lei,
coprila di cielo,
così freddo non avrà e sognerà.
Lascia che il mio sogno sia.
Notte, stanote sei mia.
Notte.
Notte, scendi piano su di lei,
bacia i suoi sospiri,
fa' che uno sia per me, mi basterà.
Notte.

Música turca - 4


Gülben Ergen (1972-)

Auto-retrato(s) - 26


Lavinia Fontana (1552-1614) - Auto-retrato no estúdio
Óleo sobre cobre, 1579
Florença, Galeria Uffizi

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Caravaggio: três versões de um quadro

Para a Ana com fraternidade!
Por causa de um post que me foi dedicado pela Ana, o qual agradeço, e de um comentário chamando a atenção se seria um rapaz ou rapariga a tocar o alaúde, fui procurar o Bilhete-Postal que tinha recebido do quadro do Hermitage... era o mesmo. Encontrei três versões e aqui ficam identificadas. Espero não me ter enganado.
As três versões do tocador de alaúde



100 cm × 126,5 cm (c. 1596)
Wildenstein Collection



96 cm × 121 cm (c. 1596)
Gloucestershire: Ex-Badminton House


94 cm × 119 cm (C. 1600)
Saint Petersburg: Hermitage Museum.

Entre os últimos a diferença mais fácil de observar é a da janela reflectida na jarra. O primeiro não tem jarra (... nem flores)!

Prémio Nobel de Literatura: Herta Müller

Pedi a uma grande amiga que fizesse um pequeno texto sobre Herta Müller para se recordar nestas páginas o Prémio Nobel de Literatura 2009

No dia em que abre a Feira de Livro em Frankfurt, pese embora a polémica à volta do convidado de honra, a China, é oportuno lembrar Herta Müller, prémio Nobel de Literatura de 2009.

O seu último livro, Atemschaukel, segue a temática de romances anteriores. Assim, partindo de uma experiência pessoal de deportação de um jovem, oriundo da minoria alemã de Hermannstadt, na Roménia, para os campos de trabalho forçado na Rússia, entre 1945 e 1950, o leitor confronta-se com a «possibilidade de interpretar o mundo de uma outra forma».
A vivência introspectiva do jovem Leo, protagonista num mundo de ficção que já antes o era na pessoa do poeta romeno Oskar Pastior (1927-2006), encontra nas frases lapidares uma transposição do real com recurso a uma imagética verbal inusitada.

Acrescente-se (em tradução livre do alemão) uma pequena citação final para reflectir: «Como se pode caminhar no mundo quando já não se sabe dizer mais, sobre si próprio, senão ter fome

HMJ

PS. Obrigado HMJ

Auto-retrato(s) - 25


Goya, 1815
41 x 46 cm
Madrid, Museo de la Real Academia de San Fernando

A Academia de San Fernando tem mais de uma dezena de obras de Francisco de Goya, que por não estarem num Museu de grande público se encontram muitas vezes esquecidas

Fraternidade

foto de Jaime Duarte
"Uma amizade verdadeira entre pessoas que poderiam permanecer sempre distanciadas"

Jocob Anderson, 1723